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Superman de Zack Snyder deveria sair do Universo DC?

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Isto viria a se tornar um vídeo, porém este será provavelmente o último artigo falando algo da Warner, pois estamos próximos da estreia de Doutor Estranho da Marvel nos cinemas, dia 26 inclusive fui convidado pela Disney para estar presente na cabine de imprensa para conferir o longa.

Esta semana publiquei uma notícia – tratando-a de maneira imparcial, pois ao noticiar algo devemos sempre ser assim, já que temos o espaço de colunistas, onde podemos manifestar nossas opiniões livremente – a matéria fora o artigo de John Ostrander, no qual ele detona o Superman do Cavill e enaltece o Superman da TV.

Para quem não sabe, John Ostrander é o criador da formação clássica do Esquadrão Suicida, este elogiou o filme de Esquadrão Suicida, e até então não se sabia das críticas do mesmo – pelo menos eu não – ao Superman desenvolvido por Zack Snyder.

Bom, agora sabemos.

Para Ostrander, Cavill além de ser um ator inferior, não faz jus ao personagem do Superman como Tyler Hoechlin faz. Mas há um problema que ele não esclarece muito bem ao longo do artigo, ao dizer que o Superman do Snyder é mais humano e realista.

Penso que isso é um elogio, pois foi de uma coragem sem igual, e o que eu espero de um diretor, que ora dizem ser “visionário”.

Entretanto, não estou aqui para fazer uma opinião contra o John, aliás, quem sou eu perto deste mito?

Já me acusaram de ser fã de Wikipedia, pela nota 9 que dei para Esquadrão Suicida em determinada critica (esta fora para os personagens que eu amei, e não para o roteiro, que é um lixo, enfim, águas passadas). Mesmo partindo da ideia de que posso discordar de tudo e de todos, ficarei aqui com a minha opinião sobre o artigo de Ostrander, até porque está claro o porquê dele pensar assim. Tem muitos fãs de quadrinhos de 30, 40, 50 anos atrás que jamais superaram a perda de Reeve. Quanto a isso, é perda de tempo discutir.

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Mas vamos lá! Se tem alguém para ser culpado, este é o Snyder, pois o Superman do cinema é dele. Seu conceito e ideia do personagem partiram dele, e podemos dizer que o Nolan também tem “culpa no cartório”, pois Man of Steel foi um roteiro inicialmente dele. Para John, um Superman sendo retratado mais perto da realidade é um perigo, porém penso que como existem duas editoras de quadrinhos produzindo filmes á rodo, então por que uma não deve fazer os filmes mais perto da realidade do que a outra? Afinal, devemos ficar felizes em não vermos mais do mesmo, Marvel ou DC estão construindo sua própria essência.

Em Justiça e Batman: Silêncio, que são HQs –  que eu amo – lembradas pela sua magnitude sombria e pessimista, então que seja assim nos cinemas também. Além destes arcos serem algo totalmente diferente do que a Marvel faz, é uma coisa que realmente combina com o Universo DC, acredito que o otimismo de Geoff Jhons, ao resgatar a editora com o Rebirth, seja mudar as histórias e não transformar os personagens do Universo DC em palhaços que salvam gatos de árvores e que tenham uma cueca por cima da calça como termômetro para que os fãs possam saber que a editora respeita o passado. Ela respeita, mas também deve observar o futuro.

Se Superman fosse retratado em uma HQ dos X-Men, este seria uma aberração, por que não podemos aceitar que pessoas com poderes espetaculares sejam tratadas como um problema para a sociedade em uma história e não podemos fazer o mesmo em outra? Alguns dirão que são HQs diferentes, e são mesmo, mas estas não são também um ambiente onde vivem os personagens? Pelo menos desenhados, dando de certa forma vida a eles? Não foi X-Men que quis transmitir dentro das HQs um ambiente hostil a gays, negros e a todas as minorias que temos no mundo, que são vistas pelo resto da sociedade como uma ameaça ao nosso bom modo de vida? Por que nos cinemas o Snyder não poderia fazer igual?

