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Rodrigo Roddick

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Esquecer. Uma palavra que pode acalentar um coração sofrido, mas também apagar a existência de uma pessoa. É com essa premissa que “Oblivion Song – A Canção do Silêncio” – que não por acaso é “Canção do Esquecimento” em tradução livre – constrói sua narrativa profunda sobre uma pergunta que a agente se faz em algum momento da vida: 

O que há além da morte?

Apesar de estar subliminarmente envolvido na trama, o leitor já consegue entender o tônus da história ao se deparar com o autor. Robert Kirkman nada mais é que o criador de The Walking Dead, a aclamada série de zumbis baseada nas HQs que conquistou o prêmio Eisner 2010 de Melhor Série Continuada – ela fala exatamente do que mesmo? Morte. Junto do ilustrador italiano Lorenzo De Felici, Oblivion Song Vol. 1 surgiu no mundo das novelas gráficas através da editora Intrínseca (no Brasil), em abril deste ano.

Oblivion Song – A Canção do Silêncio, embora tenha o mesmo tema que The Walking Dead, possui outro enredo e trama. A história se passa em uma dimensão alienígena para onde cerca de 300 mil habitantes da Filadélfia foram transportados misteriosamente. Este dia ficou marcado na memória dos remanescentes da Terra como “Transferência”. Na intenção de recuperar as pessoas desse lugar hostil – porque os aliens são selvagens – alguns cientistas desenvolveram um dispositivo capaz de viajar para este “outro lugar”. O principal criador desta tecnologia é Nathan Cole, que, após dez anos do acontecimento, ainda insiste em viajar para Oblivion resgatar os que ainda estão lá, mesmo com interrupção dos subsídios governamentais. Existe também uma motivação pessoal para ele querer voltar.

Se a história trata de uma dimensão alienígena, como então está falando da morte?

Na verdade, tocar no assunto morte é falar sobre a vida. A única coisa que temos certeza que fica depois que uma pessoa se vai é a lembrança dela, um pequeno eco de uma voz não mais ouvida… silêncio. Portanto é fácil identificar a profundidade da obra através de seu título, que exprime exatamente essa ideia.

A canção do silêncio é a memória que temos das pessoas que já faleceram.

A razão de Nathan Cole querer voltar a Oblivion para resgatar pessoas é justamente porque seu irmão está preso naquela dimensão. Ao criar esta motivação no personagem, Kirkman constrói um paralelo com o que a gente sente quando perdemos alguém que amamos. Tentamos desesperadamente fazer com que esta pessoa retorne.

Porém, quando Nathan finalmente encontra seu irmão, este se revela em paz. Mas como ele poderia estar bem em um mundo caótico? Assim como em The Walking Dead, as pessoas que permaneceram em Oblivion se adaptaram a uma nova realidade e os dez anos que passaram as transformaram. Elas não são mais os mesmos indivíduos de antes. Não desejam voltar para Terra por uma simples razão… Voltar para fazer o quê? Trabalhar em escritórios?

Este é outro ponto brilhante da mente genial de Kirkman. Suponhamos que ao morrermos, nós iremos para outro lugar – não necessariamente um paraíso – então imagine que neste lugar você aprende a aceitar que “não está mais vivo” ou descobrisse o real sentido de estar ali. Você iria querer retornar à vida?

É por isso que a história se chama “Oblivion”. Quando morrermos, se nossa consciência ainda existir, o melhor que poderíamos fazer é esquecer que um dia fomos vivos. Provavelmente sofreríamos se soubéssemos que estamos mortos. Por isso, Oblivion pode ser um lugar que nos ofereça paz. A Canção do Silêncio remete a essa palavra. Talvez a paz seja essa música silenciosa que ressoará através de nós quando nos formos daqui. 

Talvez a paz seja o esquecimento.

Para além da profundidade tocada por Oblivion Song, o leitor ainda é convidado a se questionar sobre duas vertentes intrínsecas à ficção-científica: existe vida fora da terra? Existem outras dimensões? Desse modo, Robert Kirkman mantém vivo aquilo que faz o homem caminhar: as perguntas.

No dia que deixarmos de questionar, estaremos mortos.

Um dos seres alienígenas

Ao mesmo tempo que nosso “eu interior” conversa com a premissa da obra, somos cativados pelo excelente jogo de cores que a arte-finalista Annalisa Leoni magicamente distribuiu nas imagens. O tom esverdeado nos lembra que estamos lendo uma história sobre alienígenas; o roxo nos mantêm conectado ao assunto “outra dimensão” e o amarelo nos faz pensar em “vazio” (esquecimento). É delicioso explorar este trabalho que, de tão bem feito, evidencia que as cores também contam histórias.

