Connect with us

Anime

Sarazanmai: O anime que quase ninguém assistiu.

Avatar

Published

on

Sarazanmai é pequeno em episódios, mas gigante em conteúdo. Com abordagens de conexões, homossexualidade na adolescência, brigas de família e criminalidade, anime acabou ofuscado por outros gigantes do gênero.

Arte promocional do anime.

Você já ouviu falar de Sarazanmai? Provavelmente não, na verdade, poucas pessoas tiveram a oportunidade de assistir esse anime, isto é, dos vários animes lançados essa temporada, Sarazanmai, por sua vez, acabou sendo ofuscado por outros nomes de peso como Dororo e Kimetsu no Yaiba.

Com direção de Kunihiko Ikuhara, o mesmo diretor de animes famosos como: Penguindrum, Revolutionary Girl Utena e Sailor Moon. O anime ao contrário de outros do gênero, evita ir direto ao ponto, pelo contrário. Tendência conhecida de Kunihko, o anime tem uma pegada bem mais misteriosa e frenética, incluindo em seus primeiros episódios, um beijo gay e assassinato.

Lançado em Abril de 2019, o anime conta a história de Kazuki Yasaka, estudante da 8° série. Embora seja classificado como anime de Ação/fantasia, Sarazanmai, poderia ser facilmente incluído em mais duas categorias: Romance e mistério. A princípio, o que sabemos do protagonista, é que recentemente, ele deixou o time de futebol, e que todo o dia, ele precisa fazer as seguintes tarefas:

1 – Carregar uma caixa consigo todos os dias.
2 – Verificar todos os dias uma selfie da ídolo Sara Azuma. Uma estrela das redes sociais que transmite mensagens motivacionais aos jovens.
3 – Ele precisa compartilhar essas mensagens todos os dias com uma pessoa.

Um resumo de Sarazanmai.

Kazuki Yasaka de 14 anos, é o primeiro protagonista a ser apresentando da série

Sara Azuma inicialmente, não faz muito sentindo, contudo, com o decorrer da história, sabemos que suas mensagens, muito delas, motivacionais não apenas aos protagonistas, mas para você telespectador. Logo após sabemos que Kazuki na verdade, esconde da caixa, roupas iguais de Sara Azuma, aonde ele se veste como uma idol e envia as selfies para seu irmão mais Haruka, que acredita firmemente que tem uma amizade real com a celebridade virtual.

Kazuki fantasiado de Sara Azuma

As coisas começam a ficar estranhas

Da mesma forma que Kazuki tem um segredo, seu amigo Enta Jinnai , também tem. Enta é o melhor amigo de Kazuki, contudo, ele está extremamente chateado pelo fato de seu amigo, ter abandonado o time de futebol. Porém, além disso, é mostrado que Enta na verdade, está apaixonado por seu melhor, de fato, segundo o criador Kunihiko Ikuhara , ele é homossexual.

Por último e não menos importante, somos apresentados Toi Fuji. Um estudante recentemente transferido, que não quer mais deixar seu irmão mais velho Asakusa para atrás. Bem como os outros dois, Toi também tem um segredo, seu irmão na verdade é um criminoso procurado por diversos assassinatos.

Enta Jinnai, Kazuki Yasaka e Toi Fuji. Os três protagonistas da série

A princípio, nada disso faz sentindo, até que em determinado momento, em uma manhã, Kazuki, enquanto tenta tirar um selfie, acaba se encontrando com Toi, que estava tentando roubar um carro em um estacionamento. Posteriormente, inicia-se uma perseguição entre os dois, terminando em uma estátua de um sapo dourado, no caso, chamados de Kappa. Acidentalmente, Toi golpeia a estátua e ela acaba por se quebrar, libertando Keppi, um Kappa príncipe que estava selado dentro dela.

Mais tarde, ambos retornam para o local do santuário, aonde o príncipe os aguarda. Dessa forma, Keppi nomeia os dois de sapos. A princípio, nem Kazuki e nem Toi, gostam dos nomes, causando uma grande discussão. Tomado por fúria, Keppi começa a bufar e soltar fumaça e avança na direção dos dois garotos… O que acontece seguir, é uma das coisas mais bizarras que já vi em um anime.

Acredito que a imagem seja bem auto explicativa…

Shiridokoma ou “bola da bunda”

Keppi engole Kazuki pela a bunda, e em seguida, começa a dançar, aonde testemunhamos dentro de sua boca, o príncipe Keppi, removendo dentro de Kazuki, uma esfera branca chamada de Shirikodoma, ou conhecido como “Bola da bunda”.