Morte do Superman

Se desejam um Superman pronto e estabelecido, leiam as HQs. Ademais, se não entendem que o Superman ainda está em desenvolvimento e que este tende a se transformar no maior herói do mundo – pois ainda não é – então não existe motivo para Zack Snyder permanecer no Universo DC, pois infelizmente as pessoas compram o que querem, e estas não compram imperfeições.

Não querem comprar um Superman que ainda não se achou, e se ele estivesse nos X-Men ou em qualquer outra HQ que fosse retratar a sociedade como de ela é, Superman jamais se encontraria como personagem.

SUPERMAN É O SER MAIS PODEROSO DO MUNDO, MAS ZACK SNYDER APENAS QUIS VENDER UMA COISA: QUE ELE É TÃO HUMANO E SUJEITO AS MESMAS FRUSTRAÇÕES QUE EU E VOCÊ, O HOMEM É DE AÇO, MAS O CORAÇÃO É DE CARNE. 

Não discordo do mestre John, apenas disse o que penso, e isso não é discordar, é apenas pensar.

Revisado por: Bruna Vieira.

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Liga da Justiça | Versão do Snyder NÃO É PRA SALVAR VERSÃO DO CINEMA

Esta versão nunca se tratou de salvar um filme fracassado nos cinemas.

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Parece óbvio falar isso e parece que muitos gostam de ignorar, mas a versão de Zack Snyder nunca se tratou de salvar o filme da Liga da Justiça que foi para os cinemas.

O movimento #ReleaseTheSnyderCut nunca se tratou de SALVAR uma versão do filme, fracassada, liderada por Joss Wheldon, mas sim (como praticamente todos os fãs já sabem) saciar o desejo de muitos fãs de verem qual era a proposta de Snyder.

Alguns jornalistas porém insistem em sentenciar a liberação do filme como mero objeto de fãs birrentos que não aceitam a versão que foi para o cinema, quando ninguém, absolutamente ninguém que participou do movimento se baseou nisso.

David Ayer, diretor de Esquadrão Suicida, admitiu que a Warner mexeu sim na montagem do filme original. Rumores também aconteceram sobre o filme Mulher-Maravilha: segundo disseram alguns insiders, o estúdio queria remover a cena Terra de Ninguém, porém a diretora Patty Jenkins conseguiu mudar a visão do estúdio sobre o conceito. Ou seja, intervenções absurdas mas que aparentemente jornalistas e alguns fãs inconformados com a alegria de outras pessoas (milhares) se sentem no direito de legitimar.

A versão do Snyder da Liga da Justiça, como dito à exaustão em um artigo que escrevi no ano passado, não se trata apenas de um mero capricho – TRATA-SE da liberdade artística, a mesma liberdade que críticos de cinema, jornalistas, influencers e etc… adoram desfrutar, mas entendem que nem todos deveriam ter.

Uma vez uma jornalista de um grande veículo de comunicação, em uma crítica em vídeo do filme Dunkirk, disse o seguinte: “Se você achou este filme uma obra de arte, então você não sabe o que é uma obra de arte…”. Com todo o respeito e carinho, foi dito a ela que uma obra de arte não é o que ela define. Conceitos artísticos mudam a todo o momento, muitos artistas foram só reconhecidos décadas após a sua morte, no cinema o próprio Laranja Mecânica foi banido no Reino Unido para depois se tornar uma das obras mais aclamadas do cinema. Conceitos artísticos mudam conforme o tempo, mas se vamos dizer que conceitos artísticos mudam conforme vão ficando envelhecidos, não devemos aplicar este conceito apenas a coisas que gostamos ou artísticas que valorizamos, o conceito de arte é amplo e vai além da sua análise.

Zack Snyder (você querendo ou não, e pode espernear a vontade) é um artista e deve ser valorizado como qualquer outro, a mesma valorização que que damos aos diretores da Marvel e qualquer outro no meio do entretenimento deve ser dada ao cineasta. Partindo disso, porque faria sentido jornalistas que analisam arte e vivem muitas vezes dela, fariam artigos deslegitimando um movimento que chegou a ajudar uma campanha de prevenção ao suicídio, sem qualquer motivo aparente?

Pior… Sentenciando um trabalho que nem foi finalizado? Ou você é jornalista ou fez aula de adivinhação com a professora Sibila Trelawney?

