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A terceira temporada da irresistível e viciante série Westworld, sentencia a HBO como a responsável por mais da metade de produções de TV com influência mundial. Praticamente o ‘Rei Midas’ do grupo Warner Media (anteriormente conhecido como Time Warner). Porém nem tudo são flores… 

Posso observar algumas pessoas dizerem sobre essa nova temporada “nada haver a terceira temporada”, “nossa toda cinematográfica” ou “cadê os diálogos sobre a mente humana?”

Isto é legal de certo modo, pois tem muita gente que diz gostar de séries ‘complicadas’ para bancar o ser superior na cultura pop, quando na realidade está pessoa nem sabe o que está exatamente assistindo. 

Parece que uma penca de gente não entendeu a proposta da série: Desde a primeira temporada era dito que o perigo dos anfritriões se rebelarem contra a humanidade era real, que isso era eminente e Ford (Anthony Hopkins) não só percebeu isso como deu gás para que isso acontecesse… 

Aí a pessoa, depois de duas temporadas em que é praticamente tocado os sons das trombetas do apocalipse, diz que não gostou de algo que é dito que iria acontecer desde o princípio. Creio eu que estas pessoas nem viram as duas primeiras temporadas, já foram ver a terceira.

Westworld é uma série produzida com o intuito de questionar o uso excessivo da tecnologia, algo que grandes tecnocratas já cantam aos ventos… 

A produção não iria ter todas as suas temporadas baseadas em um mundo de mentiras aonde mulheres eram estupradas a gosto dos seus hóspedes (talvez tenha gente com saudade dos estupros, não sei…), mas sim uma série que teve sua evolução natural dos seus principais personagens, saindo pro mundo exterior, como Platão conta a história do mito da caverna. Porém, a luz às vezes é tão forte que pode cegar, o que talvez tenha acontecido com Dolores (Evan Rachel Wood).

Quem crítica Westworld na sua terceira temporada (apesar de que nada é perfeito) é porque jamais entendeu nada do que a série quis transmitir.

Westworld é exibida todos os domingos na HBO.

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Primeiras Impressões | Mrs. America “O conservadorismo em seu estado puro”

Se você acha que Mrs. America é uma produção girl power, você pensou errado. A maravilhosa minissérie mostra o conservadorismo em seu estado mais puro.

Nathally Marques

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O Cabana do Leitor teve acesso aos dois primeiros episódios da minissérie Mrs. America, que tem previsão de lançamento no Brasil para o dia 19 de Setembro no canal Fox Premium.

Quando fui convidada para fazer as primeiras impressões, não sabia muito bem do que se tratava, apenas de que era uma série originária do Hulu, com 10 indicações ao Emmy Awards. Pelas imagens e pelo contexto que eu tinha visto inicialmente, achava que se tratava de uma série bem girl power genérico enlatado sobre o movimento feminista americano. Eu não poderia estar mais errada.

A grande sacada ambiciosa da minissérie criada por Dahvi Waller, foi se basear e colocar em pauta um momento histórico real da década de 70 sobre a ratificação da Emenda dos Direitos Iguais (Equal Rights AmendmentERA), que garantiria para os cidadãos norte-americanos os direitos legais iguais independentemente do sexo. A vitória para que essa ratificação entrasse para a constituição estadunidense era dada como certa desde o início pelas feministas democratas. O que elas não esperavam era um movimento anti-feminista em contrapartida, liderado pela advogada, ativista conservadora e cristã Phyllis Schlafly (Cate Blanchett), gerando embates entre os dois grupos que foram responsáveis por mudar o cenário político-cultural dos Estados Unidos.

Cate Blanchett surpreende ao dar vida a personalidade verídica de Phyllis Schlafly, que vai totalmente contra a todo o seu posicionamento, já que a atriz australiana é conhecida pelo seu engajamento na luta pela igualdade de gêneros dentro da indústria cinematográfica hollywoodiana e por se juntar na denúncia com outras mulheres vítimas dos abusos do produtor Harvey Weinstein.

A ganhadora de dois Oscars mostra para o público como pode ser versátil ao se dedicar ao trabalho dessa figura política tão controversa em Mrs. America. Phyllis era uma mulher forte e bastante inteligente, seus argumentos eram persuasivos o suficiente para colocar em jogo toda a construção da luta feminista da época. Cate Blanchett não só entrega um trabalho extremamente convincente, como nos mostra as nuances só no olhar, de como sua personagem, mesmo não acreditando na igualdade de gêneros, acaba sendo confrontada pelo peso da sociedade machista na qual está inserida.

