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Resenha

Resenha | Phasma

Delilah Dawson desvenda o mistério por trás da misteriosa capitã cromada e nos leva a uma viagem no coração da Primeira Ordem.

Thaís Rossi

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O livro foi lançado em janeiro de 2019 pelo selo geek da editora Universo dos livros. Escrito por Delilah S Dawson, ele desvenda o mistério em torno da intrigante capitã da primeira ordem.  Além de Phasma, a autora é responsável por diversas outras obras dentro do universo expandido de Star Wars como Galaxy’s Edge: Black Spire e Star Wars:The Perfect Weapon. 

Seguindo o modelo de diversos romances do universo expandido, a história de Phasma é dividida em duas linhas temporais: o presente – protagonizado pela espiã da resistência Vi Moradi – e o passado – dez anos antes dos eventos de “O despertar da força” – época em que se a história da temida capitã.

Ainda no começo da história, Vi é sequestrada por Cardeal, um capitão da primeira Ordem que tem Phasma como sua maior inimiga. Seu objetivo é extrair da espiã informações que possam incriminar a capitã,através de tortura e tirar seu prestígio diante da primeira ordem. É a partir deste interrogatório que começa a odisseia do leitor através da vida de uma das personagens mais enigmáticas da nova trilogia de Star Wars.

“- Você é Vi Moradi, Codinome Starling, conhecida espiã da Resistência e tem exatamente a informação de que preciso
– E você é o grande botão vermelho. O que acontece se eu apertar você no peito? Por acaso a luz acende em algum lugar? Alguma coisa explode?”

Antes de ser uma parte crucial da primeira ordem, Phasma viveu no hostil planeta Parnassos junto de seu irmão Keldo, com a tribo dos Scyre. Por dois anos os dois dividiram o trono da tribo, harmonizando as habilidades implacáveis de Phasma para a guerra e a sabedoria de Keldo. Como líder, a guerreira queria mais para o seu povo que vivia com escassez de água, comida, morria em chuvas ácidas e de doenças desconhecidas. Para ela, dominar as tribos próximas era a solução que traria melhorias, mas para o seu irmão o ideal era que as tribos vivessem em paz em seus cantos.

A divergência de ideias entre os irmãos veio à tona com a chegada acidental de Brandol Hux em Parnassos. Convencida de que ajudar o homem e ir com ele para as estrelas era a melhor opção, Phasma junta seu mini exército de guerreiros fiéis, deserta de sua tribo e parte para o desconhecido em busca de uma vida melhor.

“Por seus papéis muito diferentes naquela nova paz, Phasma e Keldo foram celebrados como heróis. Porém, para Phasma, não era paz. Era uma traição. Talvez ela tivesse omitido seus planos de Keldo mas ele havia se oposto a ela declaradamente e depois a desprezado, ela não esqueceria”

Para os fãs que se decepcionaram com a falta de atenção dada à personagem, o romance de Delilah é um verdadeiro presente. A história possibilitou que os amantes da saga preenchessem diversas lacunas dentro dos filmes da trilogia sequel, além de desvendar os mistérios por trás da máscara cromada da temível capitã.

A primeira coisa a se ressaltar é a habilidade de escrita de Dawnson. Apesar de o livro ter duas histórias ocorrendo paralelamente, a leitura flui facilmente de um modo que torna impossível se perder enquanto lê. Durante diversas partes do livro somos surpreendidos com uma aflição daquelas que só um bom livro de ação podem proporcionar. A autora fez questão de deixar o destino de seus personagens incertos até o ultimo momento. Sua destreza na hora de escrever transforma qualquer cena corriqueira e enfadonha em algo excepcional, o que deixa o leitor mais instigado em continuar a leitura.

Sua dedicação com seus personagens é outro fator positivo para a leitura. No livro de Delilah não existem personagens figurantes. Cada personagem é de extrema importância e cada ação executada por cada um deles é essencial para que o leitor entenda as decisões da personagem principal.

Além de exaltar o protagonismo feminino, Phasma é uma dádiva aos fãs de um modo geral. É nele que conhecemos como funciona a sistemática Primeira Ordem, comandada por Kylo Ren e Armitage Hux (filho de Brandol Hux). A autora deu detalhes de como os stormtroopers são preparados desde pequenos para servirem em batalhas e de como a Primeira Ordem deteve tanto poder em um tempo tão curto.

Usando a história do Cardeal que foi achado por Brandol Hux em Jakku enquanto passava fome e foi transformado em alguém importante – Delilah nos faz refletir o quanto grandes organizações se beneficiam e fortalecem do sofrimento alheio.

