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CRÍTICA – Escape Room

Thalita Heiderich
Thalita Heiderich
Carioca viciada em séries, filmes do drama ao terror gore. Rabiscadora de livros, nerd, míope e ouvinte de podcast com a cabeça na janela do ônibus....

Escape Room é um filme para agradar o público mainstream de terror sem causar ódio ao crítico que está há tempos esperando algo que não decepcione completamente (Oi, vocês viram Slender Man?).

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No longa, Zoey (Taylor Russell), Ben (Logan Miller), Jason (Jay Ellis), Mike (Tyler Labine), Amanda (Debora Ann Woll) e Danny (Nik Dodani) acabam se arrependendo de não terem feito uma maratona de escape rooms no click-jogos ou em qualquer outro site de point and click. Levados pela promessa de 10 mil dólares para quem vencer o jogo de escapar, eles se vêem numa sala de recepção e precisam seguir as regras, desvendar os puzzles e vencer as salas, para tentarem sair com vida desse jogo.

Escape Room se aproveita da fama de alguns desses atores e da febre de jogos de Scape Room que estão rolando lá fora (e em alguns locais aqui no Brasil) pra chamar o público pra tentar desvendar os puzzles junto com esses 6 estranhos.

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Com computação gráfica bem utilizada e atuações legais (personagens ligeiramente caricatos, mas nada que realmente incomode) a atenção aos detalhes da cenografia torna o filme visualmente atraente. Já a direção, parece querer coisas diferentes para cada parte da história, tendo cortes muito rápidos no início e usando ângulos diferentes em certas cenas.  

Fora a explicação final, o filme caminha muito bem, sem barrigas e com background pra cada personagem. Alguns diálogos são fracos, mas ninguém está esperando um Oscar de roteiro pro filme. É possível se identificar com alguns personagens e até se empolgar com o que está acontecendo. Não é o tipo de filme em que você fica confuso, mas ele também não é previsível a ponto de atrapalhar a sua experiência.

Uma parte que incomoda de verdade é a classificação indicativa do filme: 14 anos. Isso impede que as mortes sejam explícitas. Como não mostrar sangue e mortes num filme de tortura física e psicológica? Desaponta… mesmo. O Gore nessa categoria de filme é necessário para completar o enredo.

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O desfecho também me desapontou um pouco. Uma ação menos elaborada agradaria mais, nem sempre se precisa de um final forte para que o filme seja bom. Ainda mais quando todo o resto estava legal. Esse fim também expande a ideia central e abre espaço para uma possível continuação. Se mantiverem a ideia central de escape room, pode virar uma franquia… como a já citada “Jogos Mortais”. Que tenham bom senso para não transformar algo ligeiramente promissor em uma catástrofe.
Assiste e diz pra gente o que achou!

Escape Room estréia dia 7 de fevereiro nos cinemas.