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Livros

Férias de Verão: 10 filmes que vieram de livros e você não sabia

Prova de que os livros muitas vezes antecedem as produções milionárias.

Mylla Martins de Lima

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A adaptação de uma obra literária para o cinema é um desafio imenso, até porque nem tudo que é atrativo em um funciona com o outro. Mas existem histórias tão bem repassadas para as grandes telas que ninguém diz que o roteiro saiu de uma primeira ideia. Conheça filmes que saíram dos livros e você talvez não saiba.

1. Uma dobra no tempo

A ficção científica escrita por Madeleine L’engle em 1962, chegou às livrarias brasileiras em 2018 pela DarkSide Books com uma HQ magnífia do primeiro volume e pela Harper Collins Brasil com livros em formato tradicional da trilogia completa.

No mesmo ano, a Disney contempla seus fãs com um filme cheio de magia e grandes nomes como Oprah Winfrey e Reise Witherspoon.

2. Alita: Anjo de Combate

Muito antes do filme de ação futurista que chegou nos cinemas em fevereiro de 2019, o thriller já fazia sucesso no formato mangá. Este foi escrito em 1990 por Yukito Kishiro e finalizado em 1995 com um total de nove volumes.

Aqui no Brasil, o mangá ainda é comercializado pela editora JBC.

3. Garota Exemplar

O suspense premiado pelo Critic’s Choice Awards por melhor roteiro adaptado em 2015 também surgiu do best-seller de Gillian Flyn, publicado em 2012 e impresso pela editora Intrínseca. O mesmo já havia rendido prêmios à autora, como o Edgar de melhor romance e o Goodreads Choice Awards best of the best e melhor estreia de autor.

4. Blade Runer

Falando em adaptações, Blade Runer foi inspirado em Androids sonham com ovelhas elétricas? publicado em 1968 e escrito pelo mestre da ficção científica Philip K. Dicks. O livro foi trazido para o Brasil pela editora Aleph.

Este é tão amado no meio cinematográfico que foi ao ar em três edições, sendo Blade Runer – o Caçador de Androides, de 1982, Blade Runer 2049, 2017, e Blade Runer Black out 2022 no mesmo ano.

5. Mogli: O menino lobo

Esse é conhecido tanto como uma clássica animação dos estúdios Disney de 1967, quanto o live action de 2016. Mas o que poucos sabem é que Mogli é um dos seis contos do livro The Jungle Book (Os Livros da Selva) escrito em 1894 por Rudyard Kipling e ilustrado pelo seu pai, John Lockwood Kipling.

Aqui no Brasil, a obra foi trazida pela editora Zahar.

6. Shrek

Pois é! Muito antes da primeira vez do Ogro mais fofo do cinema aparecer em alguma tela, 2001, existiu um livro publicado em 1990, escrito e ilustrado por William Steig. A estética dos personagens nas páginas são ainda mais bizarras e divertidas.

O livro é publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letrinhas.

7. JUMANJI

O livro de fantasia infantil escrito e ilustrado por Chris Van Allsburg foi originalmente publicado em 1981, e sua primeira adaptação cinematográfica foi em 1995. Anos após o primeiro filme, agora em 2017, a continuação da franquia voltou aos cinemas e, com o seu sucesso, a editora DarkSide Books desenterra o livro com uma edição capa dura e muito próxima da original.

O terceiro filme estreia esse mês aqui no Brasil.

8. O exorcista

O glorioso filme de 1974, dirigido por William Friedkin e detentor do Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Mixagem de Som, também teve suas origens nas páginas de um livro. O romance assustador foi publicado em 1971, escrito por William Blatty, trazido pela Harper Collins Brasil, e ainda esse, tem como inspiração um segundo de nome Exorcismo, escrito por Thomas B. Allen, um historiador americano que baseou-se em documentos do primeiro relato oficial de exorcismo, publicado pela DarkSide Books.

9. Psicose

Um dos sucessos de Hitchcock, o clássico suspense Psicose, tem suas raízes literárias. A obra foi escrita por Robert Bloch em 1959, publicada pela DarkSide Books aqui no Brasil, e já recebeu duas adaptações nas telonas.

10. Hellraiser

Hellraiser é um dos exemplos que o autor do livro é, também, o roteirista. Clive Barker publicou a obra em 1986 dando origem ao filme em 1987, sequenciando mais nove filmes da mesma franquia.

A DarkSide Books tem uma excelente edição, com capa de couro e detalhes dourados.

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Livros

A Magia do Império Disney | Livro descreve trajetória de Walt Disney

Ginha Nader revela segredos sobre modelo de qualidade Disney.

Mylla Martins de Lima

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Por trás de toda a magia das belíssimas animações do Walt Disney Studios existe uma das maiores personalidades do mundo, Walter Elias Disney. Este, responsável pelo primeira longa metragem animado do mundo, é considerado a principal influência até hoje quando o assunto é animação, seja ela filme ou série.

