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Setembro Amarelo | 5 livros que falam sobre o tema: Suicídio

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Esse é um tema delicado, entretanto, não pode deixar de ser discutido, devido a sua enorme importância.

Antes de falar sobre os livros que abordam o tema, afinal, não podíamos deixar passar em branco um dos meses mais importantes do ano devido a sua campanha de prevenção ao suicídio. O setembro amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo direto de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Ocorre no mês de setembro, desde 2015, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações.

Acho que a maioria das pessoas conhece alguém que tentou se suicidar ou, infelizmente, conseguiu alcançar o objetivo. Falar de suicídio é difícil, pois muitas pessoas não entendem, dizem que quem tenta se suicidar, quer chamar atenção e é frescura. A pessoa quer chamar atenção sim, mas não como a maioria das pessoas pensam, na verdade, a tentativa de suicídio é um pedido de socorro. Aquela pessoa está ali pedindo sua ajuda e, na maioria das vezes, nós lhe damos as costas, até que seja tarde demais.

O sintoma de Suicídio é sério e precisa ser identificado e tratado. A taxa de suicídio de adolescentes com idades entre 10 e 14 anos aumentou 40% nos últimos 10 anos e 33% entre aqueles com idades entre 15 e 19 anos, segundo o Mapa da Violência 2014. Todo dia, 28 brasileiros se suicidam e, para cada morte, há entre 10 e 20 tentativas. Hoje, o número é ainda maior e assustador. Os médicos alertam que é um problema de saúde que não recebe tanta atenção por causa do tabu social.

Aqui, vou falar somente de alguns livros que abordam o tema, mas que são muito importantes para nos alertar sobre os sinais sobre nós mesmos e sobre nossas próprias atitudes.

  • Cartas mais íntimas que um diário, estranhamente únicas, hilárias e devastadoras – são apenas através delas que Charlie compartilha todo o seu mundinho com o leitor. Enveredando pelo universo dos primeiros encontros, dramas familiares, novos amigos, sexo, drogas e daquela música perfeita que nos faz sentir infinito, o roteirista Stephen Chbosky lança luz sobre o amadurecimento no ambiente da escola, um local por vezes opressor e sinônimo de ameaça. Uma leitura que deixa visível os problemas e crises próprios da juventude.

As vantagens de ser invisível foi adaptado para os cinemas e teve no elenco Emma Watson (Harry Potter e Bela e a Fera), Logan Lerman (Percy Jackson) e Ezra Miller (Animais Fantásticos e Onde Habitam).

Dois jovens prestes a escolher a morte despertam um no outro a vontade de viver. Violet Markey tinha uma vida perfeita, mas todos os seus planos deixam de fazer sentido quando ela e a irmã sofrem um acidente de carro e apenas Violet sobrevive. Sentindo-se culpada pelo que aconteceu, Violet se afasta de todos e tenta descobrir como seguir em frente. Theodore Finch é o esquisito da escola, perseguido pelos valentões e obrigado a lidar com longos períodos de depressão, o pai violento e a apatia do resto da família.
Enquanto Violet conta os dias para o fim das aulas, quando poderá ir embora da cidadezinha onde mora, Finch pesquisa diferentes métodos de suicídio e imagina se conseguiria levar algum deles adiante. Em uma dessas tentativas, ele vai parar no alto da torre da escola e, para sua surpresa, encontra Violet, também prestes a pular. Um ajuda o outro a sair dali, e essa dupla improvável se une para fazer um trabalho de geografia: visitar os lugares incríveis do estado onde moram. Nessas andanças, Finch encontra em Violet alguém com quem finalmente pode ser ele mesmo, e a garota para de contar os dias e passa a vivê-los.

Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker – uma colega de classe e antiga paquera -, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Os 13 Porquês teve adaptação e foi produzido pela Netflix, com 13 episódios. A 2ª temporada foi renovada, mas não tem data prevista para o lançamento. A série teve uma repercussão gigantesca e dividiu muitas opiniões. Vale a pena assistir a série, mas é necessário ter a mente tranquila, pois as cenas são fortes e impactantes.

Quando sua melhor amiga, Meg, toma um frasco de veneno sozinha num quarto de motel, Cody fica chocada e arrasada. Ela e Meg compartilhavam tudo… Como podia não ter previsto aquilo, como não percebera nenhum sinal?
A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, o tipo de pessoa com quem Cody nunca teria esbarrado em sua cidadezinha no fim do mundo. E conhece Ben McCallister, o guitarrista zombeteiro que se envolveu com Meg e tem os próprios segredos.
Porém, sua maior descoberta ocorre quando recebe dos pais de Meg o notebook da melhor amiga. Vasculhando o computador, Cody dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo… e de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida.
Eu estive aqui é Gayle Forman em sua melhor forma, uma história tensa, comovente e redentora que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

Com o namorado dos sonhos, o cargo de Presidente do Conselho Estudantil e a chance de ir para uma Universidade de Ivy League, a vida não poderia estar mais perfeita para Holland Jaeger. Ao menos, é o que parece. Até que Ceci Goddard chega na escola e muda tudo. Ceci e Holland têm sentimentos que não conseguem esconder, mas como todos ao redor vão lidar com este novo romance?

