O ex-Superman Dean Cain expressou uma opinião um tanto diferente sobre a visão do Superman de James Gunn, especialmente em relação à sua abordagem pró-imigração.
Cain, que deu vida ao personagem na série Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman de 1993 a 1997, revelou em uma entrevista em vídeo na quarta-feira ao TMZ que possui algumas reservas quanto à nova abordagem de James Gunn para o herói, especialmente em temas mais delicados.
“Quão ‘woke’ Hollywood pretende criar esse personagem? Até que ponto a Disney vai modificar sua Branca de Neve? Por que transformar esses personagens para se adequar aos tempos atuais?” ele questionou. Gunn descreveu seu Superman como “um imigrante que veio de outro lugar e ajudou a construir o país” e como “uma história que transmite que a bondade humana básica é um valor essencial e algo que temos perdido.”

Cain afirmou: “A fraqueza inerente do Superman é sua bondade”, uma característica que ele considera representativa dos “grandes valores” do personagem. Ele também destacou: “Sabemos que o Superman é um imigrante – ele é um alienígena”. No entanto, Cain acredita que Gunn foi longe demais.
Cain continuou: “Não dá para chegar dizendo: ‘Quero acabar com todas as regras dos Estados Unidos porque quero que seja mais como a Somália’. Isso não funciona, porque você precisou sair da Somália para vir pra cá… É preciso ter limites, porque não podemos acolher todo mundo nos Estados Unidos. Não dá pra ter todos aqui, a sociedade entraria em colapso. Então, é necessário estabelecer limites.”

Desde que assumiu a presidência, Donald Trump adotou uma postura contra os imigrantes, recebendo apoio de diversas personalidades americanas, incluindo Cain. Ele ordenou que o ICE, órgão responsável pelo controle migratório, realizasse operações para deportar comunidades inteiras. Trump prometeu mais de 3 mil deportações diárias e até revogou o status legal de alguns imigrantes já estabelecidos nos Estados Unidos.
Nesse contexto, os comentários de James Gunn provocaram os jornalistas de extrema direita, especialmente os da Fox News. Jesse Waters chegou a sugerir que o personagem exibisse o símbolo da gangue MS-13 (uma gangue de El Salvador que opera nos Estados Unidos) em sua capa.



