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Zootopia: Uma cidade inteligente.

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Zootopia: Essa cidade é o bicho, magicamente deu vida às fábulas de infância… Aquelas que na hora da leitura invadem a nossa imaginação, como os animais podiam ter sentimentos e pensamentos tão racionais e inteligentes quanto os nossos e, sempre nos ensinavam uma lição de moral que ficava gravada em nossas memórias. Dessa forma aprendíamos o que é o caráter, mas poucas vezes essas histórias fugiam do óbvio, nos incentivando a ter sonhos tão semelhantes à realidade na qual vivemos.

Com um roteiro simples, porém excepcional, a Disney conseguiu transformar uma animação infantil em uma grandiosa representação do mundo, encaixando sutilmente nas “fofices” do desenho, críticas à sociedade abordando questões importantíssimas do nosso cotidiano, tais como preconceitos, inclusão social, trabalho, educação, política, ambição, bullying, imigração, diversidade, caos, respeito, amizades e sonhos.

Da Walt Disney Animation Studios (Operação Big Hero, Frozen, etc.), dirigido por Byron Howard e Rich Moore, com produção do nosso querido “Senhor Pixar” John Lasseter – responsável pelas produções de Wall-E, Monstros S.A, Os incríveis entre outros; a animação conta a história de Judy, uma coelhinha do campo, filha de pais agricultores, cheia de ideais e sonhos, pretende se tornar uma policial e mudar o mundo. Contudo, ela precisa enfrentar grandes desafios, preconceitos e dilemas para alcançar seus objetivos. Quando parte para Zootopia, a cidade grande onde predadores e prezas vivem em harmonia, para finalmente exercer o seu trabalho; Judy faz amizade com a raposa Nick Wilde, um malandro esperto do pedaço, juntos eles vivem grandes aventuras e ajudam a desvendar um perigoso crime.

A trama faz, através das diversas espécies e relações biológicas, uma alegoria à mentalidade social dos gêneros, diferenças étnicas e culturais, expondo julgamentos errôneos que costumamos fazer enquanto seres racionais. Traz à tona a ideia da contemporaneidade, da rotina pessoal e claramente humaniza os animais, os aproximando daquilo que somos. O conceito de como vemos e vivemos o mundo está presente do começo ao fim: leis, civilização e ética passam a ser parte da rotina de camundongos, girafas, leões, ovelhas, entre outros animais, criando assim um sistema onde os bichos passam a adotar determinados comportamentos. A palavra Zootopia é uma alusão à utopia, e o filme realmente possui tal essência. A cidade é completamente adaptável, de modo que todos conseguem conviver tranquilamente e em comunhão no meio ambiente “modernizado”.

A incrível cidade Zootopia.

Zootopia ganhou inúmeros cartazes que satirizam e fazem referências à outros filmes.

A criatividade da animação é impressionante e o seu caráter filosófico e moral é ainda mais interessante. A Jornada de Judy nos revela muito sobre a humanidade. Afinal, é preciso ter persistência, foco e valentia para ir em busca daquilo que acreditamos, procurando ser melhores a cada dia, e no meio do caminho é necessário deixar os julgamentos de lado, as pessoas podem nos surpreender e ser muito diferentes daquilo que aparentam. Lutar é uma ação constante no viver daqueles que pretendem realizar seus sonhos, e é exatamente isso que a corajosa coelha faz, com muita diversão e bom humor, ela nos mostra o quão importante é ser livre para fazer grandes escolhas e almejar sempre o melhor. Já as outras personagens dessa adorável história também nos ensinam uma porção de coisas; sendo cada um deles um símbolo das oportunidades, do sucesso, das frustrações, da educação, da simplicidade, das mudanças e dos valores. O vilão também tem um importante significado e com ele podemos compreender a importância de não nos limitarmos a rótulos, falsas concepções e aparências.

zoo

De uma forma divertida e descontraída, Zootopia nos mostra o mundo real como ele é. Expondo tanto o lado do ser, a mentalidade social, quanto o dia a dia de uma metrópole. Trata-se de uma grande metáfora de um mundo intolerante e problemático, mas que pode ser modificado com pequenos gestos de respeito, compreensão, perseverança e coragem. A mensagem é simples e objetiva, capaz de ensinar as crianças e atingir a mente dos adultos.

