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Mês do Horror | Conheça 7 autores que fomentam a literatura macabra

Aproximação do halloween evidencia escritores que flertam com o sombrio.

Thaís Rossi

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Estamos no mês mais assombroso do ano! Para comemorar essa data horripilante, trouxemos a lista de autores que nos transportam para tramas sangrentas, intrigantes e marcantes, cada vez que viramos as páginas de suas obras.

O medo, o horror, o fantástico sombrio e as lendas dark fascinam pessoas desde quando a humanidade começou a contar a histórias e descobrir o poder escondido nelas. Estas vertentes despertam sentimentos que residem na obscuridade de nossa mente… contudo é mais seguro explorá-los em obras fictícias que experimentá-los na vida real.

Conheça agora sete autores contemporâneos que mantêm nosso convívio com o mundo sombrio uma experiência deliciosa – e segura.

1. Neil Gaiman


O autor nasceu em 1960 na cidade de Portchester, na Inglaterra. Desde pequeno sempre demonstrou uma ligação especial com histórias em quadrinhos. Como jornalista, se tornou crítico de HQ e aos vinte anos teve seu primeiro título Violent Cases publicado pela editora inglesa Titan. O escritor é responsável por obras consagradas como Coraline, sua edição sombria de João e Maria e os levantes de sua carreira: Sandman e Morte.

Destinada aos amantes de HQs que não são chegados a histórias de heróis, Sandman tornou-se o carro-chefe do selo Vertigo/DC, além de render a Gaiman reconhecimento mundial, diversas críticas positivas e vários prêmios prestigiados, incluindo o World Fantasy Award.

Nos dias de hoje, além de se dedicar às suas obras, Neil Gaiman também atua como roteirista e diretor das adaptações de suas histórias para as Telinhas. As séries Belas Maldições e Deuses Americanos estão entre as mais procuradas no canal de streaming Amazon Prime. Sandman está sendo adaptada para uma série e, em breve, terá sua estreia através da Netflix.

2. J. K. Rowling

Quem vê o sucesso estonteante da autora não imagina o caminho tortuoso que ela percorreu até se tornar a mãe dos bruxos mais famosos do mundo.

Nascida em 1965, na cidade de Yate, na Inglaterra, Joane sempre foi uma leitora voraz. Com uma mãe doente e um pai com quem mantém, até hoje, uma relação afastada, ela tinha nos livros o seu refúgio da realidade. Entre mudanças de países, um divórcio conturbado, a falta de emprego e as dificuldades de ser mãe solteira nasceu Harry Potter e, junto dele, o legado de J. K. Rowling.

O primeiro livro da saga foi publicado em 1997 com apenas mil cópias impressas, desbancando diversas obras famosas da época. O livro, As Relíquias da Morte, quebrou todos os recordes de venda com onze milhões de exemplares vendidos em menos de 24h nos EUA e no reino Unido. Os três primeiros livros da autora venceram, consecutivamente, o prêmio Nestlé Smarties Books Prizes, tornando Rowling em a única autora a ganhar três prêmios seguidos.

O sucesso foi tão grande que a Warner Bros Comprou os direitos para o cinema, transformando a história em um fenômeno cinematográfico em 1998. Os oitos títulos renderam à companhia mais de oito bilhões de dólares em bilheteria.

3. Stephen King

Nascido em setembro 1947 na cidade de Portland, nos Estados Unidos, Stephen King começou sua saga no mundo da escrita aos 19 anos, quando começou a escrever colunas semanais para o jornal da faculdade.

Após se graduar, em 1970, King começou a lecionar inglês para o ensino médio e nas horas vagas escrevia histórias curtas para revistas locais. Seu primeiro livro publicado foi Carrie no ano de 1974, seguido por A Hora do Vampiro em 1975. A partir daí começou a trilhar sua carreira de escritor.

