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Paulo H. S. Pirasol

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A chegada do novo coronavírus provocou uma mudança no convívio entre os seres humanos. A humanidade é representada pelo ser social, o ser comunicável, o ser da interação, mas neste momento tudo o que o ser humano é entre em cheque. As pessoas não podem mais fazer aquilo que lhe é intrinsecamente natural: interagir. E como se resolve essa frustração nesses tempos de isolamento social? Com a outra naturalidade humana: comunicação.

A transição do final do século XX para o início do XXI modernizou a internet e criou novos meios de comunicação e interatividade entre as pessoas sem que elas estejam de fato próximas. E o motivo deles terem sido criados também foi pensando para momentos como os de agora; momentos em que as pessoas não têm como interagir. Então a ferramenta ganha muito mais visibilidade e importância nesta situação em que todos precisam se isolar um dos outros.

Mas como dosar seu uso? Como incorporar as mídias que favorece a comunicação neste contexto pandêmico do dia a dia? E no cotidiano de uma criança, como isso funciona? A resposta é a mesma para todas as perguntas: encontrando na lúdico o combustível para a sanidade.

Pressão introspectiva devido ao isolamento

Nesse momento em que as pessoas estão afastadas uma das outras, é muito mais fácil se voltar para si mesmo. E isso gera tanto resultados positivos como negativos. Olhar para o “eu” interior é uma das formas de autoconhecimento e, no ritmo desenfreado do cotidiano, as pessoas quase não param para refletir sobre si mesma, seus desejos, seus medos, suas angústias e planos. Portanto esta situação de quarentena acaba sendo propícia para meditação e reorganização de toda existência interna de uma pessoa.

Entretanto, há indivíduos que estão enfrentando doenças psicológicas e o isolamento só vem a prejudicar seu estado emocional. Segundo a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), numa pesquisa feita com 1.460 pessoas em 23 estados, os casos de depressão subiram 90% em menos de um mês durante a quarentena. Além disso houve aumento também de ansiedade e estresse neste mesmo período.

Tecnologia driblando o isolamento

A tecnologia se tornou o grande agente facilitador da comunicação humana neste período, porém é importante que as pessoas saibam dosar seu uso mesmo com a falta de dinamismo social. Ela pode produzir consequências positivas até mesmo para momentos íntimos, como é o caso de assistir a um filme no streaming ou ler um livro em algum dispositivo e-reader. Também pode conectar as pessoas aos eventos que elas costumavam frequentar, como é o caso das lives de show, videoconferências e outros.

Um exemplo disso partiu da Orquestra Sinfônica do Paraná. Ela gravou uma versão do “Trenzinho do Caipira” de Villa-Lobos, no qual cada músico estava em sua casa, mesmo com o maestro Stefan Geiger, na Alemanha. 

Contudo é importante reservar momentos longe destas ferramentas tecnológicas, até mesmo para experiências extrassensoriais, que sim, são possíveis de acontecer mesmo no isolamento. As pessoas se esquecem, mas ler um livro em papel, jogar jogos de tabuleiros e brincar com as crianças são atividades que estimulam muitas áreas do cérebro. E é esta região que deve ser fortalecida neste momento para que a pessoa retorne mais preparada para o cotidiano social quando ele retornar.

Fantasia enriquece a mente humana com experiências válidas

O foco do isolamento social é a mente, pois é ela que processa todas sensações e emoções que o indivíduo sente. Portanto é necessário uma constante vigilância e exercício dela para que não adoeça e, longe disso, fique ainda mais forte. A fantasia contribui para isso, e não é apenas para as crianças.

O universo interno de uma pessoa é construído tanto com experiências físicas e reais quanto com experiências imagináveis e fictícias. Um grande exemplo disso é o enriquecimento de ideias e conhecimento moral para pautar as ações do dia a dia. Por isso, os adultos e as crianças encontram na fantasia um ambiente seguro para explorar suas experiências intrapessoais, além de aprender mais sobre o ser humano. Afinal boas histórias carregam muitos pensamentos sobre a interação e o convívio. Ou seja, as pessoas utilizam o universo fantástico para se preparar para o mundo real.

É o que aponta a educadora Carla Jarlicht, que é Mestre em Educação e consultora educacional.

