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Rodrigo Roddick

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Cuidado! Chegou o Halloween! E neste dia as almas dos mortos podem caminhar pelo mundo dos vivos! A festa como hoje é conhecida compreende em se fantasiar de criaturas sombrias e sair de porta em porta caçando doces – em países de colonização inglesa. Aqui no Brasil a tradição, chamada de Dia das Bruxas, não se estabeleceu dessa forma devido ao processo histórico que formou o país. 

A Celebração da Morte ganhou um contorno bastante lúdico nos dias de hoje, porém nasceu de diversas origens europeias. As mais conhecidas delas se remetem à cultura celta e aos costumes cristãos. O que o Halloween tem a ver com o cristianismo? Tudo. Na verdade, até mesmo o nome “halloween” se origina desta vertente.

Nesta matéria, o leitor vai conhecer essas duas origens, a relação do festejo com as bruxas, a origem do nome e das fantasias, até mesmo da expressão “gostosuras ou travessuras”

Halloween: o Dia das Bruxas?

A palavra Halloween é o resultado do processo por qual passou a expressão “All Hallows’ Eve”, que significa véspera do Dia de Todos os Santos. O termo compreende uma das datas programadas pela igreja católica do cortejo aos mortos que se encerra no Dia de Finados (2 de novembro). Ele passou pelas formas  “All Hallowed Eve” e “All Hallow Een”, antes de chegar ao nome que conhecemos hoje. Pela contração, a expressão utilizada para definir a véspera se transformou em “halloween”, aparecendo pela primeira vez em cerca de 1745.

O outro nome do Halloween é Dia das Bruxas, mas não tem muito a ver com bruxas. O mesmo preconceito difundido pelo olhar cristão sobre as tradições célticas – um dos povos que eles suprimiram – acerca do nome “bruxa” envolve a razão de chamar esta data dessa forma. Bruxa, de acordo com o cristianismo, era toda e qualquer mulher que se deitava com o diabo, e como a igreja – principalmente a protestante – demonizava tudo que não era cristão, passou a traduzir a data como Dia das Bruxas.

Origem Celta

Quando a Europa era dividida por povoados e não por fronteiras de países, os povos não tinham terras definidas e, por vezes, mudavam de território. Embora a cultura celta tenha percorrido grande parte do continente, eles foram sendo reduzidos e passaram a se concentrar nas ilhas do Reino Unido – o que já aponta como as tradições de Halloween foram parar nos Estados Unidos

Os celtas comemoravam a passagem do verão para o inverno com um festival chamado Samhain – que significa literalmente “fim do verão”, ou como os celtas gostavam de chamar “morte do verão”. Ele era celebrado entre 30 de outubro e o início de novembro, podendo ocorrer até o dia 5 ou 7, quando era comemorada a passagem de ano deles (os anos na época era marcados pela mudança cíclica). 

O Samhain também tinha o objetivo de cultuar os mortos e a deusa YuuByeol, que era o símbolo da perfeição celta. Em cada dia acontecia uma festa específica. A “festa dos mortos” era uma das mais importante porque celebrava a comunhão entre o céu e a terra. ⠀

Nas tradições celtas originais não existiam os conceitos de céu, terra e inferno; eles chegaram mediante às invasões romanas. Para os celtas, os mortos viviam em um lugar de felicidade perfeita, onde não havia sofrimento. Os druidas presidiam as festas como médiuns, realizando a comunicação entre os mortos e seus entes queridos. Inclusive, em tempos imemoriais – que formaram as civilizações no início dos tempos – a palavra “bruxa” significava “aquela que fala com espíritos”, tal como os médiuns. 

Na cultura celta acreditava-se que no Halloween os mortos podiam caminhar pela terra, voltar aos seus lares antigos, visitar parentes e guiar os que morreram recentemente ao lugar perfeito onde “vivem”.

Por isso, muitas pessoas deixavam espaços em suas mesas para serem ocupadas pela alma dos familiares que morreram. Justamente por eles acreditarem em um além-morte de perfeição, o Samhain não tinha uma conotação sombria. Isso só aconteceu com o choque de culturas devido aos romanos invadirem as terras célticas e introduzirem o cristianismo.

Origem Cristã

Apesar do encontro entre as duas culturas, o catolicismo, desde o século IV, tinha seu próprio dia para celebrar “Todos os Mártires” da igreja. Uma data dedicada a comemorar e lembrar das pessoas que tiveram a vida transformadas pela fé, mas ela até então não era celebrada no dia 31 de outubro, e sim no dia 13 de maio.  

31 de outubro foi estabelecido como principal data do Halloween devido às atividades de três importantes papas. 

Primeiro, o papa Bonifácio IV assumiu um dos templos em honra a todos os deuses pagãos e o transformou, dedicando a “Todos os Santos” da igreja católica e escolhendo o 1º de novembro para homenagear à capela. 

