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Veja os Destaques e Premiados do MTV Movie e TV Awards

Conheça os ganhadores e destaques da premiação desse ano.

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Na última segunda (17) foi ao ar na MTV a Cerimônia do MTV Movie & TV Awards de 2019

A premiação foi apresentada pelo ator Zachary Levi, protagonista do filme Shazam!, foi transmitida nesta segunda-feira (17), embora tenha acontecido no sábado (15), em Santa Monica, na Califórnia.

Os Maiores Vencedores da noite foram Vingadores: Ultimato, que levou o prêmio de Melhor Filme, e a temporada final de Game of Thrones, como Melhor Série.

Além de melhor filme, Vingadores: Ultimato ainda levou Melhor Herói/Heroína para Robert Downey Jr como Tony Stark; Melhor Vilão/Vilã para Josh Brolin com Thanos. Além da Brie Larson ganhar o prêmio de Melhor Luta em Capitã Marvel – Capitã Marvel vs. Minn-Erva.

Brie subiu ao palco junto com suas dublês e treinadoras do papel de Capitão Marvel, e disse que a heroína só existe graças a elas.

Outro destaque foi o ator Noah Centineo, que levou o prêmio de Melhor Revelação e Melhor Beijo por Para Todos os Garotos que Já Amei , junto com a atriz Lana Condor.

Em seus agradecimentos Lana fez um discurso para os jovens: “Beije quem você quiser beijar, ame quem você quiser amar, e não deixe ninguém te dizer o contrário”, disse ela.

Sandra Bullock que ganhou o prêmio de Melhor Performance Assustada por Birdbox. Após receber o prêmio, Bullock contou que aceitou fazer o filme pelos filhos e dedicou a vitória a eles. “Quando terminei o filme, fui para meus filhos e disse: ‘Aqui, a mamãe fez isso para vocês e mesmo que vocês não possam ver até os 21 anos, porque, aparentemente, um filme sobre ser mãe é um filme de terror, vocês saberão quando virem que não há nada que eu não faria por vocês” disse Sandra para iniciar seus agradecimentos.

E concluiu dizendo como Gal Gadot, Brie Larson e Jada Pinket Smith eram um grande exemplo para o filho. “E quando terminei, meu filho olhou para mim com seus grandes e lindos olhos, e ele disse: ‘Mamãe, foram filmes de super-heróis sobre os quais eu estava falando. Esses são os filmes que você deveria fazer. Os super-heróis são os que fazem o importante trabalho no momento. E aí eu o coloquei de castigo. Então eu gostaria de agradecer à MTV e a todos vocês que reconheceram meu medo, obrigada. Porque isso me permitiu estar aqui esta noite e trazer meu filho fã da Marvel e da DC comigo para que ele pudesse ficar na mesma sala com verdadeiros super-heróis, como Mulher-Maravilha, Capitã Marvel, pioneiros como Jada Pinkett Smith… e tenho certeza que ele notará que elas são todas mulheres, assim como a mãe dele. Obrigada“, disse ela.

O momento mais emocionante da noite foi quando Surviving R. Kelly foi anunciado como Melhor Documentário. Algumas das vítimas de R. Kelly, apresentadas no documentário, subiram ao palco para receber o prêmio.

A vice-presidente de programação e desenvolvimento do canal Lifetime, Brie Miranda Bryant, discursou: “Isto não é apenas um troféu para nós. Ele fala sobre o impacto cultural que gerou a partir deste documentário”

“… sobreviventes atravessaram o fogo e ficaram parados para contar a história… jornalistas, ativistas, blogueiros, tuiteiros que continuaram a dizer o nome desses sobreviventes, esses pais, ajudaram a contar essa história… obrigada, especialmente àqueles indivíduos que nunca hesitaram apesar de quão assustadora esta jornada foi” disse ela.

Homenageados da Noite

O primeiro homenageado foi o ator Dwayne Johnson, o The Rock, que recebeu o “Generation Award”. Que foi recebido ao som de “We Will Rock You”, do Queen em uma performance poderosa em seu tributo.

Em seu discurso contou como foram os primeiros anos dele em Hollywood e como ele era incentivado a mudar seu jeito de ser para poder entrar no meio.

Quando cheguei a Hollywood, eles não sabiam o que diabos fazer comigo. Eu era esse lutador meio negro, meio samoano, 1,82 metros e 124 quilos. Me foi dito naquela época, você tem que ser de uma certa maneira. Você tem que perder peso, você tem que ser alguém diferente, você tem que parar de se exercitar, parar de fazer as coisas que eu amava, você tem que parar de se chamar de ‘The Rock’”, disse ele à plateia.

