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Livros

Jardim de Inverno, de Kristin Hannah, um drama familiar intenso e muito real.

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Uma família atormentada por um passado sombrio, abandonado por uma mãe misteriosa que carregava consigo um fardo de uma outra pessoa, um fardo de uma outra vida, esse seria um bom resumo sobre a família de Nina e Meredith, duas irmãs criadas pelo frio olhar da mãe. Com o tempo cada uma seguiu um caminho.

Meredith criou uma missão pessoal de ser uma mãe melhor do que a sua devido aos traumas de infância, e Nina, seguiu sua vida sem ter nenhum peso ignorando qualquer ligação com a família ou o passado (ou melhor dizendo, qualquer ligação sentimental que tinha ou poderia ter.) mas ambas são obrigadas a enfrentar o fantasma que as assombram depois de uma perda dolorosa em suas vidas.

Quando comecei a ler Jardim de Inverno, a única expectativa que criei foi a de o livro ter um drama e como esperado, ele teve. Mas o drama não era como os que eu estou acostumada, o livro não é exatamente um romance, mas, trata de um amor entre mãe e filhas, ou um amor que deveria ser. O livro é narrado do ponto de vista das duas irmãs, Meredith, a irmã mais velha (Casada e com filho.) e Nina, a irmã mais nova (fotógrafa que viaja pelo mundo.).

Meredith é uma mulher independente, apesar das dores com a mãe, ela nunca conseguiu abandonar o Pai, criou sua família perto da casa dos pais e seguiu os negócios da família, mas devido a sua mãe não sabia como se expressar, problemas com o casamento devido a dificuldade em amar.

Nina, por outro lado, também é independente e não se aproximou muito da família, seguindo  catástrofes  pelo mundo fotografando todos tipos de guerras e acidentes, e quando o assunto é romance, um único parceiro mas nenhuma “corrente” que a impedisse de voar para bem longe sem previsão de voltar.

Jardim de Inverno tem uma escrita excelente e cativante, uma história emocionante que não te permite desviar a atenção do drama familiar por um segundo, uma leitura para qualquer idade com muitas lições a dar. Quer se emocionar? Acompanhe o conto do príncipe e a plebeia contado por Anya, ou eu deveria dizer um outro nome?

Tantos desafios a gente enfrenta, mas nada comparado ao que o mundo da leitura e seus personagens já passaram. Carioca e perfeitamente viciada em ler.

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HQs

Resenha | Coragem

HQ que apresenta a importância de estar com a saúde mental em dia.

Mylla Martins de Lima

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Raina Telgemeier é uma cartunista norte-americana responsável por um grande acervo de livros para o público infanto-juvenil. Coragem não é diferente. A editora Intrínseca trouxe sua autobiografia para o Brasil em uma edição linda e bem colorida.

HQ Coragem: uma história para quem tem medo - Geekness

Em uma noite, Raina acordou com uma dor estranha na barriga, mas como sua mãe havia passado pela mesma coisa, talvez não fosse nada grave… apenas uma virose. O problema é que a dor não passava e, junto dela, vinha o medo. Depois de diversos exames terem dado “OK”, seus pais perceberam que não se tratava de uma doença física e, por isso, procuraram ajuda psicológica.

A HQ foca no público que mais precisa desse apoio, quem está passando pela aterrorizante fase da puberdade. Ela normaliza o medo, mas estimula os jovens a não passarem por esse caminho turbulento sozinhos e a confiarem em seus responsáveis, que farão o possível para ajudar.

Essa transição inevitável pode vir acompanhada de ansiedade e, se não tratada com devida seriedade, é possível que algo mais complexo aconteça, chegando a afetar seu estado físico. A autora manda um recado para jovens e adultos usando sua própria experiência, por isso uma leitura em família seria incrível.

Coragem, de Raina Telgemeier #Resenha - Leitora Compulsiva

A ideia de trabalhar a identidade da personagem também foi ótima. Raina era uma menininha de 10 anos, feliz, que amava assistir TV e desenhar como qualquer uma de suas amigas da escola. Isso faz com que o leitor entenda que o problema não tem a ver com estereótipos.

