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Imagine se American Horror Story fosse um reality show… Eles imaginaram.

Ana Carolina Von Daben

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Por R$ 1 milhão já sabemos que muita gente aceitaria facilmente ficar confinado num local isolado do resto da sociedade, apenas em contato esporádico com o resto do mundo lá fora. Fácil, não? Tentador. Mas que tal subirmos a aposta: R$ 2 milhões. Curtiu? Hah, contudo, a situação é outra: você e outras 11 pessoas ficarão confinados num presídio de segurança máxima abandonado, localizado no meio da Amazônia, sem contato nenhum com o mundo externo. Só há um pequeno detalhe: não é garantido que todos os competidores sairão de lá vivos.

Essa é a premissa de Supermax, a nova série produzida pela Globo para 2016. Sim, uma série mais focada no terror e totalmente “BR”.

Imagens: AHS Brasil

A série tem direção de José Alvarenga (Os Normais, Divã), porém conta com diversos nomes atuais da literatura e do cinema brasileiros no roteiro, reunindo mentes notáveis do terror, drama, suspense, ficção científica e literatura policial para compor a trama. Braulio Mantovani (Cidade de Deus, O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias), Carolina Kotscho (Dois Filhos de Francisco, Paraísos Artificiais), Juliana Rojas (Sinfonia da Necrópole, Trabalhar Cansa), Raphael Draccon (Dragões de Éter, Fios de Prata) e Raphael Montes (Suicidas, O Vilarejo, este último que eu particularmente li e achei fantástico como conjunto de contos de horror) figuram no Roteiro da série.

O primeiro trailer lançado parece animador e cria boas expectativas para o que está por vir, e seria muito bom tê-las atendidas: a alternância entre cenas visualmente perturbadoras (com direito a uma pessoa ainda viva, porém com a pele retirada) e aqueles momentos tensos de um silêncio desconfortável dão um tom muito sério e o clima certo de terror para a produção. Os flashes mostrados das personagens trazem também especulações interessantes sobre suas histórias e a índole de cada participante do reality, e a pegada da série lembra um bocado a de American Horror Story, principalmente a segunda temporada: Asylum. Certamente o sobrenatural não será o único problema a ser enfrentado, e a boa e velha espiral decadente rumo à loucura vem para completar a composição deste novo intento dentro da história da televisão brasileira.

Palavras da autora: me animo sempre que vejo alguma produção brasileira – seja livro, série ou filme – despontar e tentar explorar novos caminhos. Tem muita coisa boa “BR” para descobrirmos ainda, e vale a pena botar fé pra ver o que sai!

Ana Carolina Von Daben
Se não veio ninguém do futuro te impedir de fazer algo dizendo que vai dar ruim, então por quê não fazer?
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