Por anos, eu realmente aceitei isso porque você pensa: ‘Ah, é o que eu devo fazer’“, continuou. Foi aí que ele se deu conta do quão “infeliz” estava sendo e decidiu ser seu “eu autêntico”. “Eu estava infeliz fazendo isso, então fiz uma escolha. A escolha foi que eu não iria me conformar com Hollywood, Hollywood iria se conformar comigo. O que você viu aqui esta noite, é quem eu sou. Sou orgulhosamente meio negro e meio samoano, e queria trazer essas culturas aqui para o mundo ver“.

A segunda homenageada da noite foi Jada Pinket Smith, que recebeu o “Trailblazer Award”, um prêmio que reconhece os precursores do mundo do entretenimento.

Ela recebeu o prêmio no palco junto com seu filho Jaden Smith e discursou:

Frequentemente, nós aplaudimos as trilhas das pessoas no mundo externo, que podemos ver, mas muito raramente nós aplaudimos as trilhas que são acesas nas salas ocultas da mente que estão cheias de incertezas, falsas crenças e dor, e são esses obstáculos que devem ser desafiados, a fim de reunir a coragem para forjar novos caminhos que podemos ver no mundo. Toda pessoa neste mundo deve fazer isso em alguma capacidade, então isso significa que cada pessoa nesta sala é pioneira, seja por dentro ou por fora. Então, como vocês me honram esta noite, eu quero honrar todos vocês. E eu quero dizer, aqui entre nós, para todos os nossos pioneirismos. Continuem assim e obrigada!“, finalizou Jada. 

Vencedores da Noite

Melhor Filme
“Vingadores: Ultimato” – PREMIADO
“Infiltrado na Klan”
“Homem-Aranha no Aranhaverso”
“Para Todos os Garotos que Já Amei”
“Nós”

Melhor Série de TV
“Big Mouth”
“Game of Thrones” – PREMIADO
“Riverdale”
“Schitt’s Creek”
“A Maldição da Residência Hill”

Melhor Performance em um Filme
Amandla Stenberg, por “O Ódio que Você Semeia”
Lady Gaga, por “Nasce Uma Estrela” – PREMIADO
Lupita Nyong’o, por “Nós”
Rami Malek, por “Bohemian Rhapsody”
Sandra Bullock, por “Bird Box”

Melhor Performance em uma Série de TV
Elisabeth Moss, por “The Handmaid’s Tale” – PREMIADO
Emilia Clarke, por “Game of Thrones”
Gina Rodriguez, por “Jane the Virgin”
Kiernan Shipka, por “O Mundo Sombrio de Sabrina”

Melhor Herói/Heroína
Brie Larson, por “Capitã Marvel”
Joel David Washington, por “Infiltrado na Klan”
Maisie Williams, por “Game of Thrones”
Robert Downey Jr., por “Vingadores: Ultimato” – PREMIADO
Zachary Levi, por “Shazam!”

Melhor Vilão/Vilã
Jodie Comer, por “Killing Eve”
Joseph Fiennes, por “The Handmaid’s Tale”
Josh Brolin, por “Vingadores: Ultimato” – PREMIADO
Lupita Nyong’o, por “Nós”
Penn Badgley, por “Você”

Melhor Beijo
Jason Momoa & Amber Heard em “Aquaman”
Camilla Mendes & Charles Melton em “Riverdale”
Ncuti Gatwa & Connor Swindells em “Sex Education”
Noah Centineo & Lana Condor em “Para Todos os Garotos que Já Amei” – PREMIADO
Tom Hardy & Michelle Williams em “Venom”

Melhor Performance Cômica
Marsai Martin, por “Little”
Awkwafina, por “Podres de Ricos”
Dan Levy, por “Schitt’s Creek” – PREMIADO
John Mulaney, por “Big Mouth”
Zachary Levi, por “Shazam!”

