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Shadowhunters | Review 2×08 “Love Is A Devil” + Crítica

Beatriz Souza

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LOJA DC 4

“Love is a Devil” se apresentou como um episódio bom e consistente, mas não atingiu minhas expectativas. Nem chegou ao nível do episódio anterior. Acredito que já tenha dado tempo de muitos de vocês assistirem, mas, de qualquer forma, pode conter spoilers.

No início do episódio vemos Isabelle à procura do veneno de vampiro direto da fonte, onde fomos deixados na semana passada. Os vampiros que encontram a Caçadora estão dispostos a dar o que ela espera, mas também, tirar sua vida. Quem aparece para salvá-la é Raphael, dando início a uma interação interessante. Antes de qualquer coisa, devo parabenizar David Castro e Emeraude Toubia pela incrível química durante as cenas. Entretanto, a relação dos dois não foi para onde eu esperava e isso é assunto que desenvolverei mais tarde neste review.

Seguido disso, temos um Luke irritado com Clary e Jace por manterem segredo sobre a Espada-Alma. Os irmãos – até a presente situação – argumentam não querer preocupá-lo à toa, pois não sabiam dos riscos reais até encontrarem o anjo Ithuriel. Então, os dois falam sobre a visão que o anjo os mostrou. Um demônio maior, nunca visto antes, destruindo a Espada. Eu achei válida a reação de Luke, pois Clary e Jace não sabem o que é melhor para todos, então não deveriam guardar esse tipo de informação para eles mesmos.

No Instituto, Alec e Izzy estão vendo imagens do Anjo subindo para o céu e Isabelle não acredita totalmente que aquilo pode ser verdade, pois um anjo é um ser muito raro de ser encontrado. Ela também pergunta a Alec sobre sua decisão de seguir para o próximo passo com Magnus, mas ele não nos confirma nada.

Até que Max, o mais novo dos irmãos Lightwood, que não aparecia na série há um tempo, chega de Idris com notícias importantes. Max está preparado para começar o seu treino formal, e com isso, para receber sua primeira runa em uma cerimônia feita pelos Irmãos do Silêncio. A runa da Clarividência é a primeira a ser dada ao jovem Caçador de Sombras nos livros, mas Max recebeu a do Poder Angelical ao fim do episódio.

Maryse fala que como Robert não poderá estar presente, Alec está encarregado de organizar a festa da cerimônia, por ser o homem mais velho da família. Um breve discussão ocorre sobre o pai deles não está presente, mas Maryse informa que é por ele estar ocupado com as buscas por Valentine. Com isso, Alec tem a ideia de pedir a Magnus que faça a festa em seu apartamento, para Maryse perceber que o relacionamento dos dois é sério.

“O que acha de dar uma festa?” – Alec
“Você me conhece?” – Magnus

Eu achei esse diálogo muito bem bolado, porque é claro que Magnus adoraria dar uma festa, mas quando se trata de convidar Maryse, logo ele muda de ideia. Porém, Alec consegue convencê-lo.

“Tem certeza disso?” – Magnus
“Por que não teria?” – Alec

Na cena seguinte, a feiticeira Iris Rouse, que Clary procurou para trazer sua mãe de volta, está no parque com Madzie quando Valentine aparece. Ele ameaça e leva Madzi, dizendo confiante que Iris irá ajudá-lo com o que ele planeja.

Uma acontecimento que aos poucos vem sendo apresentado é Simon e Clary. Nesse episódio, Simon pede para Clary encontrá-lo e ele finalmente tem a coragem para se declarar, mas a surpresa é a reação de Clary quanto a isso. Em meio as belas palavras de Simon, Clary toma a iniciativa e o beija. Depois, os dois vão à festa de Max juntos. Não é meu casal preferido, de forma alguma, mas na série está sendo bem executado e eu parabenizo a produção por isso.

“A questão é, que quando duas pessoas são amigas, pessoas como eu e você, às vezes o sentimento evolui, sabe?” – Simon

Alec entrega o convite da festa para Maryse e ela, por ser super fechada a novas ideias, como a maioria dos Caçadores de Sombras, não concorda com o lugar. Ela alega que a cerimônia é um tradição apenas para Caçadores e Alec a responde com maestria. A série de livros é incrível por mostrar como existe o preconceito e como combatê-lo. Felizmente, a série está conseguindo desempenhar esse papel muito bem.

“Tradições mudam. Principalmente as baseadas na ignorância.” – Alec

Ainda na parte inicial do episódio, tivemos essa conversa entre Maguns e Jace, onde nos foi confirmado que o sexo Malec aconteceu. Alec não contou para Jace, mas ele pode sentir por causa da ligação Parabatai. E a reação de Magnus quanto a isso foi impagável. Então, Jace explicou que ele podia sentir que Alec estava mais feliz e por isso sabia do ocorrido. Jace também deixa claro que não vai deixar ninguém magoar seu irmão e os dois entram em consenso sobre isso.