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O livro A Magia do Império Disney é assinado por Ginha Nader, uma das maiores especialistas do mundo falando em Disney. Ela dedicou 40 anos de pesquisa sobre o tema, chegando a participar, inclusive, de vários treinamentos dentro da companhia. A quinta edição do livro publicado pela editora SENAC São Paulo vem com os dados da edição de 2014 atualizados.

A obra aborda desde os segredos sobre o modelo de qualidade e excelência até futuras atrações do parque de Orlando, bem como divulgações de faturamentos atuais, informações do serviço de streamming e muito mais.

Este livro é uma ótima oportunidade para curiosos conhecerem sobre a vida desde a infância de Walt até a criação do grande império.

A Magia do Império Disney é o guia que não pode faltar na estante dos leitores e fãs deste incrível universo mágico.

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Livros

Resenha | Deslocamento – Um diário de viagem

Um best-seller sobre o medo da velhice e seu descaso.

Mylla Martins de Lima

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A quadrinista novaiorquina Lucy Knisley presenteou a todos com essa HQ linda publicada pela editora NEMO, selo da editora Autêntica, em 2017.

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Trata-se de uma autobiografia ilustrada sobre uma viagem que Lucy fez junto à seus avós. Esses planejam uma viagem de navio, o que deixa seus filhos muito preocupados por ambos estarem na casa dos 90 e muito debilitados. Lucy, com seus 27 anos, mostra interesse em acompanhá-los no intuito de fortalecer laços com o casal e, possivelmente, tirar uma boa história dessa aventura.

Já no primeiro dia da viagem, Lucy descobre a fragilidade da vida no fim da terceira idade, quando seu avô, antes aviador e soldado na segunda guerra, aparece com dificuldades como incontinência e restrição na locomoção, enquanto sua avó não a reconhece. Os dois idosos precisam constantemente de sua ajuda mesmo durante as atividade mais simples, como tomar seus remédios ou escolher seu almoço.

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Quando mais jovem, Allen, seu avô, escreveu um livro de relatos sobre sua vida na guerra e o mesmo presenteou sua neta com um exemplar. O carinho pelo livro é tão forte que, dentro da história, algumas lembranças de seu avô também são ilustradas à medida que Lucy o lê. A menina faz de tudo para tornar a viagem especial, mesmo que ela tenha que se desdobrar para fazê-los aproveitar o máximo.

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Longe de ser um livro pesado, Deslocamento é emotivo por sua sensibilidade. Ele oscila entre a atmosfera triste da velhice e a onda tropical caribenha. É nessa explosão de descobertas que Lucy acaba desvendando a si mesma além de ter maior entendimento sobre assuntos relacionados à família, à idade e à morte.

A autora-personagem aborda questões pertinentes além das relacionadas a Allen e Phyllis, como formação acadêmica, expectativas, generosidade e até egocentrismo. Tudo isso colabora para o crescimento pessoal de Lucy durante os 10 dias em auto mar.

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Sem se prender a quadros, a autora opta por formas mais livres com letreramentos inventivos, o que garante mais fluidez ao texto. Com ilustrações coloridas, garante menos melancolia nas parte sentimentais. É impossível que seu público não saia de coração quentinho pós o término do quadrinho.

A relação do ser humano com o envelhecimento sempre foi deixada em segundo plano e Deslocamento vem para mostrar a gravidade desse tipo de pensamento.

Saber lidar com a terceira idade é importantíssimo, um tema como esse deve ser lido por todos.

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Resenha

Resenha | Star Wars – Uma nova esperança: a vida de Luke Skywalker

Ryder Windham retrata a odisseia do jovem Luke Skywalker através dos caminhos da Força.

Thaís Rossi

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Lançado em fevereiro de 2017, o livro faz parte do selo Legends – Histórias lançadas antes de a Disney adquirir os direitos da Lucas Films – e faz parte do selo Geek da editora Universo dos Livros. Star Wars – Uma nova esperança: a vida de Luke Skywalker foi escrito pelo autor Ryder Windham, que é responsável por diversas criações literárias dentro do universo Star Wars. Seu currículo conta com mais de 60 obras, incluindo quadrinhos, romances e livros de referência.

O trabalho mais destacável de Windham é Star Wars: The Ultimate Visual Guide, que passou três semanas na lista de best-sellers do New York Times em 2005.  

A narrativa de Uma nova esperança faz um paralelo entre o presente (dois anos após a morte de Vader) e o passado de Luke Skywalker. É através dela que os fãs da saga matam a curiosidade de saber como o jovem sobrinho de fazendeiros se transforma em um dos Jedis mais poderosos do universo Star Wars, já que no final do filme, Luke ainda era um padawan.

Trazendo cenas clássicas da trilogia, ligadas por novas histórias, Ryder nos apresenta o jovem Luke Skywalker, uma criança curiosa e inteligente que sempre quis conhecer a história do seu pai, que segundo seus tios, era um simples piloto de um cargueiro de especiarias; morto pelo império galáctico. 