Posteriormente, o papa Gregório III conciliou a comemoração de Todos os Mártires (13 de maio) com a homenagem da Capela de Todos os Santos (1 de novembro), fechando esta última como data oficial. Contudo a comemoração ainda era algo isolado naquela região. Somente em 840, o papa Gregório IV ordenou que a data fosse comemorada universalmente. Mas o que tudo isso tema ver com dia 31 de outubro do Halloween?⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Como o Dia de Todos os Santos era uma data muito importante para a igreja, o cortejo ganhou mais duas festas – uma de véspera e outra posterior – e ficou organizada da seguinte forma:

  • 31 de outubroAllhallowtide, a Noite de Todos os Santos; nesta noite de véspera, os fiéis rezavam por todos os mortos, sem distinção. (Nota: All Hallow’s Eve = Halloween; pelo sincretismo religioso, algumas tradições celtas foram mantidas). 
  • 1 de novembroHallowtide, Dia de Todos os Santos; este era dedicado apenas aos santos da igreja católica.
  • 2 de novembroAllsaintstide, Dia de Todas as Almas; já este era dedicado a todos os cristãos fiéis e parentes convertidos na hora da morte.

Com a invasão romana nas ilhas da Grã-Bretanha, as tradições católicas e célticas de celebração dos mortos se misturaram. Como os celtas transmitiam sua cultura oralmente, ela passou a ser esquecida e modificada pela igreja. Muito do que se conhece hoje sobre o Halloween, inclusive, sobreviveu graças à absorção da cultura celta pela cristã, que desenvolveu o costume de documentar tudo o que aprendia.

O Halloween no século XXI

Como nasceu o costume de usar fantasias sombras, decorar a casa e sair por aí recolhendo doces gritando “gostosuras ou travessuras”? Tudo isso foi se estabelecendo como celebração do Halloween através do passar dos anos devido às comemorações particulares de cada povo.

Por exemplo, de acordo com a origem celta, o véu entre os dois mundos estava frágil, por isso os mortos podiam caminhar no mundo dos vivos na época do Halloween – os católicos também acreditavam nisso – entretanto os cristãos achavam que não apenas os bons espíritos caminhariam pela terra (os protestantes os encaravam como demônios) então, para assustá-los e impedir que um espírito reconhecesse um vivo, costumava-se usar máscaras ou pintar o rosto, ocultando assim sua identidade. 

De acordo com os celtas, os espíritos quando reconheciam seus familiares ficavam acompanhando-os e não queriam voltar para o mundo perfeito da morte.

Outro fator que contribuiu para o imaginário acerca do Halloween foi a peste negra (XIV e XV). Ela matou metade da população europeia, criando nos católicos um grande temor da morte e consequentemente o aumento dos cultos religiosos. Estes eram seguidos por encenações e danças com pessoas fantasiadas, inclusive da personagem Morte, a quem todos um dia chegaria. Alguns fiéis, na data, enfeitavam cemitérios com diabos puxando uma série de criaturas para o inferno; papas, reis, padres, leprosos, damas, camponeses etc.

Possivelmente, a evolução destes costumes originou os bailes de máscaras, a tendência de se fantasiar e decorar as casas. Mas e quanto aos doces?

Na idade média, o dia de finados era conhecido como o Souling (“soul” = “alma”). As crianças iam às casas alheias pedindo um “bolo das almas” em troca de uma oração pela alma dos parentes mortos da pessoa. A tradição se manteve durante a idade moderna, quando a expressão “trick or treat” (“gostosuras ou travessuras”) surgiu. Ela teve origem na Inglaterra entre 1500 e 1700 em meio ao protestantismo e teve um marco icônico retratado pela DC Comics nas novelas gráficas “V de Vingança”: o 5 de novembro de Guy Fawkes.

A Gunpowder Plot (Conspiração da Pólvora) era o plano de Guy para explodir o Parlamento inglês e matar o rei protestante Jorge I, restituindo a glória dos católicos oprimidos. Mas o plano foi descoberto no dia 5 de novembro de 1605, quando encontraram pólvora na casa de Guy Fawkes, culminando em seu enforcamento logo em seguida. 

Devido ao seu heroísmo – como é considerado pelos católicos – a data de sua morte passou a ser celebrada e existe até hoje, mas muitos protestantes a usavam na época para visitar a casa de católicos e exigir cerveja e pastéis sob a alegação de provocar travessuras; assim nasceu o “trick or treat”. Quando os ingleses chegaram na América do Norte, eles levaram a celebração de Guy Fawkes, mas como os irlandeses já tinha introduzido o Dia de Todos os Santos, os colonos conciliaram a data – já que era próxima – com o Halloween, incorporando a expressão “gostosuras ou travessuras” à festa.

