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[Review] This War Of Mine – Na guerra, nem todos são soldados

This War of Mine é um jogo de sobrevivência e estratégia lançado pela 11 bit Studios em Julho de 2014 cujo objetivo principal é mostrar ao jogador o outro lado da guerra: o que menos vemos, mas que afeta a vida de muito mais pessoas.
This War of Mine passa-se na cidade de Sarajevo, durante a Guerra da Bósnia – ou seja, estamos falando de algo realmente recente, perto de nós na história -, e o jogador toma lugar num grupo de sobreviventes que não conseguiram sair da cidade e agora precisam arrumar formas de durar sempre mais um dia numa cidade desolada onde tudo falta, há muito feridos, milhares mais desesperados, e onde o caos e a violência passam a reinar.
Você não só tem que administrar recursos para sobreviver: tem que dar um jeito de manter a esperança.

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Guerra não é uma escolha. A guerra sempre acaba batendo na porta de alguém.”

Estive buscando jogos considerados “indie”, “lado B”, ou simplesmente jogos de desenvolvedores independentes ou que ainda não ficaram tão famosos, os típicos “diamantes escondidos”, para trazer a vocês este ano numa nova sessão de reviews de jogos daqui da Cabana do Leitor. E, quando no meio da minha pesquisa me deparei com este trailer interativo de This War of Mine, da 11 bit Studios, simplesmente precisei baixar, jogar isso e trazer para vocês conhecerem.

Já somos velhos conhecidos de Battlefield. Já jogamos horas e horas de Call of Duty. Lutamos, incansáveis, nas trincheiras de Medal of Honor. Sempre soldados. Sempre na linha de frente, no meio da fúria e da ação. Mas por trás dos coletes à prova de balas, dos capacetes e das submetralhadoras, existe muito mais numa guerra. Existem milhões e milhões de pessoas que ficam praticamente invisíveis aos olhos do mundo – e consequentemente, dos jogos de videogame – lutando batalhas igualmente cruéis e difíceis em busca unicamente de fugir dali, ou de sobreviver mais um dia. “Numa guerra, nem todo mundo é soldado” é a premissa de This War of Mine, um jogo de estratégia em o jogador é apresentado a um grupo de sobreviventes que não conseguiram fugir da cidade de Sarajevo antes que o caos e o terror se instalassem durante a Guerra da Bósnia, e cujo único objetivo é sobreviver o máximo que puderem para fugir daquele pesadelo.

O jogo é extremamente simples em sua mecânica, muito similar ao survival Don’t Starve: com os recursos que conseguir encontrar ou obter de alguma forma, você precisa assegurar a alimentação, segurança e saúde física e mental do seu grupo de sobreviventes, construindo dispositivos e ferramentas simples e fazendo upgrades nos componentes de seu abrigo, além de cuidar de cada personagem como num The Sims bem mais sombrio e sério. Jogado em partidas únicas que podem durar de poucos minutos a um dia inteiro, dependendo de sua capacidade de enfrentar problemas e administrar recursos e sua equipe, TWoM é dividido em períodos com jogabilidade diferente: Dia e Noite. Durante o dia, sua equipe fica dentro do abrigo, onde você pode alimentá-los, colocá-los para dormir, tratar doenças ou ferimentos, fazer upgrades no local, construir coisas e até mesmo ajudar vizinhos ou barganhar itens essenciais à sua sobrevivência. Quando o relógio do jogo bate 20 horas, é hora de preparar a estratégia para sobreviver à noite: numa tela personalizada, você escolhe o que cada personagem fará: dormir, montar guarda ou obter recursos (“scavenge”). Uma vez selecionado seu scavenger, o jogo te dá várias opções de locais dentro da cidade – dentre prédios abandonados, hospitais, casas de civis, entrepostos militares… – para explorar em busca de recursos, e aí começam as situações difíceis do jogo. Você roubaria a casa de um casal idoso para sobreviver? Roubaria remédios num hospital? E se crianças te pedissem comida, você dividiria o pouco que tem com elas? Teria coragem ou inteligência suficiente para invadir um posto militar em busca de madeira, ou então entrar num território formado por gangues? É principalmente nesse ponto que sua vida estará em jogo: é preciso habilidade para se mover indetectável pelos lugares, carisma e lábia para barganhar… e muita, muita sorte com o que ou quem pode encontrar no caminho.

