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Livros

Harry Potter ou Turma da Mônica? Confira 5 coleções que marcaram épocas

Emília, Cebolinha, Feurinha e Harry Potter são alguns dos personagens infantojuvenis que divertiram muitas crianças e adolescentes através das décadas.

Rodrigo Roddick

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É só lembrar da infância que bate aquela nostalgia, não é mesmo? Uma época em que nossa maior preocupação era quem ia ser o Power Ranger vermelho ou a Jean Grey dos X-men. Parte desse fascínio deve-se às histórias que tanto embalaram o imaginário e as aventuras das crianças e adolescentes; histórias essas que se introduziram nas vidas desses pequenos leitores através dos pais, da escola ou por indicação de amigos.

Recordando as gerações que foram presenteadas com coleções literárias que marcaram suas épocas, o book advisor Eduardo Villela destacou cinco delas que vão te convidar a um mergulho de volta à infância. Oferecendo assessoria especializada, Eduardo está há 15 anos no mercado aconselhando pessoas que desejam escrever ou publicar um livro. Confira agora as coleções separadas por ele.

1. Série Vaga-lume

Quem não se lembra de O Escaravelho do Diabo, A Ilha Perdida, Deu a Louca no Tempo ou A Turma da Rua Quinze? Seja emprestado pelos colegas mais próximos ou indicado como leitura obrigatória na escola, era impossível crescer no Brasil sem ter acesso aos livros fantásticos lançados pela editora Ática

Introduzida em 1973, a coleção infantojuvenil Vaga-lume era composta por 93 volumes e trazia capas chamativas que, ao longo do tempo, foram se adaptado ao público. Deu até vontade de reler um deles, não é?

2. Sítio do Picapau Amarelo

Monteiro Lobato, recontando os mitos brasileiros e os adaptando para o público infantil, escreveu 23 volumes entre 1920 e 1947 desta que viria a ser uma coleção de referência para muita gente. 

É claro que o Sítio não teria a mesma graça se apenas reproduzisse o folclore nacional, portanto através das peripécias da boneca de pano Emília, dos ensinamentos do Visconde de Sabugosa e dos medos de Rabicó, a história trouxe inúmeras aventuras para enriquecer a infância e fortalecer a literatura nacional. E tudo isso começou com A Menina de Narizinho Arrebitado em 1920.

3. Turma da Mônica

Apesar de não vir no formato livro, é impossível se remeter à infância sem recordar da insistente mania da dentuça em bater com o coelho Sansão em seus amigos; de sua amiga gulosa que não conseguia parar de comer; do rapazinho que falava “elado” ou de seu colega que nunca tomava banho.

A Turma da Mônica nasceu em 1959, época que nem se chamava assim, através da mente e mãos mágicas de Maurício de Sousa, quando começou a escrever a primeira tirinha com Franjinha e seu cãozinho Bidu. Não, você não leu elado! Eles foram os primeiros personagens a serem criados pelo desenhista. A Mônica e seus colegas Magali, Cebolinha e Cascão só se inseriram na história – garantindo a identidade visual da coleção – a partir de 1960.

Mais tarde, Maurício de Sousa criou a Turma da Mônica Jovem com os já conhecidos personagens, mas adolescentes, na intenção de presentear os leitores que já tinham crescido e também para se adaptar ao mercado de animes.

4. Os livros de Pedro Bandeira

Um nome que não poderia deixar de constar nessa lista. Em algum momento os leitores juvenis se depararam com O Fantástico Mistério da Feiurinha, A Marca de uma Lágrima e com a série Os Karas. Estes são apenas alguns dos 80 livros publicados por Pedro Bandeira que viria a ser considerado o autor de literatura juvenil mais vendido no Brasil. Ele conseguiu conquistar a marca de mais de 23 milhões de exemplares comercializados e ganhou prêmios como o Trófeu APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) e também o influente Prêmio Jabuti. Quem não lembra de ler A Droga da Obediência para a escola?

5. Harry Potter

É claro que o bruxinho mais famoso do mundo não podia ficar de fora deste momento nostálgico. Ainda muito presente na literatura atual, Harry Potter é uma saga que marcou os jovens que começaram a ler no início dos anos 2000. A autora J. K. Rowling, quando publicou o primeiro livro Harry Potter e a Pedra Filosofal em 1997, não podia imaginar que a história do bruxo estudante de uma escola de magia marcaria uma geração de leitores.

O fenômeno, além de encantar os leitores ao redor do mundo em 73 idiomas, fez magia na vida da autora ao fazê-la sair da pobreza para uma riqueza multimilionária em apenas cinco anos!

A fama desta história foi tão grande que os sete livros foram imortalizados no cinema através de oito adaptações pela Warner Bross. Hoje, reminiscências da saga são abordadas no spin-off Animais Fantásticos, que expande o universo de Harry Potter e conta com J. K. Rowling no roteiro.

Maurício de Sousa e Pedro Bandeira estarão na Bienal do Livro XIX que vai acontecer entre 30 de agosto e 8 de setembro.

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