Além de nos provocar pensamentos profundos e incentivar uma vida com mais propósito, amor (sem romantizar), sonhos e ideais, a animação está visualmente linda, muito colorida e alegre, trazendo muitas piadas e cenas marcantes típicas de desenhos que nos cativam. Vale citar a excelente dublagem brasileira que sempre da um show de interpretações através das vozes.

É fantástico assistir um desenho na atualidade capaz de encantar e ao mesmo tempo estimular um debate tão abrangente sobre a sociedade, das diferentes percepções e dos conceitos que criamos ao longo dos anos. Zootopia vai te surpreender em muitos aspectos. O quão importante é sonhar e o quanto é essencial realizar?

Zootopia: essa cidade é o bicho, estreia dia 17 de março.

Revisado por: Bruna Vieira.

Lorena S. Ávila, é sonhadora, mas principalmente realizadora. Futura Jornalista (e sabe-se lá as profissões que a vida lhe reserva). Ama o mundo das possibilidades. Nerd, fã de Tolkien, cinéfila, seriática e maníaca por livros. Blogueira no Penso, Logo Assisto. https://www.facebook.com/Pensologoassisto/

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American Pie 9 trará apenas protagonistas femininas

Novo filme da franquia chega ainda esse ano.

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american pie

A franquia American Pie foi um verdadeiro sucesso nos anos 2000 , mostrando a descoberta sexual de um grupo de adolescentes homens. Mas 20 anos se passou e agora um novo filme da franquia chega ainda esse ano.

American Pie Presents: Girl’s Rules traz as adolescentes Annie, Kayla, Michelle e Stephanie Stifler descobrindo a vida sexual e movimentando os homens da escola.

O novo filme se passará no mesmo universo, tanto é que a personagem Stephanie tem parentesco com o Stifler da série original. Esse, no entanto, será o primeiro filme da série sem a presença do ator Eugene Levy, presente em todos os 8 da franquia.

O filme chega nos EUA em 6 de outubro, tanto em DVD quando nas plataformas de aluguel digital.

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Conheças as curiosidades sobre Scooby! O Filme

A animação que estreou no último dia 6 é cheia de easter eggs e trouxemos elas aqui pra vocês.

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Scooby O FilmE

Scooby! O Filme teria seu lançamento nos cinemas, mas devido a pandemia do novo coronavírus a Warner Bros. decidiu cancelar o lançamento da animação nos cinemas e disponibilizou diretamente em serviços de streaming e lojas digitais.

A animação já estreou e você já reparou nas curiosidades que tem a nova produção, que chegou no último dia 6? Separamos algumas delas aqui pra você:

1.”SCOOBY! O Filme” é o primeiro filme totalmente animado da franquia Scooby-Doo.

2. O nome completo de Scooby é Scooby Dooby-Doo. Ele foi nomeado pelo seu melhor amigo Salsicha no dia em que se conheceram.

3. O verdadeiro nome de Salsicha, que quase ninguém sabe, é Norville.

4. Qualquer pessoa pode fazer um sanduíche de presunto e queijo, mas Scooby e Salsicha são verdadeiros artistas no preparo. Alguns dos ingredientes que combinam são bolinhos de batata com queijo (tater tots), balinhas em formato de minhoca e linguiça de fígado. E não se esqueçam dos picles!

5. Nesta história, os jovens Scooby e Salsicha encontram-se com aspirantes a detetives e membros fundadores da Mistérios S/A, Fred, Daphne e Velma, numa casa assombrada durante o Halloween.