Apesar da mecânica extremamente simples, o jogo consegue contar sua história de forma eficiente e interativa, e tenho que ressaltar o quanto a 11 bit acertou na escolha do tema: uma coisa que me incomoda é o aparente distanciamento da maioria dos jogos de guerra do sentimento que deve ser estar em uma; acabam sendo jogos de tiro e cumprimento de missão que deixam de lado todo o peso que uma guerra tem sobre o psicológico e o emocional de uma pessoa, e tudo que cerca isso. This War of Mine foi baseado no diário de um sobrevivente à Guerra da Bósnia, e você verá as personagens comentando sobre seu dia, sobre como se sentem, os acontecimentos que se deram. Em seus diários, você pode ler passagens relatando o quão felizes estão por ter um simples rádio e pelos bombardeios terem diminuído, mas pode também sentir seu desespero quando a comida começa a faltar ou veem algum amigo ser morto. Ao invadir prédios, você “ouve” as conversas de quem está lá – e algumas coisas, como mostra o trailer interativo, podem te colocar em posições cruciais bem chocantes. A escolha de situar o jogo durante o cerco de Sarajevo também funcionou demais para mim, colocando um acontecimento ainda muito recente para nós e que faz com que a história de This War of Mine seja sentida de forma mais próxima ainda pelo jogador, ressaltando a possibilidade avistada pelo jogo de que uma guerra pode estourar a qualquer momento, em qualquer lugar. Mesmo perto de você. Mesmo na sua casa. “War is always at somebody’s doorstep”.

A trilha sonora foi algo que particularmente não chamou a atenção, surtindo mais o efeito de música de fundo do que parte da composição da atmosfera do game. A arte do jogo, feita com o efeito de desenho com giz carvão, por outro lado, casou bem com a temática e com o clima pretendidos pelo estúdio, e o uso de imagens de pessoas reais para as personagens ajuda a tornar a ideia mais contundente: você está experienciando a vida de pessoas reais que sobreviveram – ou não – a um período de extremo caos e violência. Como muitos elementos do jogo são gerados aleatoriamente – sua equipe, os lugares disponíveis para exploração, os assaltos ao seu abrigo, os itens encontrados no cenário – , a dificuldade de cada partida é consideravelmente variável (na primeira que joguei sobrevivi 7 dias, na segunda 23, na terceira 13), mas pode-se dizer que escale com certa rapidez ou ao menos mais rápido que seus recursos, o que às vezes tira um pouco o deleite em se jogar. Acaba tornando-se previsível quando você vai perder pois, por melhor que seja a estratégia, você vai perdendo meios de executá-la, seja perdendo recursos ou mesmo personagens viáveis. Mas o que mais me incomodou foi a falta de um meio de salvar a partida para continuar posteriormente – sorte que eu estava num sábado tranquilo no primeiro dia de teste, nunca se sabe o quanto uma partida pode se estender (parabéns se você conseguir sobreviver 50 dias, mas eu nos 23 já estava bem cansada de ficar sentada).

No geral, This War of Mine é um jogo indie que merece e muito ser jogado. Gostoso para se passar o tempo num dia frio, ambientação perfeita para combinar com todo o clima do jogo, o esquema de partidas ao invés de um modo história tira qualquer “peso” em se jogar This War of Mine; você pode repetir a experiência logo a seguir se não foi bem dessa vez. Além de perfeito para quem gosta de jogos de estratégia e administração de recursos, This War of Mine também incita reflexões importantes acerca de como nos relacionamos quanto sociedade, que limites respeitamos e quais estamos facilmente dispostos a ferir e qual o valor da vida humana da forma como estamos a tratando. E no final de Janeiro deste ano será lançado um segundo jogo, This War of Mine: The Little Ones, mostrando agora como é conviver com a guerra aos olhos de crianças. Uma experiência que vale a pena tentar.

https://www.youtube.com/watch?v=LTqgFFv33Pc

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Resenha | Elden: Path of the Forgotten

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Assim que Elden: Path of the Forgotten foi anunciado, o game gerou muito interesse na cena atual. Seja por ter sido desenvolvido por apenas uma pessoa, o australiano Dylan Walker, ou por ter sido inspirado por The Legend of Zelda. Durante quatro anos Dylan trabalhou sozinho no título, e finalmente podemos saboreá-lo agora.

Não contendo nenhum tipo de diálogo, o jogo se desenvolve por meio de cenas animadas e sua interação com o cenário. A jornada do protagonista tenta mostrar profundamente a psique do desenvolvedor, e cabe a você interpretar.

O jogo em si não te mostra muito desafio no começo, e como não possui tutorial, você deve aprender a movimentação sozinho (o quê não é muito intuitivo). Caso você possua alguma experiência em dungeon crawler, vai se sair muito bem.

Seu design inspirado nos clássico 8 e 16 bits agrada bastante, e faz do cenário uma visão bonita independente do ângulo. Entretanto, existem pontos que ficaram encobertos ou impossíveis de se acessar sem que tenha bastante custo.

Possui um sistema de movimentação bastante característico desse tipo de jogo, consistindo em andar e esquivar, além de poder atacar com a espada. A movimentação dos NPC’s deixa um pouco a desejar, sendo previsível e bastante repetitivo, deixando assim a estratégia de combate um pouco mais fácil.