“Geralmente as boas narrativas trazem conteúdos humanos complexos de uma maneira delicada, poética, inusitada. Algumas vezes de forma divertida, outras de forma absurda, triste, assustadora e até repugnante. O caso é que precisamos dessas histórias porque são elas que provocam questionamentos acerca dos nossos conflitos ao articularmos a narrativa com nossas próprias emoções”, explica Carla.

Segundo a educadora, é possível encarar a fantasia como jornada psicológica, quântica ou espiritual, mas ela sempre vai estar voltada para o ser humano real, para que ele se fortaleça emocionalmente através de experiências impossíveis e, muitas vezes, mais profundas que as suas próprias experiências físicas.

“É isso que nos ajuda a lidar melhor com nossos próprios sentimentos e a encontrar saídas nos labirintos da vida. Portanto, pode-se dizer que é encarando o monstro ou a bruxa das narrativas que ficamos mais prontos para encarar os monstros e bruxas que estão aqui fora. Nesse sentido posso dizer que a leitura modula o estresse, apazigua e fortalece” salienta a professora Carla.

Portanto, a experiência da fantasia vai além de uma pura invenção. Ela também se prova uma oportunidade da solidificar e armazenar um conceito ou experiência abstrata; o momento em que a pessoa eterniza parte de si mesmo na idealização.

Jung, fundador da psicologia analítica, já dizia que o pedaço mais profundo da mente humana funciona como um bebê vivendo num ambiente completamente distorcido. É o claro símbolo da ingenuidade de uma pessoa ante o desconhecido, situação que a fantasia (um ambiente seguro) provoca.

E como se não bastasse tudo isso, a fantasia afasta a percepção de solidão. Ela confere atenção e ressalta o fato de que as pessoas sempre formam o coletivismo. Dentro deste universo, elas se relacionam com vários seres, indivíduos e mundos. Essa conversa constitui uma interação com algo para além dos limites físicos.

O lúdico como arma para uma criança driblar a quarentena

Toda essa correlação da fantasia com experiências humanas explicadas aqui prepara o adulto também para o trato com as crianças. A professora Carla Jarlicht defende que o isolamento social pode ser utilizado sabiamente pelos pais para aproximá-los de seus filhos, criando uma construção de memória afetiva entre eles. Ela aponta que ler e brincar é um caminho para isso.

“O brincar e a leitura são atividades extremamente convidativas e essenciais. Tanto uma quanto a outra permitem essa aproximação, esse aconchego, esse encontro de mundos e de afinidades. O brincar é condição de ser criança, é assim que ela lida e organiza seus conteúdos afetivos e vai entendendo melhor o mundo que a cerca. A leitura é, em boa medida, um brincar com a imaginação, possibilitando ainda mais uma ampliação de mundo pelo sem-fim de narrativas que traz” enfatiza Carla.

E o livro é um excelente veículo para conduzir uma criança para dentro da fantasia, do lúdico. Lá, assim como os adultos, elas vão brincar de enfrentar monstros e dragões que vão lhes preparando emocionalmente, de forma divertida e prazerosa, para driblar os monstros da vida real.

Além disso, o livro físico ainda estimula o desenvolvimento cognitivo e sensorial de uma criança – e não apenas dela. Ele envolve a experimentação através do tato, tocar as páginas; do olfato, sentir o cheirinho de livro novo; e principalmente da visão, pois é através dela que absorvem a linguagem e as ilustrações.

“Elas precisam dessa experiência, pois conhecem o mundo assim, sentindo, comendo pelas beiradas (ou se lambuzando mesmo!), através do toque, do cheiro, e a cada virada de página vão adentrando na história a partir daquele suporte. Hoje existem também livros-objeto que proporcionam ainda outro tipo de experiência, surpreendendo o leitor com seus projetos gráficos, ampliando a leitura” explica a educadora.

E o poder cognitivo acaba sendo o maior advento dessa atividade. Pois a experiência de decodificar os símbolos gráficos da linguagem e traduzi-los mentalmente em conhecimento, memória válida, exercita e amplia a potencialidade intelectual tanto da criança quanto do adulto.

A fantasia, portanto, é a arma mais adequada para tirar a quarentena de letra.