Quando pessoas enchem o peito para falar que devemos valorizar a nossa cultura (brasileira) alguns destes gostariam de silenciar artistas… Disse um amigo meu: “isso não é censura”. Não chega a ser censura, mas deslegitimar qualquer tipo de arte é uma especie de ‘censura’, até mesmo aquela arte que você desconsidera.

A Snyder Cut da Liga da Justiça na HBO Max chega em 2021 para sentenciar dois pontos que incomodam demais certas pessoas: Primeiro, o de valorizar os fãs e, segundo, porque valoriza o artista Zack Snyder e isso pode ser uma mudança de paradigma no cinema.

Muitos disseram que isso era uma jogada da Warner para ganhar mais dinheiro dos fãs. Mesmo se for, qual seria o problema ? A Disney ganha milhões colocando Baby Yoda em série de Star Wars e não lembro de apenas ela está autorizada a fazer isso.

No final das contas, podemos escrever uma tese de doutorado sobre a Snyder Cut (não duvido que tem gente que vai fazer) que algumas pessoas não vão querer entender.

A verdade é que os fãs ganharam, a Warner e Zack Snyder também e os perdedores nesta história são apenas os que querem se sentir assim.

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Uma Mulher Fantástica | Conheça a vida da mulher trans Marina Vidal

Conheça a luta de uma mulher transexual no filme que levou o Oscar em 2018

Fernanda Fernandes

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Marina Vidal é uma mulher que corre com os lobos. Em “Uma Mulher Fantástica”, obra de 2017 dirigida por Sebastián Lelio, Daniela Vega interpreta Marina, uma mulher transexual que precisa enfrentar a perda do ex-companheiro e a família extremamente preconceituosadele.

O ponto mais interessante da trama é como o roteiro consegue pontuar desde violências explícitas até aquelas que acontecem verbalmente, inclusive, as que acontecem sem intenção. Outro fator que chama a atenção é que Daniela Vega também é uma mulher trans, ou seja, a preocupação com a escolha da atriz acontece de forma que ela pudesse viver uma história que já estava dentro dela.

O Brasil é o país que mais mata a população trans no mundo, segundo a ONG Transgender Europe (TGEu). Em 2018, foram 163 casos de assassinato de pessoas trans no país, de acordo com a Antra (Associação Nacional de Travestis e Transexuais). A expectativa de vida de uma pessoa trans no Brasil é de 30 anos, segundo o IBGE em 2018. Dentro deste contexto, conhecer este filme chileno se torna necessário para entender e lutar contra a transfobia em um dos países mais hostis para a população trans.

O filme começa com a sensação de um filme romântico antigo, mas, que rapidamente se transformará em um pesadelo para a protagonista. Seu companheiro, Orlando Onetto, vivido por Francisco Reyes, tem um aneurisma e falece. Marina se vê encurralada e a primeira cena que violenta a personagem se dá no hospital, depois da protagonista sair para caminhar e ser trazida de volta pela polícia.

O policial a ouve responder que se chamava Marina Vidal e a pergunta se era um pseudônimo. Mais tarde, entende-se que ela ainda não tinha recebido os novos documentos e por isso não queria apresentar a identidade. No entanto, somente a pergunta em si é um ato violento mesmo que pequeno. Do tamanho daquele bullying que algumas pessoas sofrem no período escolar e que machuca.

O personagem ainda se refere a Marina pelo pronome masculino e nesse momento chega Gabo (Luis Gnecco) e a defende. No entanto, mesmo na narrativa do filme Gabo passa a ser silenciado pelos outros personagens por ser minoria entre eles. Geralmente é o que se passa com a população cis que tenta defender as pessoas trans, mas que como é uma minoria também acaba sendo calada. Gabo sou eu. Gabo talvez também seja você.

A cena mais interessante do filme é completamente silenciosa e se passa quando Marina está caminhando pela rua e começa a lutar contra o vento para conseguir continuar caminhando. Naquele momento, o sentido do filme é apresentado, a luta da população trans na vida para continuar caminhando e manter-se viva. Não só Marina como toda a população trans e qualquer minoria corre com os lobos.

