A Activision e a Infinity Ward anunciaram oficialmente Call of Duty: Modern Warfare 4 em 28 de maio de 2026, com lançamento marcado para 23 de outubro do mesmo ano. O jogo estará disponível em PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2 — sendo o primeiro Call of Duty principal no hardware da Nintendo em 13 anos.
O cenário escolhido é um dos mais tensos do planeta. A campanha se passa durante uma invasão em larga escala da Coreia do Norte contra a Coreia do Sul, ameaçando desestabilizar a geopolítica global.
O jogador controla o Cabo Park, um jovem soldado sul-coreano que enfrenta combate real pela primeira vez nas linhas de frente em colapso. Em paralelo, o icônico Capitão Price conduz uma guerra pessoal nas sombras — e as duas histórias se cruzam de forma inevitável.

A DMZ, zona desmilitarizada que divide os dois países e é um dos pontos mais vigiados e simbólicos do mundo, aparece como cenário central do jogo. A franquia traz um conflito ainda não resolvido para as telas como entretenimento.
A reação dos sul-coreanos nas redes sociais chamou atenção e foi reportada pela BBC. Grande parte dos jogadores se mostrou animada com a escolha do cenário.
“Os rostos dos soldados e a atmosfera dos lugares têm aquele clima coreano familiar, por isso estou realmente animado”, disse um usuário. Outro comentou: “Quando ouvi o boato de que o Exército da ROK estaria nele, minha reação imediata foi ‘obviamente só um extra'”.
Mas nem todo mundo celebrou. A Dra. Sarah Son, professora sênior de Estudos Coreanos na Universidade de Sheffield, afirmou que a escolha pode ser controversa por “transformar uma guerra ainda não resolvida em entretenimento”.
O diretor narrativo do jogo, Jeff Negus, respondeu às críticas afirmando que o objetivo é a imersão do jogador e que a obra “pinta o soft power global dos EUA com tons mais vivos do que os que realmente se veem no cenário atual”.








