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Livros

[Resenha] Amor No Ninho um romance de Maribell Azevedo

Lais Gregório

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Amor no Ninho

Um livro difícil de se ler já que eu só chorava, eu li esse livro em plena tpm e ele é muito fofo, um romance proibido, um tipo de amor infernal, imagina como deve ser amar uma pessoa que você foi ensinada a ver como irmão, criada ao lado, crescer, viver, dói só em pensar.

Ela sabia que não podia se apaixonar, sabia que era errado, mas como evitar? A questão é, ele também a amava. Estamos diante do tipo de leitura que eu amo! Não que isso vá me influênciar, mas a questão é, a história é maravilhosa, a escrita não se tornou em nenhum momento cansativa, e o final foi maravilhoso. Definitivamente é o tipo de livro que os amantes de um bom romance devem ler.

“Num mesmo ninho, podem nascer diferentes tipos de amor.
Em sua chegada à casa dos Harrison, Marina é tomada por um grande impacto ao conhecer seu novo irmão adotivo, Daniel. Os vívidos olhos azuis do garoto a fascinam de imediato, e, à medida que o tempo passa, ela se sente cada vez mais atraída por ele, descobrindo brotar em seu coração a semente de um amor proibido.
Quando vê seu desejo tornar-se incontrolável, ela precisa decidir se continua vivendo à sombra de uma máscara ou se aceita o desafio de revelar seus sentimentos…
Mas o futuro é traiçoeiro e repleto de armadilhas. Será que, para viver este amor, ela estará preparada para enfrentar o preconceito da sociedade e as surpresas que o destino lhe reserva?”

A Universo acertou em cheio, a capa é linda, e a leitura explendida, você vai se ver dentro do livro com uma facilidade e se apaixonar tão rápido, garanto que não vai se arrepender.

9.5

Hitória

9.5/10

Escrita

9.5/10

Conclusão

9.5/10

Tantos desafios a gente enfrenta, mas nada comparado ao que o mundo da leitura e seus personagens já passaram. Carioca e perfeitamente viciada em ler.

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Resenha

Resenha | O Homem de Giz

Título remete à metáfora sobre reflexão humana: enxergar no espelho as próprias características.

Rodrigo Roddick

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Os adultos carregam desde a infância seus medos, desejos e experiências e tudo isso se sintetiza em uma marca que chamamos de personalidade. O Homem de Giz vem acrescentar mais material para enriquecer esta discussão. Com um pano de fundo criminal, C. J. Tudor conduz o leitor para uma investigação de sua própria identidade.

“Quero que tudo isso não passe de um pesadelo terrível. Mas a realidade é sempre mais difícil e cruel”

Publicado em março de 2018 pela editora Intrínseca, o Homem de Giz é o romance de estreia da britânica C. J. Tudor, que passeou por diferentes profissões até se encontrar na escrita. A história, que possui o gostinho de Stranger Things e It – A Coisa, gira em torno de um assassinato de uma jovem de dezessete anos que mantinha relacionamento com um homem mais velho. A narrativa é conduzida por Eddie, o personagem principal, que vai contando as peripécias de sua gangue, como ela se envolveu com crime e como eles cresceram com isso.

A autora também escreveu O que aconteceu com Annie e participou de um debate na 19ª Bienal do Livro Rio que aconteceu este ano junto de Raphael Montes. Além de confessar que escreve livros de terror porque é uma maneira de conversar com seus medos, ela mais uma vez enfatizou a sua grande inspiração em Stephen King; e não apenas com palavras. Tudor estava usando uma camiseta com as duas meninas de O Iluminado.

Arena #Semfiltro: encontro entre C.J. Tudor e Raphael Montes

“Amigos de verdade são pessoas que você ama e odeia na mesma medida, mas que são parte de você tanto quanto você mesmo”

Por esse motivo, não é mistério algum que o leitor de Tudor vá encontrar forte influência de Stephen King em O Homem de Giz. Isso se torna ao mesmo tempo instigante e um pouco anticlímax. Porque se a pessoa for um fã de King – o que provavelmente deve ser, se gosta de leituras de horror – ela vai adivinhar facilmente alguns pontos da história, como o assassino, por exemplo.

