A romancista americana Tomi Adeyemi revelou em entrevista ao The Guardian que não pretende mais adaptar seus livros para o cinema depois da experiência com Filhos de Sangue e Osso, afirmando categoricamente que a resposta para qualquer novo pedido do tipo seria “nunca”.
Questionada sobre o motivo de ter exposto publicamente suas queixas contra a produção, a autora explicou o raciocínio por trás da decisão.

“Entendi que, se eu não falasse, não conseguiria seguir em frente. Não posso me preocupar com a resposta, porque não preciso conviver com a forma como as pessoas reagem a mim, tenho que conviver comigo mesma todos os dias”, disse.
Não se sabe exatamente todos os detalhes que a levaram a descrever a adaptação como algo tão desgastante, mas ela foi direta ao resumir o processo. “Toda a jornada da trilogia e da adaptação pareceu bíblica… Levou tudo de mim”, completou, reforçando ainda que não pretende assistir ao resultado final quando o filme estrear.

Parte do desgaste teria vindo do relacionamento com a equipe do longa, incluindo um episódio de atrito com a atriz Amandla Stenberg, que a autora chegou a mencionar publicamente antes de apagar a publicação. Questionada pelo Guardian sobre a escalação da atriz, Adeyemi preferiu não entrar em detalhes, dizendo apenas que, em um filme, quem toma todas as decisões é a diretora.
Filhos de Sangue e Osso é dirigido por Gina Prince-Bythewood e reúne um elenco recheado de estrelas, como Thuso Mbedu, Damson Idris, Amandla Stenberg, Cynthia Erivo, Lashana Lynch, Chiwetel Ejiofor, Regina King, Idris Elba e Viola Davis, entre outros nomes de peso. A escolha de Stenberg, que é mestiça, provocou debates sobre colorismo entre os fãs dos livros, já que Adeyemi descreve a personagem como tendo pele de cobre escuro.