Nathan Cole

Uma obra tão rica e grandiosa como esta não poderia ficar somente nos gibis. A Intrínseca divulgou em seu blog que a Universal Pictures e Skybound Entertainment vai produzir uma versão cinematográfica de Oblivion Song, mas ainda não se sabe quando os cinéfilos poderão apreciá-la, pois até o momento não há previsão de lançamento. 

Oblivion Song – A Canção do Silêncio, além de entreter, conversar com interior dos leitores e provoca grandes questões sem respostas, ainda desfila uma série de sensações maravilhosas durante a leitura. Somos permeados pelo sabor agridoce que ocorre ao lembrarmos de alguém que já faleceu; pela alegria do reencontro com esta pessoa; e também sentimos que damos mais um passo para a aceitação do inevitável:

Um dia vamos morrer e isso não vai ser ruim.

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Resenha

João e Maria

Livro: o prestigiado Neil Gaiman e o incrível Lorenzo Mattotti se encontram para recontar um clássico.

Mylla Martins de Lima

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Capa Cabana do Leitor

João e Maria é uma adaptação de um dos contos dos Irmãos Grimm feita por Neil Gaiman e ilustrada por Lorenzo Mattotti. O livro foi trazido para o Brasil através da editora Intrínseca em 2015.

Embora todos conheçam a história, revisitá-la vale muito a pena, pois um olhar menos infantil acaba tornando tudo mais chocante. As ilustrações de Lorenzo fazem com que essa experiência seja ainda mais tensa, enquanto a escrita de Gaiman apresenta toques pessoais muito sutis.

Não houve mudanças extremas durante a narrativa e o clássico só ganhou olhares mais maduros, sem interferir na personalidade dos personagens. O foco é na crueldade dos pais e da ”bruxa”, que sofre uma repaginada e é apresentada em uma versão mais realista, sem muita fantasia e misticismo, como uma senhora canibal e exploradora. Reler desse ponto de vista é realmente perturbador.

“As crianças dormiam em montes de feno. Os pais, em uma cama antiga que pertencera à avó do lenhador. João acordou no meio da noite com uma dor aguda e vazia na barriga, mas não disse nada, porque sabia que tinha pouca coisa para comer. Ele manteve os olhos fechados e tentou voltar a dormir. Quando dormia, não sentia fome”

Um lenhador e sua esposa com dois filhos vivem em uma cabana muito próxima à floresta. Apesar do estilo de vida humilde, sem qualquer tipo de luxo e muito trabalho braçal do homem, a comida nunca faltou. Foi quando a guerra se instaurou no local que veio a escassez, e com ela, a fome.

João foi quem ouviu os planos da mãe de ”esquecê-los” na floresta, pois seria mais fácil sobreviver dois que quatro. Essa é uma das cenas enfatizadas por Gaiman. Apesar de contestar de primeira, o pai logo se cala, mostrando-se submisso à loucura da mulher, levando seus filhos para um ”passeio” assim que acordaram.

”Somos quatro — disse a mãe. — Quatro bocas para alimentar. Se continuarmos assim, vamos todos morrer. Sem as bocas a mais, eu e você teremos chance.

[…] — Se você não comer —  respondeu a mulher — , não vai conseguir brandir o machado. E, se não conseguir cortar uma árvore ou levar lenha para a cidade, todos morreremos de fome. É melhor morrerem dois do que quatro. É só questão de matemática, uma questão de lógica”

O final desse conto todos já devem saber, mas o desenrolar dela pelas palavras de Gaiman é realmente impressionante, destacando as horas de medo e descrença, como é o caso da argumentação tão fria da mãe que convence seu marido a sacrificar seus filhos em troca de sua própria sobrevivência.

Nas últimas páginas do livro, uma contextualização do conto ao longo do tempo é feita. É muito interessante a causa de sua transformação! A crueldade não se restringe à ficção, já que no medievo, durante a Grande Fome, famílias simples como a do livro, costumavam abandonar seus filhos ou pior, alimentarem-se da carne deles. A prática de canibalismo era muito comum nesse período.

Essa edição é muito bonita e sua ilustração a torna ainda mais incrível, dando um clima medonho ao que já faz parte de um cenário de horror, mas que a mente inocente infantil não entendia.

Um presente aos fãs de Gaiman e um convite para aqueles que não conhecem o autor.

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HQs

Resenha | Aprendendo a cair

Uma belíssima grafic novel comovente e com diálogos sem filtro.

Mylla Martins de Lima

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A editora Nemo acaba de lançar mais uma HQ emocionante contada do ponto de vista de um jovem com necessidades especiais. Escrita pelo alemão Mikael Ross, esse quadrinho é tão profundo quanto a história por trás dele.

