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Pequenos Incêndios Em Toda Parte Livro Pequenos Incêndios Em Toda Parte Livro

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[Resenha] “Pequenos incêndios por toda parte”, de Celeste Ng

Francine Colonia

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Shaker Heights era para ser uma cidade padrão, onde tudo era planejado: as cores da casa, a localização das escolas… Era para ser uma cidade perfeita, mas tudo isso muda quando Elena Richardson decide admitir duas novas inquilinas em um de seus apartamentos na Rua Wislowm: Mia e Pearl Warren.

Mia é uma artista solteira que criou a sua filha Pearl sozinha. Sempre se mudando de uma cidade para outra em busca de inspiração para suas artes, ela decide fincar suas raízes em Shaker e logo consegue um trabalho de meio período na casa dos Richardson, além de um emprego como garçonete em um dos restaurantes da cidade.

O que Elena não imaginava era que suas duas novas inquilinas iriam mudar não somente sua vida, como a de todos os seus quatros filhos: Trip, Izzy, Moddy e Lexie.

Pearl se torna amiga dos filhos dos Richardson e logo ela sempre esta frequentando a casa e ficando cada vez mais próxima de Trip, Moddy e Lexie.

O livro começa com a casa dos Richardson pegando fogo e, a partir da tragédia, a autora nos leva a acontecimentos de meses anteriores, quando Mia e Pearl se mudam para Shaker Heights. Com o passar dos capítulos, vemos o crescimento e as realizações pessoais de cada personagem como o crescimento da amizade de Moddy com Pearl, o tratamento diferenciado que os irmãos e os pais tem com Izzy. Além da misteriosa vida que Pearl e sua mãe Mia levavam antes de chegar em Shaker.

Como de costume, a autora apresenta personagens fortes com grandes segredos e consegue não somente trabalhar no núcleo dos adultos e sim no núcleo dos adolescentes fazendo que fique algo bem dinâmico.O que nos faz imaginar diferentes rumos para a trama, além de trazer questionamentos acerca da identidade de quem queimou a casa dos Richardson etc. Além de criar outras situações com personagens secundários que acabam se entrelaçando com os protagonistas, fazendo com que o enredo te prenda do início ao fim. O desfecho não é exatamente surpreendente, mas não prejudica a avaliação final da obra, já que seu desenvolvimento é muito bem costurado.

Quem lê Celeste Ng pela primeira vez pode encontrar certa dificuldade para digerir seu texto denso, pois em geral seus livros são bastante descritivos. Por isso, é possível que o leitor leve um certo tempo para se acostumar ao ritmo da narrativa. Celeste tem o dom de nos levar ao presente e ao passado de uma forma tão sucinta, que você só percebe que está em determinado tempo quando já está no meio de um fato ocorrido, o que é um grande diferencial de sua escrita.

“Pequenos incêndios por toda parte” te fará refletir sobre assuntos pesados do cotidiano, como aborto, abandono de uma criança, a dificuldade de uma mulher engravidar e sexo na adolescência. Além dos dramas familiares, que são o ponto forte da autora, há também acontecimentos reais presentes na trama, como por exemplo: o escândalo de Lewinsky, caso que surgiu na década de 90, onde o presidente da época, Bill Clinton, teria assediado uma estagiária da Casa Branca.Pequenos incêndios por toda parte de Celeste Ng vem com uma história que vai fazer você refletir em assuntos do cotidiano: como aborto, abandono de uma criança, a dificuldade de se engravidar e sexo na adolescência. E além dos dramas familiares que é o forte da escrita da autora, ela sempre consegue levar a história para os acontecimentos da época do livro: como o caso do escândalo Lewinsky, o caso que surgiu na década de 90, onde o presidente daquela época Bill Clinton teria assediado uma estagiária da Casa Branca.

Como era de se esperar de um livro de Celeste Ng, o enredo deste título não é nada menos que sensacional, onde a autora aborda as relações familiares de uma maneira bastante profunda, com críticas incríveis, inseridas no contexto real da época em que a trama se passa. Em resumo, uma ótima experiência literária que deve ser conferida!

Pequenos incêndios por toda parte

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9.8

História

10.0/10

Escrita

10.0/10

Conclusão

9.5/10
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Resenha

Resenha | Descender – Vol. 1 Estrelas de Lata

Robôs podem sonhar? Com o que sonharia uma máquina? Que propósito daria sentido a sua existência?

Rodrigo Roddick

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Muitas obras de ficção-científica já deram conta de histórias sobre o apocalipse tecnológico, em que a humanidade perece nas mãos dos robôs. Descender, a princípio, parece ser mais uma visão sobre este assunto até o momento em que o leitor se depara com uma novidade, que também é uma pergunta: robôs sonham?

Descender é uma HQ escrita por Jeff Lemire e desenhada por Dustin Nguyen, dois ganhadores do Prêmio Eisner 2019 em, respectivamente, Melhor Roteirista e Melhor Desenhista. Ela foi anunciada na Comic Com San Diego de 2014 e lançada em março de 2015 pela Image Comics. No Brasil, a novela gráfica ganhou cores em novembro pela editora Intrínseca, que vem investindo neste seguimento com Black Hammer, Oblivion Song e Deuses Americanos, para citar alguns exemplos.