Entre intrigas, preconceitos e a não aceitação dos pais, Ceci e Holland lutam para manter-se juntas, mas o amor delas pode não ser tão forte quanto as críticas da sociedade…

Não conte nosso segredo é o primeiro livro da autora Best-seller no New York Times, que promete emocionar leitores de todas as idades e gêneros.

*

Para finalizar este texto, gostaria de pedir para que vocês pesquisem mais sobre o assunto, analisem suas atitudes em relação as pessoas. Eu não estou aqui para julgar ninguém, mas vamos pensar no próximo a partir de agora. A gente não sabe como o nosso colega, amigo, irmão, primo ou quem quer que seja, acordou no dia de hoje. Se bem ou se mal, se algo de ruim já aconteceu no seu dia. Não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você. Não vamos piorar ainda mais o dia de alguém.

EVITE:

  1. Interromper a conversa
  2. Mostrar-se chocado
  3. Colocá-lo numa posição de inferioridade
  4. Fazer comentários invasivos
  5. Encarar o problema como trivial

Vemos, todos os dias, pessoas batalhando para termos um país melhor, para vivermos em um mundo melhor, então, se cada um fizer um pouquinho por dia, podemos sim alcançar este objetivo.

Mais amor, por favor!

Se informe mais sobre o assunto, aqui!

Escritora e devoradora de livros seja ficção, comédia, fantasia e muitos outros gêneros, o importante é a história prender sua atenção.

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Zack Snyder vs Hipocrisia

As mesmas pessoas que dizem pregar VIDAS NEGRAS IMPORTAM, parecem não se importar muito com a carreira de Ray Fisher, jovem, talentoso e negro.

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Afinal, o que faz com que um grande numero de influenciadores, jornalistas e colunistas em diferentes lugares do mundo, fiquem tão chateados com o dinheiro de uma empresa privada sendo gasto de uma forma que por algum motivo eles não aprovam, a impressão que dá e que parece que 70 milhões de dólares esta saindo do bolso deles.

Esses milhões é o custo para que a sonhada pelos fãs e a não desejada por outros, Snyder Cut Liga da Justiça, seja finalizada, diretor original do longa, filme que está com o nome até o momento de Zack Snyder’s Justice League. Parece até que voltamos no tempo e estamos vendo a mídia criticar o cara por tudo e a todo o momento.

O editor do site Cinema Com Rapadura chegou a destacar que inicialmente o filme foi criticado (no seu teaser liberado pela HBO Max) pelos CGI estranho, e agora que estas coisas serão finalizadas (pois grande parte do orçamento seria para isso) as pessoas também reclamam.

Parece que existe uma galera que se incomoda até de lembrar que o Snyder existe. O mais problemático destas situações é que ser contra essa ideia torna as pessoas meio hipócritas. Um dos maiores prejudicados pela intervenção de Joss Whedon no filme foi o ator Ray Fisher (Cyborg).

Seu personagem que seria originalmente o coração do longa foi reduzido a um herói com problemas na armadura, perdeu seu arco, suas falas e sua possibilidade de crescer em Hollywood. Ray Fisher é negro, e durante os protestos contra a morte de pessoas negras promovidas pela policia nos EUA o ator chegou a agradecer no seu twitter a possibilidade de Zack o ter chamado para discutir aspectos do seu personagem com um dos roteiristas originais do filme. Joss Whedon, que substituiu Zack Snyder na direção do filme após o suicídio da sua filha, quase ou destruiu a carreira de Ray Fisher. As pessoas quando atacam Zack acham que a Liga da Justiça apenas tem haver com ele e com seu trabalho, quando outras barbaridades também foram cometidas contra outras pessoas.

As mesmas pessoas que dizem pregar VIDAS NEGRAS IMPORTAM, parecem não se importar muito com a carreira de Ray Fisher, jovem, talentoso e negro. Ora, será que importa muito gastar mais um pouco para ajudar fãs (que arrecadaram inclusive doações), salvar carreira de um ator negro, salvar trabalhos de outros atores em outras situações? Vale, ainda mais se varias pessoas que odeiam o Zack Snyder se lembrarem que o dinheiro não vai sair do bolso delas mas de uma empresa privada, e um plus, se elas lembrarem que o filme não foi feito para elas, a exemplo, eu não pedi o reboot Pretty Little Liars, não vi a série, mas com certeza deve ter tido gente que pediu e gostaria de ver, sendo assim, o que ganho comemorando uma noticia ruim ou não sobre ela? Nada.

Alias, vamos especificar, se eu for um influenciador e cresci ou vivo de criticar coisas que não gosto e um jovem de internet sem coisas pra fazer, talvez isso me traga uns seguidores.

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Pagina desrespeita legado de Chadwick Boseman criando noticia falsa

Pagina cria noticia falsa de que fãs da Marvel querem substituir Chadwick Boseman por Ryan Gosling como Pantera Negra.

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Bom, algumas noticias embrulham o estomago, não porque existem mas pela falta de sensatez dos criadores de noticias falsas.