O elenco é recheado de incríveis atrizes, além de ter outras muitas mulheres envolvidas em sua produção por trás das câmeras. Devo destacar que senti falta da representação de mulheres pretas nesses dois primeiros episódios que assisti, porém acredito que seja proposital para evidenciar esse problema dentro da nossa sociedade. O lado conservador dessa batalha choca por mostrar claramente a desigualdade racial de forma tão naturalizada. Mulheres brancas estão à frente daquela luta, enquanto as mulheres pretas são as empregadas que cuidam da família.

E a crítica social não se fixa apenas desse lado, o movimento feminista apresentado é extremamente branco. Eu imagino que irão explorar esse ponto de vista nos próximos episódios, com a personagem Shirley Chisholm (Uzo Aduba), que é a primeira mulher negra eleita ao Congresso dos EUA.

Eu gostaria de ver a relação dela com o movimento (branco) feminista daquela época. A vontade que eu tenho é acompanhar mais da história dessas mulheres, sem questão de lados, apenas observar o desenrolar de suas motivações e descobrir o que vem pela frente no resto da minissérie.

Quando falamos em produções de época, principalmente esse tipo de projeto que é baseado em fatos reais, meu maior medo é que a direção de arte fique caricata demais, atrapalhando a experiência da audiência. Só que isso não ocorre neste caso. Ela é esteticamente muito agradável. A composição para a escolha da caracterização dos personagens, desde o figurino até cabelos e maquiagem é muito certeira. Além disso, por tratar de algumas figuras reais, a semelhança entre o elenco e suas respectivas inspirações foi muito bem trabalhada.

Percebe-se que o mundo na verdade não mudou muito de lá pra cá e que a briga entre as mulheres só serve para enfraquecer quem queremos mais ajudar: nós mesmas. De qualquer forma, a discussão que se abre é sempre válida, pois faz trabalhar o senso crítico entre o que é certo e o que não dá mais para ser aceito. Nos faz conhecer também diversos lados, tentando fazer com que o público enxergue um pouco fora da sua própria bolha. Mrs. America parece ser uma minissérie inspiradora e que veio pra dar aquele puxão de orelha no comodismo.

Mrs America” é uma produção da FX Productions e foi criada e escrita pela ganhadora do Prêmio Emmy, Dahvi Waller (“Mad Men”), que também cumpriu a função de produtora executiva juntamente com Stacey Sher (“Django Unchained”, “Erin Brockovich”), Coco Francini (“The Hateful Eight”), Cate Blanchett e a dupla Anna Boden e Ryan Fleck (“Captain Marvel”, “Billions”), que também foram diretores em quatro episódios.

Mrs. America terá seus dois primeiros episódios exibidos pelo Fox Premium, no sábado dia 19 de Setembro, a partir das 22h15.

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Análise | Julie and the Phantoms “Remake surpreende e emociona”

Uma série para a toda família, é capaz de alegrar, emocionar e servir de conforto.

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Se você está na casa dos vinte anos agora, provavelmente conheceu a série brasileira Julie e os Fantasmas, que estreou na Band e na Nickelodeon em 2011. A série sobre a garota que se depara com três fantasmas e com eles inicia uma banda acabou de ganhar um remake americano feito pela Netflix. A nova versão Julie and the Phantoms traz uma abordagem energética e tocante, mantendo sempre a essência da original, sendo capaz de cativar os fãs da época e atrair um novo público fiel.

A história começa quando Julie (Madison Reyes), uma menina de 15 anos que tem uma paixão pela música, mas que não consegue se expressar através dela por causa da perda da mãe, encontra um CD antigo na garagem de sua casa e traz de volta três fantasmas vindos de 1995, que tem assuntos inacabados para resolver. Juntos, eles formam uma banda enquanto navegam pelo processo de se descobrirem e resolverem os conflitos que aparecem pela frente.

Todos os personagens são capazes de roubar a cena e tem um propósito na série, com nenhum estando ali à toa ou sendo deixado de lado. Embora nem todos tenham suas histórias aprofundadas, eles têm sua importância para mover o show. Madison brilha como Julie, sendo capaz de emocionar desde sua primeira cena cantando Wake Up, deixando o espectador sem palavras para seu talento natural. Julie Molina é uma garota de descendência latina (assim como Madison, que é porto-riquenha), muito doce, uma amiga de verdade e preocupada com a família, mas que luta para superar a falta que sua mãe lhe faz.

