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Esquenta Bienal | Entrevista com Frini Georgakopoulos

Bárbara Allen

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LOJA DC 4

Conseguir uma entrevista com uma das mediadoras da Bienal as vésperas do evento não é para qualquer um. Mas nós do Cabana do Leitor conseguimos esse privilégio e batemos aquele papo Frini Georgakopoulos.

Para quem não conhece a Frini, ela é jornalista e criadora do Clube do Livro Saraiva, no Rio de Janeiro, e irá mediar mesas durante a Bienal do Livro Rio de autores como: Jenny Han, Paula Hawkins, Abbi Glines, Karin Slaughter, Carina Rissi, Paula Pimenta e mais uma lista recheada.

Para dar continuidade ao nosso esquenta pré-bienal, confira a entrevista exclusiva em que falamos sobre os preparativos, o que ela espera dessa edição e muitas outras coisas.

1 – Como foi saber que iria mediar grandes mesas na Bienal deste ano?

Eu mantive contato com a empresa (Fagga) e viemos negociando. Tinham mais mesas, mas não dava tempo, então só vou trabalhar no final de semana. E eu queria pegar o máximo possível porque é uma experiência incrível, mas não dá. Mas foi muito legal, um reconhecimento e responsabilidade muito grande.  Estou muito feliz!

2 – Você vai mediar conversas com Jenny Han, Paula Hawkins, Sofia Silva, entre outros autores. Qual ou quais está mais nervosa?

Eu acho que a mesa que me dá mais expectativa diferente é a da Abbi Glines, porque são muitos personagens, muitos livros e os fãs são muito empolgados e eu tenho que tentar evitar ao máximo spoiler para quem está chegando agora, e como os livros são coladinhos um do lado do outro, o meu medo maior é deixar alguém falar um spoiler. Então assim, é a mesa mais complexa pela quantidade de material e pelo nível de empolgação dos fãs, que são muito apaixonados e envolvidos. Eu acho que só essa me dá mais tensão nesse sentido.  Mas eu to muito empolgada também para a mesa da Paula Hawkins, Karin Slaughter e Sofia Silva porque elas falam muito sobre o papel da mulher e relacionamentos abusivos. Também tem um lado muito puxado que temos que deixar mais tranquilo, mas temos que trazer essas informações como um debate. Apesar disso as minhas mesas mais Fangirls é da Carina Rissi, que é totalmente minha crush, nos damos muito bem, e também o Mauricio de Souza. Isso é muito legal porque não fica na mesmice, cada uma tem uma expectativa diferente.

3 – Como está se preparando para encarar essa maratona literária?

Estou vesga de ler, no momento estou com uma maratona Abbi Glines, acho que já foram 7 faltam 6. Em paralelo esto lendo Sofia Silva, já li alguma parte de Jenny Han. Um livro da Paula Hawkins já tinha lido agora falta o outro, a mesma coisa com a Karin Slaughter. Então, algumas coisas eu começo a ler em paralelo e outras eu faço um esticadão, que é o caso da Abbi Glines, que tem muita coisa. Então eu leio muito, pesquiso também, não só sobre o autor mas o texto dele também. Puxo muito os temas que ele aborda, alguma polêmica que seja importante colocar em questão. E faço esse estudo meio jornalístico/fã/mediação tudo misturado para conseguir fazer a pauta para eles.

4 – Teria algum autor que vai estar na bienal e você gostaria muito de mediar a atividade dele?

Pedro Bandeira! Era sonhozinho meu poder mediar Pedro Bandeira, mas era um horário muito próximo de um outro evento e ia ficar tudo muito corrido. Por mim eu sempre quero ajudar fazer o máximo possível, mas não deu e doeu meu coração.

