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RESENHA | A Cidade das Máscaras de Genevieve Cogman

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Desde o primeiro livro da série, A Biblioteca Invisível, o qual leva o mesmo nome da série, percebemos o cuidado que a autora tem com todos os detalhes da história. O primeiro livro é bom, mas o segundo é de tirar o fôlego e nos encher de adrenalina em todas as cenas de ação que acontece em A Cidade das Máscaras.

Antes de falar do segundo livro, preciso explicar um pouco da história só para relembrá-los sobre o que é esta série.

A Biblioteca Invisível, distribuído no Brasil pela Editora Morro Branco que, aliás, me conquistou com todos os livros que recebi até agora, diga-se de passagem, a série é uma fantasia que todo bom leitor vai se identificar, pois fala sobre livros. A Biblioteca Invisível nada mais é do que uma biblioteca que arquiva todos os livros raros e especiais de todos os alternativos. Os alternativos significam que existe as mesmas cidades em mundos diferentes, por exemplo, há várias Londres, mas cada alternativo de Londres está em época diferente, algumas com tecnologias avançadas e outras em uma época vitoriana (esse é o único jeito que consegui definir os alternativos e que fica mais fácil de entender), nesses alternativos podem haver Ordem e Caos (o que o nome já diz o que significa), com seres completamente diferentes ou, até mesmo, humanos normais vivendo com esses seres fantasmagóricos. No caso da série, o Caos só acontece com Feéricos que aparece para causar um pouco de desordem, ou até mesmo uma guerra. Mas não são apenas os Feéricos que podem causar tamanha desordem, pelo contrário, existem Bibliotecários revoltados que podem se aliar aos Feéricos para que a Guerra aconteça.

Já a ordem pode ser um lugar onde a organização é maior e prevalece em cima de qualquer maldade, e existe alguns alternativos que tem somente a Ordem e outros que existe somente o Caos e há os que Ordem e Caos se misturam, que é o Alternativo onde Irene e Kai fazem residência desde A Biblioteca Invisível.

A Cidade das Máscaras é um alternativo onde o Caos predomina, e nada mais é que em Veneza, a cidade que comemora o Carnaval o ano inteiro, onde andar de máscaras é completamente normal. Kai, além de assistente de Irene, é um Dragão e inimigo número 1 dos Feéricos, e é raptado pelos Feéricos que tem como objetivo criar o Caos no alternativo onde Irene e Kai vivem, ou melhor, espiam.

No início da história, somos apresentados ao rapto de Kai de uma maneira humorada e cheia de ação, claro que não entendemos muita coisa e somos pegos desejando saber qual é a razão de ele ser sequestrado, quem está fazendo isso e para onde vão levá-lo.

Kai não se transforma em Dragão para se defender, pois, se ele se transformasse, o rapto não aconteceria e tudo ficaria bem. Acontece que ninguém sabe que Kai é um Dragão e, se transformar em um, tornaria um problema para ele e a Biblioteca futuramente, pois todo mundo saberia da existência dele e da presença da biblioteca ali e, para onde o levam, o torna muito fraco, pois aquele alternativo de Veneza está infestado de Caos. Irene descobre o que vão fazer com Kai e qual a pretensão dos vilões Lorde e Lady Guantes, e ela tem pouco tempo para conseguir resgatar seu melhor amigo e, talvez, futura paixão. Espero que sim, pois shippo muito!

Então a aventura de Irene acontece, para evitar que uma grande guerra acontece, ela sai em procura de Kai, agindo por conta própria. Nós somos apresentados a novos personagens, novos vilões e podemos até sentir a presença de Alberich, o vilão do primeiro livro, na história. É claro que tudo acontece porque ele faz isso acontecer, mesmo que não esteja presente em toda a aventura.

A história é muito bem escrita e confesso que gargalhei algumas vezes, da mesma forma que fiquei agitada nas cenas de ação. É tudo muito bem detalhado e fácil de imaginar. Genevieve tem o dom de nos abduzir para dentro da história de uma forma que não tem como escapar.