No decorrer da história percebemos que a devoção de Cardeal à primeira ordem se dá ao fato de ele achar que a nova república favorece apenas aos planetas mais ricos, deixando lugares como Jakku esquecidos.

“As outras crianças eram cruéis, os adultos piores. É isso que a sua nova república faz: ignora os pobres planetas periféricos e despeja dinheiro só nos planetas ricos que podem se dar ao luxo de ter uma voz no senado. Quem em nome de Jakku? Ninguem. Quem falou em nome do menino que eu era? Ninguém”


A discussão fica mais evidente ao fim do livro quando percebemos que Phasma, deslumbrada com o poder e luxo da primeira ordem, deixa para trás todos os seus princípios iniciais de salvar sua tribo e se deixa levar pelas promessas de luxo e poder feitas por Hux.

No decorrer do livro vemos uma líder nata, empenhada em ajudar seu povo, se transformando em um robô da primeira ordem, que segue ordens de um general sem questionar. A autora foi meticulosa ao retratar a mudança de Phasma diante da história para mostrar até onde nos leva a sede pelo poder.

É possível perceber uma familiaridade com nossa atualidade onde as pessoas se  corrompem, pois sofrem com descaso de algum governo.

“(…)Ela havia se tornado a Capitã Phasma da Primeira Ordem e nada poderia impedi-la”

O fator que leva Phasma a ser um livro único ,dentro do universo expandido, é o fato de a história ser protagonizada, quase que totalmente, por mulheres. Sendo um mundo que até pouco tempo atrás era praticamente dominado por homens. Histórias como a de Phasma são necessárias para trazer representatividade para as gerações mais novas e quebrar o padrão onde mulheres são retratadas de maneira sexualizada ou são usadas como donzelas indefesas.

Ao nos apresentar a Vi, Gosta, Siv e outras mulheres da saga, a autora nos deixa a mensagem de que podemos ser o que quisermos: guerreiras, mães, diplomatas, lutadoras e mulheres sem receios.

Embora Phasma seja a antagonista de sua própria história, é um exemplo para todas as mulheres pois, apesar de tudo, lutou pelo que ela queria e não deixou que o sexismo a impedisse de nada.

Escritoras como Delilah são necessárias na comunidade Geek pois mostram que, apesar do machismo ainda ser muito presente, não temos mais que ter medo de represália sexista pois ali também é nosso lugar.

Temos direito e DEVEMOS impor nossa presença, nossas opiniões e não precisamos nos encolher para caber em comunidades geeks.

Resenha

Resenha | A Ilha do Guardião da Tempestade

“Uma ilha que nunca se esquece. Uma história que você lembrará para sempre”

Mylla Martins de Lima

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A Ilha do Guardião da Tempestade foi lançado em Janeiro deste ano pela editora Rocco. O romance fantástico foi a estreia de Catherine Doyle, irlandesa, no universo literário.

A ilha do guardião da tempestade: Doyle, Catherine, Fonseca ...

O livro conta a história de Fionn, um menino muito medroso que vai visitar seu avô pela primeira vez na companhia de sua irmã mais velha, Tara. Só o fato de pegarem a balsa de Dublin para Arranmore já é motivo para que o garoto sinta-se desencorajado.

Ao chegar na ilha, não demora muito para que Fionn descubra a importância local de seu avô, até então omitida por Tara e sua mãe. O velhinho nada mais é que o grande Guardião da Tempestade, responsável por guardar as memórias da ilha, além de mantê-la segura da feiticeira Morrigan, que trouxe muita dor e escuridão no passado. Toda a magia de Arranmore é secreta, só residentes podem saber de sua existência.

A aventura começa quando o jovem neto de Malachy descobre que consegue manusear a magia de forma que nem o próprio avô, guardião, consegue. O futuro da ilha depende do inesperado dom curioso de Fionn.

” — Por que acha que todo mundo em Arranmore respeita tanto o Malachy? — disse Bartley, cuspindo gotas de água da chuva. — Acha mesmo que é porque ele passa o tempo todo fazendo velas arcaicas com um monte de temporais inúteis e pores do Sol idiotas? — Fionn sequer teve tempo de responder. — Malachy ajuda os habitantes da ilha com as colheitas. Ele mantém os animais saudáveis. Ele acalma a maré para os pescadores. — Bartley deu um sorriso malicioso. — Mas essa tempestade ele não vai poder impedir”

Esse é o primeiro livro de uma série que deixa um gancho para fãs apreensivos. Toda narrativa é feita de forma a provocar o leitor de construir o grande final mentalmente e ficar aguardando por ele, mas isso não acontece. Tomado pela ansiedade, é difícil não implorar pelo segundo volume.