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Resenha

The Outsiders – Vidas Sem Rumo

“Quer saber de uma coisa? A vida é dura para todo mundo”

Paulo H. S. Pirasol

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CAPA OUTSIDERS

The Outsiders – Vidas Sem Rumo é um livro escrito pela autora S. E. Hinton publicado pela primeira vez em 1967 pela Viking Press, ganhando uma adaptação para o Cinema em 1983 pelo diretor Francis Ford Coppola (Poderoso Chefão e Apocalypse Now). A editora Intrínseca retornou o livro às livrarias brasileiras em abril com tradução de Ana Guadalupe. Ele foi impresso em edição de luxo, com capa dura, pintura trilateral, tradução e projeto gráfico inéditos, contendo também uma carta da autora e um prefácio de Ana Maria Bahiana (jornalista e crítica de cinema), além de uma entrevista com a autora e uma seção dedicada aos bastidores do filme.

Em 1988, Hinton foi agraciada na primeira edição do Margaret A. Edwards Award, prêmio da American Library Association dedicado às obras voltadas ao público jovem.

Susan Eloise Hinton, nasceu em Tulsa, Oklahoma. Tinha quinze anos quando começou a escrever o livro. A maior parte dele escreveu aos dezesseis, em seu último ano na escola. O livro foi publicado em 1967, causando um tremendo sucesso e dando voz à juventude.

O clássico conta sobre a rivalidade de duas gangues, formadas por jovens, na cidade de Tulsa, em Oklahoma. Nosso narrador e protogonista pertence ao lado dos Greasers, que se opunham contra os Socs.

“— Eu sou um Greaser — começou a cantar Sodapop. — Sou delinquente, sou bandido. Sujo o nome da cidade. Dou porrada. Roubo posto. Sou uma ameaça pra sociedade. E, cara, é bom demais!”

Greaser é um termo pejorativo para se referir a uma cultura estadunidense de trabalhadores pobres marginalizados. Esta etimologia é a base do conflito que existe entre as gangues. Greaser contra Soc não se difere da classe trabalhadora contra a consumista, sendo os dois grupos representantes de um grande extremo de cada.

Para esta juventude, a identidade vai além do visual, é uma questão de “Onde tu vem? A qual família tu pertence? Com quem tu andas?” Definições que estão referentes ao declínio do individualismo nas sociedades em massa, quando o ser se apaga para dar nome e imagem a sua tribo, mesmo ela sendo uma Tribo Urbana.

O surgimento dos Greasers se passa um pouco depois da Segunda Guerra Mundial, quando temos mais uma enfatização extrema do conflitos entre tribos opostas, do orgulho pela identidade e da revolta contra a diferença. A primeira coisa que chama atenção na obra é repararmos que até mesmo crianças nascem e morrem batalhando nesta crise conflituosa.

Existem várias obras que abordam este contexto de criação de diferentes grupos pós-guerra, mas geralmente seus personagens são adultos mais velhos. Em The Outsiders – Vidas Sem Rumo, acompanhamos a vida de Ponyboy, um moleque de quatorze anos, meio mirrado e bastante inteligente, o mais novo Greaser entre os irmãos e o grupo de amigos. Depois da morte dos seus pais, ele passou a conviver apenas com o irmão Sodapop, dezesseis anos, e Darrel, vinte anos.

Tantos os irmãos quanto os outros membros do grupo têm suas características muito bem apresentadas e trabalhadas durante toda narrativa, até mesmo os Soc’s. A autora se preocupa em mostrar que por trás de todo esse uniforme existe uma identidade única em cada individuo. Ela não torna a individualidade o grito da obra, pois está mais concentrada em dizer quem eles são incluindo o uniforme, a convivência de suas diferenças relacionadas numa identidade geral. Ela aborda o todo.

“Naquela hora eu entendi tudo. Soda brigava por diversão, Steve, por raiva, Darry, por orgulho, Two-Bit, para ser igual aos outros. Por que eu brigo?, pensei, e não consegui encontrar nenhum bom motivo.”

Empatia devido a dor

Este ‘conheça a ti mesmo’ na obra só é abordado depois que nos acostumamos com a identidade das gangues. De início, a narrativa te coloca conectado àquele mundo mostrando a violência que as gangues causam entre si, nos instigando a temer quando ambos se encontram ou esperar provocações quando um se refere ao outro. Leva tempo para entendermos que um Soc também tem nome e emoções; e que um Greaser ser cruel não é tão comum quanto parece.

