Connect with us

cinema

Um Lugar Silencioso “Qualquer suspiro pode ser fatal”

Guilherme Niero

Published

on

Um Lugar Silencioso é o terceiro filme do também ator John Krasinski (The Office) e com certeza o melhor até agora. O longa é sonhado cartão de visitas que o diretor precisava para emplacar a nova carreira nos cinemas.

O elenco é relativamente pequeno, com o único núcleo formado pela família Abbot. Mas a atuação dos quatro atores é impecável e foge da mesmice. Lee, o personagem de Krasinski, é um pai que tem a dura tarefa de sobreviver com os filhos e a mulher, Evelyn, interpretada por Emily Blunt, num mundo pós-apocalíptico.

A química do casal funciona muito bem, o que já era de se esperar – Krasinski e Blunt são casados também na vida real. Mas, se não fosse a carga dramática trazida pelos jovens atores Noah Jupe e Millicent Simmonds, o filme não teria o mesmo impacto. A dupla interpreta Marcus e Regan, os filhos do casal.

Logo na cena de abertura, o diretor deixa bem claro o seu recado: qualquer suspiro pode ser fatal. Sem medo de chocar o público e fugindo de alguns clichês no gênero do terror/suspense, Um Lugar Silencioso mostra logo a que veio e não fica escondendo os verdadeiros vilões do filme, os monstros.

O longa tem pouquíssimas falas. Apenas em alguns momentos onde há barulho externo, como o som de cachoeiras, por exemplo. Além de usar a língua dos sinais, a família Abbot aprendeu a sobreviver no meio desse cenário caótico. Seja por meio de pegadas feitas com areia ou por não usar talheres para comer, tudo para abafar ou evitar qualquer tipo de barulho.

A mensagem do filme é passada de forma tão angustiante que o telespectador facilmente se vê transportado pra dento da tela. Não é difícil ficar colado na cadeira, roendo as unhas e com os olhos e, principalmente, os ouvidos bem atentos a tudo que acontece. Cada descuido dos personagens dá um susto verdadeiro na plateia.

Algumas situações são tão angustiantes que só de serem insinuadas já causam arrepio. Ao longo da jornada da família temos um salto temporal. Quando voltamos ao momento atual, Evelyn aparece grávida (a atriz ficou realmente grávida durante as gravações). O simples fato de imaginar um bebê nascendo e chorando nesse mundo é assustador.

Com uma história simples, mas que amarra todos os seus pequenos detalhes do ótimo roteiro pra lá no final apresentar um plot twist bem interessante e original.

Um Lugar Silencioso está em cartaz nos cinemas de todo país.

 

 

Um Lugar Silencioso

8.8

Roteiro

9.0/10

Direção

9.0/10

Fotografia

8.5/10

Pros

  • Elenco
  • Trilha
  • História

Formando em Jornalismo, cinéfilo fanático pelas franquias Star Wars e Batman. Eclético e buscando atualizar o gosto pelo cinema constantemente. Na TV, fã das séries The Walking Dead, Mr Robot, Westworld Rick and Morty.

Continue Reading
Comments

cinema

Crítica – Diminuta “Um drama diferenciado sobre buscas e recomeços”

O filme apresenta um excelente figurino, trilha sonora e montagem. Um enredo simples e uma trilha sonora que te faz querer investigar o filme

Jonatas Rocha

Published

on

Uma combinação perfeita, que une Brasil e Itália no cinema, e também na música, “Diminuta”, é um drama diferenciado que fala de solidão, buscas, recomeços, e apresenta a história de um corretor de seguros de vida e saxofonista, que cresceu em uma pequena cidade da Itália, mas vai morar no Brasil, após a morte do avô.

O filme que participou da mostra de cinema china brasil, no espaço itaú, lançado quarta-feira (25). O longa exibe a história de Cristiano, neto de Marco Aurélio Aquino (Giancarlo giannini), um músico que vive em uma pequena cidade da região de Vêneto, na Itália. Devido a morte do seu avô, que sempre influenciou no contato com a música, Cristiano vai morar com seu tio, no sul do Brasil. A música, o saxofone e a Itália ficam para trás. Passado o tempo, o personagem casado com Júlia, se vê com alguns questionamentos e frustações, ao lidar com a depressão da amada e o trabalho como corretor de seguros. Cristiano repensa o tipo de vida que gostaria de ter ao conhecer Mark Anderson, um professor de música que resgata a sua história de vida com o saxofone. Desde então, se inicia a saga do personagem para enfrentar o seu medo de viver do que ama, a música, e redescobrir na sua cidade de origem o que um dia deixou para trás.