Vale, o detetive que faz parte constantemente dos dois livros e até o vilão Silver que, às vezes, não parece vilão, dão à história um tom delicioso. Silver e Irene juntos, consigo sentir a pressão dos dois enquanto lemos. Mas, embora Silver seja um Feérico sedutor, nada muda em relação ao Shipp que torço muito para que aconteça entre Kai e Irene. A química dos dois é praticamente palpável e queria muito ver como eles seriam como casal de espécies diferentes.

Esse livro foi tão delicioso de ler e foi tão incrível viver uma nova aventura após Harry Potter de J.K. Rowling e Percy Jackson de Rick Riordan, onde o romance é apenas um coadjuvante e o foco mesmo da série A Biblioteca Invisível é a história, e isso me deixa ansiosa esperando o terceiro livro para saber o que vai acontecer, se teremos mais um pouco de Alberich ou Irene e Kai vão enfrentar outro vilão e isso me deixa ansiosa, pois as duas opções são boas para mim.

Outro ponto a favor é que todas as explicações que senti falta no primeiro livro, foram respondidas no segundo e fiquei muito feliz em conhecer todo esse mundo fantasmagórico de Genevieve Cogman na série A Biblioteca Invisível.

Disponível em: SARAIVA | AMAZON | SUBMARINO

Escritora e devoradora de livros seja ficção, comédia, fantasia e muitos outros gêneros, o importante é a história prender sua atenção.

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Livros

Quarentena Geek: 6 livros para o seu fim de semana

Dicas de leituras fantásticas para tirar de letra o isolamento social e que talvez você não conheça.

Mylla Martins de Lima

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Normalmente as listas de livros baseadas na cultura geek são compostas pelos mesmos livros e seus autores renomados. Outros títulos acabam não sendo explorados e, por isso, continuam sem merecido reconhecimento, mesmo carregados pela essência fantástica.

Esta lista contém ótimos livros, dotados de teorias, ciência, fantasia e múltiplas referências da cultura pop para dar um “up” nessa temporada tão difícil pela qual estamos passando.

Livros preferidos de executivos de grandes startups em 2019 - Startupi

1. Como uma luva de veludo moldada em ferro

Como Uma Luva De Veludo Moldada Em Ferro no Submarino.com

O quadrinho escrito e ilustrado por Daniel Clowes e Jim Anotsu, foi publicado aqui no Brasil pela editora NEMO. Ele é um compilado de 10 capítulos da mesma história escrita por Daniel na revista Einghtball.

Trata-se de uma investigação acerca de um snuff film — gênero em que as mortes filmadas são reais — cheia dos personagens mais bizarros. É uma verdadeira jornada pela loucura.

2. Descender: Estrela de lata

Humanos e máquinas estão em guerra em Descender, novo quadrinho de ...

Esta HQ é escrita por Jeff Lemire e ilustrada por Dustin Nguyen. No Brasil, ela foi lançada em 2019 pela editora Intrínseca.

A história por trás das ilustrações excepcionais conta a saga de um robô que luta por sua sobrevivência em um mundo onde existe uma perseguição às máquinas.

Confira a resenha de Descender clicando aqui.

3. Renegados

Livro - RENEGADOS nas americanas

A editora Rocco trouxe, neste ano, o primeiro volume da trilogia escrita por Marissa Meyer. A história de ficção-científica conta sobre um grupo de humanos com habilidades especiais que conseguem estabelecer a paz em uma cidade totalmente arruinada.

Esses são tratados como a esperança daquele povo, os verdadeiros heróis… mas nem todo mundo os enxerga desse modo. Um segundo grupo também participa da narrativa, mas buscando vingança.

4. Contos do tempo emaranhado

Contos do tempo emaranhado (Douglas Bock) - Editora Diário Macabro

Um livro 100% brasileiro com 14 histórias contadas por Douglas Bock em uma edição linda publicada pela editora Diário Macabro.

Os contos são divididos em 3 grupos: ” Cinco Paraísos”,que falam sobre a sociedade secreta no coração de São Paulo que oferece a possibilidade de vida pós-morte; “Histórias instáveis”, que possuem relatos de pessoas com vivência em outras dimensões, tempos ou lugares; e, por fim, “Sampaulo- Vetente 1641”, que é uma versão alternativa da selva de pedra com saltos no espaço tempo.

5. Metrópolis

Metrópolis | Editora Aleph - editoraaleph

A editora Aleph é famosa pela publicação de obras maravilhosas da ficção científica. Essa, por exemplo, foi escrita por Thea Von Harbou e já ganhou, inclusive, uma adaptação cinematográfica.