A autora representa a magia através de velas confeccionadas pelo guardião da magia. Elas permitem que ele guarde histórias e as visite ao queimá-las. Cada viagem no tempo é uma surpresa diferente, uma nova peça para o quebra-cabeça gigante que é a ilha.

” — Você é a história dele, Fionn. Você e Tara. E sua mãe. E eu. Enquanto houver alguém que se lembre de você, você continuará vivo, assim como sua história. Essa é uma das maravilhas de Arranmore. A ilha nunca esquece”

Nem só de surpresas e segredos vivem os personagens dessa história, que só está começando. O maior sonho de Fionn é encontrar seu pai, mesmo que isso seja impossível pois, quando sequer havia nascido, Cormac morreu em um acidente inexplicável durante uma tempestade. Sua mãe não fala sobre e, desde então, nunca mais pisou na ilha também.

Além de perdas, a obra trata também de assuntos como amizade, medo, amor de família, auto-conhecimento, confiança e muito mais!

O livro transmite, de maneira clara, toda emoção que Catherine quis passar. O modo como Fionn se aproxima do avô e o laço que ambos criam, não é de todo mera ficção. Essa história é especial por ser uma homenagem ao avô da autora, que realmente mora Arranmore e sofre de Alzheimer. A moça juntou todo seu amor por lendas locais mais as memórias de seus entes queridos e transformou em um livro encantador, emocionante e interessante da primeira à ultima página.

A Ilha do Guardião da Tempestade é um livro instigante, ótimo para presentear quem está no início da jornada literária (a partir de 10 anos), mas não se anula à quem já tem o hábito de leitura. Catherine traz sentimento à obra, o que agrega ainda mais valor.

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Resenha | Urucumacuã

A incrível aventura do príncipe alquímico que realizou diversas façanha no norte brasileiro.

Mylla Martins de Lima

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Heloísa Helena Entringer Pereira, junto à Lura Editorial, entregam uma ótima forma de conhecer um pouco mais sobre a magia do folclore amazônico. Urucumacuã foi originalmente publicado em 2018.

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Urucumacuã conta a história do lendário príncipe mágico que viveu há muitos anos no norte do Brasil, na região que hoje chamamos de Amazonas, e lá deixou seu imenso tesouro. Apesar do foco principal ser a realeza, ícones muito conhecidos como Saci Pererê, Mula sem cabeça e até o Boto cor-de-rosa também fazem parte da leitura.

”No dia em que o Sol e Lunes estiverem na casa de Gemini, um grande pássaro branco, desconhecido neste reinado, pousará na janela dos aposentos reais. Então, a rainha dará à luz filhos gêmeos: Príncipe Urucumacuã e Príncipe Kurokuru “

O tom misterioso dado às frases da leitura é o que de fato convida o leitor a se comprometer até o fim do livro, movido pela curiosidade de entender cada personagem secundário apresentado na grande história. O livro é composto por subcontos que relacionam cada ser existente nesse universo abarrotado de misticismo, onde todos são cruciais para o desfecho.

” — Que menino é este?

— De onde o trouxeram? — perguntaram ao mago Natu.

— Acalmai-vos. Explicarei agora. Esta é uma criatura ex-tranha: é Kurupirá, filho de Kaiporã, aquele ser gerado e reproduzido pela força mágica no dia em que o Bruxo Neno se deitou com a senhora Pan Thera, a Marquesa de Sonça, momentos antes de ela se transformar na gata Pintada! ”

Toda a narrativa é contada através de um jogo bem-humorado de palavras, o que torna tudo mais divertido e dinâmico. Contudo, a linguagem escolhida para trabalhar a história é um tanto cansativa, resultando em um livro denso e longo, com 659 páginas. Uma obra nova, mas com vocabulário antigo, expressões até engraçadas, mas que, em alguns casos, podem passar despercebidas, dependendo de quem está com o livro em mãos.

” — O dançarino de número 69 cometeu o ato seis vezes. Asseguro que com a princesa Putha foi in sexto… As outras cinco continuam virgens, mas pelos exames, foram penetradas pela ré, por isso a ré pendida. Não posso garantir, mas conforme a rainha Vidência, a única a engravidar foi a sexta, que se trata da vossa filha!”

A ressignificação de palavras também é considerado um dos pontos altos do livro. O vocabulário popular ganha um novo ponto de vista, na maior parte do tempo, acompanhado de sacadas genuínas. Sem filtro algum, a autora brinca com palavrinhas e palavrões, mostrando seu lado descontraído.