Os atores veteranos Debora Evelyn e Reynaldo Gianecchini, que interpretam o casal Júlia e Cristiano, revelam a natural realidade da vida a dois, de marido e mulher nos dias atuais, as inúmeras divergências e impasses, mas com uma questão um pouco delicada entre superar a perda de um filho(vítima de um câncer), e seguir adiante, o remorso de não viver o luto e não prosseguir com as suas experiências de vida.

Bruno Saglia, veterano na direção, foi contemplado com o prêmio do 9º Festival de Cinema Italiano no Brasil, com o mesmo longa, traz um drama com inúmeras doses de conflitos, a começar pelas específicas discussões de casal, umas que não são tão importantes e outras que observam o assunto sério em conjunto “com o desgaste de uma relação”. Carlos Vereza (que interpreta o músico Mark Anderson), não deixa a desejar e rege muito bem o seu papel de forma autêntica.Vale ressaltar que, em quase todos os momentos, sua conexão com a música é percebida no personagem.Vereza para quem não sabe, fora das telas, toca flauta e muito bem.

Existem algumas surpresas na história que atraem o telespectador, como atuação de Rachel Jesuton, a cantora inglesa, que ficou conhecida por se apresentar nas ruas do Rio de Janeiro, na pele de Charlote.Ela vive uma jovem cantora inglesa de jazz que mora na Itália, com alguns conflitos internos em relação a bebida e drogas, em vários momentos empresta sua potente voz às cenas, o que enriquece a atuação.

Em momento algum não podemos esquecer de dar destaque a Daniela Escobar, que interpreta Anne, uma médica, que dá um sentido especial as cenas, e que infelizmente teve poucas aparições, ao mostrar o lado afetuoso de quem lida com um momento tão delicado, a perda de uma criança vítima de câncer.

Não podemos deixar de mencionar também, atuação de Janine Salles, que vive uma cantora proprietária de um pub, e faz jus ao papel escalado, que muitas vezes parece realmente estar soltando a voz.

A bela atuação e a sintonia dos veteranos que vivem os personagens principais devem ser comentados. O casal, que vive inúmeros conflitos no longa, não deixa desejar e prendem a atenção. Giachinni que aprendeu a tocar o instrumento para fazer o personagem, parece realmente estar a vontade em cena e se destaca como um musicista de primeira. Evelyn que dá vida uma mulher e mãe que ainda não se recuperou da perda, brilha em cena.

O filme apresenta um excelente figurino, trilha sonora e montagem. Um enredo simples e uma trilha sonora que te faz querer investigar a história ao ser mostrada pelo diretor. O longa foge do drama pesado e busca um narrativa mais leve, com a proposta principal de mostrar o lado dos encontros e recomeços, após a perda, através da música, e como a arte se torna a mola propulsora para cicatrizar feridas.Em diversas cenas corriqueiras do filme é perceptível a busca pelo encontro do que se perdeu.

Diminuta não teve lançamento ainda para o publico nos cinemas.

Diminuta
8 Nota
PONTOS POSITIVOS
Ótimas atuações. Direção. Figurino.
RESUMO
O saxofonnista Cristiano (Reynaldo Gianecchini) cresceu em uma pequena cidade da Itália, com seu pai, Marco Aurélio (Giancarlo Giannini), que sempre incentivou o talento musical do filho. Depois da morte do pai, Cristiano vem para o Brasil para morar com o tio. Ele se casa com Júlia (Deborah Evelyn), constrói uma família e se torna um corretor de seguros, mas ele segue tenso uma forte ligação com a música. Porém, por conta de uma série de acontecimentos, Cristiano acaba retornando a Itália e se apaixona por Clarice (Clarice Alves), alguém que vai motivá-lo a superar todos os obstáculos pelo seu sonho.
Direção8
Fotografia8
Roteiro8

Um Lugar Silencioso

8.8

Roteiro

9.0/10

Direção

9.0/10

Fotografia

8.5/10

Pros

  • Elenco
  • Trilha
  • História
Continue Reading

cinema

Crítica – Zumbilândia: Atire Duas Vezes “Pode entregar seu dinheiro”

Zumbilândia – Atire Duas Vezes estreia dia 24 de outubro nos cinemas.

