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Rexpeita Elas: conheça o torneio feminino de League of Legends

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* Os textos desta seção não representam necessariamente a opinião deste veículo e são de responsabilidade exclusiva de seu autor.
A ideia de criar um torneio feminino único surgiu em meados de janeiro/2016, e a primeira edição aconteceu em março. Rexpeita Elas, como é chamado, teve cerca de 22 equipes em sua primeira edição, com aproximadamente 116 jogadoras. O 2º torneio começou no dia 29 de outubro. Para esta edição por sua vez, foram 17 times inscritos.
Segundo a organização, não existe uma seleção. Para participar, precisa ser mulher, ter mais de 16 anos, ter conta level 30, mais de 16 campeões e uma equipe com no mínimo 5 garotas (reservas não são obrigatórias). Elas contam que não fazem nenhuma restrição de elo.

Na primeira edição, as classificatórias, semifinais e final aconteceram no mesmo dia. Nesta edição, mudamos e ficou da seguinte forma:

1º Sábado: 29/10/16 às 13h – Eliminatórias (md1)
2º Sábado: 05/11/16 às 17:30h – Semifinal (md3)
3º Sábado: 12/11/16 às 13h – Final (md5)
Júlia Gandra Neves e João Lúcio do Carmo Júnior são amigos e os grandes idealizadores do projeto, que jogam juntos e foram os criadores do Rexpeita Elas. A equipe conta hoje com 13 pessoas e todos são voluntários que administram a fanpage, ajudam no torneio moderando o chat e o teamspeak, atualizam o site, narram e comentam as partidas, gravam as partidas, cuidam da parte técnica da transmissão… enfim coisa para caramba, né?
Eles contaram para o Cabana do Leitor que o campeonato é todo organizado online, para evitar a centralização do cenário feminino no sul/sudeste. As partidas são gravadas por um moderador com os times no teamspeak. A equipe da organização realiza sorteios e hoje em dia buscam por parcerias.
A disputa é toda transmitida na Twitch do próprio Rexpeita Elas: https://www.twitch.tv/rexpeita_elas

Apesar do torneio não ser muito grande comparado aos mega eventos da Riot, Rexpeita Elas possui  premiação em RP e é dada pela Riot, que patrocina os torneios amadores. Os troféus foram encomendados com o dinheiro das inscrições do primeiro torneio e a pelúcia foi uma parceria com a loja La Midori. Ao questioná-los sobre os lucros eles afirmaram:

”Não temos nenhum lucro e o valor cobrado pela inscrições, que é de R$ 15,00, é usado para a premiação do próximo torneio.”

Premiação – Vencedores
♡ 1º Lugar: 1600 RP + Troféu Exclusivo Rexpeita Elas + Poro Pelúcia – Pudim Opressor
♡ 2º Lugar:
800RP – Pink Storm
♡ 3º Lugar:
Bônus de IP (10 vitórias) – Stranger Gems
♡ 4ºLugar:
Bônus de IP (4 vitórias) – New Queens
rx3
Em um bate-papo com formato ping-pong, pude conversar com a organização mais a fundo sobre o projeto:

CDL:  Afinal, o que é a Rexpeita Elas, além de ser um campeonato vocês consideram como um ”movimento em prol da inclusão da mulher no e-sport”?

RXELAS: O Rexpeita Elas começou com um grupo de amigos meu… nisso começamos a abrir para outras pessoas que tinha a intenção de jogar e que “rexpeitavam” as mulheres. Hoje considero o Rexpeita Elas um movimento que “busca igualdade de gênero nos games”, acho que vai muito além de só inclusão das mulheres no mundo do e-sport. Somos um movimento que quer impactar também os jogadores e conscientizá-los de forma positiva para a ideia de que as mulheres também estão na comunidade gamer e que elas também são boas nos jogos, por isso merecem reconhecimento. Nosso público alvo inicialmente é o LoL, mas pretendemos levar a iniciativa para outros games.