Stephen King tornou-se o autor de diversos best-sellers, publicou mais de cinquenta romances, quase todos nos gêneros de terror e de fantasia. É um dos autores mais adaptados para o cinema e televisão, como a série Under The Dome. O seu livro A Zona Morta originou a série da Fox com o mesmo nome. Escreveu roteiros de episódios para a série Arquivo X, entre eles, Feitiço, da quinta temporada.

A próxima obra do autor a ganhar uma produção audiovisual é Doutor Sono, com estréia prevista para 8 de novembro. O filme é a sequência de O Iluminado, que contou com a atuação emblemática de Jack Nicholson.

Em 2003, Stephen King recebeu a Medalha Nacional da Fundação do Livro, por sua contribuição à literatura americana. Em 2014, Stephen lançou Revival, romance gótico pop sobre um roqueiro amaldiçoado por um estranho amigo de infância.

4. André Vianco


O autor de Osasco nasceu em janeiro 1975 em São Paulo. Começou a carreira trabalhando como redator para o departamento de jornalismo da Rádio Jovem Pan, permanecendo lá por dois anos. Ele também tinha um emprego de meio-período em uma empresa de cartões de crédito. Publicou por conta própria seu romance de estreia O Senhor da Chuva em 1998.

Após ser demitido da empresa de cartões, André Vianco usou o dinheiro do FGTS para publicar o livro que veio a ser seu primeiro best-seller. E assim nasceu Os Sete, em 1999, livro que foi sucesso de crítica e de vendas, com mais de 50.000 exemplares comercializados até 2008. O livro chamou a atenção da editora Novo Século, que o reeditou um ano depois e foi responsável por publicar muitas das obras subsequentes de autor.

Em 2016, Vianco assinou com a Editora Aleph para relançar todos os seus trabalhos antigos. No mesmo ano teve seu primeiro romance de ficção científica, Dartana, publicado pelo selo Fábrica231 da Rocco. Em 29 de maio de 2017, o autor anunciou em sua página no Facebook que o acordo com a Aleph veio a ser cancelado por razões não esclarecidas e que suas obras anteriores seriam então relançadas pela LeYa Brasil. A editora publicou seu décimo-sétimo romance (e vigésima-terceira obra literária como um todo) Penumbra no halloween de 2017.

André Vianco é o fundador e CEO da iniciativa Vivendo de Inventar, onde ministra aulas sobres técnicas de storytelling e fornece dicas sobre o mercado editorial, além de oferecer oportunidades literárias para que seus alunos, também escritores, tenham a chance de serem publicados. O livro O Lado Sombrio do Sítio é a obra mais recente do projeto de Vianco. Ele esteve em uma sessão de autógrafos na 19ª Bienal do Livro Rio ao lado dos autores da antologia.

5. Raphael Montes


O queridinho que marcou o thriller policial nacional nasceu em setembro de 1990 na cidade do Rio de Janeiro. O escritor, que também é formado em direito, começou a escrever desde a adolescência e teve diversos contos publicados na Playboy, na antologia Rio Noir e na prestigiada revista americana Ellery Queen’s Mystery Magazine.

Aos 20 anos chocou a crítica e o público com o romance Suicidas, um suspense policial que o levou à final do Prêmio Benvirá em 2010, ao Prêmio Machado de Assis 2012 da Biblioteca Nacional e do prestigiado Prêmio São Paulo de Literatura 2013. Em 2017, Suicidas foi publicado em nova edição pela Companhia das Letras.

Aos 24 anos, publicou Dias Perfeitos, que se tornou um fenômeno e levou seu nome para fora do Brasil. O romance teve os direitos de tradução vendidos para 22 países e foi escolhido como Livro do Mês na Amazon norte-americana. No exterior, o livro mereceu resenhas em jornais como The Guardian e Chicago Tribune, recebeu elogios de autores internacionais e foi considerado uma espécie de Irmãos Coen brasileiro.