Melhor Revelação
Awkwafina, por “Podres de Ricos”
Haley Lu Richardson, por “A Cinco Passos de Você”
MJ Rodriguez, por “Pose”
Ncuti Gatwa, por “Sex Education”
Noah Centineo, por “Para Todos os Garotos que Já Amei” – PREMIADO

Melhor Luta
“Vingadores: Ultimato” – Capitão América vs. Thanos
“Capitã Marvel” – Capitã Marvel vs. Minn-Erva – PREMIADO
“Game of Thrones” – Arya Stark vs. Caminhantes Brancos
“RBG” – Ruth Bader Ginsburg vs. O Preconceito
“WWE Wrestlemania” – Becky Lynch vs. Ronda Rousey vs. Charlotte Flair

Melhor Performance Assustada
Alex Wolff, por “Hereditário”
Linda Cardellini, por “A Maldição da Chorona”
Rhian Rees, por “Halloween”
Sandra Bullock, por “Bird Box” – PREMIADO
Victoria Pedretti, por “A Maldição da Residência Hill”

Melhor Documentário
“Minding the Gap”
“At the Heart of Gold: Inside the USA Gymnastics Scandal”
“McQueen”
“RBG”
“Surviving R. Kelly” – PREMIADO

Melhor Apresentador
Gayle King – CBS This Morning
Nick Cannon – Wild ‘n Out – PREMIADO
Nick Cannon – The Masked Singer
RuPaul – RuPaul’s Drag Race
Trevor Noah – The Daily Show with Trevor Noah

Melhor Reality Show
Jersey Shore: Family Vacation
Love & Hip Hop: Atlanta – PREMIADO
The Bachelor
The Challenge
Vanderpump Rules

Melhor Herói da Vida Real
Alex Honnold (“Free Solo”)
Ruth Bader Ginsburg (“RBG”) – PREMIADO
Serena Williams (“Being Serena”)
Hannah Gadsby (“Nanette”)
Roman Reigns (“WWE SmackDown”)

Momento Mais Meme-morável
Lindsay Lohan’s Beach Club – A dança de Lindsay
Love & Hip Hop: Hollywood – Ray J e sua mudança constante da posição do boné
RBG – ‘The Notorious RBG’
RuPaul’s Drag Race – Asia O’Hara e seu mico na final da temporada
The Bachelor – A pulada de cerca de Colton Underwood – PREMIADO

Lufana com muito orgulho. Nerd e viciada em cultura pop por questões de coração. Tenho um crush por cinema e séries e cada dia tento aprender mais um pouquinho sobre esse mundo em que tudo se torna possível e os sonhos mais loucos podem se tornar realidade.

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Infiltrado na Klan e a responsabilidade branca a respeito do racismo

Descubra as metáforas da realidade trazidas no filme de Spike Lee.

Fernanda Fernandes

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É notável como o filme de Spike Lee retrata através de uma história real, os
diversos comportamentos das pessoas perante o racismo e a diversidade. Por conta
disso, neste texto – assim como feito ao usar um personagem de “Uma Mulher
Fantástica”
para identificar o meu lugar de fala dentro de uma realidade que não vivo –
acho válido ressaltar que é uma análise a partir do ponto de vista de uma mulher branca,
que se ofende com todos os ideais de supremacia pregados pela Ku Klux Klan, mas não
conhece na vivência as situações principais abordadas pelo longa-metragem.

Em “Infiltrado na Klan”, baseado no livro de mesmo nome e escrito pelo próprio
Ron Stallworth, mergulhamos na história do policial, vivido por John David
Washington, que, além de ter sido o primeiro policial negro da polícia de Colorado
Springs, se infiltrou na organização supremacista branca KKK no final dos anos 70. É
essencial perceber como o filme retrata a dualidade de Ron, não só como negro e
americano, mas como negro e policial e as situações de racismo velado vividas por ele.

Stallworth é movido de departamento em departamento, sabendo que o que ele
realmente queria era ser um detetive infiltrado, o que consegue ao ser escolhido para
cobrir um evento da União Estudantil Negra. Mais tarde, ao ser realocado para o
departamento de inteligência, Ron liga para um telefone de um anúncio da KKK e se
passa por uma pessoa branca com um discurso racista. Ao lado de Flip Zimmerman
(Adam Driver), que é judeu, se infiltra na Klan em busca de saber qual era o nível de
ameaça da organização. No final, Ron chega a ‘fazer amizade’ com David Duke
(Topher Grace), líder da KKK na época e descobre até mesmo soldados do exército dos
Estados Unidos que faziam parte da organização.

Um dos personagens mais incômodos é o Chefe Bridges (Robert John Burke)
justamente por como ele reproduz o racismo velado em alguns momentos, podemos
reparar que em aspectos mais explícitos e cruéis o personagem já carrega uma
desconstrução. No entanto, em momentos como quando ele critica Ron por não
conseguir se controlar perto de um policial extremamente racista e ao mandar Stallworth para ser o guarda-costas de David Duke, arriscando a operação dele e de Flip como
policiais infiltrados, Bridges mostra que todos somos racistas e, mesmo repudiando os
atos mais explícitos e as falas mais ofensivas, temos muito para aprender.

