O trailer cinematográfico de Call of Duty: Modern Warfare 4 deixou claro o tom do jogo. O projeto será focado em uma das áreas militares mais tensas do mundo, a DMZ, que é a conhecida zona localizada exatamente entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte.
A campanha por si só é polêmica, já que a Coreia do Norte chegou a hackear a Sony no passado em retaliação pelo filme A Entrevista. Essa enorme invasão acabou revelando dados não apenas da produção, mas também da gigante japonesa que ousou fazer uma sátira sobre o país asiático.
Apesar desse histórico complicado no mercado do entretenimento, os desenvolvedores garantem que o objetivo principal da obra é o puro entretenimento do público. O diretor narrativo da produção, Jeff Negus, fez questão de comentar sobre a real intenção por trás de todo o projeto.
Explicando a visão do estúdio, ele comentou: “Fazemos um produto de entretenimento”, disse. Ele reforçou a paixão da sua equipe afirmando: “Somos contadores de histórias. Os riscos em uma narrativa de guerra são os mais altos possíveis, é vida ou morte.”.

Para ele, a imersão do jogador é essencial: “Tudo depende de como você encara diferentes situações para lutar pelo bem dos outros.”. A história do jogo mostra as forças armadas sul-coreanas e americanas unindo esforços de forma muito marcante para conter um ataque inimigo.
Essa trama intensa de Call of Duty acontece em um momento de tensão nas relações entre os EUA e seus aliados. Dá para dizer que o jogo pinta o soft power global dos EUA com tons mais vivos do que os que realmente se vêem no cenário atual.

Aprofundando essa análise da trama, o diretor refletiu: “Acho que é uma questão elementar fundamental quando se trata de contar histórias. São apostas muito altas, e isso é um elemento muito interessante quando você tenta contar uma história”.
Ele também destacou a importância de criar uma forte conexão emocional com os usuários, concluindo o seu forte pensamento de forma direta: “especialmente quando tenta colocar alguém no lugar de um personagem. Abordamos isso pelo ângulo da narrativa.”.







