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Crítica | Belle “A animação indicada ao Oscar mostra a sua força”

Bárbara Bandini
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Bárbara Bandini
Bacharel e Licenciatura em Artes pela UERJ. Atualmente cursando Letras PT/JP também pela UERJ. Curadora de Artes na revista independente Toró Editorial (@toroeditorial). Atua como professora...

Somente pelo nome e pelos cartazes de Belle podemos notar uma clara referência a Bela e a Fera o clássico da Disney. Mas só assistindo ao filme para saber as diferenças e semelhanças. O nome original em japonês é “O Dragão e a princesa sardenta”.

A proposta é muito atual, o filme acontece metade na vida real e a outra metade em uma espécie de metaverso futurista. A protagonista Suzu Naito foi interpretada pela cantora Kaho Nakamura. E realmente as músicas são marcantes no filme. Porém não é uma animação musical do jeito que estamos acostumados. A música faz parte do filme, pois a personagem principal tem várias questões com a música, mas devido à perda da mãe ela não é mais a mesma.

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Quando Hayao Miyazaki assistiu ao filme, do seu filho Goro Miyazaki, “Contos de Terramar” (2006) ele disse: “Você tem que estar determinado a mudar o mundo com seu filme. Embora nada mude. Isso significa ser um cineasta.” Com essa frase ele nos disse o ideal que o move a cria suas animações e Belle claramente tenta alcançar esse ideal. Em sua estreia em Cannes o filme teve uma ótima recepção, ao que parece, a plateia ovacionou o filme de pé por 14 minutos. E de fato a mensagem do filme é muito forte e muito bonita, não posso falar por cada um, mas quem gosta de animações japonesas já pode ficar com um frio na barriga. O roteiro está de parabéns, pela mensagem e como foi desenvolvido.

Belle

A direção de arte também foi muito boa e os cenários muito bonitos dentro e fora do metaverso. O diretor Momoru Hosoda costuma abordar esses temas mais familiares e complexos que a vida nos trás.

Nos Filmes “O Rapaz e o Monstro” (2015) e em “Crianças Lobo” (2012) ele também aborda muito bem esse tema familiar. Nesse primeiro de forma até mais semelhante ao filme Belle. E nesse segundo trata de uma forma mais “conformada” e otimista de encarar a vida, com personagens principais mais adultos.

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Belle junto com outras cinco animações Japonesas foram indicadas ao Oscar na categoria de melhor longa de animação de 2022. Bem, só com essas duas informações podemos dizer que é um filme de peso.

O filme foi exibido no Festival do Rio que teve nesse mês de dezembro e quem não conseguiu assistir pode conferir na estreia que ocorrerá agora em janeiro de 2022 no Brasil.

Belle está em exibição nos cinemas.

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