Depois que somos guiados lentamente e cuidadosamente nesta visão mais detalhada do que é um grupo, a composição de pessoas que ali convivem, e que todas possuem suas próprias identidades, somos confrontados a descobrir detalhes tão profundos delas que nem mesmo outros personagens sabiam.

E logo após este choque de olhar para um quadro e enxergar pontinhos, de avistar um grupo em que os membros se vestem parecido tanto nas roupas quanto no penteado e conseguir perceber o sentimento de cada um, nossa visão tribal começa a morrer. Passamos a deixar de enxergar que é uma gangue com imagem, identidade e reputação e vemos personagem por personagem, pessoa por pessoa, dor por dor.

“Quer saber de uma coisa? — Ela me encarou. — A vida é dura para todo mundo”

Um fator arriscado, mas que foi muito bem executado na narrativa, é do narrador ser o Ponyboy. Este menino mais novo coberto de entusiamo pela admiração e amor que tem pela gangue tem um desenvolvimento excelente que acompanha tanto o personagem quanto o narrador. Não conseguimos enxergar a autora, apenas o Ponyboy e, junto dele, nós crescemos esta visão que possibilita enxergar a dor que cada um carrega atrás do uniforme. Mesmo o protagonista, que é membro da gangue, mostra que tem muito a aprender sobre reconhecer a identidade de cada um ali, o que nos ajuda em muito como leitor a ter o mesmo tipo de aprendizado.

“No fim das contas os Socs eram só caras normais. A vida era dura para todo mundo, mas era melhor assim. Assim você sabia que o outro cara também era um ser humano”

A conclusão da história consegue ser ainda mais forte de tudo que foi apresentado. Com leveza, o livro cumpre com tudo que propôs ao chamar a atenção do leitor. O ponto mais alto é que ele desenvolve tanto o leitor. Durante a leitura — mesmo que iniciada e finalizada num único dia — o leitor passa a observar os personagens, as gangues e todo aquele mundo de forma diferente, e quando se dá conta, tanto o personagem quanto o leitor estão diferentes.

Francis Ford Coppola

Em 1980, meses depois da árdua produção e lançamento de Apocalypse Now, uma carta chega nas mãos de Coppola, diretor do acalmado Poderoso Chefão. Junto da carta vinha uma edição de bolso de The Outsiders e uma missiva curta com 301 assinaturas: trezentas de alunos e uma de Jo Ellen Misakin, bibliotecária de uma escola no interior da Califórnia.

A edição de luxo que a Intrínseca apresenta tem esta carta e a reação de Coppola em seu prefácio. Assim que terminaram as filmagens de O Fundo do Coração, Coppola deu início a The Outsiders, que no Brasil ganhou o título Vidas sem rumo. O diretor trouxe a autora para o set para trabalhar com ele na versão final do roteiro, ao mesmo tempo que escrevia O Selvagem da Motocicleta, outro do mesmo gênero.

Coppola infelizmente parece não dar muita conta em adaptar a obra literária para o audiovisual; seus planos são quase sempre bastante abertos, provavelmente pela quantidade de personagens que quer apresentar visualmente, mas acaba perdendo a atenção na concentração que devemos ter ao drama de cada personagem. Quando tenta fechar o plano, movimentando a câmera num ar que indica que agora devemos dar atenção ao diálogo, os atores – mesmo que muito bons – não conseguem acompanhar esta direção e acabam deixando o clímax passar antes mesmo do enquadramento se encontrar.

São raros os momentos em que o filme acerta em dar atenção ao que os personagens dizem, as partes em que consegue enfatizar certa situação são nos momentos violentos; estes conseguem ter muita atenção e até dividi-la com o que os personagens tem a dizer, aí conseguimos achar o drama.

Parece que o diretor teve uma preocupação maior em se perguntar “Como posso mostrar esta história?”, do que em “Como contar?”. Os personagens também são frutos desta característica de composição, tem uma força e ânimo tão de acordo com o fato de serem jovens que não possuem nenhuma pausa em suas palavras, e elas saem como se fossem nada; o filme mostra muito bem que são jovens, mas não que são jovens que precisam ser ouvidos.