Shirikodoma, por sua vez, não surgiu em Sarazanmai, na verdade, essas esferas fazem parte da cultura japonesa. Segundo a lenda, Kappa são sapos capazes de roubar ela das pessoas, revelando assim seus segredos e alma.

Quando Kazuki acorda, ele se da conta que está no mundo Yokai (mundo dos espíritos), e não apenas isso, mas como também se tornou um Kappa também. Ele testemunha ainda, Toi sair da bunda de Keppi, também transformado em Kappa. Enta, por sua vez, procurando seu amigo Kazuki, acaba sendo transformado em Kappa também.

Enta, Kazuki e Toi transformados em Kappa.

Para recuperar as suas formas humanas, o trio precisará enfrentar contra Kappas Zumbis, extremamente poderosos. Posteriormente, descobrimos que esses Kappas na verdade, são obras dos policiais Reo e Mabu, que trabalham secretamente com as lontras, inimigas dos Kappas.

A forma que se derrota os Kappas zumbis por si é bizarra, o trio precisa entrar no anus do inimigo, e extrair manualmente a Shirikodoma. Depois de removê-los, eles veem exatamente o desejo secreto da vítima. Uma vez removido, algum dos três necessita engolir a Shirikodoma, e depois se conectar com os outros dois. Esta conexão é chamada de Sarazanmai. Entretanto, ao fazer isso, e a conexão entre os dois é estabelecida, os meninos vazam a informação para os outros dois. No episódio de estréia, as fantasias de travestir de Kazuki são reveladas. Assim continua sucessivamente entre os episódios.

Pausa para música…

Aqui é um ponto de Sarazanmai se destaca MUITO BEM. Toda sua trilha sonora por sua vez, é original e criada especificamente para o anime, e todas elas são muito boas, dando um grande ênfase ao clima que passa em cada episódio. Um detalhe especial: A abertura foi composta pela a banda KANA-BON, mesma que compôs várias aberturas de animes como Naruto e Boruto.

Justamente com a remoção do Shirikodoma, o trio após concluir a extração, recebem um prato da esperança, assim como uma marcação em cada um. Desde já, Keppi diz que após conseguirem 5 pratos, eles poderão realizar qualquer desejo, contudo, apenas um dos três garotos terão seus desejos realizados.

Após essa longa explicação…

É verdade, admito, talvez o texto seja bem extenso, entretanto, tentei deixar as coisas mais “fácies” de entender. Afinal, Kunihiko Ikuhara, fez isso tudo de proposito. Já que ele é conhecido por deixar o telespectador confuso, em suma, isso irá acontecer bastante durante os primeiros episódios, mas em Sarazanmai, isso funciona muito bem, chegando ter vários plot twists em poucos episódios.

Kunihiko Ikuhara, diretor do anime. Conhecido por suas críticas sociais além de temas delicados como Bullying, homossexualidade e problemas familiares.

Vale ressaltar por sua vez, que Kunihiko Ikuhara, em seu último trabalho, trabalhou no genêro Yuri, voltado no amor de duas mulheres, com muito esteriótipo, além de diversidade de gênero muito grande. Com Sarazanmai não é diferente. A presença de pessoas LGBTQ são marcantes, contudo, não chega a ser algo como foco principal da obra, o que é um ponto positivo ao público mais conservador, já que a obra sabe trabalhar muito bem com esses elementos. Enfim, o diretor Kunihiko Ikuhara se sobressaiu nesse anime, sabendo trabalhar bem com os elementos e críticas justas a sociedade atual.

Com Saranzamai, Ikuhara trabalha com conexões e amizade

Todos os personagens da obra, antecipadamente, tem problemas de conexões, isto é, todos tem alguma coisa que os impede de evoluir como pessoa; Kazuki, por sua vez, não quer mais ter conexões e amizade com ninguém. Isso se deve ao fato de seu sentimento de culpa sobre seu relacionamento com sua família, e em particular, seu irmão mais novo Haruka.

Enta, entretanto, é apaixonado por seu melhor amigo Kazuki, mas como teme esses sentimentos de não serem atendidos, devido isso ser um segredo, ele acaba por se tornar muito recluso. Isso leva ele se tornar irracional em vários momentos, agindo até mesmo como alguém possessiva com Kazuki.

Enfim, chegamos a Toi, que manter a relação com seu irmão mais velho. Acontece que Toi, ao se conectar ainda mais com seu irmão, isso o levará a um caminho perigoso de crimes, assassinatos e roubos. Ignorando completamente suas verdadeiras aspirações que são: O futebol e amizade.

Polêmica cena aonde Enta “chupa” uma flauta simulando outra coisa…

Conclusão…

Saranzamai trás uma crítica ao materialismo excessivo que vivemos, os Kappa-zumbis, são pessoas que foram transformadas porque não haviam mais nenhuma conexão, ou seja, perderam seus sentimentos e viveram apenas por objetos e bens materiais, como bola de futebol ou caixas de tofu.

