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Livros

Zahar agora é um selo da Companhia das Letras

Grupo passa a deter 17 selos e massifica sua presença no cenário editorial brasileiro.

Rodrigo Roddick

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Com 30 anos de afinidade ente Zahar e Companhia das Letras, o grupo editorial concretiza essa afilação ao comprar nesta terça-feria (3) a editora até então administrada por Ana Cristina Zahar, Mariana Zahar e Ana Paula Rocha. Apesar desta aquisição ter sido realizada pela Companhia das Letras, a medida deve-se a Penguim Random House, que detém 70% do grupo.

Segundo Luiz Schwarcz, CEO e fundador – em parceria com Lilia Moritz Schwarcz – da Companhia das Letras, as duas organizações estavam com mútuo interesse em incorporar a Zahar no grupo editorial.

“reagi com enorme emoção quando fui procurado por Crica e sua filha Mariana (a Nana) para saber se seria do nosso interesse incorporar a Zahar ao grupo. A partir daí todo o procedimento se deu como tinha que se dar. Agimos como irmãos tentando juntar interesses comuns” diz o presidente do grupo.

Schwarcz lembra que Jorge Zahar, o fundador da Zahar, foi um dos seus mentores em seu processo de aprendizado e amadurecimento como editor. Ele o conheceu na feira de Frankfurt em 1985 quando representava a Brasiliense e dali nasceu uma amizade que resultou – assim que ele fundou a Companhia – em uma parceria entre as duas editoras.

A Zahar surgiu em 1956 e foi a pioneira em publicar livros de ciências humanas e ciências sociais no Brasil, mas chega ao novo grupo levando um incrível acervo de clássicos universais, livros vocacionais para universitários, bem como as obras infantis, que têm sido encaradas como uma das prioridades pela Companhia das Letras.

O presidente da Penguin Random House, Markus Dhole, explicou que a independência editorial da Zahar será mantida e que é um grande prazer recebê-la ao grupo.

“Abraçamos essa responsabilidade com o comprometimento de preservar a independência editorial da casa e seus editores […] Todos na Penguin Random House estamos […] ansiosos para trabalhar com nossos novos colegas nesse capítulo animador”.

A partir de agora o Grupo Companhia das Letras possui 17 selos editorias: Companhia das Letras, Zahar, Objetiva, Alfaguara, Suma, Paralela, Penguim-Companhia, Companhia de Bolso, Portifolio-Penguim, Fontanar, Companhia de Mesa, Quadrinhos na Companhia, Seguinte, Companhia das Letrinhas, Pequena Zahar, Claro Enigma e Boa Companhia.

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Resenha

Resenha | A Ilha do Guardião da Tempestade

“Uma ilha que nunca se esquece. Uma história que você lembrará para sempre”

Mylla Martins de Lima

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A Ilha do Guardião da Tempestade foi lançado em Janeiro deste ano pela editora Rocco. O romance fantástico foi a estreia de Catherine Doyle, irlandesa, no universo literário.

A ilha do guardião da tempestade: Doyle, Catherine, Fonseca ...

O livro conta a história de Fionn, um menino muito medroso que vai visitar seu avô pela primeira vez na companhia de sua irmã mais velha, Tara. Só o fato de pegarem a balsa de Dublin para Arranmore já é motivo para que o garoto sinta-se desencorajado.

Ao chegar na ilha, não demora muito para que Fionn descubra a importância local de seu avô, até então omitida por Tara e sua mãe. O velhinho nada mais é que o grande Guardião da Tempestade, responsável por guardar as memórias da ilha, além de mantê-la segura da feiticeira Morrigan, que trouxe muita dor e escuridão no passado. Toda a magia de Arranmore é secreta, só residentes podem saber de sua existência.

A aventura começa quando o jovem neto de Malachy descobre que consegue manusear a magia de forma que nem o próprio avô, guardião, consegue. O futuro da ilha depende do inesperado dom curioso de Fionn.

” — Por que acha que todo mundo em Arranmore respeita tanto o Malachy? — disse Bartley, cuspindo gotas de água da chuva. — Acha mesmo que é porque ele passa o tempo todo fazendo velas arcaicas com um monte de temporais inúteis e pores do Sol idiotas? — Fionn sequer teve tempo de responder. — Malachy ajuda os habitantes da ilha com as colheitas. Ele mantém os animais saudáveis. Ele acalma a maré para os pescadores. — Bartley deu um sorriso malicioso. — Mas essa tempestade ele não vai poder impedir”

Esse é o primeiro livro de uma série que deixa um gancho para fãs apreensivos. Toda narrativa é feita de forma a provocar o leitor de construir o grande final mentalmente e ficar aguardando por ele, mas isso não acontece. Tomado pela ansiedade, é difícil não implorar pelo segundo volume.

A autora representa a magia através de velas confeccionadas pelo guardião da magia. Elas permitem que ele guarde histórias e as visite ao queimá-las. Cada viagem no tempo é uma surpresa diferente, uma nova peça para o quebra-cabeça gigante que é a ilha.

