Com seu novo Homem-Aranha, Kevin Feige prova que James Gunn construiu sua reputação aproveitando uma das maiores empresas e máquinas de fazer dinheiro de todos os tempos, e não o contrário.
Gunn, que está sob pressão após o fraco desempenho de Supergirl, agora precisa mostrar, com a caneta na mão, que é capaz de criar seu próprio universo como quiser. Mas, antes disso, precisa provar que sabe trabalhar com os grandes personagens da DC.

Até aqui, o estúdio não conseguiu entregar nenhum filme ou série realmente marcante desde que ele assumiu o comando. Ao contrário de produções como Homem-Aranha: Um Novo Dia, a essência dos personagens da DC Comics tem se mostrado fraca até o momento.
Não podemos esquecer como ele apresentou Circe, uma das personagens mais poderosas do campo mágico da editora, sendo derrotada por uma doninha em Comando das Criaturas. Ou como a segunda temporada de Pacificador ficou aquém até mesmo de Pinguim, produção da própria DC Studios que não está sob seu comando.

Superman e Supergirl não têm o mesmo nível de roteiro, direção e fotografia do novo filme do herói da Marvel. A comparação é justa porque o próprio James Gunn costuma mencionar sua antiga empresa em entrevistas e afirmar que a DC agora vai priorizar o roteiro acima de tudo.
A esperança de uma DC saudável recai agora sobre Lanternas, série que conta com um dos grandes nomes da TV americana, Damon Lindelof, e sobre Superman: Homem do Amanhã, este sim dirigido e escrito pelo próprio Gunn.

Mas admito uma coisa. Se o roteiro e a execução de Homem do Amanhã forem tão fracos quanto o que foi apresentado até agora, enquanto a Marvel emplaca o que muitos já consideram o melhor filme do Homem-Aranha de todos os tempos, será inevitável que surjam ainda mais comparações.











