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BGS 2018

BGS 2018 – Magic The Gathering Arena Review

Fabio Palamedi

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LOJA DC 4

Alguns jogos já nascem digitais e criam toda uma indústria em torno deles, como o caso dos jogos que fazem parte dos e-Sports ou mesmo as famosas franquias de jogos como Mario, Call of Duty e Battlefield.

Mas e os jogos que quando foram criados, não existia digital? Ou consoles? Ou ainda computadores potentes com placas de vídeos e modos multiplayers? Esse é o caso de Magic, jogo do estilo de cartas que tem nada menos que 25 anos de trajetória. Assim como jogos de tabuleiros mais tradicionais ou ainda os jogos de RPG, Magic criou um universo próprio, com comunidades de fãns e jogadores profissionais antes mesmo dos e-Sports surgirem. Algumas cartas raras, já chegaram a valer alguns milhares de dólares.

A alguns anos, tenho acompanhado algumas iniciativas de Magic com aplicativos e acredito que uma versão de Magic the Gathering digital, é um processo ate que muito natural. Especificamente em jogos de tabuleiros mais tradicionais, não é incomum por exemplo, encontrar um aplicativo que acompanha o jogador na hora de jogar. Esses companion servem para dinamizar a diversão, além de introduzir novos elementos inesperados aos jogadores.

Como fã da marca que sou, não podia não cobrir a primeira participação deles na BGS desse ano, que conta com o lançamento Beta do jogo Magic The Gathering Arena. Eu passei algumas horas jogando e além disso, entrevistei a Carolina Moraes, Coordenadora de Comunidade Wizards of the Coast no Brasil, que deu detalhes bem interessantes sobre a aproximação da marca Magic, dos e-Sports.

Digital como nova opção de jogo, ou extensão do seu deck.

Minha primeira pergunta foi sobre esse flerte de Magic com o Digital, tentando entender a relação do físico para o digital. Como Magic está caminhando dessa forma, é uma oportunidade única estar em dois lugares ao mesmo tempo. O jogador que gosta de jogar com seu deck físico, pode a qualquer momento importar o mesmo deck a partir do código nos decks a partir da versão de Guildas de Ravnica.

Além disso, o jogador pode a qualquer momento, enfrentar um adversário, cumprir missões diárias e mensais, alem de desafios para conquistar moedas que podem ser trocadas por packs de novas cartas (chamadas de boosters), garantindo ao jogar sempre novas cartas, em um sistema ranqueado. Da mesma forma que no físico o jogador pode comprar seus decks, o mesmo pode ser feito no digital.

A recepção do jogo pela comunidade tem sido das melhores. “A gente percebe que a comunidade, os novos jogadores preferem jogos digitais e sabíamos que era natural e que em algum momento deveríamos investir nessa plataforma…além de ser uma forma divertida para as pessoas jogarem a qualquer momento, e é também uma grande aposta para o e-Sports.” – Afirma Carolina Moraes.

e-Sport de estratégia de time versus individual

Magic, que foi o primeiro Trade Card game (colecionáveis), é por natureza um jogo altamente competitivo e essencialmente estratégico. Em um jogo de Magic, uma carta e uma boa estratégia, podem levar um jogador morimbundo a vencedor em apenas uma rodada. Essa dinâmica, permitiu que ao longo dos 25 anos de existência, surgissem eventos e  campeonatos desde jogador versus jogador quanto times que competem entre si. Apesar da versão beta disponível para download não ter a opção de jogar contra times ainda, a versão final ainda guarda boas surpresas para os jogadores. “O jogo ainda tem um tempo para evoluir porque ainda estamos nessa versão Beta, mas o jogo na ocasião do lançamento não vai deixar nada a desejar”.

Sobre o jogo

Passei algumas horas jogando e a experiência ainda nessa versão é muito envolvente. A interface de jogo é bem simples e ela replica a experiência da mesa. Você vê o seu adversário do outro lado, as animações e movimentações de cartas tornam as regras muito mais claras, algo que toma algum tempo no deck físico. A dinâmica de uma partida online lembra muito a dinâmica do jogo físico com a diferença de que, em função dos apoios da interface ajudarem muito o que acontece com uma carta ou os pontos de vida que mudam automaticamente a partir da ação de um jogador, o tempo tentando entender as regras ou mesmo entender o que fazer com os pontos de ataque e defesa sejam aproveitados. Por exemplo, se uma carta sofre redução de pontos ou ainda fica impossibilitada de ser usada, a interface não permite que a mesma seja utilizada em uma jogada.

Quando perguntei sobre os planos para outras plataformas, Carolina afirmou que os planos são de estar em todos os lugares, mas que isso ainda vai levar um tempo.

Curtiu? Você pode baixar o jogo neste LINK, com o código PlayRavnica você ganha 3 booster da coleção Guildas de Ravnica com 8 cartas cada.

Vale lembrar ainda que o jogo ainda esta em desenvolvimento, e que na minha percepção, vejo claramente uma partida de Magic entre dois times, não muito diferente dos times de e-Sports tradicionais. Tenho certeza que 2019 ainda nos aguardam muitas surpresas boas sobre esse jogo. Fique ligado.

Fabio Palamedi
Nerd oldschool, mago nos RPG, rusher maluco nos FSP, consumidor descontrolado de cultura inteligente e filosófica (nerdices). É professor por diversão e trabalha com tecnologias e experiência de usuário, não necessariamente nessa ordem.
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