Os três fantasmas da banda, Luke (Charles Gillespie), Alex (Owen Joyner) e Reggie (Jeremy Shada) são um espetáculo à parte. São divertidos, carismáticos e músicos habilidosos. Luke é o vocalista da falecida Sunset Curve, sua paixão pela música é genuína e seu coração é enorme. Assim que ouve Julie cantando, ele sente uma conexão com a menina e sabe que ela é o adicional perfeito para poderem voltar a fazer o que amam. Alex é o baterista, dito como o “integrante emotivo” e traz parte da representatividade da série consigo por ser assumidamente gay em 1995. Enquanto Reggie é o engraçado do grupo, ele preza para que os amigos estejam sempre juntos.

Além dos principais, o elenco ainda conta com Jadah Marie (Flynn), Booboo Stewart (Willie), os aliados do grupo; Savannah Lee May (Carrie) e Cheyenne Jackson (Caleb), os antagonistas. Os dois últimos também apresentam números musicais, a personagem de Savannah fazendo jus a típica patricinha como Sharpay Evans (de High School Musical) e Jackson carregando uma das melhores sequências da série inteira com performances impecáveis.

Com direção de Kenny Ortega, o mesmo das amadas trilogias High School Musical e Descendentes, isso se reflete na produção. Da forma como a história é contada, na apresentação dos personagens, indo até os números musicais, que é o que move a série. Também na química do elenco e no senso de ambiente familiar criado dentro e fora do show.

A trilha sonora conta com 15 músicas originais incríveis que mistura o pop com o rock e se mostra bastante atual. Ela ainda conta com composições do próprios atores, como em Perfect Harmony, escrita por Madison e Charlie; e Unsaid Emily, em que Gillespie colocou o coração e alma na produção e na atuação. Sendo capaz de emocionar e deixar todos arrepiados com a cena em que ela é apresentada na série, contando sobre o passado de Luke que ainda o atormenta. O álbum Julie and The Phantoms: Season 1 está disponível em todas as plataformas digitais e alcançou o #1 do iTunes US em Trilhas Sonoras.

Além de todas essas qualidades, Julie ainda leva mais um ponto positivo por parte das coreografias e a valorização de dançarinos da indústria, com aparição das irmãs Taylor e Reese Hatala, dançarinas baseadas no Canadá, onde a série foi gravada.

Com esse combo perfeito de enredo, personagens e elenco diversos, representatividade, música e coração, só nos resta torcer para que a série receba uma segunda temporada no serviço de streaming. Não podemos ficar com a incerteza de onde a season finale nos deixou e o gostinho de quero mais. Julie and the Phantoms é uma série para a toda família, capaz de alegrar, emocionar e servir de conforto nesse tempo difícil que o mundo todo está enfrentando.

A 1ª temporada de Julie and the Phantoms contém 9 episódios e está disponível na Netflix.

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Gameboys: The Series (2020) | Review da 1ª temporada

Websérie encerra sua primeira temporada de maneira apoteótica e se consagra com uma das melhores do gênero.

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Depois de meses de distanciamento social, já não é novidade pra ninguém a produção de uma série abordando o tema que marcará o ano de 2020. Entretanto, há tramas que conseguem se destacar ao levantar questões e problematizações que foram potencializadas pela situação atual e, ao mesmo tempo, trazer ao espectador uma doçura, uma esperança de que é possível encontrar o amor e a felicidade, mesmo em tempos difíceis… e Gameboys: The Series, websérie filipina produzida pela The IdeaFirst Company, é uma destas.

Desenvolvida de um modo aparentemente – porém proposital – “simplista”, a história de Cairo (Elijah Canlas) e Graveel (Kokoy de Santos) acabou envolvendo o público com carinho, mesmo tocando em algumas situações que afligem milhões de pessoas ao redor do mundo. Restritos pelo lockdown, os personagens interagem por meio de videochats e mensagens instantâneas, onde aprendemos mais sobre suas personalidades ao ‘stalkear’ suas postagens e Stories nas redes sociais.

Basicamente o seriado conta a história de Cairo, um jovem streamer que passa a maior parte deste período de quarentena trancado em seu quarto e transmitindo suas partidas online. Em ascensão na web, o jovem se vê intrigado ao ser derrotado por outro um outro jogador, Gav. Ao se aproximarem para marcar uma revanche, os dois acabam se envolvendo em um jogo muito mais complexo: o do amor.