A obra é narrada em uma cidade futurística, onde a população é dividida em dois andares. O primeiro, uma elite, pessoas próspera que desfrutam de uma boa vida. No andar subterrâneo , trabalhadores lutam por sua sobrevivência. Em meio à essa barreira de classes, surge um romance.

6. VHS: Verdadeiras histórias de sangue

VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue - Livros na Amazon Brasil ...

Cesar Bravo e DarkSide Books formam uma dupla perfeita e a prova veio com essa publicação sem defeito algum!

As histórias são passadas entre 1985 e 1995, cheias de esquisitices e muito sangue. Os contos partem de registros orais sobre mandingas macabras, crimes brutais, animais soturnos, além de notícias , jornais e anúncios sobre o imaginário da época.

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Livros

J. K. Rowling anuncia ‘The Ickabog’ como primeiro livro infantil após Harry Potter

Autora disponibiliza primeiros capítulos em plataforma online devido ao coronavírus.

Rodrigo Roddick

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Harry Potter não é o único romance infantojuvenil de J. K. Rowling. Não mais. Agora a autora está lançando o conto The Ickabog, uma história romanceada que está sendo disponibilizada em site próprio. Apesar de estar vindo a público agora, o livro já estava sendo escrito na época de Harry Potter, há mais ou menos uma década atrás.

A autora explica o motivo de ter deixado The Ickabog para trás e também comenta por que resolveu trazê-lo agora.

“Algumas semanas atrás, durante o jantar, discuti provisoriamente a ideia de tirar The Ickabog do sótão e publicá-lo gratuitamente, para crianças em confinamento. Meus agora adolescentes estavam emocionadamente entusiasmados, então lá embaixo veio a caixa muito empoeirada e, nas últimas semanas, estive imersa em um mundo fictício que pensei em nunca mais entrar”

Ela ainda ressalta que sua família já tinha conhecimento do livro e, por se lembrarem de como ele fora contado, participou da montagem desta história.

“Enquanto trabalhava para terminar o livro, comecei a ler capítulos todas as noites para a família novamente. Essa foi uma das experiências mais extraordinárias da minha vida de escritora, pois os dois primeiros leitores do The Ickabog me contaram do que se lembram quando eram pequenos e exigiram a reintegração de partes de que gostaram particularmente (eu obedeci)”

Joanne Rowling explica que The Ickabog é uma história sobre o abuso do poder e adianta que ela não se refere a nenhum regime atual em particular, lembrando que o livro foi escrito há mais de uma década.

The Ickabog é uma história sobre a verdade e o abuso de poder. Para evitar uma pergunta óbvia: a ideia me surgiu há mais de uma década, por isso não pretende ser lida como uma resposta a qualquer coisa que esteja acontecendo no mundo no momento. Os temas são atemporais e podem se aplicar a qualquer época ou país”

The Ickabog será publicado na íntegra exclusivamente online nas próximas semanas devido à pandemia do coronavírus, mas receberá uma versão em e-book e outra impressa em novembro. Rowling revelou que os direitos autorais angariados com a história serão destinados a grupos impactados pelo Covid-19.

J. K. Rowling chegou a brincar que escrevia um livro infantil em 2018, assim que terminou Animais Fantásticos 3, mas não ficou claro se este era The Ickabog.

Os dois primeiros capítulos da história estão disponíveis no site TheIckabog.com. Lá também é possível colorir as ilustrações.

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Resenha

Resenha | Guerras Secretas

Livro reúne X-men, Quarteto Fantástico, os Vingadores e os vilões em um mundo criado para eles se confrontarem.

Rodrigo Roddick

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E se você fosse transportado para um lugar em que seu maior desejo pudesse ser realizado? Só que para isso, você precisaria vencer seus concorrentes? É a partir deste cenário que nasceu Guerras Secretas. Apesar de o livro reunir distintos heróis Marvel, a premissa trabalha o conflito interno do ser humano.

“O Mundo de Batalha era feito de desejos”

Guerras Secretas é uma adaptação de um quadrinho homônimo escrito por Alex Irvine e publicado pela primeira vez em 1984. Ele ganhou a versão literária pela editora Novo Século em 2015, que já publicou diversas narrativas oriundas de histórias em quadrinhos.