O que Kunihiko Ikuhara trás nessa série, é você (telespectador) refletir sobre seus amigos, sobre suas conexões, suas magoas, aquele amigo que você perdeu contato, ou ainda, aquele amigo ou namorada que deixou escapar. É verdade, doí, você pode chorar e se reprimir, contudo, não ache que você não pode continuar tentando. Para nos mantermos nossas conexões, não bastamos apenas querer, mas sim entender um ao outro.

Sarazanmai é curto, com apenas 11 episódios, mas GIGANTE EM CONTEÚDO. É simples, realista e muito bem desenvolvido. Os personagens são carismáticos e completos. Isso torna uma série única e sempre bom de ser assistido novamente. Apesar do sucesso, em seu Twitter oficial, ainda não temos

VEJA TAMBÉM: Resenha – Blade A Lâmina do Imortal (Mangá)

Advertisement
Comments

Anime

Primeiras Impressões – Death Parade: Um “Jogos Mortais” Animado?

Lucas

Published

on

Death Parade, anime de 2015 que estava no meu radar há algum tempo e considerando a situação atual de quarentena resolvi aproveitar alguns minutos do dia para experimentá-lo.

Comentando um pouco sobre o que é Death Parade, é relevante dizer que se trata de uma produção Madhouse, conhecida pela imensa qualidade nos seus projetos, e dirigido por Yuzuru Tachikawa (Diretor também de Kill la Kill e Mob Psycho 100). Death Parade é curto, apenas 12 episódios de aproximadamente 23 minutos, inspirados no filme curta metragem “Death Billiards“, parte do Young Animator Training Project’s Anime Mirai 2013.

O anime começa de forma misteriosa: Takachi e Machiko estavam indo para sua lua de mel, e sem saber o que aconteceu, chegaram a um ambiente chamado “Quindecim“, semelhante a um bar através de dois elevadores separados.

Elevador que trás os personagens ao Quindecim.

O Quindecim é muito semelhante a um bar, e como todo bom bar temos um funcionário bartender de cabelos brancos curtos, o Decim, como se auto intitula. Takachi e Machiko se aproximam deste e, sem muitos rodeios, ele lança uma bomba: Eles terão que participar de um jogo valendo suas próprias vidas.

Após alguma discussão e tentativas de fuga, Decim explica as regras do jogo que foi escolhido. Ambos terão 7 dardos para serem lançados e quem tiver mais pontos vencerá. O que torna tudo tenebroso e misterioso são que cada pontuação é relativa a uma parte do corpo, e quanto maior a pontuação mais dor é infligida.

O mapa de pontos no jogo de dardos.

Após conhecer um pouco mais do que vemos em Death Parade, proponho uma conversa sobre alguns dos temas tratados no episódio, além de uma análise de várias situações interessantes que são apresentadas.

A animação de Death Parade chama a atenção principalmente no design de personagens. Rapidamente podemos interpretar um pouco da personalidade do Decim, Takachi e Machiko que são desenvolvidos ao longo do episodio. Enquanto Decim é objetivo com sua voz serena, Machiko está se sentindo pressionada por toda a situação e Takachi se impõe como um esposo protetor. A animação chama a atenção principalmente na transição para o jogo, quando vemos uma mudança drástica com algumas cenas em 3D e efeitos mais trabalhados principalmente no cenário, porém a produção cai um pouco na reta final principalmente nas expressões exageradas e um pouco caricatas dos personagens.

O que mais temos para conversar aqui é roteiro. Death Parade é misterioso desde o primeiro momento, e propositalmente evitei comentar o meio para o fim do episódio para evitar spoilers essenciais da trama, porém podemos perceber alguns assuntos interessantes aqui, inclusive, semelhanças com obras ocidentais. O anime se apresenta como um tipo de jogo de sobrevivência, poucas regras e estas mesmo são extremamente genéricas dando lugar a interpretação, que logo, demonstram ser plot twists ao longo dos seus 23 minutos.

De inicio o casal é extremamente próximo, porém ao ser colocado em uma situação de vida ou morte e de extrema dor, logo algumas máscaras caem. Os comportamentos mudam e várias surpresas vão sendo apresentadas enquanto descobrimos mais coisas sobre o passado deles e suas personalidade. O momento onde isso é mais chamativo, para mim, é representado por uma imagem bem ilustrativa, que traz uma sensação indireta de que o “conto de fadas” está próximo a um triste fim.

O anel de casamento manchado de sangue.

