Os fãs de histórias em quadrinhos costumam ser extremamente exigentes quanto à fidelidade das adaptações em formato live-action. No entanto, o ator Wilson Bethel, responsável por dar vida ao Mercenário, surpreendeu o público ao afirmar que considera a versão clássica do seu personagem nos gibis bastante desinteressante.
Na vindoura série Demolidor: Renascido, o antagonista retornará entregando excelentes dinâmicas de combate corpo a corpo. O habilidoso atirador foi apresentado originalmente de forma oficial aos espectadores durante os intensos eventos da terceira temporada da atração, quando a produção ainda pertencia à Netflix.

O Mercenário é reconhecido como um vilão icônico da Marvel e um dos maiores arqui-inimigos do Homem Sem Medo, sendo considerado por muitos leitores como um adversário mais letal que o próprio Rei do Crime. Porém, para o seu intérprete, a atual adaptação televisiva conseguiu superar a profundidade do material original.
“Definitivamente não acredito que ele seja um anti-herói”, comentou Bethel durante uma recente entrevista sobre a nova fase do projeto. O ator acrescentou que, apesar da inegável natureza vilanesca do personagem, essa característica sombria não deveria impedir que o público simpatize com o atirador ou reconheça a sua humanidade.
O astro admitiu que, por mais elogiados que sejam os grandes arcos do Mercenário nas revistas, a sua versão de papel é um personagem raso e magro. Bethel complementou a sua linha de raciocínio afirmando de forma categórica que se trata de uma figura que o público não gostaria necessariamente de acompanhar por quatro temporadas de televisão.

O intérprete argumentou que, caso precisasse assumir uma adaptação totalmente fiel ao antagonista das páginas, ele francamente ficaria entediado atuando nos sets de filmagem. No fim das contas, a preferência profissional de Bethel exige um roteiro que entregue alguém que pareça humano e cujas motivações emocionais possam ser facilmente acessadas.
O vilão é tipicamente retratado como um assassino sádico nas obras literárias, buscando o crime de forma irracional apenas para saciar a sua sede de machucar inocentes. Embora a sua contraparte do Universo Cinematográfico da Marvel compartilhe alguns traços, a versão em tela demonstra grande capacidade de remorso e arrependimento, diferente das HQs.