“Todo mundo erra. Todo mundo tem o bem e o mal dentro de si”

Entrementes, O Homem de Giz se prova uma verdadeira busca por nossa identidade. Enquanto humanos, as pessoas manifestam sempre a tentativa de se compreender através do que os outros veem delas misturado a uma concepção do que elas fazem delas mesmas e ainda de acordo com os seus sentimentos, aos quais dão atenção comedida. Mas poucas pessoas realmente se consultam com um psicólogo para encarar essa busca com mais seriedade e profundidade; poucas leem livros com essa finalidade e uma parcela menor ainda sabe que está fazendo isso.

“Afinal, quem somos nós além da soma de nossas experiências, das coisas que aprendemos e colecionamos ao longo da vida? Sem isso, não passamos de um conjunto de pele, ossos e vasos sanguíneos”

Tudor propõe que olhemos para trás, para nossa infância, de modo a compreender o momento que originou tal comportamento, ou o acontecimento que nos fez temer alguma coisa, até mesmo uma pequena rixa que nos fez odiar para sempre uma pessoa. Acontece que tudo na vida nos marca. Talvez desenhar homenzinhos de giz seja uma forma do subconsciente nos mostrar que queremos – ou precisamos – conversar com nosso interior.

“Esse é o problema com adultos: às vezes não importa o que você diga, eles só ouvem o que querem ouvir”

Outro debate bem interessante ao qual a autora convida o leitor é sobre a morte. Além de presenteá-lo com os pensamentos das crianças em relação a este tema, ela, ao mesmo tempo, aponta esta questão: como os pequenos lidam com a morte? O assunto no livro é tratado da maneira mais orgânica que se pode imaginar. Para isso basta analisar como ela é vista no cotidiano. Tudor mostra como ela, a mais temida pelo ser humano, fica escondida no meio de um monótono dia a dia e como as pessoas estão mais preocupadas em se iludir. Também faz questão de lembrar aos esquecidos que eles um dia morrerão, querendo ou não.

“A morte não aceita argumentos. Nenhum apelo final. Nenhum recurso. Morte é morte, e ela detém todas as cartas”

O leitor de Tudor não vai encontrar neste romance um thriller policial vibrante em que as pistas vão apontar resultados eletrizantes. Ela trabalha com a causalidade e transmite isso muito bem ao colocar elementos triviais como fechamento dos casos. Ou seja, ela brinca com as conjecturas do espectador, que, de tão acostumado pela mídia, espera uma reviravolta de outro planeta, mas descobre que o resultado, na verdade, é algo bem comum; algo que poderia acontecer no cotidiano de qualquer pessoa, inclusive no dele.

“As pessoas sempre vão trapacear, Eddie. E sempre vão mentir. Por isso é muito importante questionar tudo. Sempre tente enxergar além do óbvio”

A autora escreve com uma leveza gostosa que é, ao mesmo tempo, estranha ao tema morte. Além disso a fluidez que ela aplica em suas palavras é o que te faz ler cem páginas, acreditando que leu dez. A forma como funciona a mente da escritora no processo criativo é uma beleza à parte, pois evidencia como ela sabe contar uma história. Tudor é muito gentil nas palavras, assim como Neil Gaiman – deve ter alguma coisa na água dos britânicos [risos] – pois mesmo quando narra acontecimentos sangrentos e violentos, o faz com uma leveza inacreditável.

“Fazemos perguntas esperando que nos digam a verdade que queremos ouvir”

Outro ponto muito positivo são os personagens. É impossível não se apaixonar por eles. Cada um mais peculiar que o outro. O leitor sente que não está lendo, mas participando do diálogo deles, conversando com eles. Este fator é muito importante, porque sem personagem não tem história.

O Homem de Giz chega ao leitor com a promessa de contar um caso policial, mas termina a narrativa fazendo-o pensar na própria existência.