A palavra estresse não é de uso exclusivo dos adultos. Lidar com um ambiente conturbado, seja em casa ou na escola, além de mudanças corporais e mentais, são desgastantes para todos. Essa grafic novel pedagógica apresenta esse argumento de forma muito clara para que até os mais leigos no assunto compreendam que não se trata de um problema desprezível.

Coragem fala especificamente sobre emetofobia, o medo de vômito, mas o quadrinho serve como exemplo para muitos outros tipos de sofrimentos causados pela ansiedade, que é considerado atualmente um dos transtornos mais comuns.

A prova da importância de Coragem é sua indicação ao Prêmio Eisner 2020, a maior premiação quando o assunto é histórias em quadrinho. A HQ está concorrendo às categorias de Melhor Roteirista e Artista e Melhor Publicação Infantil.

Ler é Bom, Vai! Coragem, de Raina Telgemeier

O quadrinho é cheio de lições para a família toda. Trata de um assunto sério, mas é uma leitura divertida e muito didática. Raina encoraja qualquer pessoa a abrir seu coração e pedir ajuda, e seu depoimento no final do livro é muito sincero e acolhedor.

Coragem é mais que desenhos coloridos com traços infantis, é um arauto de como enfrentar seus medos, seja ele qual for.

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HQs

Anunciado spin-off de O Mandaloriano em livros e quadrinhos

Estão por vir novas aventuras do Mandaloriano no universo de Star Wars.

Jacqueline Cristina

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Anunciado essa semana pela Disney e a Lucasfilm uma linha editorial que irá expandir o universo Star Wars introduzido na primeira temporada da série, O Mandaloriano.

A linha editorial incluirá livros de ficção e não-ficção, bem como uma séries de quadrinhos de vários editores, que terão como alvo diferentes faixas etárias e níveis de leitura. A capa do livro “The Art of the Mandalorian (Season One)” (A Arte do Mandaloriano – Primeira Temporada), criado por Doug Chiang, da Lucasfilm, foi revelada como parte do anúncio, o qual pode ser vista abaixo:

A Arte do Mandaloriano – Primeira Temporada encabeça uma lista de lançamentos que também inclui um romance adulto, e três livros para jovens leitores. Confira a lista de títulos e autores:

  • A Arte do Mandaloriano (Primeira Temporada), de Phil Szostak com Doug Chiang;
  • O Mandaloriano: Romance Original, de Adam Christopher;
  • O Mandaloriano: O Guia Visual Definitivo, de Pablo Hidalgo;
  • O Mandaloriano: Aliados e Inimigos, por Brooke Vitale;
  • O Mandaloriano: Livro de Histórias (Título definitivo ainda será revelado), por Brooke Vitale;
  • O Mandaloriano, por Joe Schreiber.

Quanto aos quadrinhos, as publicações fcarão a cargo da Marvel Comics e da IDW Publishing, sendo que não foi apresentado mais detalhes a respeito, contudo, sabemos que se O Mandaloriano seguir o padrão estabelecido pelos quadrinhos anteriores de Star Wars, a Marvel publicará títulos para leitores mais velhos, enquanto a IDW publica quadrinhos para o público mais jovem.

Foram confirmadas também outras publicações envolvendo a confecção de revistas de colorir e de atividades da Titan, Studio Fun, Crayola, Thunder Bay Press, Disney Publishing Worldwide e Dreamtivity, assim como um Pequeno Livro de Ouro e um Screen Comic que irá recontar a primeira temporada da série.

Infelizmente, até o momento não foi divulgado nenhuma pista quanto ao lançamento dos títulos citados na matéria. Enquanto isso, O Mandaloriano, série televisiva do universo Star Wars, já se encontra disponível para os assinantes do serviço de streaming Disney+.

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Resenha

Resenha | O Yark

Uma literatura fantástica e infantil para abrir os olhos de adultos.

