Connect with us

Livros

CRÍTICA – Breves Respostas Para Grandes Questões de Stephen Hawking

Bárbara Karolina Ribeiro

Published

on

Esse livro é uma compilação de anotações de Stephen Hawking que traz consigo questões que deixam há muito tempo cientistas de cabelo em pé, e a humanidade sem saber o que fazer. Apresentada de forma mais despojada e fácil de ler, é clara a intenção da obra de fazer com que os jovens se aproximem mais da ciência e se interessem mais por ela.

Não que Stephen nos traga a solução para todas as coisas nessa edição de 255 páginas. Mas nessa obra bem menos densa do que as outras escritas por ele, é perceptível que o intuito é mostrar que a ciência não é tão complicada como as pessoas pensam (e logo, têm medo dela).

Que a ciência sobrevive da curiosidade de pessoas comuns, e é na busca pela resposta dessas perguntas, que acontecem os grandes avanços da humanidade. Não existe questão boba. Precisamos procurar respostas para todas as coisas e usar sim essa ciência em pro de um bem comum. Chega um momento em que ele fala de si mesmo, e de como ele não era em nada excepcional. Mas que com o apoio de grandes professores e amigos, a motivação foi essencial e também um grande gatilho para que ele nunca mais quisesse parar de descobrir sobre a teoria de tudo.

Stephen Hawking fala sobre existência de Deus para a humanidade e das leis da natureza que explicam o universo. E se você acredita que as leis da natureza são Deus, não está muito longe do que a ciência defende. É claro que o princípio do universo nos deixa com aquela pulga atrás da orelha: já existia antes do Big Bang? Passou a existir com o Big Bang? E se passou a existir depois do Big Bang, o que existiu antes? Questões que podem nos fazer pensar pela questão de espaço-tempo, de que se não houve nada antes do Big Bang, então não houve tempo para existir um criador. (Mas também não te impede de acreditar que exista sim um Deus presente nas leis da natureza, beleza? Hawking não queria tretar).

O cientista também nos fala de como o universo era micro e se tornou macro, desta forma nos provando que ele ainda está em expansão. Fica bem claro que existe uma busca constante pela origem do universo que explicaria quase todas as coisas do mundo. Mas ninguém sabe explicar ainda, e muitos cientistas têm receio de bater de frente com a questão de não ter existido nada antes do Big Bang. Por questões até mesmo religiosas: quem apertou o gatilho? Foi Deus? Ninguém queria saber do início do universo antes.

Stephen Hawking nos fala da Teoria M e da existência de multiuniversos, o que faz com que o leitor comece a pirar dentro de várias suposições de realidades.

Ele também nos explica como a tridimensionalidade é importante para a existência de vida inteligente: não sobreviveríamos em uma dimensão 2D. E você por algum momento já parou pra pensar que todo esse infinito que vê ao olhar pro céu pode estar compactado em uma casca de noz, e você achando que o universo é infinito? Pois é.

Hawking traz consigo questões (des)norteadoras que vão desde o surgimento dos elementos químicos (e isso inclui o carbono e a origem da vida), até a teoria de que somos vida parasitária e autodestrutiva na terra. Por isso mesmo, segundo ele, é necessário que a humanidade evolua a ponto de poder viajar por aí e colonizar o universo. Porque só olhando para fora é que poderemos resolver os problemas terráqueos.

Falando sobre problemas dos terráqueos, o livro não deixa de fora críticas políticas sobre momentos atuais como a falta de interesse na área científica por parte da desvalorização da educação, governos irresponsáveis que ligam mais para bombas nucleares do que melhorar o mundo para um bem comum, e a teoria de que nós vamos nos autodestruir em algum momento se não nos mobilizarmos para o bem.

Mas o cientista é bem otimista. Apesar do aquecimento global e o derretimento das calotas polares que podem transformar a Terra no novo planeta Vênus, Hawking acredita que a humanidade tenha evoluído o bastante em informação, a ponto de que ela possa sim perpetuar a própria espécie. Saímos da forma mais primitiva de transmissão de informação (DNA), e estamos cada vez mais evoluídos em tecnologia. Desta maneira, é possível que a própria tecnologia nos salve e nos evolua tanto na alteração genética (para solução de problemas), como através da inteligência artificial.

Numa observação de que uma moeda tem dois lados, Hawking não descarta que pode ser que essa evolução nos destrua por completo. Mas se soubermos usar todas essas coisas que temos a nosso favor, o cosmólogo deposita toda uma mensagem de motivação. Ele acredita que somos capazes de moldar um mundo melhor, e moldar outros mundos melhores para gerações futuras.