CDL: Existe algum tipo de empoderamento envolvido no campeonato? Vocês se consideram feministas?

RXELAS: Sim, com toda a certeza existe empoderamento. Empoderamos muitas meninas e meninos a querer se envolver no mundo do e-sport, seja gamer, caster, analista/comentarista, streamers e afins. O movimento, apesar de levar a premissa máxima do feminismo, que é a igualdade de gênero, não se denomina dessa forma. Nossa staff é bem diversificada, e uma das moderadoras é feminista, e ela leva sempre as discussões do movimento para os posicionamentos da equipe porque sabemos que, por buscar a igualdade de gênero, muitas meninas feministas nos acompanham. O restante da staff, que é formada por homens e mulheres, se identifica e acredita que é sim possível ter igualdade de gênero nos games, mas sem se denominar feminista. 

CDL: Qual foi real motivo e o que incentivou vocês a criar um campeonato feminino?

RXELAS: Sinto falta de garotas no competitivo e ao perceber que isso acontece principalmente pelos muitos insultos machistas que as jogadoras sofrem em Summoner’s Rift e a falta de incentivo á elas. Por mais que você possa estar jogando bem, isso vai te desmotivar. Então eu falei: por que não fazer um torneio só para garotas?, em conversa com um amigo que conheci no jogo, João Lucio Junior, que acreditava que era possível e acredita no potencial das garotas e assim ele começou a me ajudar a fazer o nosso Torneio Feminino se tornar possível.
CDL: Vocês acreditam que ainda exista muita injustiça e desigualdade no ramo de e-Sport para mulheres?
RXELAS: MUITA! Quantas mulheres você vê no e-sport competitivo? Quantas mulheres que você vê que estão numa carreira “fixa” na área? Quão fácil é para uma jogadora conseguir patrocínio/incentivo/parcerias? De acordo com a pesquisa Game Brasil 2016, as mulheres são a maioria, porém, onde estão elas? Então sim, existe muita desigualdade e falta de apoio. Por isso não vemos tantas garotas no mundo do e-sports.

CDL: O que vocês acreditam que ainda precisa melhorar para que o ambiente se torne menos desigual?

RXELAS: Hoje percebo que o preconceito com relação às garotas gamers, além do machismo que é absurdo e desnecessário. Temos ainda outras meninas que não acreditam em outras garotas, apesar de ser minoria. E por esse motivos muitas preferem ficar sem evidências, colocam nicks masculinos para evitar sofrer preconceito das duas partes. Precisamos educar/conscientizar a comunidade de gamers a incentivar, fazer criticas construtivas e não julgar as garotas. Acho que esse é um passo que deve ser dado. Sei que é difícil, porém não é impossível. Acho que esse é um bom começo para mudar essa desigualdade.

CDL: Quais são os planos futuros do campeonato para aprimorar o desempenho?

RXELAS: Estamos estudando as melhores formas de aprimorar as técnicas que assegurem para o público e para os demais times que são, realmente, mulheres jogando. Muitas meninas tem níveis de elo muito alto, e muitas pessoas não acreditam que sejam elas mesmas jogando, o que causa desconfiança. Por isso, para os próximos torneios, a nossa meta é encontrar uma medida que seja segura e não invasiva.

CDL: O que vocês buscam priorizar em um campeonato?

RXELAS: Buscamos, principalmente dar visibilidade às players! É um campeonato organizado e pensado para contribuir com o cenário feminino de LoL nacional.
Revisado por: Bruna Vieira.

Editora de Games e E-Sport do site, jornalista, amante das causas minoritárias, participante ativa do movimento negro brasileiro e do feminismo. Para sugestões de pauta enviar para: [email protected]

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Pagina desrespeita legado de Chadwick Boseman criando noticia falsa

Pagina cria noticia falsa de que fãs da Marvel querem substituir Chadwick Boseman por Ryan Gosling como Pantera Negra.