” — Você é a história dele, Fionn. Você e Tara. E sua mãe. E eu. Enquanto houver alguém que se lembre de você, você continuará vivo, assim como sua história. Essa é uma das maravilhas de Arranmore. A ilha nunca esquece”

Nem só de surpresas e segredos vivem os personagens dessa história, que só está começando. O maior sonho de Fionn é encontrar seu pai, mesmo que isso seja impossível pois, quando sequer havia nascido, Cormac morreu em um acidente inexplicável durante uma tempestade. Sua mãe não fala sobre e, desde então, nunca mais pisou na ilha também.

Além de perdas, a obra trata também de assuntos como amizade, medo, amor de família, auto-conhecimento, confiança e muito mais!

O livro transmite, de maneira clara, toda emoção que Catherine quis passar. O modo como Fionn se aproxima do avô e o laço que ambos criam, não é de todo mera ficção. Essa história é especial por ser uma homenagem ao avô da autora, que realmente mora Arranmore e sofre de Alzheimer. A moça juntou todo seu amor por lendas locais mais as memórias de seus entes queridos e transformou em um livro encantador, emocionante e interessante da primeira à ultima página.

A Ilha do Guardião da Tempestade é um livro instigante, ótimo para presentear quem está no início da jornada literária (a partir de 10 anos), mas não se anula à quem já tem o hábito de leitura. Catherine traz sentimento à obra, o que agrega ainda mais valor.

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Livros

Mês das mulheres | Personalidades que contribuíram para a literatura

Mulheres literatas e revolucionárias de todos os tempos.

Mylla Martins de Lima

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A literatura sempre foi um espaço ocupado majoritariamente pelo sexo masculino. Mas, apesar de toda essa pressão social em cima das moças, com seus papéis designados a partir do seu nascimento, muitas deram a volta por cima e mostraram seu valor, tendo seus livros atravessado gerações sem sair das livrarias.

Essa lista possui dez mulheres na literatura que resistiram a diversas épocas, provando que seu lugar é onde elas quiserem.

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1. Agatha Christie (1890 – 1976)

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Agatha Mary Clarissa Christie foi escritora, romancista, contista, dramaturga e poetisa britânica, destacando-se no subgênero romance policial.

Segundo o Guiness Book, a autora é a mais bem sucedida dentro do universo literário mundial, com cerca de 4 bilhões de cópias vendidas ao longo dos séculos XX e XXI. Seus números de venda só perdem para Shakespeare e para a Bíblia.

2. Jane Austen (1775 – 1817)

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A inglesa Jane Austen tem seus livros como centro de vários estudos acadêmicos por sua diversidade nas interpretações até hoje. A autora sempre utilizava seu contexto social da nobreza agrária na escrita de seus romances, que normalmente são descritos como inocentes, mas não se enganem!

Ná época, Jane publicava seus textos com pseudônimos masculinos, pois mulheres não podiam ser escritoras, era uma profissão exclusiva dos homens. Isso suscitou muitos debates posteriores, pois os homens consideravam a mulher como intelecto inferior a eles. Chegaram a afirmar que as mulheres possuíam menos neurônios que os homens, quando a ciência atual provou justamente o contrário.

3. Clarice Lispector (1920 – 1977)

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Clarice foi uma escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira. Autora de contos, romances e ensaios, carrega diversos títulos, como o de personalidade importante do séculos XX e maior escritora judia desde Franz Kafka.

4. J. K. Rowling (1965 – ?)

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Joane “Jo” Rowling, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica britânica. J.K. é detentora de uma infinidade de prêmios como o Prêmio Hugo de Melhor Romance e Bram Stoker Awards na categoria de Melhor Livro para Leitores Jovens. Ela vendeu mais de 500 milhões de cópias graças ao seu universo mágico!

Hoje, Jo é a escritora mais lida do mundo! Saiba como Harry Potter mudou sua vida e confira a biografia dela clicando aqui.

5. Anne Rice (1941 – ? )

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Howard Allen O’Brien, mais conhecida como Anne Rice, é uma escritora norte-americana que aborda a literatura gótica utilizando o seu melhor ícone da cultura sombria em sua primeira obra-prima, o Vampiro.

O livro Entrevista com o Vampiro fez tanto sucesso que ganhou duas versões cinematográficas, sendo uma delas a continuação, dando origem à um clássico não só literário. A editora Rocco vai relançar este maravilhoso título agora em abril.

6. Cecília Meireles (1901 – 1964)

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Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi jornalista, pintora, poetisa, escritora e professora brasileira. Por muitos é intitulada a maior poetisa do Brasil, ganhando prêmios tanto pela Academia Brasileira de Letras, o Jabuti de poesia e até o Prêmio Machado de Assis.