Apenas uma coisinha que me deixou intrigada é que parece ao longo do livro, Hawking retoma alguns assuntos quase da mesma maneira que foi abordado antes, o que depois de um tempo de leitura me deu a sensação de repetição de informação. Mas nada que desmereça a bela e sensacional obra que motiva, emociona e acredita nos jovens como possível futuro brilhante da raça humana.

Breves Respostas Para Grandes Questões é publicado aqui no Brasil pela Editora Intrínseca

Breves Respostas Para Grandes Questões

9.5

Nota

9.5/10

Pros

  • O livro aborda questões complicadas de maneira simples
Advertisement
Comments

Livros

J.K. Rowling culpa leitores por seu Tweet “transfóbico”

J.K. Rowling voltou ao Twitter no fim de semana e respondeu às críticas sobre seu controverso tweet de dezembro que muitos consideravam transfóbico.

Edi

Published

on

By

J.K. Rowling voltou ao Twitter no fim de semana e respondeu às críticas sobre seu controverso tweet de dezembro que muitos consideravam transfóbico.

Depois de ficar quieta por mais de um mês, a conta de Rowling no Twitter voltou a esquentar no sábado, quando ela respondeu a um vídeo comovente da filha de Patton Oswalt terminando a série Harry Potter. Horas depois, ela anunciou que havia terminado de escrever o Cormoran Strike Book 5.

Então, no domingo de manhã, Rowling postou a seguinte citação da filósofa Hannah Arendt.

“… se a falsificação de uma palavra … é acreditada por tantas pessoas, a tarefa do historiador não é mais descobrir uma falsificação. A falsificação está sendo propagada. Esse fato é mais importante do que a circunstância de ser uma falsificação” Hannah Arendt, Origens do totalitarismo

Embora Rowling não compartilhe diretamente o motivo pelo qual ela postou a citação, parece ser uma resposta ao seu tweet de Maya Forstater em dezembro passado, que abalou os fãs por causa de seu ponto de vista aparentemente transfóbico.

Aqui, Rowling parece estar implicando que os críticos distorceram suas palavras e que o público aceitou algo incorreto como verdadeiro.

Dadas as críticas ferozes que cercaram o tweet no mês passado e a forte presença de Rowling no Twitter nos últimos anos, muitos esperavam que a autora fizesse algum tipo de declaração depois.

Demorou muito mais do que esperávamos, mas agora temos: ela não está se desculpando e acredita que o ponto de vista do público está errado.

Breves Respostas Para Grandes Questões

9.5

Nota

9.5/10

Pros

  • O livro aborda questões complicadas de maneira simples
Continue Reading

Livros

Férias de Verão: 10 filmes que vieram de livros e você não sabia

Prova de que os livros muitas vezes antecedem as produções milionárias.

Mylla Martins de Lima

Published

on

A adaptação de uma obra literária para o cinema é um desafio imenso, até porque nem tudo que é atrativo em um funciona com o outro. Mas existem histórias tão bem repassadas para as grandes telas que ninguém diz que o roteiro saiu de uma primeira ideia. Conheça filmes que saíram dos livros e você talvez não saiba.

1. Uma dobra no tempo

A ficção científica escrita por Madeleine L’engle em 1962, chegou às livrarias brasileiras em 2018 pela DarkSide Books com uma HQ magnífia do primeiro volume e pela Harper Collins Brasil com livros em formato tradicional da trilogia completa.

No mesmo ano, a Disney contempla seus fãs com um filme cheio de magia e grandes nomes como Oprah Winfrey e Reise Witherspoon.

2. Alita: Anjo de Combate

Muito antes do filme de ação futurista que chegou nos cinemas em fevereiro de 2019, o thriller já fazia sucesso no formato mangá. Este foi escrito em 1990 por Yukito Kishiro e finalizado em 1995 com um total de nove volumes.

Aqui no Brasil, o mangá ainda é comercializado pela editora JBC.

3. Garota Exemplar

O suspense premiado pelo Critic’s Choice Awards por melhor roteiro adaptado em 2015 também surgiu do best-seller de Gillian Flyn, publicado em 2012 e impresso pela editora Intrínseca. O mesmo já havia rendido prêmios à autora, como o Edgar de melhor romance e o Goodreads Choice Awards best of the best e melhor estreia de autor.

4. Blade Runer

Falando em adaptações, Blade Runer foi inspirado em Androids sonham com ovelhas elétricas? publicado em 1968 e escrito pelo mestre da ficção científica Philip K. Dicks. O livro foi trazido para o Brasil pela editora Aleph.

Este é tão amado no meio cinematográfico que foi ao ar em três edições, sendo Blade Runer – o Caçador de Androides, de 1982, Blade Runer 2049, 2017, e Blade Runer Black out 2022 no mesmo ano.