9.5

Hitória

9.5/10

Escrita

9.5/10

Conclusão

9.5/10
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Livros

Mês do Horror | Conheça 7 autores que fomentam a literatura macabra

Aproximação do halloween evidencia escritores que flertam com o sombrio.

Thaís Rossi

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Estamos no mês mais assombroso do ano! Para comemorar essa data horripilante, trouxemos a lista de autores que nos transportam para tramas sangrentas, intrigantes e marcantes, cada vez que viramos as páginas de suas obras.

O medo, o horror, o fantástico sombrio e as lendas dark fascinam pessoas desde quando a humanidade começou a contar a histórias e descobrir o poder escondido nelas. Estas vertentes despertam sentimentos que residem na obscuridade de nossa mente… contudo é mais seguro explorá-los em obras fictícias que experimentá-los na vida real.

Conheça agora sete autores contemporâneos que mantêm nosso convívio com o mundo sombrio uma experiência deliciosa – e segura.

1. Neil Gaiman


O autor nasceu em 1960 na cidade de Portchester, na Inglaterra. Desde pequeno sempre demonstrou uma ligação especial com histórias em quadrinhos. Como jornalista, se tornou crítico de HQ e aos vinte anos teve seu primeiro título Violent Cases publicado pela editora inglesa Titan. O escritor é responsável por obras consagradas como Coraline, sua edição sombria de João e Maria e os levantes de sua carreira: Sandman e Morte.

Destinada aos amantes de HQs que não são chegados a histórias de heróis, Sandman tornou-se o carro-chefe do selo Vertigo/DC, além de render a Gaiman reconhecimento mundial, diversas críticas positivas e vários prêmios prestigiados, incluindo o World Fantasy Award.

Nos dias de hoje, além de se dedicar às suas obras, Neil Gaiman também atua como roteirista e diretor das adaptações de suas histórias para as Telinhas. As séries Belas Maldições e Deuses Americanos estão entre as mais procuradas no canal de streaming Amazon Prime. Sandman está sendo adaptada para uma série e, em breve, terá sua estreia através da Netflix.

2. J. K. Rowling

Quem vê o sucesso estonteante da autora não imagina o caminho tortuoso que ela percorreu até se tornar a mãe dos bruxos mais famosos do mundo.

Nascida em 1965, na cidade de Yate, na Inglaterra, Joane sempre foi uma leitora voraz. Com uma mãe doente e um pai com quem mantém, até hoje, uma relação afastada, ela tinha nos livros o seu refúgio da realidade. Entre mudanças de países, um divórcio conturbado, a falta de emprego e as dificuldades de ser mãe solteira nasceu Harry Potter e, junto dele, o legado de J. K. Rowling.

O primeiro livro da saga foi publicado em 1997 com apenas mil cópias impressas, desbancando diversas obras famosas da época. O livro, As Relíquias da Morte, quebrou todos os recordes de venda com onze milhões de exemplares vendidos em menos de 24h nos EUA e no reino Unido. Os três primeiros livros da autora venceram, consecutivamente, o prêmio Nestlé Smarties Books Prizes, tornando Rowling em a única autora a ganhar três prêmios seguidos.

O sucesso foi tão grande que a Warner Bros Comprou os direitos para o cinema, transformando a história em um fenômeno cinematográfico em 1998. Os oitos títulos renderam à companhia mais de oito bilhões de dólares em bilheteria.

3. Stephen King

Nascido em setembro 1947 na cidade de Portland, nos Estados Unidos, Stephen King começou sua saga no mundo da escrita aos 19 anos, quando começou a escrever colunas semanais para o jornal da faculdade.

Após se graduar, em 1970, King começou a lecionar inglês para o ensino médio e nas horas vagas escrevia histórias curtas para revistas locais. Seu primeiro livro publicado foi Carrie no ano de 1974, seguido por A Hora do Vampiro em 1975. A partir daí começou a trilhar sua carreira de escritor.

