A Sony divulgou seus resultados do último ano fiscal e trouxe uma projeção que deve preocupar os fãs do PlayStation. A empresa espera uma queda nas vendas unitárias do PS5 no período entre abril de 2026 e março de 2027, em comparação com o ciclo anterior.
A justificativa veio no próprio relatório financeiro da companhia. Segundo o documento, a Sony pretende basear suas vendas de hardware do PS5 no volume de memória que conseguir adquirir a preços razoáveis, admitindo que a lucratividade do hardware deve se manter essencialmente no mesmo nível do ano fiscal anterior.

O problema está diretamente ligado à explosão da inteligência artificial generativa, que aumentou exponencialmente a demanda global por chips de memória. Com a IA consumindo uma fatia enorme da produção disponível, a oferta para outros setores — incluindo o de games — ficou mais escassa e mais cara.
A Sony não está sozinha nesse cenário. A Valve recentemente atribuiu à crise da IA a escassez de unidades do Steam Deck no mercado e anunciou o adiamento do lançamento do Steam Machines pela mesma razão.

A Apple também sinalizou que os problemas na cadeia de suprimentos de memória devem continuar sem solução clara no horizonte próximo, o que indica que o impacto vai muito além do universo dos consoles.
Para a Sony, a equação é delicada. Vender menos unidades significa menor receita de hardware — mas forçar a produção com componentes comprados a preços elevados comprometeria as margens de lucro num momento em que a empresa já planeja os investimentos necessários para o desenvolvimento do PlayStation 6.