Agora, falando de Patrice (Laura Harrier), a presidente da União Estudantil
Negra, e Ron, os dois personagens trazem duas formas bastante válidas de ativismo e
luta pela igualdade. Patrice, através das manifestações, da união e do conhecimento e
Ron, por meio da quebra de barreiras e da ação. Uma lição a ser ouvida, a partir da
relação destes personagens, e que serve para todos os movimentos que lutam por
igualdade, é que ambos os tipos de ativismo precisam estar unidos e fazer a diferença
juntos.

“Power to all the people” é com toda certeza o lema deste filme e da nossa realidade para combater a brutalidade policial e o genocídio negro que é retratado diversas vezes no filme, trazido na figura do policial Landers (Frederick Weller), ao assediar Patrice enquanto levava Kwame Ture (Corey Hawkins), que tinha sido convidado para falar com a União Estudantil Negra, para o hotel.

Flip Zimmerman é a representação de uma pessoa oprimida tomando consciência da opressão e se sentindo perdido sobre como entender esta lógica e lutar contra isso. Para ele, assim como para Ron, com toda a certeza verbalizar e escutar todo o preconceito reproduzido pela KKK foi doloroso. Então, após um tempo infiltrado na KKK, Flip começa a pensar sobre ser judeu e como as pessoas que participam daquela organização querem machucar pessoas como ele. Este ponto leva Zimmerman a entender que o perigo está mais perto do que ele imaginava e, pior, essas pessoas se julgam pessoas boas, pacíficas e completamente normais.

Definitivamente o momento mais interessante do filme é a sequência de cenas em que vemos a cerimônia de iniciação da Klan protagonizada por David Duke na qual todos assistem o filme Birth of a Nation que faz uma apologia clara ao racismo, e uma palestra de Jerome Turner (Harry Belafonte) contando sobre o momento em que viu um colega ser injustamente condenado por um estupro e torturado pela população de maneiras inimagináveis. Mostrando duas narrativas completamente diferentes uma da outra, havendo ‘duas’ verdades como se pedisse para o espectador escolher um lado. Acontece que, a narrativa da Klan é visivelmente fundada em ideias rasas e um completo discurso de ódio. Enquanto, a narrativa de Turner pede justiça.

Uma coisa que a sociedade precisa engolir é que o racismo é um problema de total responsabilidade dos brancos, e já está na hora de pessoas brancas tomarem seus devidos lugares de fala e de escuta para fazer a sua parte na resolução e reparação histórica do preconceito. Qualquer movimento que pede justiça, seja lá de que forma peça, como os movimentos negros, movimentos feministas, movimentos contra a homofobia, não devem ser colocados na mesma balança que movimentos como a KKK.

Esta verdade nos leva a falar sobre David Duke e a tentativa de legitimar a supremacia da KKK a partir da tentativa de desvencilhar a organização daquelas pessoas que são ignorantes a ponto de não serem mais aceitas na sociedade. Isto é uma tentativa de reviver os ideais Klan e conseguir que a organização chegue a política. Obviamente, com um discurso supremacista mais leve Duke alcança mais pessoas, como aconteceu em 2017 com as marchas na Virginia e o lema “White Lives Matter” para rebater o movimento Black Lives Matter.

Foi justamente este discurso mais leve que colocou pessoas como Donald Trump e Jair Bolsonaro na liderança de um país, afinal, quando o culpado da sua situação é um alvo claro e você quer destruí-lo ao invés de resolver o seu problema individual, o ódio se torna a resposta. É inacreditável como muitas pessoas brancas ainda sentem a necessidade de preservar a herança delas, que nunca foi destruída, e reafirmar privilégios que sempre tiveram. Acredito que já fizemos isso por tempo demais. Chega.

Infiltrado na Klan esta disponível no Telecine.

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Diretor de The Batman vai desenvolver série sobre Gotham na HBO Max

Matt Reeves desenvolverá série de Gotham na HBO Max.

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Parece que o filme de Robert Pattinson terá mais conteúdo na HBO Max.

O diretor do filme Matt Reeves assinou com o serviço da WarnerMedia de streaming para desenvolver uma série policial que terá lugar no mesmo universo do seu filme The Batman.