Abóbora: o Símbolo do Halloween

O adereço conhecido como Jack’s Lantern, que é uma abóbora caricata com interior iluminado por uma vela, surgiu da lenda de Jack O’ Lantern (Lanterna de Jack), por isso o nome Jack.

A lenda também fazia parte dos festejos de Samhain na Irlanda – provavelmente pós sincretismo com o cristianismo – e versava sobre Jack, um alcoólatra que em seus porres cruzava com o Diabo, geralmente no dia 31 de outubro, que vinha recolher sua alma ao inferno. Mas Jack era esperto e sempre enganava o Diabo e voltava a viver por mais tempo. 

A princípio ele tentava levar uma vida correta para ir ao Céu quando morresse, mas sua determinação falhava e ele voltava a ser o incorrigível cachaceiro e espertalhão. Por isso sua alma foi recusada no Céu. Como estava morto, seu único caminho era o inferno, mas o Diabo, sentindo-se muito humilhado por suas peripécias, o expulsou de lá, porém lhe presenteou com uma brasa capaz de iluminar o limbo, o caminho para fora do inferno. Para que o fogo durasse mais tempo, o Diabo aprisionou a brasa em uma raiz. 

Portanto em todo dia 31 de outubro, Jack O’ Lantern passeia entre mundos guiando as almas perdidas com sua lanterna. 

Na Irlanda, o costume era usar nabos e beterrabas (que são raízes) com uma luz dentro. Mas com a chegada dos imigrantes na América, eles perceberam que havia muito mais abóboras lá que as raízes tradicionalmente utilizadas, então passaram a usá-las, construindo assim o símbolo do Halloween.

Essas tradições foram difundidas pelo mundo com a colonização e a descoberta das Américas, resultando em uma festa multicultural atendendo pelo nome popular Halloween, ou como é conhecido no Brasil, Dia das Bruxas.

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cinema

Mulan pode ter arrecadado US$ 260 milhões com lançamento no Disney+

Dados de analistas apontam que 29% dos assinantes da plataforma adquiriram o longa.

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Apesar das críticas recentes, algumas informações dão conta de que o Disney+ pode ter arrecadado uma bela quantia com a ida de Mulan para a plataforma via on-demand. Analistas relataram para o Yahoo! que cerca de 29% dos assinantes – no momento, por volta de 9 milhões de lares – adquiriram o longa no valor de 30 dólares. Assim, o remake poderia ter arrecadado US$ 261 milhões somente nos EUA.

Em comparação com filmes que entraram somente no circuito de cinemas tradicionais, a estratégia parece ter sido a mais acertada para a empresa: Tenet, o novo filme de Christopher Nolan, obteve US$ 29,5 milhões no mesmo período de tempo, por exemplo. Entretanto, a nova produção da Disney está com dificuldades em arrecadar uma boa bilheteria na China – um dos principais mercados para o lançamento. Na estreia em território chinês, onde os cinemas foram reabertos, o live-action somou somente US$23,2 milhões.

Roteirizado por Rick Jaffa, Amanda Silver, Elizabeth Martin e Lauren Hynek, a produção comandado pela diretora Niki Caro (Encantadora de Baleias) tem a atriz chinesa Liu Yifei na versão em carne e osso da protagonista. Jet Li (Os Mercenários) é o Imperador da China, enquanto que Donnie Yen (Rogue One) interpreta Tung – um mentor e professor da heroína – e Gong Li (Memórias de Uma Gueixa) encarna uma nova vilã feiticeira. Utkarsh Ambudkar, de A Escolha Perfeita, e Ron Yuan (Marco Polo) também estão no elenco.

Assim como no original, o épico irá mostrar a jornada da jovem destemida que se disfarça de homem para combater (no lugar de seu pai) os guerreiros vindos da Mongólia, que invadiram o norte da China. Entretanto, esta adaptação seguirá um tom mais sóbrio e ‘realista’ do que a animação, fugindo de elementos cômicos e musicais vistos neste último, o que despertou a ira de alguns fãs do desenho.

Mulan está disponível no Disney+ via on-demand.

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cinema

Filmagens de Batman foram retomadas no Reino Unido

Não há notícias, no entanto, de que Robert Pattinson voltou ao set.

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Ao que tudo indica, as gravações de Batman foram retomadas no Reino, de acordo com informações obtidas pelo Deadline. As filmagens haviam sido interrompidas há 15 dias, quando Robert Pattinson – que protagoniza o longa – foi diagnosticado com o coronavírus. Não há, até o momento, notícias de que o ator se recuperou e está de volta ao set.