6. A fantasia de Halloween do jovem Fred é de cavaleiro em armadura brilhante, Daphne está de Mulher Maravilha e Velma usa uma longa túnica preta e carrega um martelo porque está vestida como a sua heroína, a juíza do Supremo Tribunal dos EUA Ruth Bader Ginsberg.

7. Na sua grande aventura nas telas, “SCOOBY! O Filme”, Scooby-Doo, Salsicha e a turma percorrem um longo caminho desde Venice Beach, Califórnia, para evitar uma catástrofe global, com passagens na Romênia, Grécia e uma misteriosa ilha escondida no Ártico.

8. O filme também apresenta os personagens favoritos de Hanna-Barbera, Dick Vigarista, Muttley, Falcão Azul (é, um pouco…), Dee Dee, Dinamite, o Bionicão e o Capitão Caverna.

9. A cena mais complexa na renderização foi a que Daphne, Fred e Velma investigam o desaparecimento de Scooby e Salsicha numa pista de boliche. Foram necessárias aproximadamente 20 horas para renderizar cada frame, devido ao cabelo de Daphne e ao número de luzes dentro da pista.

10. A sequência com mais efeitos é aquela em que Dick Vigarista, a bordo da sua nave aérea Máquina do Mal, ordena aos Rottens, o seu exército de robôs, que derrubem a Máquina de Mistério no meio de muita fumaça e explosões.

11. A conhecida Fúria do Falcão tem 126 metros de comprimento, ou o comprimento de 1,2 campos de futebol. A Fúria do Falcão poderia caber dentro do navio de Dick Vigarista, a Máquina do Mal, que tem 265 metros de comprimento, ou o comprimento de 2,6 campos de futebol.

12. Quando está de pé nas patas traseiras, Scooby-Doo, um grande cão dinamarquês, tem quase dois metros de altura até ao topo da cabeça, e 2,1 metros se as suas orelhas estiverem apontadas para cima.

13. Os fãs de olhos afiados ficarão felizes por saber que há mais de 100 easter eggs de Hanna-Barbera escondidos no filme.

14. Se uma única pessoa animasse todo este filme, incluindo personagens de fundo e multidões, levaria 22 anos.

A animação pode ser encontrado nas versões dublada e legendada, em diversas plataformas digitais como SKY Play, VIVO Play, Google Play, Apple TV, Microsoft Store, PlayStation Store, Uol Play.

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Crítica | Alérgica a WiFi “diverte, encanta e emociona”

Longa filipino discute de forma lúdica sobre nossos relacionamentos interpessoais e como as mídias sociais os afetaram.

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É ponto comum dizer que as redes sociais mudaram a forma como nos comunicamos, nos expressamos socialmente. Já temos uma geração que só consegue se relacionar com o mundo por meio de uma selfie ou um tweet e, graças à situação calamitosa causada recentemente pela pandemia, isso se acentuou nos últimos meses. Claro que tudo isso se reflete na vida afetiva das pessoas, tendo aí seus prós e contras… Mas em muitos casos, o que (ou quem) precisamos em nossas vidas não está nem a um clique na tela de um smartphone: basta olhar pro seu lado.

Lançado originalmente em 2018 nas Filipinas, Alérgica a WiFi (Ang Babaeng Allergic Sa WiFi) aborda justamente esse ponto. Num primeiro momento retratado como um matinê adocicado voltado para o público jovem, o longa escrito e dirigido por Jun Robles Lana foge um pouco dessa linha ao se utilizar inteligentemente desse pano de fundo para fazer sua crítica social, marca registrada do cineasta. No caso, é a reflexão sobre os nossos relacionamentos interpessoais e como as mídias sociais os afetaram.