7. Nora Roberts (1950 – ?)

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Eleanor Marie Robertson, escritora norte-americana, tem mais de 200 best-sellers românticos. Nora também publica pelos pseudônimos J. D. Robb, Jil March e Sarah Hardesty.

A autora foi a primeira mulher a entrar no Romance Writers of America Hall of Fame. Ela teve seus romances, combinados, somando 861 semanas na lista e best-sellers pela The New York Times, com 176 semanas em primeiro lugar.

8. Marry Shelley (1797 – 1851)

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A autora britânica é dona de uma das mais importantes histórias do gênero terror, Frankenstein. Não é à toa que esse ano a obra completa 202 anos desde sua primeira publicação e não existe uma pessoa que não a conheça. Afinal, sua obra despertou o interesse do público para o gênero e ainda promoveu o surgimento de outras narrativas como Drácula de Bram Stoker, O Médico e o Monstro, entre outros.

Além de romancista, Marry também foi dramaturga e editora, tendo escrito peças de teatro, biografias, relatos de viagem e ajudado no primeiro livro de poemas de seu marido, Perry Shelley.

9. Rachel de Queiroz (1910-2003)

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Jornalista, tradutora, romancista, escritora, cronista e dramaturga brasileira, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, além da primeira mulher a receber o Prêmio de Camões…sem dúvida uma personalidade em tanto!

10. Simone de Beauvior (1908 – 1986)

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Simone Lucie-Ernestine-Marie de Bertrand Beauvoir foi uma francesa escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista e feminista.

Sua fama veio através do movimento existencialista francês mediante às suas teorias acerca do feminismo moderno. Um dos ícones femininos lembrado tanto por suas obras, quanto por suas frases de essência revolucionária.

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Resenha

Resenha | Urucumacuã

A incrível aventura do príncipe alquímico que realizou diversas façanha no norte brasileiro.

Mylla Martins de Lima

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Heloísa Helena Entringer Pereira, junto à Lura Editorial, entregam uma ótima forma de conhecer um pouco mais sobre a magia do folclore amazônico. Urucumacuã foi originalmente publicado em 2018.

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Urucumacuã conta a história do lendário príncipe mágico que viveu há muitos anos no norte do Brasil, na região que hoje chamamos de Amazonas, e lá deixou seu imenso tesouro. Apesar do foco principal ser a realeza, ícones muito conhecidos como Saci Pererê, Mula sem cabeça e até o Boto cor-de-rosa também fazem parte da leitura.

”No dia em que o Sol e Lunes estiverem na casa de Gemini, um grande pássaro branco, desconhecido neste reinado, pousará na janela dos aposentos reais. Então, a rainha dará à luz filhos gêmeos: Príncipe Urucumacuã e Príncipe Kurokuru “

O tom misterioso dado às frases da leitura é o que de fato convida o leitor a se comprometer até o fim do livro, movido pela curiosidade de entender cada personagem secundário apresentado na grande história. O livro é composto por subcontos que relacionam cada ser existente nesse universo abarrotado de misticismo, onde todos são cruciais para o desfecho.

” — Que menino é este?

— De onde o trouxeram? — perguntaram ao mago Natu.

— Acalmai-vos. Explicarei agora. Esta é uma criatura ex-tranha: é Kurupirá, filho de Kaiporã, aquele ser gerado e reproduzido pela força mágica no dia em que o Bruxo Neno se deitou com a senhora Pan Thera, a Marquesa de Sonça, momentos antes de ela se transformar na gata Pintada! ”

Toda a narrativa é contada através de um jogo bem-humorado de palavras, o que torna tudo mais divertido e dinâmico. Contudo, a linguagem escolhida para trabalhar a história é um tanto cansativa, resultando em um livro denso e longo, com 659 páginas. Uma obra nova, mas com vocabulário antigo, expressões até engraçadas, mas que, em alguns casos, podem passar despercebidas, dependendo de quem está com o livro em mãos.

” — O dançarino de número 69 cometeu o ato seis vezes. Asseguro que com a princesa Putha foi in sexto… As outras cinco continuam virgens, mas pelos exames, foram penetradas pela ré, por isso a ré pendida. Não posso garantir, mas conforme a rainha Vidência, a única a engravidar foi a sexta, que se trata da vossa filha!”

A ressignificação de palavras também é considerado um dos pontos altos do livro. O vocabulário popular ganha um novo ponto de vista, na maior parte do tempo, acompanhado de sacadas genuínas. Sem filtro algum, a autora brinca com palavrinhas e palavrões, mostrando seu lado descontraído.

” — O que aconteceu? O que aconteceu?

Sem poder explicar, resumiu o fato numa simples frase:

— Foi o que a princesa Putha pariu… foi a Putha que pariu!”

Para os curiosos, Urucumacuã é uma ótima chance de descobrir o quão bonito, florido e encantador é o nosso folclore.

Urucumacuã é, para os interessados nas raízes do gigante norte brasileiro, uma enciclopédia mitológica

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