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Wolfenstein: Chutando bundas nazistas desde 1981

Eduardo Feuer

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O nazismo é um tema recorrente na cultura pop. São incontáveis as obras que abordam a temática da Segunda Guerra Mundial, o que precedeu e suas repercussões.

É senso comum dizer que o período da Segunda Guerra Mundial é uma época negra na história da humanidade. E são poucos os sentimentos melhores do que chutar a bunda de um nazista.

Assim como dizia o Tenente Aldo Raine, personagem interpretado por Brad Pitt em Bastardos Inglórios: “Vamos fazer apenas uma coisa. MATAR NAZISTAS!”.

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A série Wolfenstein é tida como revolucionária no mundo dos jogos eletrônicos. Sendo o percursor dos jogos de tiro em primeira pessoa, os First Person Shooters ou FPS. Muitos defendem que foi Wolfenstein que criou tal estilo; influenciando grandes franquias como Doom, Quake, Medal of Honor e mais tarde Battlefield e Call of Duty.

A franquia se iniciou em 1981, com um conceito bastante diferente do que temos hoje, Castle Wolfenstein, um jogo em 2d de furtividade, onde você precisava observar, enganar e render soldados alemães; se esconder para passar das fases sorrateiramente.

Essa foi a primeira grande inovação da franquia, até então, não existia jogos que abordavam essa temática e este estilo de jogabilidade. Mas foi em 1992, que a franquia de fato entrou para a história dos videogames, com o lançamento do Wolfenstein 3D, um jogo de ação e extrapolações tecnológicas; o jogo que muitos defendem ser o pai dos FPS. O protagonista ganha um nome, William “B.J.” Blazkowicz. Um espião americano especializado em lutar sozinho atrás das linhas inimigas.

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Os enredos destes jogos começaram bastante simples: matando nazistas, passando as fases, até chegar ao último chefe, Adolf Hitler usando próteses robóticas com grande poder de fogo. Com o passar dos anos, um tom mais sobrenatural tomou conta dos jogos, devido ao grande interesse que a SS de Heinrich Himmler tinha sobre o ocultismo e as assustadoras experiências feitas por eles durante a segunda grande guerra.

Anos se passaram e mais jogos da franquia foram lançados, muitos se passaram desapercebidos pelo grande público e nenhum tão marcante quanto o famoso Wolfenstein 3D. Foram 11 jogos na franquia.

Em 2014, optaram por fazer um reboot na franquia, um recomeço com Wolfenstein: The New Order. Agora, o jogo se passa em um universo paralelo, onde a Alemanha Nazista venceu a segunda guerra mundial e o Terceiro Reich foi instaurado em grande parte do mundo.

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Nessa nova leva de jogos da série Wolfenstein, na história principal do jogo, Blazkowicz tem como missão incitar uma revolução popular nos EUA, que agora é dominado pelos nazistas. Em conjunto com grupos famoso de rebeldes escondidos nos guetos de Nova Orleans e na antiga Nova York, lugar que agora não passa de ruínas devido à uma bomba atômica lá lançada pelos inimigos, que dizimou completamente a cidade.

A partir do reboot, já foram lançados 2 jogos “principais” e algumas DLCs, e já foram anunciados mais dois jogos para a franquia:

Ambos tiveram seu primeiro trailer divulgado na E3 de 2018 e com lançamento previsto para 2019. O primeiro deles Wolfenstein: Youngblood, conta a história das filhas de Blazkowicz, membras da Resistência Global contra o Regime Nazista, indo em uma missão para a França, pois na Europa, os Nazistas ainda estavam no poder. O segundo jogo anunciado foi o Wolfenstein: Cyberpilot, para o VR, você controla um hacker da resistência em ação também no fronte francês da guerra contra os nazistas.

Uma franquia importantíssima para o mundo dos jogos, ficou esquecida por muitos anos, tem o seu ressurgimento em 2014 e volta para o seu lugar merecido no mainsteam, como a série de jogos divertida e empolgante jogo de ação que ela é.

Eduardo Feuer
Editor e Redator - CDL Games
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