Mylla Martins de Lima

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Juntando crianças e uma espécie de bicho papão, Bertrand Santini mescla medo, amor e tristeza em uma obra de 78 páginas que só não é melhor por ser curta. A editora Nova Zahar, através do seu selo Pequena Zahar, trouxe para o Brasil uma das melhores histórias infantis, que até já foi indicada pelo Cabana como dica de leitura outrora.

O Yark Zahar

A primeira parte do livro é narrada em tom sombrio, conta um pouco das características do grande monstro peludo, voador e com dentes enormes. O Yark, além de assustador, come crianças fofas e boazinhas.

Durante os primeiros capítulos, o autor fala das capturas e sabores dessas crianças, produzindo uma sensação bizarra até mesmo para adultos. Não muito depois do susto vem o alívio cômico, o Yark não pode comer crianças más por ser alérgico. Seu estômago é sensível demais para suportar pirralhos bagunceiros. Toda essa bagunça acaba alterando a composição química da criança, fazendo a criatura ter constantes gases e dores de barriga!

“O Yark adora crianças. Ele gosta de sentir os ossinhos delas estalando sob seus dentes e de sugar aqueles olhos tenros que se desmancham na boca como bombons. É louco pelos dedinhos infantis, pelos pezinhos, pelas linguinhas, que ele mastiga como folha de hortelã, como se fossem guloseimas doces e maravilhosamente grudentas”

O livro segue mostrando o cotidiano do comedor de crianças. O felpudo não tem sorte alguma em sua caçada, tendo qualquer dos seus infalíveis planos completamente arruinados, terminando na sua frustração e, pior ainda, na sua fome. Há tempos que ele não sabe o que é um banquete de anjinhos. Até que em uma noite, o ogro peludo come um pirralho malvado sem querer e passa tanto mal que não resiste, ele desmaia e acorda em um lugar muito diferente, deitado em uma cama. É a hora do leitor conhecer a nova personagem, que vai transformar oYark e também as crianças e os adultos que tiverem o livro em mãos.

Laurent Gapaillard : Le Yark | Ink drawing illustration, Cartoon ...
YARK COMENDO CHARLOTTE, PÁGINA 31.

Além de muito bem escrito, fugindo totalmente do que se espera das histórias de terror, o Yark traz assuntos muito bem explorados, podendo ser discutidos por qualquer idade. Um desses tópicos abordados é o bem e o mal. Bertrand consegue mostrar, em um livro de faixa etária livre, o quão cruel pode ser o ser humano independente de sua idade. Desde o início, o autor deixa claro a proposta do livro, citando John Locke, filósofo inglês: “Um fato que observei muitas vezes entre as crianças é que elas tendem a maltratar todas as pobres criaturas em seu poder”.

A arte também é uma das pautas, apesar de correr tão rapidamente. Em um dado momento, o personagem principal utiliza a pintura como forma de terapia. Essa, com certeza, é uma das mensagens mais importantes transmitidas na trama… a expressão que traz a liberdade.

“— Os seres humanos não têm muita imaginação. Só veem beleza nas coisas que se parecem com eles.

—Mas você é humana! — Exclama o Yark.

— Pois é! E, como acho você bonito, essa é a prova de que nós nos parecemos !”

As ilustrações melancólicas, cheias de hachuras em preto e cinza, levam o leitor a questionar se realmente trata-se de uma historinha infantil. Laurent Gapaillard pega a tristeza da fome do Yark e preenche as páginas do livro com um traço impecável e de maneira que as pessoas sintam pena do vilão.

“Os garotos querem que ele engula somente quantidades ínfimas de veneno. Pois seria um desperdício se o Yark morresse logo. Para que um suplício seja engraçado, é preciso que seja lento! “

O Yark é um livro incrível para todas as idades, da escrita até a parte gráfica. Existem questões importantes abordadas próprias para crianças, mas não é uma exclusividade delas.

É um livro divertido, às vezes triste, mas fantástico.

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