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Bom, algumas noticias embrulham o estomago, não porque existem mas pela falta de sensatez dos criadores de noticias falsas.

Não é a primeira vez que falamos da referida pagina aqui, o Cinematologia Nerd no dia 18 de abril de 2019 resolveu então publicar uma primeira impressão/critica sobre o filme Vingadores: Ultimato sem ter visto ainda o filme.

Na época entramos em contato com a Disney que negou qualquer cabine de imprensa realizada para qualquer veiculo naquele dia ou antes disso no Brasil e até mesmo no exterior, isso não impediu que a pagina que tem um numero elevado de seguidores, mantivesse as publicações e bloqueado todos os que questionaram a eles sobre isso.

Agora, um pouco mais de um ano depois, eles publicam uma postagem ao qual falam que fãs da Marvel nos EUA criaram uma petição pedindo que o ator Ryan Gosling substitua o ator, Chadwick Boseman, como Pantera Negra.

“Fãs” da Marvel nos EUA iniciam petição online no Twitter pedindo Ryan Gosling no papel de Pantera Negra e acabam gerando revolta na internet!

Posted by Cinematologia Nerd on Saturday, August 29, 2020

A pagina então cria duas demonizações com a postagem (até agora ele teve quase 9.5 mil compartilhamentos e quase 17.5 mil curtidas), uma dos fãs da Marvel que jamais criaram tal petição e outra do ator que já foi associado a uma brincadeira quanto a isso no Twitter no ano passado e que não tem qualquer relação com o contexto atual da morte de Chadwick Boseman.

https://twitter.com/DrTahha/status/1155744099577806848

Vi amigos no meu Facebook criticando indignados a suposta atitude dos fãs da Marvel, porém o único grupo que desrespeitou o legado de Chadwick Boseman foi a pagina que criou a noticia falsa. Uma busca rápida já mostra que não existe qualquer discussão ou pedido quanto a isso.

Na verdade os fãs da Marvel tem um respeito tão imenso por Chadwick Boseman que a discussão hoje entre eles é que não desejam que nenhum outro ator substitua T’challa no cinema.

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Chadwick Boseman | Obrigado por me tirar do ‘Umbral’

Foi somente em Pantera Negra que eu me descobri negro, somente neste filme (demorou anos, mas aconteceu).

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Eu demorei a entender o que queria falar aqui neste espaço, pois o legado de Chadwick Boseman significa pra mim uma coisa além da capacidade de transmitir isso em palavras.

Pantera Negra, foi a primeira produção de grande orçamento do cinema a colocar no banco dos realizadores somente pessoas negras. Fui a cabine de imprensa no ano de seu lançamento, não esperava muita coisa, mas ao fim da sessão, eu e Karolen Pasos (jornalista do site CinePOP e fundadora do site LesB Out! ) estávamos com os olhos cheios de lagrimas.

Foi somente em Pantera Negra que eu me descobri negro, somente neste filme (demorou anos, mas aconteceu). Antes, eu tinha certas linhas de pensamento completamente destoantes da minha realidade social. Apesar de ser dono de um site com determinada relevância, ter diversos colaboradores maravilhosos, ter parcerias com diversas empresas, pouca gente sabe que eu moro em comunidade (morro) na zona norte do Rio de Janeiro. Já conversei com representantes de empresas por telefone e ao fundo os tiros eram ouvidos. E mesmo diante de uma realidade tão destoante destas empresas, e até mesmo da maioria dos meus colaborares, eu olhava o movimento negro como algo que não me representava.

