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Banda Scalene: Real/Surreal

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E é sobre ele que eu vou falar hoje: Real/Surreal, da banda brasiliense Scalene.Há quem diga que o Rock brasileiro morreu. E eu acho que essas pessoas não estão ouvindo as bandas certas nem procurando por elas no lugar correto. Apesar da marketingzação na música, tem muita banda boa querendo fazer um som de verdade. E o quarteto de Brasília é um exemplo. Esse disco é duplo, porém dentro de um só! Cada parte tem 9 músicas, divididas em dois capítulos temáticos que narram a saga do Sonhador.

As canções dialogam entre si formando uma história, mas não perdem o sentido ao serem ouvidas separadamente. primeira parte, Real, como o nome já diz, descreve a realidade, o cotidiano, de forma bem realista, sucinta e intensa. O primeiro verso “Não ouse negar o sonhador” já diz, de forma quase agressiva, o que o álbum inteiro vem contar. O Lado “A” do CD tem uma pegada menos colérica. A segunda parte, Surreal, começa com um interlúdio, uma preparação do terreno para o CD “B”, que é mais densa e abstrata. E logo depois vem o single “Danse Macabre” (música baseada no seriado “Dexter”), mostrando a dualidade dos dois lados do álbum.

Esse álbum poderia ter sido mais curto e objetivo. Porém eles vieram para mostrar a maturidade que a banda adquiriu desde o

“Cromático”, que foi lançado em 2011 com outra vocalista. E mostram ainda mais, com toda a liberdade, o talento que tem e a explicação de um álbum tão recheado veio do próprio Facebook da banda:”Estávamos compondo músicas que iam de post-hardcore ao stoner rock ao indie ao rock experimental, às vezes até meio grunge e folk. Ao invés de nos limitarmos, decidimos que 18 faixas nos dariam a liberdade de experimentar e mostrar nosso potencial verdadeiro. Porque não fazer dessa versatilidade nosso estilo?”

Real/Surreal foi produzido por Lampadinha e Diego Marx e​ gravado de forma independente, na própria casa dos rapazes, ​que tem como influencias City and Color, O’ Brother, Queens of Stone, Pink Floyd, Thrice, Metallica, Beatles e Radiohead. E a Scalene é isso! Um resultado de experimentações intrigantes, angustiantes, reflexivas e extramente surpreendentes! A banda composta por: Gustavo Bertoni (Vocal / Guitarra / Teclado), Tomás Bertoni (Guitarra / Vocal de Apoio / Teclado), Lucas Furtado (Baixo / Vocal de Apoio) e Philipe Nogueira (Bateria / Segundo Vocal) é uma das minhas apostas pro rock nacional. E você pode conferir música por música aqui. 😉

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