Melhoramentos lança clássicos da literatura brasileira em quadrinhos

Melhoramentos lança clássicos da literatura brasileira em quadrinhos

Rodrigo Roddick
Por
Rodrigo Roddick
Escritor de fantasia e leitor voraz. Formado em jornalismo, mago nas horas vagas.

Durante a escola, muitos alunos se tornam leitores e acabam conhecendo (mesmo forçosamente) a literatura brasileira clássica. São apresentados a Machado de Assis, Lima Barreto, Jorge Amado e muitos outros escritores brasileiros. Agora imagine como seria mais atraente aos alunos ter acesso a essa literatura no formato de quadrinhos? Não é necessário mais imaginar. A editora Melhoramentos tornou isso possível.

Melhoramentos lança clássicos da literatura brasileira em quadrinhos

Ampliando seu catálogo, a Melhoramentos trouxe duas obras icônicas do cenário brasileiro: O Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, e O Alienista, de Machado de Assis, ambos adaptados para os quadrinhos através da sensibilidade do cartunista e jornalista Franco de Rosa, do roteirista Gonçalo Junior e do desenhista Arthur Garcia.

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Franco de Rosa trabalhou em O Triste Fim de Policarpo Quaresma como ilustrador e em O Alienista como roteirista. Na primeira obra, Gonçalo Junior ficou responsável pela adaptação dos textos. Já na segunda, Arthur Garcia imprimiu seus traços nos personagens.

Melhoramentos lança clássicos da literatura brasileira em quadrinhos

Para eles a maior dificuldade foi manter o conteúdo sem alteração, pois se o colocassem na íntegra, a história ficaria muito comprida para uma HQ e isso perderia um dos atrativos, que é o poder de concisão deste formato.

“É preciso subtrair algumas passagens e isso dói. Porém, temos que priorizar o que é mais importante em uma história, os temas principais”, explica Franco.

Todo o processo prioriza a originalidade dos autores para que a essência das obras não se perca na adaptação. Dessa forma, os leitores poderão recorrer aos quadrinhos cientes de que estarão lendo o conteúdo original.

“Primeiro leio a obra a ser adaptada. Depois, divido o número de páginas do livro pelo número de páginas que a história deverá ter em quadrinhos. Em seguida, trato de ir compactando a história. Descrevo quadro a quadro o que deverá ser desenhado. Para depois dividir em páginas. Também escrevo os diálogos e as legendas”, revela Franco.

Segundo a editora, a iniciativa visa conquistar o público jovem, criando nestes leitores o interesse em desvendar os clássicos que tanto contribuíram para formar o arsenal literário rico e renomado que é o brasileiro.

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