A festa finalmente começa com Clary e Simon chegando juntos e vemos mais uma interação de ouro entre Maia e Jace. (Contra tudo o que eu acredito, se virassem um casal na série, eu apoiaria). Jace pede por uma cerveja e Maia, que está no bar, entrega Sangria, dizendo que cerveja é entendiante. Os dois observam Simon e Clary do outro lado da festa e Jace comenta que seu encontro com o vampiro não deu nada certo, então Maia explica que ela disse pra ele falar com Clary.

Diferente dos livros, Jace nesse primeiro momento parece aceitar bem a relação de Clary com Simon. Ele fala para os dois que eles ficam bem juntos e diz para Clary que está feliz por ela, e a declaração me pareceu genuína.

Só que, então, Clary suspeita da aproximação entre Simon e Maia e quando vai procurá-los, encontra os dois se beijando. E é aí que a gente se pergunta: “O produtor não tinha dito que Simon era legal demais para sair com duas ao mesmo tempo?” (Para os que não sabem, nos livros, Simon mantem uma relação com Izzy e Maia ao mesmo tempo, pois não consegue se decidir).

Mas após Max dizer para Jace que eles não são irmãos e que Maryse não o considera da família e ela vai até ele para se desculpar e Jace acredita que ela está tentando matá-lo. Pouco tempo depois, Alec ouve Clary dizer tudo de ruim possível sobre ele, que ela o culpa por ter matado a mãe dela e ele quase se joga da sacada do prédio.

Geralmente, eu levo toda tentativa de suicídio à sério, tanto que já comentei sobre Jace na Cidade do Silêncio, mas nesse caso do Alec eu não acho preocupante. Ele estava sobre influência da do feitiço. Não é algo que Alec faria normalmente, mesmo com todas as suas inseguranças e com a culpa.

Magnus foi quem entendeu o que estava acontecendo e salvou o dia. Ele percebeu que a feiticeira Iris estava utilizando das inseguranças dos personagens para manipulá-los e fez isso parar. Ela estava na forma do novo gato dele e quando ele a encontrou, aconteceu uma cena muito bem feita dos dois lutando com magia. Mostrou o Magnus como o verdadeira Alto Feiticeiro do Brooklyn que ele é e foi simplesmente incrível. A melhor cena do episódio para mim.

No últimos minutos, finalmente acontece a cerimônia de Max no Instituto, que foi realmente emocionante e linda. Clary diz para Alec que não o culpa pela morte da sua mãe e Maryse pede desculpas para Jace sobre o modo que tem agido. Então, ela se abre com os meninos e conta que Robert está traindo-a. E pede para que não contem para Izzy, pois ela não aguentaria.

Agora vamos as críticas que eu tenho a fazer sobre duas coisas principais:

O enfraquecimento da Isabelle

Nos livros, apesar de Isabelle ficar bastante tempo sem uma história própria, ela sempre foi uma personagem bem forte por causa dos segredos que ela carrega. E isso faz quem ela é. Originalmente, Robert traia Maryse e planejava ir morar com outra mulher, mas ficou por causa do nascimento de Max. Izzy ouviu sua mãe falando sobre isso e e Maryse pediu ela não contar para os meninos. Isso fez com que ela não confiasse em homens em geral.

Mas na série estão criando uma vulnerabilidade que não existia nela e nem é por causa do Yin Fen. Maryse acha que ela é fraca sem saber que ela está usando o veneno. E mesmo que eu saiba que ela irá dar a volta por cima e se tornará a Isabelle forte que eu conheço, ainda fico incomodada.

E a relação dela com Raphael, eu acho errada de tantas formas. Se ele fosse a pessoa ajudá-la se desviciar, por mim estaria tudo bem. Mas fizeram ele a morder e eu acredito que isso interfira no relacionamento dela mais tarde com Simon, pois aí não será mais tão especial quando Simon a morder.

A história por trás da Espada Mortal

Por último, pois já está muito grande, meu problema é com esse plot que inventaram para a Espada Mortal. Desde o início da série eu sempre fui a favor das mudanças, defendi todas com unhas e dentes. Mas sinto que esse enredo, por enquanto, vai contra tudo que a história é.

Na série, está sendo apresentado que a Espada, junto com um Anjo (ou ser com sangue angelical puro, como falaram da Clary nesse episódio) e um Raio podem dizimar as criaturas com sangue demoníaco, ou seja, os submundanos. Mas se fosse pra isso acontecer, o anjo Raziel não teria criado os Caçadores de Sombras para lutar na guerra contra as forças demoníacas, pois ele mesmo conseguiria acabar com todos bem facilmente.

Entenderam meu ponto? O que vocês pensam sobre isso?

Assistam a promo e o sneak peek liberado do penúltimo episódio antes do temido hiatus e até semana que vem!

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