Recebemos Battlefall: State of Conflict para testar e confesso que fiquei curioso. Como um amante do gênero de estratégia em tempo real (RTS), sempre fico animado ao ver novos títulos tentando trazer algo fresco para um mercado já dominado por gigantes como StarCraft, Age of Empires e Command & Conquer.
Minha relação com jogos RTS começou cedo, com Age of Empires 2. Lembro de jogar no computador do meu tio quando ainda era criança. Desde então, esse clássico se tornou um dos meus preferidos. Apesar de não ser tecnicamente bom em RTS — meu gerenciamento de recursos é longe do ideal e meu controle de tropas no campo de batalha é desajeitado — sempre me divirto expandindo territórios e construindo minha civilização.
Será que Battlefall: State of Conflict vale a pena? Confira nesta Review completa sobre o título!
Distopia, guerras e uma trilha sonora envolvente

Battlefall: State of Conflict tenta conquistar seu espaço nesse universo competitivo com um cenário distópico em guerra, onde três facções lutam pelo controle do que restou do mundo. A semelhança com as três facções de StarCraft é inegável, uma homenagem ao clássico.
O estilo gráfico de Battlefall é um dos pontos mais marcantes e acertados do jogo. Ele aposta em um visual que remete aos jogos antigos, uma escolha inteligente para um título indie que não tenta competir diretamente com a sofisticação de gráficos modernos como os de StarCraft 2 ou Age of Empires 4. Apesar de sua simplicidade, a direção de arte é bem executada e cria uma identidade visual que agrada tanto pelo charme quanto pela nostalgia.
Outro ponto positivo está na trilha sonora e nos efeitos sonoros, que são envolventes e ajudam a manter o jogador imerso na experiência.

E a jogabilidade?
Uma mecânica que merece destaque é o sistema de upgrades com buffs em área, que adiciona uma camada estratégica interessante ao jogo. Durante as partidas, o jogador recebe frequentemente a oportunidade de escolher um upgrade a partir de uma lista, com opções que variam entre curar tropas, aumentar sua vida máxima, melhorar a velocidade de movimento ou ganhar uma quantidade imediata de recursos.
Para aplicar o buff, o jogador seleciona o desejado e posiciona uma área de ação no mapa. Todas as tropas dentro dessa área são melhoradas, mas cada tropa só pode receber o benefício uma vez. Essa mecânica incentiva um planejamento mais cuidadoso do posicionamento e cria momentos decisivos durante as partidas.
Infelizmente, o maior problema de Battlefall está em sua jogabilidade. Os comandos dados às tropas não são responsivos, o que prejudica a sensação de controle, tão essencial em um RTS. Principalmente quando tentei movimentar um número grande de tropas eu encontrei problemas, várias iam para o lado oposto do que o indicado ou travavam o movimento uma das outras.
Essa falta de fluidez nos controles cria a impressão de que o jogador não tem total comando sobre o que está acontecendo no campo de batalha, algo extremamente frustrante para quem busca uma experiência estratégica.

E ai, vale a pena jogar?
Apesar de trazer ideias criativas e um estilo visual charmoso, Battlefall: State of Conflict enfrenta um desafio crucial em seu estado atual: a jogabilidade. A falta de responsividade compromete a experiência, deixando o jogo frustrante em várias situações. Contudo, vale lembrar que o jogo continua em acesso antecipado, e isso significa que os desenvolvedores têm a oportunidade de corrigir esses problemas.
Se essas questões forem resolvidas, Battlefall pode se tornar uma opção promissora para os fãs de RTS que buscam algo diferente e acessível. Por enquanto, é um título interessante para quem tem paciência e quer acompanhar seu desenvolvimento, mas ainda não está pronto para competir com os grandes nomes do gênero.