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Impressões | The Acolyte “decepcionante”

The Acolyte decepciona nestas primeiras impressões dadas a imprensa, mas tem potencial para ser bem melhor no decorrer da série.

Rebecca Menezes
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Rebecca Menezes
Fã de Star Wars, jornalista, nerd, geek e amante de tatoo.
The Acolyte
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The Acolyte

Na última terça-feira (28) fomos a convite do Disney+ Brasil assistir aos dois primeiros episódios de The Acolyte, nova série do universo Star Wars que estreia hoje (04) na plataforma. Os demais seis episódios chegam semanalmente, às terças-feiras. E aproveitamos para trazer para vocês as nossas primeiras impressões – SEM SPOILERS – desse comecinho da série.

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Antes de começar, acho importante dizer que estas impressões vem de uma fã que ainda não teve oportunidade de explorar os quadrinhos que trazem histórias da Alta República – período que se passa antes do Episódio I na linha do tempo e onde a paz e os Jedi reinavam, com milhares deles espalhados pela galáxia. Talvez a experiência para quem já tenha lido seja diferente… mas não acredito, pois pelo que sei, a série traz uma história inédita. 

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The Acolyte
Cena The Acolyte

Eu estava bem ansiosa para essa nova trama por dois motivos:

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  • 1- por ser a primeira história em telas da Alta República, trazendo novas possibilidades narrativas, o que ainda está tímido, mas se desenvolvendo aos poucos; e
  • 2- pela proposta de investigação que ela dizia ter – no entanto com dois episódios inteiros esse ar investigativo ainda não está presente, pelo menos não de forma original ou diferente do que já somos acostumados no universo, o que confesso me decepcionou um pouco. 

Inclusive, falando sobre o restante do universo, a série claramente tenta homenagear os filmes originais, tanto na cinematografia, quanto em ritmo, efeitos e até mesmo humor.

O visual de The Acolyte evoca bastante os episódios IV, V e VI, com os movimentos de câmera e transições mais tradicionais da trilogia original de Star Wars e até cenários que parecem muito alguns dos mais conhecidos da franquia – o que até traz um quentinho no coração pros fãs de longa data – mas peca ao não saber combinar o senso de nostalgia ao de modernidade, deixando uma sensação de falta de cuidado.

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Homenagear as origens é importante, com toda certeza, ainda mais em uma saga com o peso de Star Wars, mas é preciso entender como fazer para que ainda seja uma obra relevante para os tempos atuais e não repita padrões criticados pelos fãs.

The Acolyte
Cena The Acolyte

Falando da trama em si – e evitando spoilers – preciso dizer que estou decepcionada, infelizmente. A história, até onde acompanhamos nos dois primeiros episódios, se vale de um plot twist clichê e (ainda) não conseguiu achar novas formas de tornar a narrativa interessante.

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Mesmo usando ferramentas que atiçam a curiosidade do espectador – levantando perguntas que ficam sem respostas até o próximo episódio – o roteiro de The Acolyte segue sem um atrativo de peso que prenda. Pelo menos por enquanto. Eu ainda tenho esperança de um fortalecimento da história.

O que mais me ganhou, por enquanto, foi a riqueza e diversidade do universo de Star Wars colocado em primeiro plano e entre os protagonistas, não apenas um pano de fundo para a história principal. Temos protagonistas negros, asiáticos e de diversas raças alienigenas, o que inclusive vai ao encontro com o pouco que sei dos quadrinhos da Alta República, que trazem inclusive personagens não binárias.

E claro, como não pode faltar, um droid carismático! Dessa vez o pequeno Pip, parceiro de Mae, que é tipo um robô ferramenta que a ajuda em seu trabalho. Também gostei muito de um trabalho de ação mais focado em combate corpo a corpo sem armas, que explora uma nova gama de talentos Jedi para além dos sabres de luz.

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The Acolyte
Cena The Acolyte

As atuações não são ruins, mas também não são eletrizantes. Fora alguns momentos da Amanda Stenberg, que realmente conquistam, quem mais se destaca é Lee Jung-Jae – mas que ainda tem “muita Força pra usar” pra se tornar um Jedi memorável na história da franquia. Na linha de atuação, ainda é uma pena vermos a fortíssima Carrie-Anne Moss com tão pouco tempo de tela.

Num geral, sinto que – pelo menos nestes primeiros dois episódios – a série ainda está um pouco perdida em sua proposta. Querendo homenagear as origens da franquia, mas sem saber ter sua originalidade destacada.

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Trazendo novos personagens interessantes, mas sem conseguir deixá-los carismáticos o suficiente. Buscando um novo tipo de narrativa, mas com um roteiro que peca pelo óbvio. Acredito – e espero – que tenha tempo para as coisas mudarem nos próximos 6 episódios e com certeza vou acompanhar como fã da franquia. Não desgostei dela, mas também não evocou toda a paixão que possuo pelo universo como outras fazem.

No entanto, se você não é muito ligado no universo de Star Wars, talvez The Acolyte não seja ideal para você – recomendaria The Mandalorian, Andor ou até Clone Wars, saindo um pouco dos live-action.

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The Acolyte estreia nesta terça (04) às 22h no Disney+.

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Razóavel 3
Nota 3
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