Aprendendo a cair tem sua origem no aniversário de 150 anos da Fundação Evangélica Neuerkerode, que gere uma cidade pequena composta por cidadãos que, em sua maioria, sofrem de algum tipo de transtorno mental. O mais interessante em meio a toda essa novidade é que essas pessoas, mesmo com suas peculiaridades, possuem uma vida como de qualquer outra, com seus empregos, lazeres e afazeres.

O quadrinho foi encomendado para Mikael em comemoração a essa data tão especial, e o mesmo levou muito a sério, morando durante um certo período no local para entender a vida dessas pessoas e o cotidiano de cerca de 800 habitantes. Feita sua pesquisa de campo, a história levou mais dois anos e meio para ser finalizada e terminar nessa edição incrível, com uma história tão cativante, que deixa o leitor morrendo de vontade de viajar para conhecer as personalidades tão fofas e engraçadas mencionadas na narrativa.

A grafic novel foi lançada na Alemanha em 2018, e um ano após sua publicação, a mesma foi a vencedora do maior prêmio de quadrinhos local, o Maz und Moritz, entregue durante a Mostra Internacional de Quadrinhos de Erlangen, feita a cada dois anos.

A história de Aprendendo a cair é contada pela perspectiva de Noel, um menino que ama AC/DC e sonha em tocar guitarra. Com a morte repentina de sua mãe, e sem seus familiares por perto, sua vida sofre uma grande mudança e ele acaba tendo de ir para longe de Berlim, morar em Neuerkerode.

Nesse centro de cuidados, o menino conhece outras pessoas como ele e, mesmo sendo a primeira vez que Noel fica longe de sua mãe, ele se diverte, faz amizade e até se apaixona… por ser tudo muito novo, cada dia da vida do menino é muito intensa! As suas descobertas são contadas em poucas páginas, fazendo os capítulos ficarem bem curtos e facilitando a degustação do público.

A arte dessa obra é apaixonante! A edição é toda colorida, feita com muito carinho e capricho, como tudo da editora. As ilustrações têm traços muito particulares, usando marcadores e lápis de cor para dar textura na finalização. Não poderia ter ficado melhor ou combinado mais com os personagens e o tom como o autor quis narrar a trama.

Aprendendo a cair é uma história de superação, que diverte, encanta com personalidades inesquecíveis e humor bem leve e aquece o coração de quem lê. A HQ arranca sorrisos de forma bem natural e por quadros bem simples.

Os diálogos engraçados de Noel e seus amigos juntos à arte maravilhosa tornam essa HQ incrível. Ela merece um espacinho na estante de cada um.

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Resenha

Endurance: um ano no espaço

Livro narra a aventura no espaço de Scott Kelly.

Paulo H. S. Pirasol

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endurance capa pro site

Endurance: um ano no espaço foi escrito por Scott Kelly com Margaret Lazarus Dean. A obra é um biografia de Scott Kelly, veterano de quatro viagens espaciais, das quais a maior delas é descrita neste livro, a missão: um ano no espaço.

Toda a jornada de Scotty Kelly tem um peso forte para os dias atuais, apesar de Endurance ter sido lançado no Brasil em 2017, pela Intrínseca. O livro conta com a tradução de Andrea Gottlieb e Thaís Paiva, uma edição que traz além de palavras, mas também fotografias tiradas pelo próprio astronauta durante sua missão.

A obra não aborda apenas o cronograma de um astronauta, embora explique com clareza os procedimentos que são feitos.

O grande destaque está no que leva Scott Kelly a deixar sua família e o planeta por um ano para realizar a possível jornada mais perigosa da história; ainda mesmo que voltando vivo, não saberia os graus de impacto que seu corpo sofreria, esses resultados foram o grande objetivo da missão, descobrir o que acontece com o corpo humano no espaço durante esse período.

“Todas as partes do meu corpo doem. Todas as minhas juntas e todos os meus músculos protestam contra a pressão esmagadora da gravidade”

Endurance

No início da década de 1920, a Antártida era o objetivo de explorações geográficas e científicas internacionais. A Expedição Endurance, realizada em julho de 1915, é considerada a última grande expedição daquele momento, o objetivo era de atravessar o continente.

navio da expedição endurance

Mas a expedição não ocorreu como planejado, o navio Endurance ficou preso no gelo e foi esmagado.

Ernest Henry Shackleton (o explorador encarregado de liderar a expedição) e sua equipe tiveram que passar por uma enorme travessia até encontrarem abrigo na Georgia do Sul (1278 km de distância onde o navio foi esmagado).

Entretanto, não conseguiram resgatar o restante da equipe devido ao congelamento do mar. Mas Ernest não desistiu e rumou até o Chile para conseguir ajuda. Os sobreviventes se sentiram forçados a matar seus cachorros para se alimentarem; ficaram no gelo por meses seguidos e quase morreram congelados. Atravessaram montanhas antes consideradas intransponíveis. Ainda assim, a expedição não perdeu nenhum membro.