Edi

Published

on

By

Zumbilândia – Atire Duas Vezes, traz o elenco do filme original, Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin. Depois de 10 anos (sim, se passou 10 anos lá também). O filme tentar repetir o sucesso do original.

Fiquem tranquilos, o filme é muito feliz em tentar nos fazer rir, na maior parte das vezes ele consegue, principalmente com o elenco principal, Luke Wilson, bom… Não teve a mesma sorte. Porém mesmo que o elenco à parte do principal (com excessão de Rosario Dawson que faz a personagem Nevada e a “burra e gostosa” personagem de Zoey Deutch) muitas vezes não seja tão divertido, Zumbilândia – Atire Duas Vezes, é um dos melhores filmes da temporada.

A direção zombada de Ruben Fleischer, que dirigiu o sucesso de público e odiado pela crítica Venom, (até porque o filme do vilão do Aranha não teve lá um grande roteiro e muito menos uma boa direção), mas logo tudo aquilo que o diretor foi criticado neste filme, ele pode fazer em Zumbilândia – Atire Duas Vezes, duas vezes pior, até porque faz sentido dentro do propósito do filme.

As atuações de todos os atores principais esta ótima, mas Woody Harrelson esta fantástico como sempre e louco como nunca na pele de Tallahassee (minha sócia disse que só foi na pré-estreia a convite da Sony por causa do Woody). Porém Jesse Eisenberg, Emma Stone, Abigail Breslin mandam muito bem, igualmente. Menção honrosa para Zoey Deutch, que esta maravilhosa como a “entupida” mas divertida patricinha em pleno apocalipse Zumbi.

Zumbilândia – Atire Duas Vezes é um filme divertido, alegre, feliz e com Bill Murray mais legal deste final de ano (se tem o Bill nem precisava dizer o resto).

Zumbilândia – Atire Duas Vezes estreia dia 24 de outubro nos cinemas.

Zumbilândia - Atire Duas Vezes
75 Nota
PONTOS POSITIVOS
Roteiro de doido. As piadas funcionam.
PONTOS NEGATIVOS
Luke Wilson.
RESUMO
O enredo do longa, dirigido por Ruben Fleischer, reúne um grupo de quatro integrantes que buscam por sobrevivência em um mundo pós-apocalíptico infestado de zumbis famintos e situações improváveis. Jesse Eisenberg, Emma Stone, Woody Harrelson e Abigail Breslin continuarão vivendo as principais personagens da trama.
Direção7.5
Fotografia7.5
Roteiro7.5

Um Lugar Silencioso

8.8

Roteiro

9.0/10

Direção

9.0/10

Fotografia

8.5/10

Pros

  • Elenco
  • Trilha
  • História
Continue Reading

cinema

Star Wars: A Ascensão Skywalker ganha trailer final

Último filme da trilogia chega em dezembro aos cinemas.

Kdoo Spiller

Published

on

A Lucasfilm liberou nesta segunda (21) o último trailer de Star Wars: A Ascensão Skywalker, filme que irá concluir a mais nova trilogia da saga. Confira:

Ainda sem muitos detalhes sobre sua história apresentada, o filme é somente descrito da seguinte forma em sua sinopse: “os sobreviventes da Resistência encaram a Primeira Ordem mais uma vez no capítulo final da saga Skywalker”.

O longa será dirigido por J.J. Abrams (O Despertar da Força) e roteiro de Lawrence Kasdan (O Império Contra-Ataca), além de contar com a volta das estrelas Daisy Ridley, Adam Driver, John Boyega, Oscar Isaac, Lupita Nyong’o, Domhnall Gleeson, Kelly Marie Tran, Joonas Suotamo e Billie Lourd no elenco. Os veteranos Mark Hamill, Anthony Daniels, Carrie Fisher e Billy Dee Williams também integram a produção, que terá novos nomes como Naomi Ackie, Richard E. Grant e Keri Russell.

Star Wars: A Ascensão Skywalker chega aos cinemas brasileiros em 19 de dezembro.

Um Lugar Silencioso

8.8

Roteiro

9.0/10

Direção

9.0/10

Fotografia

8.5/10

Pros

  • Elenco
  • Trilha
  • História
Continue Reading

Parceiros Editorias

error: Conteúdo Protegido