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Resenha: The Umbrella Academy – Hotel Oblivion

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Em 2019, o Hotel Oblivion chegou as terras brasileiras pela editora Devir e nós do Cabana do Leitor vamos contar um pouco sobre ela. Lógico, sem muitos spoilers.

Hotel Oblivion é a terceira HQ do escritor (e cantor) Gerard Way e do artista brasileiro Gabriel Bá. A onda aqui continua da mesma forma que foi nos introduzida nas outras edições. Um quebra-cabeça a ser encaixado por você, o leitor.

Oblivion é um hotel-prisão de outra dimensão criado pelo Dr. Hargreeves, onde “hospeda” -também conhecido como “prende”- os vilões capturados pela Academia Umbrella.

Com todos os irmãos seguindo em direções opostas, começamos a história com os irmãos Luther e Diego vigiando as ruas de Tóquio. O Luther não está mais com seu porte musculoso, mas sim grande e com aspecto mais envelhecido, um tanto quanto amargurado.

Em contra ponto temos o seguimento da Rumor contando um pouco mais da briga entre ela e seu ex marido. Um grande ponto para a história, o que tornam os atos mais humanos. A Rumor não tem a custódia de sua filha, mas tenta ao máximo forçar sua interação com ela. Porém, o passado ainda está tão vívido quanto o presente.

Não muito distante dos problemas está a Vanya tentando se recuperar das sequelas do tiro que sofreu, com a ajuda da mãe. Uma ajuda um tanto quanto problemática. Na verdade, a história da Vanya não tem nada de normal, o que torna tudo mais interessante.

Também temos outros arcos menores entre Klaus, Ben e o número cinco. Mesmo cada irmão estando em um caminho completamente diferente do outro, os arcos se entrelaçam ao chegar o perigo eminente. Os hospedes conseguiram sair do hotel e voltaram para acertar as contas.

A ação e a trama não deixam a desejar, assim como as outras duas edições. A partir desse ponto, tudo acontece rápido, sendo quase impossível parar de ler até para pegar um lanchinho.

Como é de se esperar, a edição da Devir trouxe um brilho maior a essa história. Na HQ temos o privilégio de poder ver mais alguns desenhos bases dos personagens, artes não divulgadas na história original e forma de criação dos personagens. Sem contar com a beleza e cuidado com esse material.

Se você está curioso para saber mais dessa história é só acessar o site da livraria Devir clicando aqui e pedir já a sua edição.

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Jovens Titãs – Terra Um é publicado pela Panini

Editora Panini lança o primeiro volume de Jovens Titãs – Terra Um!

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A Editora Panini anuncia o lançamento de Jovens Titãs – Terra Um. A equipe criativa conta com o roteiro do Jeff Lemire (Sweet Tooth, Velho Logan) e arte de Terry Dodson (Harley Quinn, X-Men), Rachel Dodson (Mulher Maravilha, Avenging Spider-Man), Brad Anderson (Action Comics).

Jovens Titãs – Terra Um traz a história do grupo no início do ano letivo ,com as angústias, alegrias e problemas próprios da idade, que convivem com pais que, aparentemente, fazem parte de um grande mistério que envolve a queda de uma nave espacial.

Os títulos da série se passam em uma nova Terra Um, sem nenhuma relação com a antiga versão dos heróis da Era de Prata.

Confira a capa do quadrinho:

A estrutura da obra é de 148 páginas em papel couché e capa cartão.

Jovens Titãs – Terra Um volume 1 pode ser adquirido por 48 reais na loja oficial da Panini ou nas bancas.

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Gabriel Bá: obras, prêmios e parceria com o gêmeo Fábio Moon

The Umbrella Academy e Daytripper consagraram o quadrinista no Prêmio Eisner; Dois Irmãos o manteve nele.

Rodrigo Roddick

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Com a série The Umbrella Academy em alta, é difícil não ouvir falar de Gabriel Bá, o quadrinista brasileiro que ilustrou a Grafic Novel em que a produção se baseou. Por sua vez, é impossível falar de Gabriel Bá, sem falar de seu irmão gêmeo e do Prêmio Eisner, que logo puxa Daytripper.

Para compreender a correlação entre esses aspectos, primeiro é necessário conhecer os prêmios que deram relevância ao quadrinista, muitos deles conquistados em parceria com seu irmão gêmeo Fábio Moon.

Gabriel Bá e Fábio Moon desenhados por eles mesmos.

Eisner e outros prêmios

Os gêmeos começaram a produzir conteúdo na fanzine chamada 10 Pãezinhos, mostrando aos espectadores aquilo que eles queriam ver. Ela recebeu tantos elogios que acabou conquistado o Prêmio HQ Mix em 1999 como Melhor Fanzine e Desenhista Revelação, categoria que foi dividida entre os dois irmãos.

Nesta época, os gêmeos tinham um forte trabalho conjunto que resultou em premiação consecutiva no Prêmio HQ Mix entre 2003 e 2006, perpassando por categorias de Melhor Edição Especial Nacional, Melhor Desenhista Nacional, Melhor Blog de Artista dentre outras.

E então veio o Eisner Awards em 2008 e os gêmeos se tornaram os primeiros brasileiros a ganharem esse prêmio. Eles angariaram as categorias Melhor Antologia, conquistada com a obra 5, e Melhor Quadrinho Digital, com Sugarshock. No mesmo ano, Gabriel Bá recebeu sozinho o Prêmio Scream Awards como Melhor Artista de Quadrinhos; junto de seu irmão recebeu o prêmio nacional Jabuti na categoria de Melhor Livro Didático com a adaptação de O Alienista (Machado de Assis); e conquistou o Prêmio Harvey Awards na categoria Melhor Nova Série com The Umbrella Academy, que também levou o Eisner de Melhor Minissérie.