As violências contra a personagem vão se intensificando cada vez mais, principalmente, quando a ex-esposa de Orlando, Sonia (Aline Kuppenheim), nega um direito básico a Marina: o de comparecer ao velório e funeral de seu companheiro. A justificativa é a presença da filha dela de 7 anos no evento. Sonia ainda diz a ela que não sabe o que ela é e fala que ela é uma perversão.

No caminho ao hospital, Orlando cai da escada e por este motivo a polícia chega a investigar o caso, sendo que, a personagem de Daniela Vega disse no hospital o que tinha ocorrido. Não é suficiente para uma mulher trans. A detetive Adriana (Amparo Noguera) exige que Marina seja examinada para constatar que ela não apresenta lesões. Ela é fotografada e a percepção é de completo abalo, vulnerabilidade e exposição, principalmente ao ouvir o médico legista cochichando sobre como chama-la. 

O personagem mais ensurdecedor é Bruno (Nicolas Saavedra), filho de Orlando. Após a morte do pai, Bruno expulsa Marina da casa de Onetto e leva Diabla, a cadela que Orlando tinha dado para Marina. Em seguida, Marina tenta comparecer ao velório de seu companheiro do qual é expulsa e no caminho de volta, Bruno e alguns colegas passam perto dela de carro, a pegam e colocam no carro. Lá, ela ouve todo tipo de xingamentos enquanto Bruno dirige e um deles enrola fita adesiva na cabeça de Marina para que ela não falasse. Minutos depois ela é largada num beco como se nada tivesse acontecido e eles vão embora.

Curiosamente a força de Marina vem da voz. As aulas de canto lírico com o professor dela (Sergio Hernandez) são um refúgio para a personagem, sendo algo, literal e metafórico do ponto de vista crítico já que a população trans é constantemente silenciada pela sociedade. O último ato do filme mostra a protagonista retomando as rédeas de sua vida, conseguindo se despedir de Orlando e recuperar a Diabla. Podendo finalmente seguir a sua vida. 

Uma das últimas cenas do filme é de Marina cantando diante de uma plateia tornando-se a cena mais bela da obra. Simbolizando o momento em que a personagem, e toda a população trans, ganharão voz no futuro. “Uma Mulher Fantástica” é uma luta que traz um vislumbre de esperança.

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A Viagem de Chihiro: conheça a simbologia por trás da fantasia

Entenda qual é a verdadeira história de um dos clássicos do diretor Hayao Miyazaki

Fernanda Fernandes

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De fevereiro a abril, a Netflix disponibilizou cerca de 20 filmes do Studio Ghibli, entre os mais conhecidos estão “O Castelo Animado”, “Meu Vizinho Totoro”, “Ponyo”, entre outros. O Studio Ghibli figurou diversas vezes nas indicações do Oscar de Melhor Animação, porém, o único filme do estúdio a levar a estatueta foi “A Viagem de Chihiro” de 2001.

​A princípio, é possível encarar “A Viagem de Chihiro”, dirigido por Hayao Miyazaki, como uma animação sobre uma grande aventura mágica vivida pela protagonista. No entanto, o filme esconde diversas peculiaridades como uma personagem principal que soa bastante mimada e incômoda no início do filme, mas, ao final da obra encaramos uma Chihiro completamente diferente. A jornada de amadurecimento é um dos destaques desta animação e também o principal do filme.

Como já é característico dos filmes de Miyazaki, “A Viagem de Chihiro” traz inúmeros respiros dentro da narrativa e até mesmo visualmente, algo perceptível através dos cenários belos que aparecem na troca de planos do filme e nas conversas um tanto cotidianas dos personagens.

​Quando se trata da evolução da protagonista, Chihiro(Rumi Hiragii) começa sua jornada no momento em que seus pais se transformam em porcos após comerem a comida dos deuses. Deste ponto em diante, a garota escondida pela proteção dos pais precisa ser abandonada por uma questão de sobrevivência e quem a ajuda com isso é Haku (Miyu Irino), um garoto feiticeiro que também ficou preso naquele mundo. Porém, o garoto ainda que pareça estar protegendo-a como seus pais fariam, na verdade, está apenas guiando a protagonista para o caminho que ela precisa seguir. O que fica claro quando ele a mostra como chegar ao próximo personagem que irá ajuda-la, o Kamaji (Sugawara Bunta). Haku funciona como um guardião.