A trilha sonora é muito agradável de se ouvir, por vezes acompanhando o desenvolver da história em seus momentos de grande ação. Os efeitos sonoros eram distintos para cada tipo de inimigo, e apenas se repetiram respeitando essa distinção. Os pontos fortes ficam nos sistemas de checkpoint e restauração de vida, consistindo em pontos no chão que brilham e/ou acendem (muito bem desenhados também).

Infelizmente, com 15 minutos de jogos, uma bruxa ficou presa entre duas árvores e eu não pude continuar a campanha (visto que era necessário matá-la para me libertar e prosseguir). Foi necessário que o jogo fosse reiniciado, e retornei ao último ponto de salvamento.

No geral, o game possui um história interessante, mas deixa a desejar no quesito gameplay (joguei a versão de Switch). Vale o investimento se você for grande fã do estilo.

Elden: Path of the Forgotten chega ao Switch e PC dia 9 de julho, mas segue sem data para Xbox One e PS4.

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Harry Potter: Wizards Unite | Evento de julho é divulgado

Bruxos terão que devolver bebes magis em Harry Potter: Wizards Unite

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O evento de julho do jogo mobile Harry Potter Wizards Unite teve sua divulgação oficial, e vai se basear na missão que bruxos e bruxas que é devolver bebes de animais mágicos que estão desaparecendo misteriosamente.

Dia da comunidade de julho: Todo o dia 11 de julho, das 00:01 às 23: 59h, horário local

  • Ilumine a coleção de objetos e criaturas encontradas no Knockturn Alley, incluindo Thestrals, Swooping Evils e muito mais.

Evento Brilhante das Bestas Bebês Parte 2: terça-feira, 14 de julho às 11 horas – terça-feira, 21 de julho às 11 horas

  • Continue ajudando a devolver adoráveis ​​animais mágicos bebês, incluindo Baby Unicorns e Baby Hippogriffs.

Fim de semana mágico de julho: sexta-feira, 24 de julho às 11h – segunda-feira, 27 de julho às 11h.

  • Passe um fim de semana contando heróis notáveis ​​de Hogwarts, onde você pode encontrar os Fundamentos de Legends of Hogwarts, como o jovem Remus Lupin e o próprio Albus Dumbledore.

Para permitir que o maior número possível de jogadores em todo o mundo possa participar com segurança, esses eventos foram ajustados para facilitar a reprodução de onde você estiver. Lembre-se de seguir as regras e regulamentos locais e respeite os outros e seus arredores.

Harry Potter: Wizards Unite está disponível para IOS e Android.

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e-Sports

CBLOL 20 | paiN vence clássico e Prodigy mostra bons resultados

A equipe da paiN abriu ainda mais vantagem no topo da tabela e a Prodigy deixou a Keyd no final da tabela, com mais uma vitória nesse final de semana.

Alexia Menezes

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cblol 2020

O décima rodada do 2º split do CBLoL 2020 aconteceu neste domingo (05). A equipe da paiN abriu ainda mais vantagem no topo da tabela e a Prodigy deixou a Keyd no final da tabela, com mais uma vitória nesse final de semana.

Santos HotForex 1-0 KABUM E-SPORTS

Gabriel “Hawk” que precisou se ausentar deste jogo por causa de uma lesão na mão que comprometia o seu jogo, Gabriel “Juzo” entrou para jogar e mostrou seu trabalho. Mesmo com os ninjas conseguindo vantagem no começo do game, os meninos da vila conseguiram voltar para o jogo e souberam se manter e levar as vantagens que conseguiram para vitória.

FURIA 1-0 Flamengo Esports

A Furia levou a vitória com atropelo neste domingo. Em um jogo rápido, as panteras puniram todos os erros por parte do rubro-negro e conseguiram se manter no jogo. Damage e Anyyy deram show e levaram o nexus do Flamengo com pouco menos de 30 minutos.

Prodigy Esports 1-0 Vivo Keyd

Com mais um jogo de atropelo, a PRG sai nesta semana com duas vitórias. Yan “Yampi” que foi MVP da partida e seu Volibear, foi destaque por conseguir manter o early tão bom para seu time. Em menos de 30 minutos, eles conseguiram objetivos, abates e foram concretizando seu resultado.

paiN Gaming 1-0 INTZ

Com o estilo de jogo agitado desde o sábado, a paiN passou por cima dos intrépidos neste domingo. Mesmo com o MVP dado para o caçador Cariok, todo o time poderia receber o “título”. Em um jogo clean, o clássico para cima da INTZ derrubou o game sem muito esforço em menos de 25 minutos.

A próxima rodada irá acontecer no próximo sábado (11) as 13h. Você pode acompanhar a cobertura do 2º Split do CBLoL 2020 aqui, no Cabana e em nossas redes sociais.

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