Em agosto de 2015, a editora Suma lançou O Vilarejo, que o fez ser comparado ao mestre do horror Stephen King. Em 2016, foi a vez de Jantar Secreto, integrando a lista de mais vendidos daquele mês e com direitos de tradução vendidos para França, República Tcheca, Espanha e Polônia. E em maio deste ano, a Companhia das Letras trouxe aos leitores Uma mulher no escuro.

Durante a 19ª Bienal do Livro Rio, Raphael Montes chocou o público literário ao revelar que ele, junto de Ilana Casoy, eram “Andrea Killmore”, a misteriosa autora por trás do livro Bom dia Verônica, relançado em 19 de setembro deste ano com o nome dos dois escritores na capa. O livro está sendo adaptado como série pela Netflix.

6. C. J. TUDOR

C. J. Tudor nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. O amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo, não é à toa que suas inspirações são Stephen King e Jame Hebert. Ao longo dos anos, assumiu várias profissões como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães, mas foi na escrita que se encontrou.

Seu primeiro livro, O Homem de Giz – que em breve vai receber uma resenha do Cabana – foi lançado em 2018. Em entrevista na 19ª Bienal do Livro Rio a autora confessou que a inspiração do livro surgiu através dos desenhos de giz que sua filha fazia pela casa.

Em maio deste ano, O que aconteceu com Annie foi publicado pela editora Intrínseca no Brasil. O livro foi tema da caixa 006 do Clube Intrínsecos e encabeçou por duas semanas a lista dos mais vendidos pela editora.

7. Anne Rice


Howard Allen O’Brien
, nasceu em 1941 em New Orleans, nos estados unidos. Adotou o nome Anne ao entrar na escola, pois achava que seria mais fácil se enturmar com um nome mais ‘comum’. Mudou-se para o Texas em 1958, dois anos após a morte de sua mãe, pois seu pai se casou novamente. Foi lá que ela conheceu seu futuro marido, o poeta e pintor Stan Rice. Casou-se em 1961 e a partir daí passou a usar o nome que escolheu para si junto ao sobrenome do marido.

Formou-se em escrita criativa pela Universidade de São Francisco e já escreveu cerca de 19 livros. Seu romance de estreia, Entrevista com o vampiro (1976), já foi se configurando como um grande best-seller, ganhando até adaptação para o cinema. O livro deu origem a uma série literária sobre  vampiros, intituladas As Crônicas Vampíricas, que incluem cerca de doze volumes.

Debruçada sobre a fantasia, o forte da autora é criar personagens sobrenaturais que procuram, através da essência literária gótica, promover uma espécie de “subcultura vampírica” que  mescla morte  e sexualidade.

Em seus livros a autora costuma brincar com a humanidade primitiva de seus vampiros. Por isso eles são indivíduos com suas paixões, teorias, sentimentos, defeitos e qualidades como os seres humanos. São como uma exacerbação do homem, uma metáfora à sede de sangue que permeia a humanidade. Sua especialidade é mostrar o quão pesado é o fardo da imortalidade através da visão de cada um dos seus personagens.

Um dado curioso sobre Entrevista com Vampiro é que ele foi escrito em uma semana, logo após o falecimento de sua filha por leucemia. Para homenageá-la, Anne Rice criou a personagem Cláudia. Quando a obra chegou às telas dos cinemas, a autora estava no por trás do roteiro e acompanhando a produção de perto.

Em 2005, Anne Rice anunciou que, após o falecimento de seu marido Stan Rice, ela deixaria de escrever obras sobre vampiros, bruxas e outros seres fantásticos e que agora iria se dedicar a outros gêneros literários.

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Resenha | A Ilha do Guardião da Tempestade

“Uma ilha que nunca se esquece. Uma história que você lembrará para sempre”

Mylla Martins de Lima

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A Ilha do Guardião da Tempestade foi lançado em Janeiro deste ano pela editora Rocco. O romance fantástico foi a estreia de Catherine Doyle, irlandesa, no universo literário.

A ilha do guardião da tempestade: Doyle, Catherine, Fonseca ...