No ocidente, temos uma série blockbuster de filmes extremamente conhecida no ramo do terror criado por James Wan, antes de sua grande fama como diretor. “Jogos Mortais” começa assim, John Kramer (conhecido como Jigsaw) apresentava jogos de vida ou morte para testar a vontade de viver de seus participantes. A principal mensagem que Kramer passa em seus jogos (principalmente nos primeiros filmes, antes de seus ajudantes tomarem os jogos pra si) é que ao chegar no limite da vida, as pessoas mudam radicalmente.

Essa mensagem não é a unica que Death Parade passa, porém é algo presente principalmente no inicio e meio da trama. O amor do casal e o que viveram juntos vai dando lugar centenas de outras questões, e estas em momentos pontuais e regulares tornam a trama cada vez mais interessante. Mesmo que Decim não tenha as intenções de Kramer tinha, como telespectador, podemos ver semelhanças interessantes entre o comportamento daqueles que estão no jogo.

Decim é misterioso assim como todo o ambiente do anime, porém ao final do episódio as surpresas se acumulam de maneira positiva e estamos mais localizados no que virá a seguir. Uma primeira impressão extremamente boa, que atrai minha atenção para os próximos 11 episódios que estão por vir.

Nota 8/10

Continue Reading

Anime

Bleach terá seu último arco adaptado para anime junto com seu spin-off “Burn The Witch”

Mai Inoue

Published

on

Em 2012, “Bleach“, que foi um dos grandes nomes da Shonen Jump e concorria com One Piece e Naruto na televisão japonesa, nos deixou prematuramente bem antes do final do mangá. Depois do arco “Fullbring” a animação foi cancelada, deixando centenas de milhares de fãs pelo mundo todo inconsoláveis, seguindo apenas com a publicação em mangá. Os quadrinhos chegaram ao fim em 2016, com um final que não agradou muitos. O autor Tite Kubo continuou seu trabalho de mangaká, publicando uma série spin-off intitulada de “Burn The Witch“, que em breve também será adaptada para anime ainda esse ano.

Porém, 2020 foi ano do 20º aniversário da série, trazendo várias comemorações e uma notícia inesperada: a volta da série animada. Vamos poder acompanhar o último arco, “Thousand-Year Blood War“, totalmente animado com previsão para 2021. O arco vai do capítulo 480 até o último de número 686 no mangá.

Anúncios do projeto de aniversário de 20 anos de Bleach, publicados pela Weekly Shonen Jump

O anúncio desse arco animado desperta a esperança de mudanças em alguns aspectos do final do mangá que não agradou muitos fãs, além de trazer de volta o que segundo muitos, nunca deveria ter parado.

Quanto ao spin-off “Burn The Witch“, vamos contar com a adaptação de um one-shot do mesmo universo de Bleach, trazendo bruxas e dragões para essa realidade. A história de Noel Niihashi e Spangle Ninii se passa em Londres, 12 anos depois da história que a originou e vai ser animada pelo Studio Colorido, porém não temos informações qual será o estúdio que irá animar Bleach. A animação de Burn The Witch tem previsão de ser lançado no meio desse ano, no verão japonês.

Noel e Spangle, as protagonistas no mangá “Burn The Witch”

Continue Reading

Anime

Marvel contrata estúdio canadense para produzir What If?

Avatar

Published

on

By

De acordo com a Variety, a Marvel Studios encomendou o estúdio de animação Squeeze, com sede em Québec City, para produzir cinco episódios de What If? para Disney +. 

Anunciado durante a Comic-Con de San Diego do ano passado, o programa está programado para explorar histórias alternativas para vários personagens, como os quadrinhos. 

Isso significa que veremos cenários como “E se Peggy Carter usasse o soro do Super Soldado em vez de Steve Rogers?” e “E se T’Challa foi sequestrado pelos Ravagers de Yondu?”

“A Marvel estava procurando um estúdio de animação de classe mundial para criar um estilo novo e único que estivesse de acordo com a essência da marca”,  diz o CEO e cofundador da Squeeze, Denis Doré. “Nós realmente clicamos, desde nossas conversas iniciais em Los Angeles no ano passado, e eles adoraram a nossa proposta. Estou emocionado que a criatividade e o talento de nossos artistas ressoassem tão fortemente em Hollywood”.

Curiosamente, analistas observam que What If? deverá estrear na Disney + no verão de 2021, com uma primeira temporada composta por dez episódios (e não um cenário “What If?” diferente para cada filme da Saga Infinity, como originalmente suspeitávamos).  

Squeeze já trabalhou com várias empresas, incluindo Disney, Marvel, Universal, Illumination, WarnerMedia e Ubisoft. 

Vocês estão animados com o lançamento do What If?

Continue Reading

Parceiros Editorias