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cinema

Disney veta Mouse Guard, o ‘Game of Thrones dos ratos’ da FOX

Os executivos da Disney autorizaram os produtores a vendê-lo para outros estúdios e pelo menos dois grandes players já estão interessados, a Netflix e a Paramount.

Rodrigo Roddick

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O longa-metragem baseado na Novela Gráfica Mouse Guard, de David Petersen, teve seus trabalhos interrompidos duas semanas antes do início da produção. Ele fazia parte do projeto da FOX que daria vida aos ratinhos como nos live-action, contudo sua recente absorção pela Disney iniciou um processo de revisão dos títulos pelos executivos da empresa, que decidiram não levar o filme adiante.

Ainda não foi confirmado o motivo que induziu os executivos a vetar Mouse Guard, mas algumas especulações apontam que o processo de edição dos animais – uma mescla de captura de movimentos e de efeitos digitais – seria diferente do modo que a Disney está acostumada a empregar em suas produções de live-action. 

Outra teoria é de que o filme iria custar cerca de US$ 170 milhões e isso ia de encontro aos planos da Disney para FOX, que não quer vê-la disputando o mercado das grandes produções. Sua única ressalva seria Avatar 2, sequência dirigida por James Cameron.

Mouse Guard é uma série de histórias em quadrinhos lançada em fevereiro de 2006 nos EUA e ganhadora do prêmio Will Eisner em 2008 nas categorias Melhor Álbum Republicado e Melhor Álbum Infanto-Juvenil. O título teve apenas o primeiro arco publicado no Brasil com o nome Os Pequenos Guardiões (2008) pela Conrad Editora, conhecida pela impressão de mangás.

Capa da primeira edição impressa no Brasil pela Conrad Editora

Apelidada de Game of Thrones para os ratos, o Mouse Guard narra a luta pela sobrevivência dos pequeninos em mundo hostil. Para garantir o bem-estar da população e protegê-la de uma infinidade de predadores foi criada a Guarda, sediada na cidade de Lockhaven. Após a derrocada do general-doninha, uma guerra que ocorreu no inverno de 1149, o povo pôde desfrutar de um período de paz. Não sendo mais necessária à guerra, a Guarda assumiu então outros papéis como de exploração de terreno, de meteorologia e de sentinelas.

Apesar do projeto estar finalizado, o destino do filme ainda é incerto porque depende de uma nova casa para ser produzido. Os executivos da Disney autorizaram os produtores a vendê-lo para outros estúdios e pelo menos dois grandes players já estão interessados, a Netflix e a Paramount

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