A série ainda não tem um título, embora alguns o tenham chamado de Gotham Central, remetendo aos quadrinhos de procedimentos policiais dos escritores Ed Brubaker e Greg Rucka, e GCPD. De qualquer maneira, lidaria com detetives da polícia trabalhando na sombra de um vigilante muito parecido com um morcego.

A série também terá Jeffrey Wright no papel do detetive ou comissário de polícia James Gordon.

A HBO Max diz que a série será “ambientada no mundo que Reeves está criando para o longa-metragem do Batman e se baseará no exame da anatomia da corrupção em Gotham City, lançando finalmente um novo universo do Batman em várias plataformas. A série fornece uma oportunidade sem precedentes de ampliar o mundo estabelecido no filme e explorar ainda mais a miríade de personagens atraentes e complexos de Gotham”.

Porém não está claro se Pattison vai aparecer na série como Batman.

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#AnneFrank – Vidas Paralelas | “Um documentário extremamente necessário”

O documentário está disponível na Netflix.

Isabela Gomes

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Mais uma vez a Netflix, famoso serviço de streaming, trás um documentário valioso com uma enorme qualidade em fotografia, fatos, vídeos e narrativa. A obra dirigida por Sabina Fedeli e Anna Migotto estreada no dia primeiro deste mês aborda a terrível tragédia do holocausto com base no diário de Anne Frank que foi e é até hoje uma grande porta voz da Segunda Guerra Mundial e se tornou um exemplo de coragem e força para diversas pessoas, além também de ser entrelaçada com as histórias de cinco outras sobreviventes do regime nazista (Helga, Andra, Tatiana, Sarah e Arianna).

No documentário de importância histórica e sociocultural, Helen Mirren (vencedora do Oscar) não possui um papel como uma atriz, mas sim tem a função de narradora do diário de Anne que também se tornou um livro, ela se encontra no antigo quarto da jovem onde lê e demonstra maravilhosamente as emoções que a vítima poderia estar sentindo ao escrever.

O foco no filme inteiro que possui a duração de 1h e 34 min não possui a objetividade de traduzir o contexto da Segunda Guerra Mundial em viés militar do conflito, a alma do projeto é encima do material, marcas humanas de 5 idosas sobreviventes compartilhado suas experiências junto com a narrativa de Mirren. Ao contrário de outros filmes documentados existentes, #AnneFrank – Vidas Paralelas é grandiosamente simples e extremamente necessário.

Também é trazido uma grande visão de como as famílias das vítimas agem e pensam tendo a consciência de que sua vó ou mãe foi alvo de tanta desumanidade. É mostrado também uma jovem nos tempos atuais, vivida pela atriz Martina Gatti que faz uma viagem nos campos de concentração, nos memoriais do holocausto, na casa onde a família Frank se escondia, a mesma usa também uma suposta rede social para expressar a sua indignação com tudo que descobre ao longo da jornada. Esta ideia de colocar a atuação desta moça com a narrativa de Helen e as vozes das 5 idosas pode ter ganhado um rumo moderno para o filme, porém, não foi algo essencial que os telespectadores sentiriam falta.

Por ser um filme de categoria de documentário, com a despreocupação de transmitir a real maldade criada pelo antissemitismo é possível que as pessoas sintam um respeito mútuo pela história, até por que existem outras diversas famílias com algum ser humano afetado pelo holocausto, ou simplesmente com essa mancha em sua geração.

Provavelmente, se algum não admirador de Anne tomar a decisão de assisti-lo sua opinião terá grandes chances de ser mudada, pois nas partes selecionadas do diário para a narrativa é visível os ideias, a moral, a inteligência política e emocional, a dificuldade de uma pré-adolescente no meio do conflito e a esperança da jovem que possui grande voz e propriedade para falar até hoje da tragédia por meio de sua escrita, mesmo não estando mais entre nós.

Contudo, este trabalho pode ser determinado como o próprio testemunho humano o que é nada mais justo, ou seja, dar voz para que algumas pessoas representem as diversas mortes e vidas sofridas por milhares de outros seres humanos. O documentário teve como ideia a exibição dos reais sofrimentos e de como isso reverbera até hoje até em gerações atuais de famílias com este passado. O discurso de Helen é indispensável, enquanto que a colocação da jovem poderia ser facilmente descartada pela qualidade maravilhosa das falas das sobreviventes.

Assista ao trailer:

O documentário está disponível na Netflix.

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