O novo filme, dirigido pelo cineasta Matt Reeves (Planeta dos Macacos), mostra o mascarado em seu segundo ano como vigilante e está tentando resolver uma série de assassinatos misteriosos. O elenco de Batman terá Pattinson no papel-título, Zoë Kravitz  (Big Little Lies) como a Mulher-Gato, John Turturro (de O Grande Lebowski e Transformers) como o mafioso Carmine Falcone e Paul Dano (Sangue Negro) como o vilão Charada. Jeffrey Wright, o Bernard de Westworld, será o Comissário James Gordon, Colin Farrell (Dumbo; Animais Fantásticos) como Pinguim e Andy Serkis (Pantera Negra) viverá Alfred Pennyworth, mordomo e tutor do bilionário Bruce Wayne.

Batman chega aos cinemas em 2021.

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cinema

Crítica | Tenet “Nolan vai explodir sua mente”

Em Tenet sair de um relacionamento abusivo é tão complicado quanto salvar o mundo.

Gabriele Bitencourt

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Com a estreia adiada várias vezes por causa da pandemia de Covid-19, Tenet, que já foi lançado nos Estados Unidos e na Europa, está com estreia indefinida no Brasil. O filme é dirigido por Christopher Nolan e estrelado por John David Washington, Robert Pattinson, Elizabeth Debicki, Dimple Kapadia, Michael Caine, e Kenneth Branagh.

Nolan, assim como em Amnésia, A Origem, Interstellar explora os conceitos e significados do tempo. Cada um desses filmes aborda a temática temporal de uma forma diferente, entretanto Tenet não foge da fórmula de Nolan: ainda é um quebra cabeça audiovisual, apenas com mais peças (talvez mais do que deveria).

Tenet é um filme de espionagem nos moldes de 007 com dilemas temporais. Devido à isso, parece ter sido idealizado para ser assistido duas vezes pois a experiência só parece estar completa se “voltarmos no tempo” para reassistir o primeiro ato do filme. Ao fim da sessão tem-se a impressão de que algumas informações faltam para se montar a imagem geral. Pois o filme começa a fazer sentido para o espectador somente quando o mecanismo temporal passa a ser inteiramente compreendido pelo Protagonista.

Nolan decidiu pontuar com rimas as metáforas a respeito do livre-arbítrio, do determinismo e da vontade. As cenas conversam umas com as outras até além daquilo que é esperado pelo espectador a partir do que é estabelecido sobre a estrutura da trama. O protagonista é o Protagonista (John David Washington) que se determina e se afirma na história, na sua história. A terceira guerra mundial precisa ser evitada por ele através de uma “guerra fria” (entre… americanos e russos) temporal.

É no vilão Andrei Sator (Kenneth Branagh), que encontramos o maior ponto negativo do filme. O roteiro deixa sua motivação muito rasa, tentando deixar suas ações apenas satisfazerem seu ego, ou somente serem malignas por si. Além disso, o ator irlandês que o interpreta, não convence nem como russo, nem como alguém capaz de arquitetar e colocar em prática seu plano (que em um roteiro relativamente complexo, parece não ter havido um esforço em encaixá-lo devidamente na trama), mas por outro lado, convence bem no papel de um homem possessivo que torna miserável a vida de sua parceira.

Um dos pontos fortes, apesar dos diálogos resmungados, é a parceria entre o protagonista e Neil, personagem de Robert Pattinson. Em uma primeira vez que assistimos criamos facilmente um vínculo com eles, muito provavelmente pelas atuações carismáticas de Robert e John, assim como eles facilmente criaram vínculo um com o outro. Em uma segunda vez, percebemos que essa relação vai além do que percebemos em um primeiro momento e também o quão vital é o papel dessa amizade para o desenrolar dos fatos.

O segundo ponto forte também é uma amizade, entre o protagonista e a personagem Kat (Elizabeth Debicki), a personagem que está completamente em um relacionamento com o vilão. É através dessa amizade que eles apoiam e encorajam um ao outro para vencer os desafios, desafios tão grandes quanto salvar o mundo ou sair de um relacionamento abusivo.

Essa obra está longe de ser morna, o ritmo mantém o espectador atento e interessado desde os primeiros momentos. A fotografia em alguns momentos é utilizada para servir ao propósito didático com cenas ora mais azuladas, avermelhadas ou amareladas, ao mesmo estilo das cenas recorrentes, que são marca registrada do diretor.

As cenas de ação são dinâmicas e inteiramente críveis, mesmo não fazendo parte da nossa realidade. Os personagens se desenvolvem de maneira fluida e cada segundo do filme é extremamente essencial para a trama.

Tenet ainda não tem uma data de estreia definitiva no Brasil.

*A autora do texto reside na Polônia, país que o filme já foi lançado, em uma sala de cinema higienizada, respeitando o distanciamento social, devidamente protegida com mascara e com sistema de ventilação especial.

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