Stephen King tornou-se o autor de diversos best-sellers, publicou mais de cinquenta romances, quase todos nos gêneros de terror e de fantasia. É um dos autores mais adaptados para o cinema e televisão, como a série Under The Dome. O seu livro A Zona Morta originou a série da Fox com o mesmo nome. Escreveu roteiros de episódios para a série Arquivo X, entre eles, Feitiço, da quinta temporada.

A próxima obra do autor a ganhar uma produção audiovisual é Doutor Sono, com estréia prevista para 8 de novembro. O filme é a sequência de O Iluminado, que contou com a atuação emblemática de Jack Nicholson.

Em 2003, Stephen King recebeu a Medalha Nacional da Fundação do Livro, por sua contribuição à literatura americana. Em 2014, Stephen lançou Revival, romance gótico pop sobre um roqueiro amaldiçoado por um estranho amigo de infância.

4. André Vianco


O autor de Osasco nasceu em janeiro 1975 em São Paulo. Começou a carreira trabalhando como redator para o departamento de jornalismo da Rádio Jovem Pan, permanecendo lá por dois anos. Ele também tinha um emprego de meio-período em uma empresa de cartões de crédito. Publicou por conta própria seu romance de estreia O Senhor da Chuva em 1998.

Após ser demitido da empresa de cartões, André Vianco usou o dinheiro do FGTS para publicar o livro que veio a ser seu primeiro best-seller. E assim nasceu Os Sete, em 1999, livro que foi sucesso de crítica e de vendas, com mais de 50.000 exemplares comercializados até 2008. O livro chamou a atenção da editora Novo Século, que o reeditou um ano depois e foi responsável por publicar muitas das obras subsequentes de autor.

Em 2016, Vianco assinou com a Editora Aleph para relançar todos os seus trabalhos antigos. No mesmo ano teve seu primeiro romance de ficção científica, Dartana, publicado pelo selo Fábrica231 da Rocco. Em 29 de maio de 2017, o autor anunciou em sua página no Facebook que o acordo com a Aleph veio a ser cancelado por razões não esclarecidas e que suas obras anteriores seriam então relançadas pela LeYa Brasil. A editora publicou seu décimo-sétimo romance (e vigésima-terceira obra literária como um todo) Penumbra no halloween de 2017.

André Vianco é o fundador e CEO da iniciativa Vivendo de Inventar, onde ministra aulas sobres técnicas de storytelling e fornece dicas sobre o mercado editorial, além de oferecer oportunidades literárias para que seus alunos, também escritores, tenham a chance de serem publicados. O livro O Lado Sombrio do Sítio é a obra mais recente do projeto de Vianco. Ele esteve em uma sessão de autógrafos na 19ª Bienal do Livro Rio ao lado dos autores da antologia.

5. Raphael Montes


O queridinho que marcou o thriller policial nacional nasceu em setembro de 1990 na cidade do Rio de Janeiro. O escritor, que também é formado em direito, começou a escrever desde a adolescência e teve diversos contos publicados na Playboy, na antologia Rio Noir e na prestigiada revista americana Ellery Queen’s Mystery Magazine.

Aos 20 anos chocou a crítica e o público com o romance Suicidas, um suspense policial que o levou à final do Prêmio Benvirá em 2010, ao Prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Em 2017, Suicidas foi publicado em nova edição pela Companhia das Letras.

Aos 24 anos, publicou Dias Perfeitos, que se tornou um fenômeno e levou seu nome para fora do Brasil. O romance teve os direitos de tradução vendidos para 22 países e foi escolhido como Livro do Mês na Amazon norte-americana. No exterior, o livro mereceu resenhas em jornais como The Guardian e Chicago Tribune, recebeu elogios de autores internacionais e foi considerado uma espécie de Irmãos Coen brasileiro.

Em agosto de 2015, a editora Suma lançou O Vilarejo, que o fez ser comparado ao mestre do horror Stephen King. Em 2016, foi a vez de Jantar Secreto, integrando a lista de mais vendidos daquele mês e com direitos de tradução vendidos para França, República Tcheca, Espanha e Polônia. E em maio deste ano, a Companhia das Letras trouxe aos leitores Uma mulher no escuro.