O livro conta a história de Fionn, um menino muito medroso que vai visitar seu avô pela primeira vez na companhia de sua irmã mais velha, Tara. Só o fato de pegarem a balsa de Dublin para Arranmore já é motivo para que o garoto sinta-se desencorajado.

Ao chegar na ilha, não demora muito para que Fionn descubra a importância local de seu avô, até então omitida por Tara e sua mãe. O velhinho nada mais é que o grande Guardião da Tempestade, responsável por guardar as memórias da ilha, além de mantê-la segura da feiticeira Morrigan, que trouxe muita dor e escuridão no passado. Toda a magia de Arranmore é secreta, só residentes podem saber de sua existência.

A aventura começa quando o jovem neto de Malachy descobre que consegue manusear a magia de forma que nem o próprio avô, guardião, consegue. O futuro da ilha depende do inesperado dom curioso de Fionn.

” — Por que acha que todo mundo em Arranmore respeita tanto o Malachy? — disse Bartley, cuspindo gotas de água da chuva. — Acha mesmo que é porque ele passa o tempo todo fazendo velas arcaicas com um monte de temporais inúteis e pores do Sol idiotas? — Fionn sequer teve tempo de responder. — Malachy ajuda os habitantes da ilha com as colheitas. Ele mantém os animais saudáveis. Ele acalma a maré para os pescadores. — Bartley deu um sorriso malicioso. — Mas essa tempestade ele não vai poder impedir”

Esse é o primeiro livro de uma série que deixa um gancho para fãs apreensivos. Toda narrativa é feita de forma a provocar o leitor de construir o grande final mentalmente e ficar aguardando por ele, mas isso não acontece. Tomado pela ansiedade, é difícil não implorar pelo segundo volume.

A autora representa a magia através de velas confeccionadas pelo guardião da magia. Elas permitem que ele guarde histórias e as visite ao queimá-las. Cada viagem no tempo é uma surpresa diferente, uma nova peça para o quebra-cabeça gigante que é a ilha.

” — Você é a história dele, Fionn. Você e Tara. E sua mãe. E eu. Enquanto houver alguém que se lembre de você, você continuará vivo, assim como sua história. Essa é uma das maravilhas de Arranmore. A ilha nunca esquece”

Nem só de surpresas e segredos vivem os personagens dessa história, que só está começando. O maior sonho de Fionn é encontrar seu pai, mesmo que isso seja impossível pois, quando sequer havia nascido, Cormac morreu em um acidente inexplicável durante uma tempestade. Sua mãe não fala sobre e, desde então, nunca mais pisou na ilha também.

Além de perdas, a obra trata também de assuntos como amizade, medo, amor de família, auto-conhecimento, confiança e muito mais!

O livro transmite, de maneira clara, toda emoção que Catherine quis passar. O modo como Fionn se aproxima do avô e o laço que ambos criam, não é de todo mera ficção. Essa história é especial por ser uma homenagem ao avô da autora, que realmente mora Arranmore e sofre de Alzheimer. A moça juntou todo seu amor por lendas locais mais as memórias de seus entes queridos e transformou em um livro encantador, emocionante e interessante da primeira à ultima página.

A Ilha do Guardião da Tempestade é um livro instigante, ótimo para presentear quem está no início da jornada literária (a partir de 10 anos), mas não se anula à quem já tem o hábito de leitura. Catherine traz sentimento à obra, o que agrega ainda mais valor.

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Livros

Mês das mulheres | Personalidades que contribuíram para a literatura

Mulheres literatas e revolucionárias de todos os tempos.

Mylla Martins de Lima

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A literatura sempre foi um espaço ocupado majoritariamente pelo sexo masculino. Mas, apesar de toda essa pressão social em cima das moças, com seus papéis designados a partir do seu nascimento, muitas deram a volta por cima e mostraram seu valor, tendo seus livros atravessado gerações sem sair das livrarias.

Essa lista possui dez mulheres na literatura que resistiram a diversas épocas, provando que seu lugar é onde elas quiserem.

