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cinema

Sicário: Dia do Soldado “Filme parece mais estar cumprindo uma agenda politica”

Renan M. Sampaio Motta

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Trazer uma sinopse precisa para Sicario: Dia do Soldado é uma tarefa não muito fácil. São tramas e subtramas que não ditam qual o real discurso ou motivo para a existência do filme. Mas sendo o mais breve possível, nesta sequência temos o retorno de Alejandro (Benicio del Toro) e Matt Graver (Josh Brolin) empenhados em uma missão que envolve a filha de um líder de um cartel de drogas com o objetivo de gerar uma guerra entre os cartéis mexicanos.

Pela sinopse o filme não parece interessante. Em termos de história, de fato o filme não salta aos olhos. Apesar do roteiro ser assinado pelo mesmo escritor do primeiro filme, Taylor Sheridan, e que vem recebendo indicações pelos seus ótimos trabalhos, em Sicario: Dia do Soldado, a sua escrita parece estar desequilibrada. Taylor injeta subtramas que serão esquecidas com o decorrer do tempo, e projeta uma trama principal sem ter muito a dizer e sem concluir de fato todos os assuntos iniciados.

E sobre o assunto do filme, aqui o público poderá notar que Sicario: Dia do Soldado não é uma obra que romantiza as operações violentas do governo, assim como no primeiro filme. O longa deixa claro que para se chegar a um resultado satisfatório, as agências de segurança são capazes de tudo. O estrangeiro violento é terrorista, mas o americano explodindo casas e sequestrando inocentes é o salvador. De uma certa maneira, essa verdade jogada no espectador traz um bom tempero para o roteiro, apesar de não ser nenhuma novidade no cinema.

Junto a isso, o roteiro bate muito na tecla de que o mexicano não é um ser bem-vindo. Em certo momento, vemos verbalizado pelo personagem de Josh Brolin que é difícil diferenciar um mexicano comum a um integrante de cartel. Se isso não é um ato preconceituoso, não saberia dizer o que seria.

O problema de todo o assunto e a insinuação de preconceito contra os mexicanos se dá pelo fato de que o roteiro não discute a situação. Os personagens não se indagam, não trazem um contraponto. Fica a sensação de ser um filme feito por uma agenda política para o povo estadunidense. E dependendo da educação do público, pode ser um material perigoso.

O ponto mais positivo do roteiro é a jornada de Alejandro. Aqui ele está mais participativo, mais aprofundado e possui mais linhas de diálogos que no primeiro longa. O personagem vai ao pior inferno possível, mas não perde sua integridade e combinado à ótima atuação de Benicio del Toro, o público se vê engajado em sua trajetória. Josh Brolin também traz uma boa composição, mesmo que não fuja muito de um personagem sisudo e ardiloso.

Em termos de personagem, Sicario: Dia do Soldado perde um pouco com a ausência de Kate Macer (Emily Blunt), que não só carregava o filme com um ótimo arco dramático, como trazia um contraponto perfeito para a atmosfera violenta do primeiro filme.

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E se os atores conseguem carregar o longa, os méritos são da direção. Mesmo que o filme tenha perdido um pouco a estética de Denis Villeneuve, o atual no comando, Stefano Sollima, conduz muito bem entre o drama e a ação. E nesse caso, Sicario: Dia do Soldado está mais recheado de cenas de ação, as quais são cruas e bem violentas, mantendo o clima do primeiro longa. Nesse ponto o filme tem chance de agradar um público maior, mas é preciso saber que ainda existem muitos momentos em que a narrativa desacelera.

A fotografia passa a maior parte do tempo apenas no correto. Sem muito a oferecer. Mas eu disse “maior parte” porque, principalmente em algumas cenas de ação, tanto a fotografia quanto o manejo da câmera procuram saídas criativas para compor a cena. O domínio de espaço dentro de veículos seria o maior brilhantismo de Dariusz Wolski, o diretor de fotografia.

A trilha sonora talvez seja o trabalho mais fraco do filme. Apesar de possuir bons temas, eles são extremamente repetitivos. O compositor Hildur Guðnadóttir, não saiu da sua zona de conforto e perdeu a chance de surpreender o público e levá-lo a novos patamares sensoriais.

Ainda que exista todos os problemas técnicos do filme, Sicario: Dia do Soldado tem material para prender a atenção do público. Possui ótimas composições de cenas, traça boas linhas de tensão com momentos que podem fazer o espectador ficar na ponta da cadeira e suas cenas de ação são enérgicas o suficiente para agradar aos amantes do gênero. Apesar de a obra não dizer para o que veio, o espectador poderá sair satisfeito da sala de cinema.

Sicário: Dia do Soldado estreia hoje nos cinemas.

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CCXP 2019

CCXP | Painel da Disney esgota auditório 1 dia antes de acontecer

Os fãs que lutem!