Não é a primeira vez que falamos da referida pagina aqui, o Cinematologia Nerd no dia 18 de abril de 2019 resolveu então publicar uma primeira impressão/critica sobre o filme Vingadores: Ultimato sem ter visto ainda o filme.

Na época entramos em contato com a Disney que negou qualquer cabine de imprensa realizada para qualquer veiculo naquele dia ou antes disso no Brasil e até mesmo no exterior, isso não impediu que a pagina que tem um numero elevado de seguidores, mantivesse as publicações e bloqueado todos os que questionaram a eles sobre isso.

Agora, um pouco mais de um ano depois, eles publicam uma postagem ao qual falam que fãs da Marvel nos EUA criaram uma petição pedindo que o ator Ryan Gosling substitua o ator, Chadwick Boseman, como Pantera Negra.

A pagina então cria duas demonizações com a postagem (até agora ele teve quase 9.5 mil compartilhamentos e quase 17.5 mil curtidas), uma dos fãs da Marvel que jamais criaram tal petição e outra do ator que já foi associado a uma brincadeira quanto a isso no Twitter no ano passado e que não tem qualquer relação com o contexto atual da morte de Chadwick Boseman.

https://twitter.com/DrTahha/status/1155744099577806848

Vi amigos no meu Facebook criticando indignados a suposta atitude dos fãs da Marvel, porém o único grupo que desrespeitou o legado de Chadwick Boseman foi a pagina que criou a noticia falsa. Uma busca rápida já mostra que não existe qualquer discussão ou pedido quanto a isso.

Na verdade os fãs da Marvel tem um respeito tão imenso por Chadwick Boseman que a discussão hoje entre eles é que não desejam que nenhum outro ator substitua T’challa no cinema.

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Chadwick Boseman | Obrigado por me tirar do ‘Umbral’

Foi somente em Pantera Negra que eu me descobri negro, somente neste filme (demorou anos, mas aconteceu).

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Eu demorei a entender o que queria falar aqui neste espaço, pois o legado de Chadwick Boseman significa pra mim uma coisa além da capacidade de transmitir isso em palavras.

Pantera Negra, foi a primeira produção de grande orçamento do cinema a colocar no banco dos realizadores somente pessoas negras. Fui a cabine de imprensa no ano de seu lançamento, não esperava muita coisa, mas ao fim da sessão, eu e Karolen Pasos (jornalista do site CinePOP e fundadora do site LesB Out! ) estávamos com os olhos cheios de lagrimas.

Foi somente em Pantera Negra que eu me descobri negro, somente neste filme (demorou anos, mas aconteceu). Antes, eu tinha certas linhas de pensamento completamente destoantes da minha realidade social. Apesar de ser dono de um site com determinada relevância, ter diversos colaboradores maravilhosos, ter parcerias com diversas empresas, pouca gente sabe que eu moro em comunidade (morro) na zona norte do Rio de Janeiro. Já conversei com representantes de empresas por telefone e ao fundo os tiros eram ouvidos. E mesmo diante de uma realidade tão destoante destas empresas, e até mesmo da maioria dos meus colaborares, eu olhava o movimento negro como algo que não me representava.

Em resumo, eu era preconceituoso com minha própria origem. Eu quando mais novo comprava produtos químicos para cabelo (não era formol) para deixar o cabelo liso, pois cresci ouvindo da minha família que “cabelo liso que é cabelo bom”, que tinha que casar com mulheres brancas para “clarear a família”. Certa vez estava vendo a série 24 horas e ela tinha como um dos principais personagens um presidente negro, chamado David Palmer (isso antes das pessoas saberem que Obama existia) interpretado pelo grande ator Dennis Haysbert, e na tentativa de convencer meu pai a ver a série, ele então me disse “Um presidente preto, nunca vi isso”. Minha família e eu éramos vitimas do racismo estrutural, assim como hoje sou vitima do machismo (mulheres muito mais, sem comparação, mas homens também são vitimas pois isso afeta as suas relações interpessoais, ou seja, ninguém ganha), que cada dia eu luto para minar isso de dentro de mim.

Porém Chadwick Boseman veio com seu Pantera Negra, e me resgatou do vale da sombra da morte, do Umbral, como se ele fosse um anjo enviado pelo criador para me salvar. Chorar em Pantera Negra, foi como se ali começasse o meu ponto de partida. Antes, eu não tinha objetivos de melhorar, ou de tentar ser uma pessoa melhor para as meus amigos, antes eu era cego, hoje posso dizer que enxergo, porém como no mito da caverna, a luz muito forte pode deixar a visão um pouco embasada e tropeços são comuns mas não devem ser repetidos na mesma pedra.

Este artigo não foi para dizer que Chadwick Boseman é um ótimo ator, até porque isso é notório, mas sim para dizer que o Rei de Wakanda me salvou. Mas, o maior símbolo da minha virada como pessoa se foi, o meu Rei.

Porém, neste momento eu lembro de uma ordem. O Rei grita para seu povo e suas tropas, “YIBAMBE!” Que significa:

MANTENHA-SE FIRME!

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