A história já começa com a chegada de robores imensos que possuem uma diretriz bem clara: eliminar os humanos. Eles os identificam como inimigos e começam o massacre, o que posteriormente produz um sentimento antirrobô nos humanos. Paralelamente a isso, um robozinho – na forma de um garoto – projetado para ser o companheiro de crianças, acorda e começa a baixar suas memórias. Outras criaturas ao redor da galáxia são alertados sobre sua existência e descobrem que sua matriz robótica carrega a mesma assinatura dos robozões que destruíram a raça humana. Aí se inicia a missão. 

O que sobrou da CGU, uma confederação das noves cidades-embaixadas (que na verdade são planetas), leva o criador do robozinho ao seu encontro na tentativa de descobrir como a matriz de um androide criado para satisfazer a raça humana foi a responsável por sua aniquilação. Entretanto eles enfrentam algumas adversidades porque não foram os únicos sobreviventes a descobrir a existência dele. O robozinho com o nome Tim-21 acaba se tornando, além de raro, muito valioso.

Enquanto isso, o universo assiste a um confronto entre humanos e robôs. 

Um dado sobre a obra é que toda forma de vida senciente é considerada humana. Esta escolha dos autores merece destaque porque traduz uma tentativa – além de criticar – de igualar todas as pessoas enquanto cidadãos, enquanto indivíduos, enquanto vidas; o que vai ao encontro da teoria que não estamos sozinhos no universo.

Embora a história explore a diversidade cultural interplanetária que outras construções célebres como Star Wars e Jornadas nas Estrelas já fizeram, Descender tem algo de único, que é justamente a investigação sobre o aperfeiçoamento da inteligência artificial.

O público já viu que as IAs podem ser o novo “monstro” da era tecnológica, justamente pelo fato de evoluir, aprender como os seres humanos fazem. Esta mesma temática pode se encarada não apenas como visão etnocêntrica, mas como aprimoramento puro, pelo simples fato de evoluir.

Tim-21 se torna tão importante não apenas para trama (ou seja, não apenas por conter dentro de sua matriz a resposta para construção dos robozões), mas também para enriquecer a discussão sobre as IAs. Elas podem evoluir a tal ponto de começarem a desenvolver sonhos?

Sonho, algo misterioso encarado como particularidade de seres animais, principalmente humana, pode resultar de uma mente sintética fabricada pelo ser humano? Que tipo de sonhos uma máquina teria?

É interessante abarcar essa teoria, pois são os sonhos que dão sentido à existência humana, empregando-na com um propósito que vai conduzi-la e identificá-la até a hora da morte. O que poderia ser o motivo de existir para um robô?

Com essas questões, os autores nos convidam a nos colocarmos no lugar do protagonista e, ao fazer isso, observar que somos nada mais nada menos que máquinas executando operações que um grande cérebro sintético – e fictício – criado por nós nos obriga. E ao mesmo tempo que fazemos isso, vamos deixando nossos sonhos de lado.

Descender faz jus ao Prêmio Eisner não apenas por propor essas discussões cada vez mais urgentes, mas também por trazer inovações artísticas em traços mais esboçados e cores suavizadas. Sua qualidade visual é de dar inveja a muito ilustrador.

Descender tem os direitos para audiovisual comprados pela Sony Pictures. Será que teremos um filme nos próximos anos?

Pequenos incêndios por toda parte

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História

10.0/10

Escrita

10.0/10

Conclusão

9.5/10
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Resenha

Resenha | Ada Batista, Cientista

O livro faz parte da coleção Jovens Pensadores, que encoraja crianças a descobrirem sua habilidades.

Mylla Martins de Lima

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Ada Batista, Cientista é um dos quatro livros da coleção Jovens Pensadores, publicada pela editora Intrínseca neste ano. Ela reúne a escrita dinâmica de Andrea Beaty e a divertida ilustração de David Roberts.

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Ada Batista é uma menina curiosa desde quando aprendeu a andar. Mais importante que andar, era explorar. O livro fala sobre as pequenas primeiras descobertas de Ada, que sempre tem as perguntas na ponta da língua e pais que não conseguem saná-las cem por cento. Através de experiências nem sempre tão boas, mas mesmo assim muito engraçadas, a menina tenta coletar provas para uma possível resposta final de absolutamente tudo.

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A obra não poderia ser mais especial, já que a origem do nome da protagonista Ada Maria Batista foi uma homenagem a duas mulheres. A primeira é Marie Curie, cientista responsável pela descoberta de dois elementos químicos, além de laureada com o Prêmio Nobel de Química em 1911. Sua pesquisa foi usada como base para a criação do raio X.

A segunda homenageada é Ada Lovelace, uma matemática e escritora inglesa. Hoje, ela é mais conhecida por ser a primeira programadora da história, tendo escrito o primeiro algoritmo para ser processado em uma máquina.