Beatriz Souza

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A CCXP esgotou o auditório Cinemark para os painéis de sábado da Disney 24 horas antes da atração mais esperada que traz o elenco de Star Wars.


O painel de sábado na CCXP recebe conteúdos dos estúdios Disney e todo ano carrega uma leva de fãs fissurados para filas cada vez mais cedo.

Esse ano, os fanáticos por Star Wars – a última atração do dia 7 -, começaram a formar fila no Edifício Garagem às 15h. Sendo uma fila para quem tem credencial e outra para quem ainda não retirou. Esses, após pegarem suas credenciais do dia precisão seguir para mais uma fila.

As últimas pulseiras foram distribuídas às 19:30h, mas não impediu outros fãs corajosos de formar uma terceira fila de espera para caso lugares sejam liberados dentro do auditório. Em toda Comic Con, os visitantes que entram nos painéis não são obrigados a sair após as atividades, podendo ficar o dia inteiro.

No ano passado, às atrações mais esperadas eram da Marvel e as pulseiras esgotaram as 2h da manhã. Quem foi guerreiro e ficou até o final recebeu de surpresa no painel da Sony a presença de Tom Holland e o elenco de Homem Aranha: Longe de Casa.

O dia 7 começará com a pré-estreia de Frozen 2, seguido de um painel sobre o filme. A Disney apresentará suas novas produções, o filme da Pixar Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, Um Espião Animal e o filme Free Guy com Ryan Reynolds e Joe Keery (Stranger Things). Ainda um painel sobre o parque temático de Star Wars e o da Marvel Studios com a presença de Kevin Feige. Para finalizar, o painel de Star Wars contará com a presença dos atores Daisy Ridley, J.J Abrams, John Boyega, Kathleen Kennedy e Oscar Isaac.

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CCXP 2019

CCXP | Panini anuncia títulos como SAO, Vinland Saga e muito mais

Durante a CCXP, a editora trouxe várias novidades de lançamento!

Christa Joanin

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De olho no painel da Panini durante a CCXP 2019 em São Paulo, nossa equipe pôde conferir os lançamentos esperados para 2020 da editora. Entre eles estão vários títulos famosos como: Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba) e Vinland Saga.

Confira:

Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba)

Escrita e ilustrada por Koyoharu Gotōge, é uma série japonesa de mangá shonen e até o presente momento, possui 17 volumes pela editora Shueisha e possui um anime de 26 episódios.

Banana Fish

É um mangá originalmente escrito e ilustrado por Akimi Yoshida e foi publicado entre 1985 à 1994 pela editora Shogagukan. Teve seu anime lançado em julho de 2018. Saiba mais aqui.

Jujutsu Kaisen

É uma série de mangá escrita e ilustrada por Gege Akutami publicados desde março de 2018 e possui apenas 6 volumes até o momento.

The Quintessential Quintuplets

Ainda em lançamento com 12 volumes publicados até o momento, é uma série desenhada e escrita por Negi Haruba e possui uma adaptação em anime produzido pela Tezuka Productions exibido no Japão e encontra-se disponível no catálogo da Crunchyroll.

We Never Learn

Escrito e desenhado por Taishi Tsutsui, o anime encontra-se disponível na Crunchyroll e a série em mangá possui 14 volumes em andamento.

Vinland Saga (2 em 1)

Este lançamento será um compilado 2 volumes em 1, formato já existente antes nos Estados Unidos. Escrito e desenhado por Makoto Yukimura é possível encontrar a versão normal do mangá aqui no Brasil e no Japão.

Sword Art Online: Mother’s Rosario

A séria adapta o sétimo volume do light novel de Reki Kawahara e possui um compilado de 3 volumes.

Sword Art Online: Calibur

Possui apenas 1 volume lançado em 2014 e é adaptação da oitava light novel de Reki Kawahara.

Os mangás anunciados pela editora Panini terão capa em formato cartão e miolo offwhite.

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cinema

Disney+ vai lançar filme do Príncipe Anders

Apenas uma semana antes de ter um mês, a Disney + está lançando outro projeto robusto em desenvolvimento.

Edi

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Apenas uma semana antes de ter um mês, a Disney+ está lançando outro projeto robusto em desenvolvimento. 

De acordo com novos relatos, a mais recente gigante do streaming produzirá um spinoff de Aladdin com Prince Anders, o novo personagem interpretado por Billy Magnussen na adaptação live-action de Guy Ritchie. 

A noticia sugere que o spinoff seria um longa-metragem para o serviço, vendo Magnussen retornar no papel principal. 

Um roteiro está sendo escrito por Jordan Dunn e Michael Kvamme ( O Bob Esponja: Bob Esponja em fuga ). 

O THR enfatiza que essa não é a sequência de Aladdin relatada anteriormente em desenvolvimento, mas um projeto totalmente novo que complementaria a franquia.

Esta história está se desenvolvendo …

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