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Crítica | Ninguém Vai te Salvar “Impactante em visuais assumidamente caricatos”

Ninguém Vai te Salvar, o filme de alienígenas da 20th Century Fox, já está disponível no streaming Star+.

Por
Maria Fernanda Santana
Estudante de jornalismo e fascinada por cinema
3 Bom
Ninguém Vai te Salvar

Ninguém Vai te Salvar de um filme ruim? O subgênero de filmes de apocalipse/alienígenas sempre esteve em pouca demanda mesmo englobando o terror, suspense, ficção científica e drama, uma vez que tem muitas brechas para serem usadas sobretudo premissas ainda não exploradas.

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Mas a verdade é que mesmo tendo grandes obras como E.T. O Extraterrestre (1982), Sinais (2002), A Chegada (2016) e Um Lugar Silencioso (2018), longas desse estilo nunca foram muito valorizados para que houvesse mais de suas produções ou que tivessem algum marketing em peso por serem subestimados.

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Cena: Ninguém Vai te Salvar

Nessa linha de pensamento, Ninguém Vai te Salvar é o mais novo membro desse meio, sendo um filme que tinha grande potencial para ser lançado no cinema ou talvez ganhar uma atenção mais especial durante sua distribuição para o streaming, pois ele é como um bom filme do subgênero: onde os alienígenas são caricatos sem medo algum e não são o foco do filme! 

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O terror em questão se mantém com os jumpscares no timing certo e essencial em cada cena. Já o visual do E.T foi construído não para ser aterrorizante, e sim idealizado propositalmente, apenas na intenção de colocar a mostra as suas características marcantes e referenciadas, e isso apenas enriqueceu todo o filme, por trazer essa “fantasia” com os próprios alienígenas e suas naves num contraste no filme com uma aparência mais “séria”.

Quanto à construção, os elementos representados são o pilar do filme inteiro, sendo sustentado também com a ajuda do som, uma vez que o diálogo não esteve presente em nenhum momento, obrigando o espectador a “ler” os planos e as sequências. O audiovisual toma conta de toda a ambientação sem nos deixar confusos sobre o que está exatamente acontecendo e nem nos deixando reféns das falas da personagem ou qualquer interação verbal.

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Cena: Ninguém Vai te Salvar

Como exemplo temos sequências com a câmera longe e um pouco desfocada ao apresentar o E.T. a fim de criar certa tensão no público, e na medida que a tensão aumenta com os sons formando os sustos e objetos da casa que formulam um obstáculo que mantém a criatura escondida, a câmera passa a se aproximar cada vez mais, nos familiarizando com o alienígena e nos fazer perceber que é apenas uma breve caricatura do que já temos em mente.

Outra coisa que andou lado a lado com o casamento do ambiente e som foi a caracterização, principalmente da personagem principal e a bolha em que ela vive. Sua casa, suas roupas e pertences possuem elementos bem antigos, um tanto quanto retrô, ao meu ver pelo fato de que ela se apega ao passado de certa forma, assim como o seu apego emocional, uma casa de bonecas, na qual brincava com a mãe quando criança. Esses materiais explicam os trejeitos da personagem, sua fobia social descarada e insegurança quanto a si mesma em que ela busca melhorar, como seu sorriso. 

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Cena: Ninguém Vai te Salvar

Outros detalhes que reafirmam a sua restrição quanto ao mundo são o fato dela ter uma vida construída dentro de uma casa e convivendo consigo mesma, saindo apenas pelas necessidades, e fazendo seus hobbies (sapateado e fotografar) parte da sua rotina dentro do seu próprio mundo. Um paralelo “ideal” feito por ela mesma. 

Todas as cenas que destacam o alienígena me lembraram Sinais (2002) de M. Night Shyamalan, até mesmo a abordagem temática e a vivência dos personagens principais de ambos os filmes com a guerra interna do luto e do perdão, tanto de si mesmo como de outras pessoas da cidade quanto ao isolamento social. 

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O final de Ninguém Vai te Salvar é a vitória da personagem num plot twist simples, porém impactante e bem executado, que dá um toque especial para o filme. O longa tem um desenvolvimento cheio de reviravoltas de maneira coerente e uma finalização redonda e marcante.

Ninguém Vai te Salvar está disponível na plataforma de streaming Star+

Ninguém Vai te Salvar
Bom 3
Nota 3
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