5 – O que você achou das duas novas arenas que o evento está oferecendo? #Semfiltro e Geek & Quadrinhos

O Sem filtro me lembrou muito a arena jovem da edição passada e achei uma maneira bem legal, a única mediação que vou fazer lá é a da V.E. Schwab. Eu acho que é legal porque tem essa coisa que aproxima mais o público, não só os jovens. Acho necessário, já que hoje em dia nós fazemos tudo, compartilhamos nossos próprios conteúdos, hoje não tem mais tanto essa quarta parede e é importante ter isso no evento. E a Arena dos quadrinhos eu achei muito necessário porque eles estão acertando na bienal o que ficou faltando no Geek e Game. E acho muito legal porque o quadrinho é muito marginalizado, não é visto como uma literatura, e é um trabalho que exige não só muito talento artístico, mas também uma parte que passe mensagem. Então como transformar essa mensagem, essa história, em poucas palavras e poucas imagens? Porque também não tem muito espaço. Então acho necessário porque tira essa mistificação que o geek tem que ser separado, ter alguma coisa só para ele. Achei bárbaro!

6 – Você já participou de outras Bienais, mas o que você espera dessa em especial? Até porque o tema da edição é o resgate do livro, a importância da leitura.

Acho que esse resgate da leitura é tirar aquele pânico de você consumir o livro correndo, escrever a resenha, publicar e próximo.  Esse tema muito propicio, muito atual; é maravilhoso chegar agora e falar: calma vamos contextualizar. Não que você irá ficar lendo o mesmo livro sabe lá quanto tempo, mas se ele precisar que você faça isso, seu tempo para ler será esse. Vamos ler, não precisa correr. Ler é um pouco solitário, é você e o livro, mas é possível você agregar ainda mais quando tem outros pontos de vistas, questionar os seus e trazer contexto. Eu acho o tema muito necessário, ainda mais no momento que vivemos, não só no Rio, mas no país, e é uma oportunidade de conhecer e termos argumentos, pois não adianta só bater pé e fazer escândalo, e quanto mais você lê mais você conversa com pessoas, abre novos horizontes, melhor cidadão você se torna e principalmente cria argumentos e completa os seus deveres. O tema é perfeito para o momento.

7 – Você é autora de “Sou fã, e agora?” Temos outro livro a caminho?

Ahh eu vi a capa! Mas não posso falar da capa e nem do título porque não me deram um ok, mas é uma coletânea de contos com 4 autores e estamos fazendo releituras, trouxemos para o contemporâneo os monstros clássicos. Então, estou muito empolgada com esse livro, foi difícil de escrever, mas muito bom. Temos o Frankenstein, Drácula, o Médico e o Monstro e meu monstro que amo de paixão que é o Fantasma da Ópera.  Vai sair pela Galera Record.  Espero que gostem!

8 – Jogo rápido:

Livro favorito: Duas vidas e Dois destinos da Katherine Paterson

Livro que foi cheia de expectativa e no final não era bem isso: Não sei, eu tento não criar expectativa. Mas tem um que todo mundo falava dele da Sophie Kinsella, Fiquei com seu número. Uma amiga falou que era maravilhoso e ai eu li e achei bom. Como ela falou eu achei que seria incrível, mas é legal… Gostei mais do outro dela. Não é que seja ruim, eu só fui achando que era incrível e tudo, mas é legal! Fui meio que trabalhada na emoção.

Leitura atual: Eu estou lendo tudo ao mesmo tempo por causa da Bienal, mas saindo da Bienal eu tinha separado para começar a ler Enraizados e Geekrela.

Livro que indica: Eu indico de acordo com que cada um gosta de ler, depende muito de quem pede a indicação, mas tenho 3 livros que gosto muito e que sempre falo, que é minha Divina Trindade, um é o Duas vidas e Dois destinos, O Apanhador No Campo de Centeio e O Sol é para todos.

Média de leitura: Não faço média de leitura porque eu leio muito por conta do clube do livro, tem livros que leio muito e outros faço leitura transversal para poder pegar, então não pego meta de leitura. Eu leio por prazer. Mas acho que por mês devo terminar uns 4/5 livros, sem levar em consideração os do clube. Por prazer deve ser 1 por semana.

Para escrever, lugar com barulho ou silêncio? Escrever matéria pode estar caindo o mundo que faço de boa sem problema nenhum. Agora para escrever ficção eu tenho que estar em silêncio, nem música eu coloco.

LOJA DC 4

Apaixonada por histórias de época e com o sonho de viver em cada página que lê. Uma jornalista fascinada no mundo da literatura.

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