“Desde que a ciência existe e é praticada, as mulheres já eram cientistas. Elas faziam perguntas e buscavam respostas para os segredos do universo. A Terra e as estrelas. As estalactites e os cavalos-marinhos. As geleiras e a gravidade. O cérebro e os buracos negros. Os segredos de todas as coisas”

A série Pequenos Pensadores conta com outros livros como Paulo Roberto, Arquiteto; Sofia Pimenta, futura Presidenta e Rita Bandeira, Engenheira. Todos os títulos, apesar de infantis, conquistam também os corações adultos com sua premissa de que ninguém é pequeno demais para sonhar alto. Não há quem resista a livros que colaboram com o futuro de quem pode revolucionar o mundo. Cheia de lições valiosas para pais e filhos, esse é o presente de Natal mais incrível para uma criança.

“E foi o que fizeram, pois é isso que precisa ser feito quando seu filho tem uma paixão e para ela leva jeito.

Eles reorganizaram seu mundo e, com muito tato, ajudaram Ada a distinguir a ficção do fato .

Ela faz muitas perguntas. É sempre uma nova conquista. E como não fazê-las? É a essência de todo jovem cientista.”

Andrea Beaty compreende seu público e o cativa. Em parceria com David Roberts, detentor de duas medalhas de honra literárias – Carnegie Medal e Kate Greenaway Medal – conseguiram o mais que merecido Goodreads Choice Awards na categoria de Melhor Livro Ilustrado.

Ada Batista, Cientista dá um show de criatividade e beleza, além de ser lúdico, divertido e encorajar o autoconhecimento da criança. É impossível não tornar o livro um dos queridinhos!

Aproveite o que existe de melhor nos pequenos e lembre-se: livro é o melhor presente.

Pequenos incêndios por toda parte

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História

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Escrita

10.0/10

Conclusão

9.5/10
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Livros

Aniversário do Kindle: dispositivo completa 12 anos

E-reader da Amazon revolucionou modo de consumir livros nos últimos tempos.

Gustavo Carvalho Cardoso

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O Kindle está completando 12 anos como uma plataforma digital para ler milhares de livros a hora que quiser com conforto e praticidade. Além de conquistar o coração dos leitores, ele também evoluiu o mercado literário de forma gradual em mais de uma década. A plataforma revolucionou por ser a leitura mais democrática do globo, além de ser a mais rápida para se adquirir qualquer tipo de livro no catálogo.

O primeiro Kindle foi lançado em 2007 como resultado do problema em se criar um dispositivo funcional. Não demorou muito para que o primeiro protótipo, que era um “tijolão”, evoluir para o que conhecemos hoje, totalmente touchscreen, iluminado e prático. Este ano é o momento da Amazon celebrar as inovações que ela trouxe durante esses 12 anos com o dispositivo.

A primeira grande revolução foi o acesso rápido à leitura. O que antes era burocrático e lento, agora ficou prático e rápido, apagando a distância entre o leitor e o livro. Tudo passou para a palma da mão, tanto no celular e tablet, como nos aparelhos da Amazon. O Kindle surgiu com uma plataforma virtual que é fácil de mexer e é acessível a todos com acesso à internet.

O tamanho compacto do dispositivo também foi uma inovação, pois com ele foi possível levar a leitura para qualquer lugar, sem a dificuldade de ler um livro pesado e denso nem a preocupação de estragá-lo por levá-lo na mochila. O vício em ler nunca foi tão acessível antes.

O medo de não conseguir ler um livro que não está mais sendo impresso também era um grande problema no passado, mas agora tudo está digitalmente no catálogo. É possível encontrar livros tanto de famosos quanto daqueles menos conhecidos, de nicho ou que não tiveram tanto marketing, assim como as histórias dos autores em ascensão.

A plataforma auxiliou novos autores a se consagrarem através de uma ferramenta de autopublicação chama Kidle Direct Publishing. Nela, qualquer autor pode publicar a obra e incluí-la no catálogo da loja gratuitamente. Isso auxilia tanto o autor independente, quanto o leitor que busca novos ares.

Tudo é bastante acessível na plataforma e passa a sensação da leitura de um livro impresso, mas que podemos consumir ao nosso gosto. O controle sobre a iluminação e o tamanho das letras ajudam bastante leitores que tem problema de visão ou que estão cansados por um longo dia de trabalho, além de conferir um ambiente mais pessoal.

Existe um dicionário instantâneo para que o leitor não fique boiando quando se deparar com palavras e vocábulos de outras línguas. Além de percorrer o conteúdo do livro, pode-se aprender outro idioma através da mesma leitura.

Esse pacote de recursos e facilidades tem um preço acessível. O consumidor também pode contar com plano de assinatura Kindle Unlimited. Ele disponibiliza mais de 1 milhão de obras por apenas R$19,90 por mês.

Agora não há mais desculpa para não ler aquele livro que te deu vontade. Experimente o Kindle e diga-nos como foi sua experiência “litera-virtual”.

Pequenos incêndios por toda parte

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História

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Escrita

10.0/10

Conclusão

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