Em resumo, eu era preconceituoso com minha própria origem. Eu quando mais novo comprava produtos químicos para cabelo (não era formol) para deixar o cabelo liso, pois cresci ouvindo da minha família que “cabelo liso que é cabelo bom”, que tinha que casar com mulheres brancas para “clarear a família”. Certa vez estava vendo a série 24 horas e ela tinha como um dos principais personagens um presidente negro, chamado David Palmer (isso antes das pessoas saberem que Obama existia) interpretado pelo grande ator Dennis Haysbert, e na tentativa de convencer meu pai a ver a série, ele então me disse “Um presidente preto, nunca vi isso”. Minha família e eu éramos vitimas do racismo estrutural, assim como hoje sou vitima do machismo (mulheres muito mais, sem comparação, mas homens também são vitimas pois isso afeta as suas relações interpessoais, ou seja, ninguém ganha), que cada dia eu luto para minar isso de dentro de mim.

Porém Chadwick Boseman veio com seu Pantera Negra, e me resgatou do vale da sombra da morte, do Umbral, como se ele fosse um anjo enviado pelo criador para me salvar. Chorar em Pantera Negra, foi como se ali começasse o meu ponto de partida. Antes, eu não tinha objetivos de melhorar, ou de tentar ser uma pessoa melhor para as meus amigos, antes eu era cego, hoje posso dizer que enxergo, porém como no mito da caverna, a luz muito forte pode deixar a visão um pouco embasada e tropeços são comuns mas não devem ser repetidos na mesma pedra.

Este artigo não foi para dizer que Chadwick Boseman é um ótimo ator, até porque isso é notório, mas sim para dizer que o Rei de Wakanda me salvou. Mas, o maior símbolo da minha virada como pessoa se foi, o meu Rei.

Porém, neste momento eu lembro de uma ordem. O Rei grita para seu povo e suas tropas, “YIBAMBE!” Que significa:

MANTENHA-SE FIRME!

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cinema

Entre Facas, Segredos e Ganância

Conheça as analogias sobre reparação histórica neste filme de mistério.

Fernanda Fernandes

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Melancólico e misterioso, o filme dirigido e roteirizado por Rian Johnson – conhecido por Star Wars: Os últimos Jedi – foi um dos indicados ao prêmio de Melhor Roteiro Original do Oscar 2020. “Entre Facas e Segredos” em um primeiro momento se trata de um filme de mistério acerca da família Thrombey. Ricos, problemáticos e cheio de segredos que podem ser mais perigosos do que imaginam. Um dos pontos mais interessantes do filme é como ele te entrega rapidamente o final da história sem retirar o fator surpresa do espectador.

A trama inicia quando Harlan Thrombey (Christopher Plummer), milionário e escritor de romances criminais, é encontrado morto em seu escritório por Fran (Edi Patterson), a governanta da grande e afastada mansão do personagem. No entanto, toda a família Thrombey havia sido reunida na casa para a comemoração do aniversário de 85 anos de Harlan, na noite anterior ao falecimento dele. Deste momento em diante, toda a família é interrogada pelo detetive tenente Elliot (Lakeith Stanfield) e o detetive Benoit Blanc (Daniel Craig), este contratado anonimamente. As suspeitas são de suicídio do personagem e uma reconstituição da noite anterior começa a ser feita. É neste momento que os personagens são apresentados.

Vale destacar que o longa-metragem conta com um elenco vasto e que entrega bem os personagens da trama. 

Harlan tem três filhos: Linda, Walter e Neil, o último faleceu alguns anos antes do pai. Linda (Jaime Lee Curtis) é casada com Richard Drysdale (Don Jonhson) e os dois são pais de Hugh Ramson (Chris Evans). Walter Thrombey (Michael Shannon) casou-se com Donna Thrombey (Riki Lindhome) e são pais de Jacob Thrombey (Jaeden Lieberher). Enquanto, Neil casou-se com Joni Thrombey (Toni Collette) e tiveram uma filha chamada Megan – ou Meg (Katherine Langford). Joni e Meg permaneceram próximas da família. Cada um deles depende de alguma forma da fortuna do Harlan, seja Linda e Richard por conta do investimento para que construíssem a empresa imobiliária que cuidam juntos. Walter comanda a editora dos livros do pai, a Blood Like Wine. Harlan pagava a faculdade da filha de Joni. Ransom tinha a vida bancada pelo dinheiro do Harlan.