O livro se inicia com diferentes heróis sendo transportados para o Mundo de Batalha, um planeta peculiar que ninguém conhecia. X-men, Quarteto Fantástico e os Vingadores, bem como os vilões Magneto, Ultron, Galactus e Doutor Destino precisam guerrear entre eles para atingir o maior prêmio que poderiam almejar: a realização de seu maior desejo.

A princípio, o leitor pode começar a questionar sobre o que um super-herói poderiam querer, se ele já possui poder, o que qualquer pessoa ordinária desejaria ter. Mas Alex Irvine brilhantemente se concentra nas limitações desses personagens, encontrando no poder delas o motivo de suas frustrações. Um exemplo é quando o Charles Xavier, que é paraplégico, começa a andar; outro é quando o Coisa passa a controlar sua transformação em pedra. Ou seja, mesmo sendo pessoas superpoderosas, elas também são humanas e, por isso, acabam tendo limitações e desejos.

Depois de estabelecer a premissa da narrativa, discretamente, por debaixo da trama, surge uma pergunta: o que você estaria disposto a fazer para realizar o seu desejo? E assim, a narrativa impele os leitores a uma análise íntima sobre suas limitações e escrúpulos, convidando-os às suas próprias guerras secretas.

Em um determinado momento, os personagens descobrem que existe uma entidade naquele mundo. Ele é chamado de Beyonder e é encarado como o ser que os levou para o Mundo de Batalha. Ao inseri-lo na história como uma entidade cósmica onipotente, Alex Irvine está metaforizando Deus. Essa provocação do autor propõe uma reflexão mais profunda.

“A verdadeira beleza reside no espírito e nas ações, na combinação da perfeição física com os atos divinos”

É possível observar isso no panorama: Beyonder leva os super-heróis àquele mundo, onde são incitados a digladiarem entre si para que o vencedor seja contemplado com a realização de seu desejo. Essa estrutura pressupõe então que seja esta a finalidade de Deus ao criar nosso universo: entreter-se.

“Ele nos colocou em guerra uns contra os outros para seu próprio divertimento”

E não por acaso, Irvine concentrou na postura do Doutor Destino o constante questionamento humano para com seu criador: ninguém deve controlar o próprio destino senão ele mesmo.

Saindo do campo teológico, Guerras Secretas também permite uma inferência social, questionando a atitude que coletivamente tomamos. É possível ver uma clara crítica ao sistema, que impõe ao ser humano — desde o momento que ele nasce — que ele se municie de ferramentas para realizar seu sonho. Porém, o prêmio é destinado a poucos, e isso gera um conflito de interesses, uma vez que todos querem realizar seus desejos, mas apenas os vencedores são contemplados com este benefício. Que vença o melhor!

Sintetizando este conflito de interesses na criação do Mundo de Batalha, o autor propõe ao leitor que ele é um indivíduo superpoderoso inserido em um mecanismo criado para sabotá-lo. Esse pensamento predispõe um jogo, portanto existe uma tentativa de fazer o interlocutor enxergar sua vida cotidiana como um jogo que ele não precisa jogar. Ao mesmo tempo, ele esclarece que o indivíduo tem o poder de criar qualquer realidade que desejar.

“No Mundo de Batalha, a realidade pode mudar”

Alex Irvine também se preocupou com o pensamento altruísta, geralmente remetidos aos heróis. Charles Xavier é o símbolo dessa ideia, propondo aos demais que eles não lutem, não façam aquilo que o Beyonder tanto incitou a fazê-los. Ele reflete que ninguém queria se levado para lá, então por que não se empenham e sair dali, em vez de jogar o joguinho daquela entidade?

Após essa elucidação, Guerras Secretas faz o leitor compreender que ele deveria usar o jogo a seu favor e não se tornar um escravo dele; que essa conduta faz parte da natureza humana.

“O animal humano é extremamente adaptável. Mesmo algo caótico e imprevisível como o Mundo de Batalha logo se torna navegável, uma vez que a inteligência humana tem a oportunidade de se aclimatar”

Guerras Secretas então acaba sendo um ensaio fictício sobre nosso próprio Mundo de Batalha.

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