O CEO da Netflix, Ted Sarandos, protagonizou um dia intenso em Washington ao prestar depoimento sob juramento no Comitê Judiciário do Senado dos Estados Unidos. Durante a sessão, o executivo comentou diretamente o desempenho comercial do filme Superman, dirigido por James Gunn, ao abordar o tema das janelas de exibição nos cinemas.
No vídeo do depoimento, Sarandos discute como a indústria define o período entre a estreia teatral e a chegada dos filmes às plataformas digitais. Segundo ele, embora o padrão atual seja uma janela autoimposta de cerca de 45 dias, esse prazo costuma ser ajustado quando um título não atinge o desempenho esperado nas bilheteiras.
Foi nesse contexto que o CEO da Netflix citou Superman como exemplo de um filme cuja janela teatral acabou sendo encurtada por não ter ido tão bem nos cinemas. A declaração foi feita de forma comparativa, ao mencionar outro título, Pecadores, que teria mantido uma janela mais longa por apresentar um desempenho superior.

Sarandos deixou claro que a redução do tempo em cartaz não representa uma mudança estrutural na política da indústria, mas sim uma adaptação prática à resposta do público. Filmes que subperformam, segundo ele, tendem a ter sua estratégia revista mais rapidamente para mitigar perdas e ampliar outras formas de monetização.
Mesmo citando o caso de Superman, o executivo reforçou que o padrão de 45 dias ainda é a referência predominante do setor. A fala chamou atenção por ter sido feita em um ambiente oficial, sob juramento, e por envolver um dos personagens mais icônicos da cultura pop contemporânea.
De acordo com dados atualizados de bilheteria, Superman arrecadou mais de US$ 600 milhões globalmente, somando aproximadamente US$ 354 milhões nos Estados Unidos e US$ 262 milhões no resto do mundo, totalizando cerca de US$ 616,8 milhões em bilheteria mundial.


