A 4ª temporada de The Witcher parece estar caminhando para um desfecho melancólico, colocando em xeque o futuro de uma das maiores e mais caras produções originais da Netflix.
O que foi planejado para ser o carro-chefe do streaming no gênero de fantasia, preenchendo a lacuna deixada por Game of Thrones, está se despedindo com números preocupantes. A série registrou uma queda de 51% nas horas de visualização já em sua terceira semana de exibição.
Para fins de comparação, o desempenho atual está drasticamente atrás da segunda temporada. Ele perde até mesmo para a terceira que, embora tenha estreado com metade da duração, conseguiu reconquistar público na quinta semana com o lançamento de sua segunda parte. Os dados apontam que a atual fase da franquia pode ser considerada um desastre comercial se analisarmos o engajamento a longo prazo. Ao compararmos diretamente as temporadas 2 e 4, o cenário é alarmante.

Na terceira semana após a estreia, a segunda temporada contabilizava robustos 52,7 milhões de visualizações. Enquanto isso, o quarto ano da série amarga apenas 18,3 milhões. Essa diferença representa uma queda brutal de 65%, um indicativo claro de que o interesse do grande público se dissipou.
Problemas de The Witcher na 4ª temporada
Grande parte dessa rejeição massiva é atribuída à polêmica saída de Henry Cavill. O ator viveu o bruxo Geralt de Rívia com paixão e fidelidade aos livros nas três primeiras temporadas, sendo substituído por Liam Hemsworth.
Embora Hemsworth tenha assumido o manto com dedicação, a base de fãs argumenta que o novo protagonista não carrega a mesma essência. Para muitos, a produção perdeu o charme e a “alma” que a tornaram um sucesso em 2019, criando uma desconexão emocional difícil de reparar.

Além da troca de elenco, o enredo tornou-se outro alvo frequente de críticas. Comentários nas redes sociais apontam que a narrativa ficou excessivamente confusa, sofrendo com um ritmo inconsistente que alterna tédio com ação apressada.
O roteiro parece ter quebrado o equilíbrio delicado entre drama político e alta fantasia. Ao se afastar ainda mais do material original de Andrzej Sapkowski, a série frustrou aqueles que esperavam uma adaptação mais fiel e coesa.