Nos últimos anos, Harlan contratou Marta Cabrera (Ana de Armas) para ser cuidadora dele, o que acabou os tornando amigos também, já que ele era solitário. Ela também é interrogada pelos detetives Elliot e Blanc e o que mais traz um ar interessante a personagem é que ao mentir, a garota literalmente vomita. Ou seja, ela é praticamente obrigada a contar a verdade o que a torna interessante para Elliot e Blanc. Então, ela acaba revelando de alguma forma os segredos, já percebidos por Blanc durante os interrogatórios, da família Thrombey. Exceto Ransom, que não compareceu. Richard estava traindo Linda, Joni recebia o dobro do dinheiro para a faculdade da filha e vivia às custas de Harlan e Walter vivia discutindo com o pai para tornar vender os direitos dos livros para produção de filmes e séries. 

Conforme a noite da festa é reconstituída, nota-se que Harlan pretendia “cortar as asas”, nas palavras dele, de todos. Ele demitiria Walter, cortaria os pagamentos para Joni e Meg e contaria para Linda sobre a traição do esposo. Porém, ele não contaria a eles sobre a mudança em seu testamento de óbito, no qual deixaria tudo para Marta. Ransom estava lá naquela noite e na discussão com Harlan descobriu sobre o testamento, o que o enfureceu.

O mais interessante é que Marta será a primeira suspeita do crime, já que, antes de ir embora, ela acidentalmente trocou as medicações de Harlan e a dose de morfina dada a ele era fatal. Infelizmente, ela não encontra o antídoto e o velho a faz fugir dali, na intenção de salvar ela e a família – imigrantes ilegais –  da prisão e de serem deportados. 

No final, é descoberto o verdadeiro responsável pela tentativa de homicídio de Harlan e Marta não havia cometido crime algum. Ransom, em sua raiva e ganância, pega o antídoto da bolsa médica de Marta e troca o conteúdo dos frascos da medicação. Logo, quando Marta os troca novamente ela está dando as doses certas da medicação e Harlan não morreria, se não fosse o corte que ele mesmo faz na carótida para provar a tese de suicídio e livrar a jovem do julgamento. 

O ápice da trama só se apresenta quando a família Thrombey descobre que Harlan deixou tudo para Marta e tentam coagir a garota a renunciar a herança. Em diversos flashbacks da família Thrombey, surgem muitos comentários xenofóbicos e preconceituosos com a garota. Joni e Meg são as únicas que buscam entender melhor a realidade de Cabrera, embora, acabaram coagindo-a também. 

É possível sentir no ato de Harlan deixar a herança para Marta uma tentativa de reparação histórica e uma crítica a má distribuição de renda existente no mundo. Principalmente quando a maior parte dos xingamentos direcionados a ela pela família dele envolvem a nacionalidade da personagem. Dessa forma, a obra também satiriza a figura dos ricos com este comportamento bastante forçado e agressivo vindo deles de “não tirar o que sempre pertenceu a eles”. 

Historicamente falando, eles tiraram o que pertencia a ela anos atrás durante a colonização por exemplo. Há um paralelo aqui, com o filme Parasita do diretor Bong Joon-Ho, vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2020, que é o comportamento parasitário que os personagens da família apresentam em relação ao Harlan Thrombey. Ainda mais quando se consideram livres e bem sucedidos por conta própria, o que não é real. A partir disso, há uma relação deste comportamento com o conceito de meritocracia por conta da crença de conseguir ser bem sucedido, mas não reparar que é por causa de diversos fatores conspirando para isso. 

A cena final traz um dos momentos mais marcantes da história, Marta na varanda da casa segurando a xícara de Harlan com a seguinte frase: Minha casa, minhas regras, meu café; com toda a família Thrombey a encarando do lado de fora. Trazendo uma retomada do que antes foi tirado dos ancestrais dela metaforicamente e que deve ser redistribuído.

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