Um funcionário da Blizzard perdeu o emprego depois que a comunidade de World of Warcraft descobriu que ele havia usado seus privilégios internos para entregar uma vitória de bandeja a um grupo de jogadores.
Tudo começou com um detalhe que passaria despercebido por quase todo mundo. Um jogador comum resolveu vasculhar os registros de uma corrida no Mythic Plus de nível 23, uma das mais difíceis do jogo, e estranhou o desfecho. O grupo estava atrás no cronômetro e praticamente condenado ao fracasso, mas conseguiu virar o jogo do nada nos segundos finais.

A explicação apareceu nos logs, que listam cada movimento executado na partida e seus efeitos. Ali estava um sexto participante que não deveria existir em uma masmorra limitada a cinco jogadores, chamado Daijosai, disparando uma habilidade batizada de Morte de Área (TESTE), cuja descrição não deixa dúvidas sobre a natureza da ferramenta. “Mata todos os inimigos num raio de 30 jardas, trapaceiro”, diz o texto do poder, que só existe para uso interno da desenvolvedora.
O tal Daijosai era um Mestre de Jogo, funcionário responsável por supervisionar as partidas e socorrer jogadores em apuros, seja recuperando itens bugados, teletransportando quem ficou preso no cenário ou justamente punindo quem tenta burlar as regras.

Investigações da comunidade revelaram ainda que ele tinha ligação pessoal com streamers presentes naquela corrida, o que fez o caso ganhar contornos ainda mais delicados. A repercussão foi tão rápida que a Blizzard confirmou o episódio nos fóruns oficiais poucos dias depois, informando que o funcionário não faz mais parte da empresa e que os jogadores beneficiados também seriam punidos.
A companhia chegou a agradecer aos fãs pela descoberta, afirmando que o episódio ajudou a confirmar que suas próprias ferramentas de detecção estão funcionando como deveriam.