5. Mogli: O menino lobo

Esse é conhecido tanto como uma clássica animação dos estúdios Disney de 1967, quanto o live action de 2016. Mas o que poucos sabem é que Mogli é um dos seis contos do livro The Jungle Book (Os Livros da Selva) escrito em 1894 por Rudyard Kipling e ilustrado pelo seu pai, John Lockwood Kipling.

Aqui no Brasil, a obra foi trazida pela editora Zahar.

6. Shrek

Pois é! Muito antes da primeira vez do Ogro mais fofo do cinema aparecer em alguma tela, 2001, existiu um livro publicado em 1990, escrito e ilustrado por William Steig. A estética dos personagens nas páginas são ainda mais bizarras e divertidas.

O livro é publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letrinhas.

7. JUMANJI

O livro de fantasia infantil escrito e ilustrado por Chris Van Allsburg foi originalmente publicado em 1981, e sua primeira adaptação cinematográfica foi em 1995. Anos após o primeiro filme, agora em 2017, a continuação da franquia voltou aos cinemas e, com o seu sucesso, a editora DarkSide Books desenterra o livro com uma edição capa dura e muito próxima da original.

O terceiro filme estreia esse mês aqui no Brasil.

8. O exorcista

O glorioso filme de 1974, dirigido por William Friedkin e detentor do Oscar nas categorias de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Mixagem de Som, também teve suas origens nas páginas de um livro. O romance assustador foi publicado em 1971, escrito por William Blatty, trazido pela Harper Collins Brasil, e ainda esse, tem como inspiração um segundo de nome Exorcismo, escrito por Thomas B. Allen, um historiador americano que baseou-se em documentos do primeiro relato oficial de exorcismo, publicado pela DarkSide Books.

9. Psicose

Um dos sucessos de Hitchcock, o clássico suspense Psicose, tem suas raízes literárias. A obra foi escrita por Robert Bloch em 1959, publicada pela DarkSide Books aqui no Brasil, e já recebeu duas adaptações nas telonas.

10. Hellraiser

Hellraiser é um dos exemplos que o autor do livro é, também, o roteirista. Clive Barker publicou a obra em 1986 dando origem ao filme em 1987, sequenciando mais nove filmes da mesma franquia.

A DarkSide Books tem uma excelente edição, com capa de couro e detalhes dourados.

Breves Respostas Para Grandes Questões

9.5

Nota

9.5/10

Pros

  • O livro aborda questões complicadas de maneira simples
Continue Reading

Livros

Christopher Tolkien, filho de JRR Tolkien, morre aos 95 anos

A Tokien Society deu a notícia hoje mais cedo para confirmar que o jovem de 95 anos faleceu.

Edi

Published

on

By

Hoje, o fandom da Terra-média lamentou a perda de um de seus maiores campeões. Há pouco tempo notificais foram divulgadas confirmando a morte de Christopher Tokien, filho de JRR Tolkien, que escreveu O Senhor dos Anéis.

A Tokien Society deu a notícia hoje mais cedo para confirmar que o jovem de 95 anos faleceu.

Em 1975, Christopher Tolkien deixou sua bolsa de estudos no New College, Oxford, para editar o legendário legado de seu falecido pai. A perspectiva era assustadora. O medievalista de 50 anos se viu confrontado com 70 caixas de obras não publicadas. Milhares de páginas de anotações, fragmentos e poemas, algumas datadas de mais de seis décadas, foram colocadas ao acaso nas caixas. 

Os textos manuscritos foram rabiscados às pressas a lápis e anotados com um amontoado de notas e correções. Uma história inicial foi redigida em um caderno de exercícios do ensino médio.

Uma grande parte do arquivo dizia respeito à história do mundo ficcional de JRR Tolkien, a Terra-média. As anotações continham uma imagem mais ampla de um universo, apenas sugerido nos dois romances mais vendidos de Tolkien, O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954-55). 

Tolkien pretendia trazer essa imagem à tona em uma longa e solene história que remonta à própria criação, mas ele morreu antes de concluir uma versão final e coerente.

Christopher decidiu editar esse livro, publicado em 1977 como O Silmarillion. Ele então se voltou para outro projeto extraído dos papéis de seu pai, e depois outro – finalmente publicando poesia, obras acadêmicas, ficção e uma história de 12 volumes da criação da Terra-média. The Fall of Gondolin, publicado em agosto, é o 25º livro póstumo que Christopher Tolkien produziu nos arquivos de seu pai.

Uma nova série produzida pelo Amazon esta chegando antes que o filho de Tolkien pudesse contempla-la.

Breves Respostas Para Grandes Questões

9.5

Nota

9.5/10

Pros

  • O livro aborda questões complicadas de maneira simples
Continue Reading

Parceiros Editorias

error: Conteúdo Protegido