Durante a 19ª Bienal do Livro Rio, Raphael Montes chocou o público literário ao revelar que ele, junto de Ilana Casoy, eram “Andrea Killmore”, a misteriosa autora por trás do livro Bom dia Verônica, relançado em 19 de setembro deste ano com o nome dos dois escritores na capa. O livro está sendo adaptado como série pela Netflix.

6. C. J. TUDOR

C. J. Tudor nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. O amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo, não é à toa que suas inspirações são Stephen King e Jame Hebert. Ao longo dos anos, assumiu várias profissões como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães, mas foi na escrita que se encontrou.

Seu primeiro livro, O Homem de Giz – que em breve vai receber uma resenha do Cabana – foi lançado em 2018. Em entrevista na 19ª Bienal do Livro Rio a autora confessou que a inspiração do livro surgiu através dos desenhos de giz que sua filha fazia pela casa.

Em maio deste ano, O que aconteceu com Annie foi publicado pela editora Intrínseca no Brasil. O livro foi tema da caixa 006 do Clube Intrínsecos e encabeçou por duas semanas a lista dos mais vendidos pela editora.

7. Anne Rice


Howard Allen O’Brien
, nasceu em 1941 em New Orleans, nos estados unidos. Adotou o nome Anne ao entrar na escola, pois achava que seria mais fácil se enturmar com um nome mais ‘comum’. Mudou-se para o Texas em 1958, dois anos após a morte de sua mãe, pois seu pai se casou novamente. Foi lá que ela conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice. Casou-se em 1961 e a partir daí passou a usar o nome que escolheu para si junto ao sobrenome do marido.

Formou-se em escrita criativa pela Universidade de São Francisco e já escreveu cerca de 19 livros. Seu romance de estreia, Entrevista com o vampiro (1976), já foi se configurando como um grande best-seller, ganhando até adaptação para o cinema. O livro deu origem a uma série literária sobre  vampiros, intituladas As Crônicas Vampíricas, que incluem cerca de doze volumes.

Debruçada sobre a fantasia, o forte da autora é criar personagens sobrenaturais que procuram, através da essência literária gótica, promover uma espécie de “subcultura vampírica” que  mescla morte  e sexualidade.

Em seus livros a autora costuma brincar com a humanidade primitiva de seus vampiros. Por isso eles são indivíduos com suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos. São como uma exacerbação do homem, uma metáfora à sede de sangue que permeia a humanidade. Sua especialidade é mostrar o quão pesado é o fardo da imortalidade através da visão de cada um dos seus personagens.

Um dado curioso sobre Entrevista com Vampiro é que ele foi escrito em uma semana, logo após o falecimento de sua filha por leucemia. Para homenageá-la, Anne Rice criou a personagem Cláudia. Quando a obra chegou às telas dos cinemas, a autora estava no por trás do roteiro e acompanhando a produção de perto.

Em 2005, Anne Rice anunciou que, após o falecimento de seu marido Stan Rice, ela deixaria de escrever obras sobre vampiros, bruxas e outros seres fantásticos e que agora iria se dedicar a outros gêneros literários.

9.5

Hitória

9.5/10

Escrita

9.5/10

Conclusão

9.5/10
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Livros

O Médico e o Monstro sobrevive no imaginário do século XXI

Conto investiga a fragmentação da mente humana em paralelo com sua animalidade natural.

Rodrigo Roddick

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Em tempo de lançamento de O Médico e o Monstro e Outros Experimentos pela Darkside Books, que, como sempre, faz um excelente trabalho editorial, uma pergunta fica evidente: como uma obra escrita há mais de um século ainda consegue ser tão presente nas manifestações artísticas atuais? 

Escrito em 1886 por Robert Louis Stevenson, o conto vai compor o arsenal de histórias da Darkside que visa discutir as facetas da mente humana. A maioria dos leitores conhece o enredo: um cientista que faz uma experiência para expandir o potencial humano, mas ela dá errado e ele se transforma em uma fera.