Em agosto de 1916, ele consegue resgatar toda a sua tripulação que ficou conhecida pela bravura, companheirismo e incrível vontade de sobreviver.

O livro A incrível viagem de Shackleton, de Alfred Lansing (que conta sobre a expedição) é um dos objetos que Scott Kelly gosta de ter em suas viagens no espaço.

“Quando tento me colocar no lugar deles, penso que a pior coisa deve ter sido a incerteza. A incerteza da sobrevivência deve ter sido pior do que a fome e frio. Quando leio sobre sua experiências, penso em como o desafio deles foi muito maior do que o meu. Às vezes pego o livro especificamente por essa razão”

O significado de “endurance” é resistência que é o fundamental para qualquer momento perigoso.

scott kelly em endurance

Para Scott Kelly, a essência da vida boa dependia do grau de risco enfrentado, quanto mais desafiadora, mais lhe agradava. Na obra ele conta as dificuldades que teve para se ingressar em outros campos e dar atenção a certos assuntos que não atiçavam os seus desejos. Mas também porque ele ainda não se conhecia, apenas sabia que enfrentar o perigo era aonde queria estar.

Ainda no colegial comprou um livro chamado The Right Stuff (Os Eleitos) de Tom Wolfe, sobre uma aventura de pilotos da marinha, aquilo o atraiu pois mostrava como a dificuldade no mundo real está sempre além do que sabemos.

“Em um livro, encontrei algo que achava que jamais encontraria: uma ambição. Quando fechei aquelas páginas tarde da noite, havia me tornado alguém diferente”

Durante a missão de um ano, Scott liga para o autor de Os Eleitos e pergunta como ele poderia começar a escrever um livro, a resposta leva a forma como o astronauta decidiu fazer Endurance.

O Peso da mortalidade

O Catraca Livre, portal de notícias, fez em 2019 uma lista das 10 carreiras mais arriscadas do mundo e astronauta está nela.

endurance foto que tem no livro

No decorrer do livro, Scott Kelly conta inúmeras histórias de falhas que levaram a acidentes ou fins trágicos de cosmonautas com o intuito de prestar homenagens e também de explicar ao leitor o porquê certas tradições do serviço, principalmente russas, são feitas.

“Não preciso urinar, mas é uma tradição: quando Yuri Gagarin estava a caminho da plataforma de lançamento para o seu primeiro voo espacial histórico, ele pediu para estacionar – mais ou menos aqui – e fez xixi no pneu direito da frente do ônibus. Depois disso, foi para o espaço e voltou vivo. Então agora, todos temos que fazer a mesma coisa”

Para Scott, reconhecer aqueles que enfrentam seus desafios é muito importante na vida de uma pessoa; é a forma como ela presencia o exemplo de: fazer a vida ser bem vivida.

O peso que ele encontra em sua mortalidade não faz temer perdê-la, mas buscar bom uso do seu tempo de vida.

A obra mostra como é importante reconhecermos o quanto pessoas estão dispostas a sofrer para garantir avanços na melhoria de vida humana, e como é árduo que elas mantenham a resiliência.

Covid-19

Em tempos de pandemia, conhecer a perspectiva de Scott Kelly pode abrir nossos olhos para reconhecer os esforços que têm sido feitos por muitos para assegurar um futuro mais seguro; também puxa a nossa atenção para a segurança contra os riscos que nos desafiam. Recentemente o astronauta deu dicas de como suportar a quarentena.

Sua grande observação quanto ao momento pós-conflito ou até mesmo o porquê de você resolver um conflito: é para que possa se reunir com seus entes queridos.

“Sentar-se a uma mesa e fazer uma refeição com quem se ama é algo simples, e muitas pessoas fazem isso todos os dias sem dar muita importância. Para mim, é algo com que tenho sonhado há quase um ano”

O filme Gravidade (2013), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Sandra Bullock buscar mostrar a coragem naqueles que aceitam carreiras arriscadas, mas se você quiser ver isto na vida real como Scott Kelly viu ao ler Os Eleitos, basta você ligar a televisão ou entrar na internet que verá o mundo inteiro enfrentando um perigo para garantir a sua segurança e a de todos. Então, é importante manter-se seguro como um astronauta e valorizar as refeições com aqueles que ama (dentro de casa, caso não seja possível aguarde como um astronauta).

Endurance ressalta o heroísmo na jornada de Scott Kelly e de Ernest Henry Shackleton. O valor da missão está na bravura de superar um desafio, no desejo de enfrentá-lo e saber que vencer um perigo é, acima de tudo, garantir a segurança do próximo.

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