A desenvolvedora francesa Asobo Studio, responsável pela aclamada franquia A Plague Tale, reafirmou seu compromisso com o trabalho humano. Em meio aos debates sobre inteligência artificial generativa, a empresa decidiu evitar o uso dessas ferramentas em suas novas produções globais atuais.
Durante uma entrevista ao portal Eurogamer, o produtor Eric Chort declarou que o estúdio não usa tecnologia automatizada no desenvolvimento. Para ele e sua equipe de setenta funcionários, o sucesso de A Plague Tale ocorre por preservarem elementos que são totalmente originais e únicos.
“Tudo isso está bastante ameaçado pela IA, como a vemos. Queremos apenas continuar fazendo jogos da maneira como os criamos e manter isso em mente: nossa criatividade, nossa autenticidade”, desabafou Chort. O produtor defende com firmeza a identidade artística preservada do seu estúdio.
O profissional acredita que, para competir no mercado, a prioridade máxima deve ser trabalhar os pontos fortes internos. Mesmo sendo uma empresa pequena se comparada a gigantes, a estratégia é ser muito criterioso em cada decisão tomada ao longo de toda a produção técnica da obra.
Chort esclareceu que a equipe não enxerga a tecnologia como um atalho para construir títulos de mundo aberto. O estúdio prefere trabalhar diariamente de forma inteligente, valorizando o esforço humano para superar desafios desse formato, que se provam mais difíceis que games lineares.

“Preferimos não usar nada disso e manter nossa criatividade. A Asobo é uma equipe familiar e temos muitos veteranos, e também muitos jovens, então priorizamos as pessoas”, finalizou o profissional. A marca reforça sua posição firme contra o uso de ferramentas automatizadas no setor.
O novo projeto funcionará como uma prequela ambientada quinze anos antes dos eventos principais. O lançamento está agendado para o dia 27 de agosto com versões para PlayStation 5 e PC, chegando também para os assinantes dos consoles da linha XBOX através do serviço Game Pass.