O tema foi o principal combustível por trás do sucesso desta história, que se tornou muito popular já na época de seu lançamento, vendendo mais de 40 mil cópias. Para os padrões atuais, este número não significa muita coisa, contudo, no final do século XIX poucas pessoas sabiam ler. Em menos de um ano, porém, o conto virou peça teatral, expandindo os horizontes que ele podia alcançar.

Como resistir à ideia de um homem normal, um cientista, explorador das miríades naturais, se tornar uma fera esquisita e perder toda a sua humanidade? Impossível. Por mais que não queiramos admitir, nossa dita humanidade é composta não apenas por nossas faculdades intelectuais como também de instintos, impulsos orgânicos, estímulos, sentidos… ou seja, temos uma parte totalmente selvagem. E esta metade – que, na verdade, se prova bem maior que 50% – nos lembra o tempo inteiro que somos muito mais animal que racional. Uma realidade inegável que fazemos questão de esquecer. Por quê?

É exatamente essa discussão que o conto sobre Dr. Jekyll e Hyde evoca, por isso é tão inescapável. O debate, na época vitoriana, sobrevivia da dualidade proposta pelos dogmas religiosos sobre o bem e o mal como também sobre a ética rígida entre decoroso e o indecoroso. Todavia, como a obra permaneceu viva e atravessou os séculos, este duplo alicerce foi sofisticado para o permitido e o proibido como o que é socialmente aceito e o que não é.

O espectador então, diante desta obra, percebia que experimentava o reflexo do que eram; que todas as pessoas, inclusive ela própria, possuíam desejos reprimidos e que se eles fossem liberados revelariam sua imagem animalesca que sempre foi condenável e afastada da concepção do que é humano.

O debate ainda continua na atualidade sustentado pelas grandes mídias. O cinema foi uma grande ferramenta de maximização desta obra.

Primeiramente em versões preto e branca, mudas, e depois coloridas e com falas, a história sobre a dualidade do ser humano propiciou inúmeras manifestações na literatura, na televisão e, é claro, no cinema. Você, inclusive, já conhece algumas delas.

Nas HQs, o Médico e o Monstro pode ser vista na Liga Extraordinária (posteriormente adaptada para o cinema), de Alan Moore, no X-men, com o personagem Fera, e nos Vingadores, com o famoso verdão Hulk. Nestes três exemplos, a brincadeira entre o homem e o animal está bem visível e remota diretamente ao conto de Stevenson. O cinema também traça sua homenagem em Van Helsing, que logo no início do filme confronta o clássico cientista que se transforma em monstro.

Todavia a investigação sobre a mente humana é um trabalho infinito, portanto mais obras exploraram os múltiplos caminhos que o conto poderia ir. Logo no Duas-Caras, o vilão icônico do Batman, a influência serviu para revelar como o homem consegue mudar de face devido ao meio que habita e como isso, às vezes, vira uma marca permanente, como no caso do vilão que tem todo um lado corroído por ácido.

No Clube da Luta, Chuck Palahniuk oferece aos leitores um personagem com dupla personalidade, uma sofisticada forma de aplicar Dr. Jekyll e Hyde nos dias contemporâneos, além de remontar a discussão sobre a dualidade da mente humana. Este tema é amplificado em Fragmentado, de M. Night Shyamalan, em que o público é confrontado com um personagem, não com duas, mas com 23 personalidades distintas.

Apesar de provocar frisson e ser considerada um distúrbio de múltipla personalidade, o filme busca apenas explicitar de forma clara e visível que o ser humano não oscila apenas entre o bem e o mal, mas assume diversas faces enquanto experimenta o mundo que chama de viver. É não é essa a verdade? A cada momento assumimos uma postura diferente para lidar com determinadas circunstâncias. Suavizamos este acontecimento com diversas explicações – de básicas a filosóficas – mas entendemos, com conhecimento de causa, que somos realmente fragmentados.

A investigação sobre a mente humana dá muito pano para manga, mas sem dúvida o debate foi acentuado em 1886 com a chegada do Médico e do Monstro.

9.5

Hitória

9.5/10

Escrita

9.5/10

Conclusão

9.5/10
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