Este problema está sempre ligado ao fato de acreditar que uma boa adaptação basta em deixar a história ser contada. É preciso ter a noção de que são meios de comunicações diferentes, portanto torna-se necessária uma estratégia bem elaborada, o que faltou no filme. Fora isto, a importância da criação de uma adaptação para o Cinema começa quando um diretor experiente se interessa e decide trabalhar numa história de gangues em que os personagens são jovens.

A história influência escolhas

É esta atenção que The Outsiders: Vidas Sem Rumo consegue de qualquer um. Sua grandiosidade mostra que até mesmo alguém com nome de peso, no Cinema, pode sofrer dificuldades em recontar a obra, mesmo quando entendem a necessidade de mostrá-la.

Ajudar os jovens a se encontrarem e a poderem ser capazes de enxergar os outros ao seu redor, e melhor ainda, ajudar àqueles de fora a saberem que esta juventude está além de uma generalização básica, é o primeiro passo para que ela permaneça dourada.

Permaneça dourado, Ponyboy.

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HQs

Resenha | Black Hammer

Uma história sobre heróis que foram pagos com a prisão após salvarem a humanidade.

Gustavo Carvalho Cardoso

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Black Hammer é uma HQ escrita por Jeff Lemire e desenhada por Dean Ormston, publicada pela editora Intrínseca em 2018. Jeff Lemire é um dos grandes nomes dos quadrinhos atualmente, criando histórias sombrias com tramas envolventes e com personagens cativantes.

Há 10 anos um grupo de heróis salvou Spiral City de um inimigo chamado Antideus, porém, este feito foi pago com a liberdade. Os heróis foram banidos para uma fazenda em uma pequena cidade prisão.

A HQ é uma homenagem às antigas histórias em quadrinhos que eram lançadas pela Marvel e pela DC. Os heróis são bem definidos e são quase uma paródia de heróis que já vimos em outros lugares como o Abraham Slan que é quase um Capitão América sem soro de supersoldado.

Os personagens têm camadas bastante distintas, propiciando choques de realidade e problemas familiares entre os membros, que é o que os torna muito humanos. É fácil se conectar com a trama, pois ela é bem engajada e as páginas passam rápido, fazendo o leitor mergulhar nesta história sombria e cheia de mistério.

Presos em uma prisão fora da realidade, eles têm que se misturar aos humanos de uma pequena cidade, o que leva os heróis a adotarem uma mentira conjunta. A verdadeira missão de suas vidas então começa, pois, além de terem que lidar com seus próprios traumas, terão também quem lidar com os traumas de seus colegas, como uma família.

A subversão de heróis poderosos a chefes e integrantes de uma família faz com que a história tenha um tom mais pesado, fazendo com que cada página seja uma surpresa nova.

Black Hammer é muito bem desenhada e cada personagem tem um estilo de desenho único para se encaixar com a trama que ele traz, como a Madame Libélula que apresenta um traço mais sombrio baseado nas HQs antigas de terror.

A HQ resgata a humanidade dos super-heróis ao mesmo tempo que discute a linha tênue que os faz ser vistos como monstros quando não são mais necessários.

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Livros

Livros nas Praças retorna como delivery no RJ

Ônibus que não circulava desde março volta à atividade.

Mylla Martins de Lima

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O projeto Livros nas Praças, que torna a leitura acessível através dos ônibus-biblioteca, voltou a funcionar na última semana, no Rio de Janeiro, mas agora com o serviço de delivery. Antes o ônibus formava pontos de leitura em praças.

Agora o aluguel funciona da seguinte forma: os moradores da cidade solicitam os livros pelo site e eles chegam na residência gratuitamente. Depois de escolher a leitura, o segundo passo é mandar uma mensagem para o número (21) 99419-8869 via WhatsApp, contendo o título ou o código da obra solicitada junto do nome completo e endereço do solicitante.

O acervo possui livros de todas as faixas etárias e cada leitor pode pedir apenas um exemplar por vez. Ele deve ser devolvido em 30 dias, mas o prazo pode ser prorrogado caso a leitura não tenha sido concluída.

Para fazer a devolução basta retornar no mesmo número em que a leitura foi solicitada e ela será retirada em casa sem custos.

O projeto é uma iniciativa da empresa Korporativa e patrocinado pela rede Americanas.

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