Nesta fábula moderna, somos apresentados ao introvertido nerd Áries (Jameson Blake). Avesso às redes sociais, ele se apaixona por Norma (Sue Ramirez) desde a primeira vez que a vê em sua faculdade. Incapaz de se declarar seus sentimentos à jovem devido a sua timidez, o garoto passa a nutrir um amor platônico e admirá-la secretamente. No entanto, o convívio entre os dois começa a ficar mais frequente quando Norma começa a namorar ninguém menos que Leo (Markus Paterson), o irmão mais velho de Áries e um dos jogadores mais populares do time de basquete da universidade.

Para completar, a garota começa a apresentar sintomas de uma doença rara: o Transtorno de Hipersensibilidade Eletromagnética (EHS), o que a faz ficar extremamente debilitada quando está próxima de ambientes que tem sinal de WiFi. A situação faz com que a jovem se mude para a casa de sua avó no interior do país para assim escapar de sua sina e iniciar sua reabilitação. Esse afastamento forçado da tecnologia faz com que Norma perceba que a felicidade pode estar nas coisas mais simples e bem mais próxima do que ela enxergava anteriormente.

Em primeiro lugar, é preciso louvar a química vista no trio principal. Sue é extremamente cativante e magnetiza pelo olhar as atenções toda vez em que está em cena. Além disso, a atriz soube flutuar por todas as emoções vividas por Norma ao longo de seu processo de amadurecimento – desde questões como lidar com o novo casamento de sua mãe, a deslealdade de sua melhor amiga Margaux (interpretada por Adrianna So, a Pearl da websérie Gameboys) e seu relacionamento confuso com os dois irmãos Miller. Ramirez consegue transmitir cada sentimento, cada conflito da personagem de forma competente, escapando do estereótipo de protagonista feminina em um drama teen.

Já Jameson nos traz um Áries muito retraído, com poucas expressões. No entanto, o garoto se transforma quando a cena pede um sentimento mais aflorado, principalmente quando contracena com Sue. E a câmera parece estar sempre apaixonada por Blake, procurando constantemente pegar seus melhores ângulos, deixando sua presença ainda mais forte.

E mesmo não tendo os mesmos recursos que seus amigos de tela, Paterson não faz feio e interpreta Leo de maneira honesta. Apesar de parecer duro demais – e mesmo inseguro – em algumas partes do filme, o jovem mostrou potencial ao estrelar uma forte cena na reta final ao lado de Blake. Como sua primeira experiência no cinema, Markus não decepciona e apresenta que é capaz de evoluir cada vez mais.

Vale destacar também a atuação de Angeli Nicole Sanoy (também de Gameboys) como Macha, a melhor amiga de Áries. A jovem atriz joga energia em suas cenas, sendo a voz da sensatez em muitas delas – mesmo quando isso envolve as linhas mais engraçadas do roteiro. Macha é aquele tipo de amiga que todo mundo precisa e Sanoy a defende em tela brilhantemente.

Mesmo soando clichê algumas vezes e descartando alguns personagens secundários sem dar muitas explicações, o tom agridoce do filme o diferencia de outras comédias românticas. Seu roteiro aborda com leveza e doçura os temas propostos, mas sem cair no melodrama visto em produções similares ou mesmo em telenovelas. Ele consegue, juntamente com uma direção precisa, nos transportar para aquele pequeno universo e nos fazer se importar com seus personagens. Somando a isso uma fotografia absurdamente linda, canções que realçam o clima (mérito da cantora Keiko Necesario) e com uma trilha sonora que nos comove, a produção entrega o que propõe com louvor.

Com uma linguagem jovem e universal, o trabalho de Robles Lana e sua equipe transmite uma mensagem importante nos tempos atuais e merece ser descoberto. Ironicamente, Alérgica a WiFi fala sobre conexões reais, onde se deixa o mundo virtual de lado e abraça as pequenas (e preciosas) coisas que a vida oferece. No fim, não vai ser uma publicação nas redes sociais que fará você ter a real experiência de amar e ser amado… É viver intensamente cada minuto que te dá esse privilégio.

Alérgica a WiFi está disponível na Netflix.

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