O Roblox entrou na mira da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A plataforma, popular entre crianças, está sendo investigada por hospedar ambientes que simulam bailes funk controlados pelo Comando Vermelho (CV).
A denúncia aponta que criminosos criaram cenários virtuais que imitam fielmente as favelas cariocas. Nesses locais, os avatares participam de festas com representações de drogas e usam armas pesadas, como fuzis.
Os usuários utilizam elementos visuais que fazem apologia direta à facção. Os personagens ostentam cordões de ouro, máscaras e fardas camufladas idênticas às usadas por criminosos em ataques reais no Rio.

A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) instaurou um procedimento oficial. O objetivo é identificar os responsáveis pelos servidores e entender como esse conteúdo passou pelos filtros da plataforma.
Em nota, a Roblox afirmou que proíbe qualquer conteúdo que promova atividades ilegais. A empresa garantiu que toma medidas imediatas sempre que identifica violações às suas diretrizes de segurança.
A plataforma utiliza uma mistura de Inteligência Artificial e moderadores humanos para revisar os jogos. No entanto, a complexidade de códigos e símbolos locais muitas vezes desafia os algoritmos globais da empresa.

A Roblox destacou que colabora ativamente com as autoridades brasileiras. A empresa incentiva que pais e jogadores utilizem as ferramentas de denúncia interna para reportar qualquer comportamento suspeito ou criminoso.
O caso levanta um alerta urgente sobre a segurança de menores no metaverso. A exposição de crianças a ambientes que glorificam a violência urbana é um dos maiores desafios atuais da moderação digital.