Em suas lembranças, acompanhamos sua infância com seus tios Beru e Owen, suas amizades, principalmente com Biggs (personagem já conhecido por nós por aparecer no Episódio IV, Star Wars: Uma Nova Esperança), e sua ânsia de sair de Tatooine em busca de algo a mais em sua vida. 

Embora o sonho de seu tio fosse ver Luke assumindo a fazenda, o menino sempre soube que era bom demais para o hostil planeta de dois sóis. Ele queria mais, sempre soube que era especial e que um planeta seco e cheio de areia era um palco muito pequeno para seu propósito e suas ambições. 

 
“– Acho que eu entendo – Luke disse – E todo o esforço dele na fazenda é para construir algo para todos nós. Isso me faz sentir como um traidor só de pensar em ir embora, tia Beru. Mesmo assim… uma parte de mim continua sentindo que deveria haver algo mais. (…) Talvez seja só medo de crescer, de encarar responsabilidades, igual ao tio Owen. O que mais poderia ser?”  
 

Depois de presentear o público com uma história épica e comovente sobre o temido Darth Vader, Ryder Windham não fez diferente ao contar a trajetória do jovem filho do vilão. Com uma obra de pouco menos que 200 páginas, o autor nos mostrou que não é necessário criar um livro volumoso para comportar uma história de tirar o fôlego.  

Além de despertar o sentimento de nostalgia nos fãs revivendo algumas cenas da trilogia clássica, ele os deliciou com diversas novas histórias que trazem ainda mais sentido para certos acontecimentos dentro dos filmes. Embora seja um livro dividido em diferentes épocas da vida de Luke, a leitura é simples e viciante. A escrita de Ryan é objetiva, mas detalhista. Ela se torna crucial para o entendimento de cada história retratada na obra.  

Um dos muitos pontos positivos da leitura é a maneira como o autor mostra o agir da Força ao longo da vida de Luke quando mais novo. Ainda que seus tios relutassem em falar sobre os pais do menino, ele sabia que era diferente. Ryan foi bem cuidadoso em mostrar, mesmo que sutilmente, a interferência do “dom” no desenvolvimento do jovem, através de sensações, pensamentos e do modo como ele se sentia deslocado e grandioso demais para viver uma simples vida de fazendeiro.  

“Ele não sabia se esse conhecimento traria mais sabedoria ou satisfação. Tudo que sabia era que ainda se sentia sozinho e deslocado, da mesma maneira que se sentia quando era um pequeno garoto, crescendo numa desolada fazenda de umidade na vastidão desértica de Tatooine” 

Outro ponto que faz com que o esse livro seja um dos melhores do selo é o destaque dado aos sentimentos de Luke em relação a seu pai. Enquanto sua irmã enxerga Vader / Anakin como um tirano que destruiu seu planeta – mesmo após sua redenção e morte – Luke sabia que seu pai fora mais do que uma máquina do império e decidiu ir atrás da história de Anakin Skywalker para tentar entender o caminho que o levou a ser Darth Vader.

Windham se empenhou em deixar explícito que, apesar da ausência e das descobertas de Luke em relação ao pai, ele o perdoou e o amou a ponto de salvar a sua alma do Lado Sombrio. 

“Eu apenas gostaria de entender como ele se tornou o homem que foi, e como certas circunstâncias de sua vida podem ter afetado suas decisões. Não posso aprender com os erros dele se eu não souber quais foram esses erros.” 

Com Uma nova esperança, Ryder Windham nos mostra que apesar de os sentimentos serem um caminho para o lado negro (como muitas vezes somos lembrados por mestre Yoda nos filmes), Luke aprende a usá-los para potencializar seus poderes. Ele descobre que a diferença é saber administrar seus sentimentos para não se tornar escravos deles, como os Sith geralmente se deixam levar.

Apesar de amar sua família e até mesmo ter se envolvido amorosamente com algumas nativas de planetas por onde passou, ele sabia que precisava ser cuidadoso para não cair na mesma armadilha que seu pai, que tinha um compromisso com a Rebelião. Seu propósito, como Jedi, era o mesmo que Vader: a maior demonstração de amor que ele poderia dar era lutar para manter a segurança e proteger todos os que ele ama. Essa característica foi o que o levou a encontrar o equilíbrio que muitos Jedis buscam durante toda a vida e é ela que torna Luke um dos maiores Jedis do universo Star Wars.

Mais uma vez Ryder Windham surpreendeu os fãs de Star Wars com um Legend inesquecível. Conhecer a história de Luke é um rico acréscimo para compreender melhor diversos acontecimentos dentro da história cinematográfica e Windham a apresentou de maneira impecável, respeitando o legado dos roteiros de George Lucas e os personagens que se tornaram lendas dentro da cultura geek.

Star Wars – Uma nova esperança: a vida de Luke Skywalker consolida a série do autor como uma das melhores criações literárias dentro do universo expandido da saga.

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