​No momento em que a garota chega as caldeiras e encontra o Kamaji, ela se depara com sua primeira prova de amadurecimento: terminar o que começou. A personagem se depara com os pequenos Susuwatari carregando carvão. Um deles perde o equilíbrio e o carvão cai sobre ele. Chihiro o ajuda, mas hesita em terminar a tarefa, até que Kamaji a pergunta o porquê de ela não terminar o que tinha começado e somente aí a menina pega o carvão e o leva até a caldeira. O significado trazido por esta cena é o de que ela vai precisar perder a insegurança e o conforto para viver.

Em seguida, Kamaji diz que não pode dar um trabalho para ela e pede para Lin (Yumi Tamai), a futura amiga de Chihiro, levar a garota até a feiticeira Yubaba(Mari Natsuki), a responsável por aquele “mundo”.

Yubaba é muito mais do que uma simples antagonista, a personagem também carrega uma crítica ao capitalismo em seus atos e ambição. No instante que Chihiro chega até ela e pede um trabalho, uma das primeiras ações de Yubaba, além de negar, é usar um feitiço para calar a protagonista, como se detivesse nas mãos o poder de dar e tirar a fala de todos. A feiticeira também está sempre rodeada de riquezas e usando joias grandes.

​Mais tarde, a antagonista aceita que Chihiro trabalhe na casa de banhos, porém, assim que Chihiro assina seu nome no contrato, Yubaba o chama de extravagante – como se Yubaba não fosse também – e diz a menina que a partir daquele momento ela se chamaria Sen. 

Nesta mudança repentina e brusca de nomes, a sensação que vem é de que ela é quem rotula as pessoas daquele mundo. Os nomes no filme têm um peso muito maior do que somente como as pessoas irão te chamar, eles são uma identidade sua e o que te fazem ser você mesmo. Na ocasião em que Yubaba rouba os nomes das pessoas, elas esquecem quem elas foram e quais eram seus nomes. 

Logo, quem ajuda a Chihiro a se lembrar do verdadeiro nome é o Haku. Nesta mesma cena, Haku entrega a jovem um tipo de pão e diz que vai ajudar ela a se fortalecer. Entretanto, a personagem começa a chorar inconsolavelmente, demonstrando que, parte desse fortalecimento é colocar para fora o que nos enfraquece, algumas vezes, por meio de um simples choro.

Conforme a história vai passando Chihiro é colocada a prova com o desafio de atender um deus “fedido” que mais tarde seria descoberto que era um deus rio muito conhecido e importante. Ela se sai bem na tarefa e é recompensada por ele com um pequeno bolo de ervas. A protagonista descobre aqui que amadurecer também inclui méritos e reconhecimento.

Posteriormente, a próxima lição da personagem é sobre responsabilidade. Como criança, Chihiro tem seu lado ingênuo, notável quando ela se afeiçoa pelo Sem Rosto (Peng Yuchang e Yo Oizumi), e o deixa entrar na casa de banhos. O Sem Rosto se mostra um cliente generoso, até que sai do controle e começa a engolir toda a comida que o oferecem e todos que o incomodam em troca de ouro. Representando claramente a ganância. Somente a Chihiro é capaz de parar ele, e ela consegue.

O último ato da animação gira em torno da Chihiro indo até a casa de Zeniba (Mari Natsuki), a irmã gêmea de Yubaba, para redimir um roubo cometido por Haku a mando de Yubaba. Zeniba é completamente diferente da irmã e transmite sempre uma calma e simplicidade, também necessários para o crescimento da protagonista. Lá, o Sem Rosto encontra seu lugar como ajudante da bruxa.

Na libertação de Chihiro e de seus pais, Haku a acompanha até metade do caminho e então, pede que ela continue e não olhe para trás em nenhum momento até ter passado pelo túnel em que entrou. Porém, o que ele realmente quer dizer é que ela siga sua vida em frente e não se arrependa das coisas. “A Viagem de Chihiro” termina segundos depois da menina ter passado pelo túnel e encarado tudo o que viveu e aprendeu, antes de partir para a nova casa que iria morar.

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