Gabriel Bá e Fábio Moon recebendo o Prêmio Eisner 2016 por ‘Dois Irmãos’ | Foto: reprodução/Globo

Seu trabalho singular nas HQs escritas por Gerard Way rendeu a Bá uma visibilidade para além dos quadrinhos. Primeiro porque o roteirista era vocalista de uma banda conhecida, o My Chemical Romance, e segundo porque The Umbrella Academy virou série da Netflix e ganhou o coração dos telespectadores.

E para comprovar sua assertividade, em 2011 os irmãos atacaram novamente e receberam mais uma vez o Prêmio Eisner com Daytripper na categoria Melhor Série Limitada, bem como o Harvey em Melhor História em Edição Única.

E os dois não pararam por aí. Em 2015, eles publicaram a HQ Dois Irmãos baseada no romance homônimo de Milton Hatoum. No Brasil, ela foi impressa pelo selo Quadrinhos na Cia. (Companhia das Letras), e nos Estados Unidos, a publicação veio através da Dark Horse Comics.

A história foi tão bem recebida que conquistou três importantes troféus. Eles receberam novamente o Prêmio Eisner (2016) em Melhor Adaptação de Outro Meio, o HQ Mix em Melhor Adaptação para os Quadrinhos e o Harvey Awards em Melhor Edição Estadunidense de Material Estrangeiro.

No mesmo ano, a dupla adaptou o romance de ninguém mais ninguém menos que Neil Gaiman (Como falar com garotas em festas). O renomado sonhador da saga Sandman, inclusive, teceu alguns elogios sobre o trabalho dos gêmeos.

The Umbrella Academy e Daytripper

Gabriel Bá se tornou um quadrinista multipremiado devido ao traço singular que empregava a suas histórias, que traduzia a junção da profundidade íntima dos personagens com o humor. Ele fazia seus desenhos para entreter os interlocutores, mas os conquistava ao mergulhar no profundo oceano das emoções interpessoais. Foi um tiro certeiro.

Apesar de serem obras diferentes, com premissas distintas, Daytripper e The Umbrella Academy compartilham essa característica intrínseca de Gabriel Bá. Elas revelam como a história pode ser também contada através do desenho e da forma que ele é feito. O quadrinista não poupou o leitor e perfurou seu coração sem direito a defesas.

Os prêmios que Daytripper recebeu foram adequadamente merecidos porque a obra traz à tona a violência do cotidiano apático e comum que só elimina a individualidade e sua expressão. A obra conseguiu condensar em uma história a metáfora de um cotidiano como uma arma que atira e mata o ser humano com o passar dos dias.

O valor artístico que essa novela gráfica representa é tão inegável que foi notada pela DC Comics, publicando-a através do selo recém-extinto Vertigo (substituído por DC Black Label).

The Umbrella Academy, por outro lado, traz a imaturidade como fator principal. Ela mostra com as sete pessoas superpoderosas podem ser super comuns em seu íntimo ao ponto de não conseguirem amadurecer porque não tiveram um pai. Na história, os sete heróis tiveram uma figura paterna autoritária, mas jamais conheceram o lado fraterno e carinhoso de um pai. Portanto eles se tornaram adultos de 30 anos com a mentalidade imatura de um adolescente de 18.

Mesmo assim, as duas obras compartilham o que há de melhor em Gabriel Bá: a sensibilidade para espelhar o ser humano em seus desenhos. Seres humanos não são apenas defeituosos, mas também superpoderosos; não são apenas ordinários, apesar de serem simples; vivem uma rotina que os homogeneízam, mas almejam expressar as cores de sua individualidade; em suma: o ser humano é a contradição que faz a natureza ter um gosto inefável.

Tudo isso é traduzido na qualidade artística de Gabriel Bá e de seu maninho Fábio Moon.

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HQs de Zé Carioca voltarão a ser produzidas no Brasil

Novas aventuras por vir para o adorável papagaio que marcou gerações com seu carisma.

Jacqueline Cristina

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Anunciado pela editora Culturama, o retorno da produção e publicação no Brasil, de histórias inéditas do personagem Zé Carioca, que marca a volta para o bairro Vila Xurupita com um novo visual que remete as ilustrações clássicas.

A partir da edição #18, do próximo mês, dos quadrinhos mensais “Aventuras Disney”, os leitores verão novas narrativas repletas de humor e algazarra, deste estimado papagaio que marcou gerações, junto com Rosinha e Nestor. Confira abaixo a imagem divulgada:

Em um recente bate-papo sobre o assunto, o diretor da editora, Fabio Hoffmann destacou que “Desde que assumimos os quadrinhos da Disney pensávamos em publicar histórias do Zé Carioca, pois ele é um personagem que tem a identidade do Brasil, com o qual as pessoas se identificam. Além disso, queríamos valorizar os artistas brasileiros que sempre fizeram um excelente trabalho”.

“Até o final do ano, publicaremos pelo menos mais três histórias na revista Aventuras Disney e, depois disso, iremos avaliar a periodicidade das publicações do Zé”, prosseguiu Naihobi Steinmetz Rodrigues, editora-chefe da Culturama.

A equipe criativa por trás dessas novas narrativas contará com os desenhistas Carlos Edgard Herrero, Moacir Rodrigues Soares e Luiz Podavin, junto ao roteirista Arthur Faria Júnior, a colorista Cris Alencar; e o desenhista e arte-finalista Fernando Ventura.

Aventuras Disney #18 estará disponível para venda a partir de setembro deste ano.

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