Muito do que foi dito nas primeiras impressões sobre a produção (CLIQUE AQUI PARA LER NA ÍNTEGRA), permanece: a direção com o timing certo, o formato ágil de conversas via redes sociais e até mesmo a duração de cada episódio, calculada de forma inteligente para o espectador não se cansar. No entanto, somente com todos os capítulos no ar, é possível ver como o roteiro assinado exclusivamente por Ash Malanum foi aos poucos abrindo discussões como aceitação, compaixão e nossa conexão com as pessoas que amamos. E isso de forma orgânica, sem forçar ou querer ‘militar’ sobre a questão.

Foi um exercício de criatividade e amor à profissão movido por todos os envolvidos. O diretor Ivan Andrew Payawal comandava tudo de maneira remota. Sem uma equipe de filmagem, cenógrafos, maquiadores ou mesmo um set de gravação na maior parte da série, a produção dependeu muito dos esforços da equipe (incluindo os atores) para que fosse ao ar de uma maneira satisfatória e, após o encerramento de sua primeira temporada, pode se dizer que todos estão de parabéns.

Com a mira voltada nitidamente para o público jovem que consome seriados do gênero BL (Boys Love, histórias com teor homoafetivas mas que, geralmente, são voltados para o público feminino), a produção acabou atingindo um leque maior por trazer um roteiro muito mais palatável que outros do mesmo tipo e plots que fazem o espectador entrar numa verdadeira montanha-russa de emoções, provocando cada uma delas de forma certeira. Num mesmo episódio, é possível naturalmente gargalhar, se irritar e até mesmo cair aos prantos com as situações em que os personagens enfrentam.

E para isso acontecer, era necessário que o Gameboys se sustentasse em um elenco que tivesse a capacidade de não só cativar o público como também emocioná-lo. Assim, é inegável que nada disso não teria o mesmo impacto se não houvesse a adição de Elijah e Kokoy: a interpretação de ambos eleva o nível para um patamar onde dificilmente vemos em tramas como esta. Atores excepcionais, a dupla entrega cada diálogo com veracidade e paixão, o que prende a atenção do espectador quase que instantaneamente e mostra como o amor entre dois garotos pode sim ser retratado espontaneamente, sem estereótipos.

Uma vez em que o formato de videochats faz com que os atores na maioria das vezes olhem diretamente para a câmera, é possível ver cada expressão, cada sentimento transmitido. Em determinada ocasião, por exemplo, uma importante decisão é tomada pelo casal mas sem um único diálogo… É uma longa tomada em silêncio, com somente os dois se encarando e a trilha sonora ao fundo. Neste momento, são os olhos de ambos o veículo principal de comunicação entre eles, e muito ali é dito de forma magistral.

Além disso, a chegada de outros personagens como a divertida Pearl (Adrianna So) ou o ‘vilanesco’ Terrence (Kyle Velino) só agregam para revelar novas camadas à trama, o que garante momentos únicos na série. Em um ponto-chave da história, há uma sensível cena entre Cairo e sua mãe (Sue Prado) em que muitos jovens irão se identificar, especialmente aqueles que passam pelo problema de autoaceitação e que precisam de uma palavra de apoio e cuidado. É comovente e ambos os atores se entregam de corpo e alma, nitidamente.

Gameboys era um projeto que foi crescendo aos poucos e que hoje é um fenômeno, um universo de possibilidades, tanto que um derivado – a série Pearl Next Door, onde a vida da melhor amiga de Gav será retratada – está a caminho. Encerrando sua primeira temporada de maneira apoteótica e se consagrando com uma das melhores produções do gênero, ela conta com personagens extremamente cativantes e cheio de camadas ainda inexploradas, o que leva o público a pedir mais e mais histórias do sorridente ‘Anjo da Paz’ e seu rabugento ‘Vitorioso’. Não à toa que um filme está prometido pelo estúdio assim como uma nova temporada (anunciada oficialmente logo após a exibição do último episódio), abraçando ainda mais os temas aqui desenvolvidos – atrações como The Fosters e Love, Victor estão aí para provar que isso é possível.

Os problemas foram enormes (vide os problemas causados pelo lockdown, o que fez alguns episódios atrasarem para serem lançados), nada era certeza e tudo jogava contra Gameboys, mas os obstáculos foram superados e novos desafios virão. Mas usando uma gíria gamer, aqui o “game over” não cabe… Para Cairo e Gavreel, somente o “play” importa.

Assista a série (legendada em português) no player abaixo:

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