” — O que aconteceu? O que aconteceu?

Sem poder explicar, resumiu o fato numa simples frase:

— Foi o que a princesa Putha pariu… foi a Putha que pariu!”

Para os curiosos, Urucumacuã é uma ótima chance de descobrir o quão bonito, florido e encantador é o nosso folclore.

Urucumacuã é, para os interessados nas raízes do gigante norte brasileiro, uma enciclopédia mitológica

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Resenha | Ousadas 2: Mulheres que só fazem o que querem

Conheça mulheres que fizeram história com suas próprias histórias.

Mylla Martins de Lima

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Após o lançamento de Ousadas 1 e Uma Morte Horrível, de Pénélope Bagieu, a editora NEMO traz Ousadas 2, em homenagem ao Dia das Mulheres. Não existe presente melhor que esse no meio literário.

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O livro é recheado com pequenas histórias biográficas que mostram mulheres revolucionárias em diversas épocas. Assim como o primeiro volume, o segundo também possui 15 grandes personalidades que criaram, se destacaram e marcaram a sociedade por meio da arte, política, ciência ou ações sociais.

Todas as personagens têm em comum as dificuldades que passaram até sua ascensão, sendo definidas pelo sexo. Ambas foram atrás do que acreditaram, mesmo diante das opressões sociais ou, em casos piores, violência de todo tipo. Algumas das trajetórias causam grande incômodo por relatarem extremo abuso e pega o leitor desprevenido.

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Dentre as mulheres ousadas dessa edição, se destacam Temple Grandin, a autista que revolucionou as práticas para um tratamento mais racional de animais em fazendas e abatedouros; Sonita Alizadeh, uma rapper e ativista afeganistã que luta contra a submissão da mulher que não tem direito às escolhas do próprio corpo; e Phoolan Devi… que merece ser lembrada de maneira muito especial.

Dona de uma das história mais chocantes, Phoolan é uma indiana que nasceu na casta shudra, a mais baixa dentro do hinduísmo. A menina casou-se com apenas 10 anos, quando não sabia nem quem era si mesma, e foi levada para a casa de seu novo marido. Após ser violentada diversasvezes, a pequena adoeceu e o marido a devolveu para seus pais. Desse modo, Phoolan trouxe desonra à sua família. Não admitia-se que se falassem sobre ela. Mais tarde ela acaba arrumando confusão e é expulsa da vila.

Sem rumo, a pequena e corajosa Phoolan viajou de vila em vila, passou por violência atrás de violência… Mas a menina mais uma vez não deu o braço a torcer e espalhou a notícia dos abusos que sofreu, o que não poderia ter sido pior para os acusados. Os homens mandam uma gangue famosa da época matar a garota e ela acabou sendo capturada. Mas diferente do que se imaginava, Phoolan acaba encontrando nesta gangue seu novo lar e até seu par romântico. Ela conta sua história a seus novos companheiros e eles lhe prometem vingança a todos que a maltrataram. E a promessa foi cumprida.

Tempos depois, seu grupo é caçado e a única a sobreviver é Phoolan. Foi poupada para que passasse por tudo novamente. Tomada pela raiva, a moça monta uma nova gangue com o objetivo de dar fim aos estupradores nos vilarejos, sendo reconhecida com nobreza entre as mulheres mais pobres.

Em Ousadas 2, alguns ícones como a atleta Cheryl Bridges, a cantora Betty Davis, muito à frente de sua época, e Nellie Bly, primeira jornalista investigativa, também tem suas histórias contadas. Mesmo com a narrativa pesada, o texto segue com tiradas bem-humoradas e ilustrações maravilhosas que se encaixam muito bem com o tom dos diálogos.

Pénélope Bagieu trouxe uma grafic novel que independe de gênero para ser lida, mas indicada para jovens a partir de 14 anos, pois esses entendem melhor os acontecimentos relatados. Muito bem escrita, a série Ousadas já vendeu mais de 200,000 exemplares só na França.

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Desde sempre os homens falam pelas mulheres, mas hoje elas conseguiram mostrar que todas têm voz própria e lutam dia pós dia para serem ouvidas. Essas mulheres nunca se calaram, mesmo frente a tudo que passaram, e por isso a importância da HQ. Ousadas 2 funciona como inspiração para jovens e senhoras quebrarem padrões impostos por homens, revelando a força feminina em seu auge.

A editora NEMO, como sempre, acertou em cheio na escolha da publicação. O quadrinho, além de lindo, deixa claro quem fez e faz as regras.

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