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1. Agatha Christie (1890 – 1976)

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Agatha Mary Clarissa Christie foi escritora, romancista, contista, dramaturga e poetisa britânica, destacando-se no subgênero romance policial.

Segundo o Guiness Book, a autora é a mais bem sucedida dentro do universo literário mundial, com cerca de 4 bilhões de cópias vendidas ao longo dos séculos XX e XXI. Seus números de venda só perdem para Shakespeare e para a Bíblia.

2. Jane Austen (1775 – 1817)

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A inglesa Jane Austen tem seus livros como centro de vários estudos acadêmicos por sua diversidade nas interpretações até hoje. A autora sempre utilizava seu contexto social da nobreza agrária na escrita de seus romances, que normalmente são descritos como inocentes, mas não se enganem!

Ná época, Jane publicava seus textos com pseudônimos masculinos, pois mulheres não podiam ser escritoras, era uma profissão exclusiva dos homens. Isso suscitou muitos debates posteriores, pois os homens consideravam a mulher como intelecto inferior a eles. Chegaram a afirmar que as mulheres possuíam menos neurônios que os homens, quando a ciência atual provou justamente o contrário.

3. Clarice Lispector (1920 – 1977)

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Clarice foi uma escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira. Autora de contos, romances e ensaios, carrega diversos títulos, como o de personalidade importante do séculos XX e maior escritora judia desde Franz Kafka.

4. J. K. Rowling (1965 – ?)

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Joane “Jo” Rowling, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica britânica. J.K. é detentora de uma infinidade de prêmios como o Prêmio Hugo de Melhor Romance e Bram Stoker Awards na categoria de Melhor Livro para Leitores Jovens. Ela vendeu mais de 500 milhões de cópias graças ao seu universo mágico!

Hoje, Jo é a escritora mais lida do mundo! Saiba como Harry Potter mudou sua vida e confira a biografia dela clicando aqui.

5. Anne Rice (1941 – ? )

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Howard Allen O’Brien, mais conhecida como Anne Rice, é uma escritora norte-americana que aborda a literatura gótica utilizando o seu melhor ícone da cultura sombria em sua primeira obra-prima, o Vampiro.

O livro Entrevista com o Vampiro fez tanto sucesso que ganhou duas versões cinematográficas, sendo uma delas a continuação, dando origem à um clássico não só literário. A editora Rocco vai relançar este maravilhoso título agora em abril.

6. Cecília Meireles (1901 – 1964)

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Cecília Benevides de Carvalho Meireles foi jornalista, pintora, poetisa, escritora e professora brasileira. Por muitos é intitulada a maior poetisa do Brasil, ganhando prêmios tanto pela Academia Brasileira de Letras, o Jabuti de poesia e até o Prêmio Machado de Assis.

7. Nora Roberts (1950 – ?)

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Eleanor Marie Robertson, escritora norte-americana, tem mais de 200 best-sellers românticos. Nora também publica pelos pseudônimos J. D. Robb, Jil March e Sarah Hardesty.

A autora foi a primeira mulher a entrar no Romance Writers of America Hall of Fame. Ela teve seus romances, combinados, somando 861 semanas na lista e best-sellers pela The New York Times, com 176 semanas em primeiro lugar.

8. Marry Shelley (1797 – 1851)

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A autora britânica é dona de uma das mais importantes histórias do gênero terror, Frankenstein. Não é à toa que esse ano a obra completa 202 anos desde sua primeira publicação e não existe uma pessoa que não a conheça. Afinal, sua obra despertou o interesse do público para o gênero e ainda promoveu o surgimento de outras narrativas como Drácula de Bram Stoker, O Médico e o Monstro, entre outros.

Além de romancista, Marry também foi dramaturga e editora, tendo escrito peças de teatro, biografias, relatos de viagem e ajudado no primeiro livro de poemas de seu marido, Perry Shelley.

9. Rachel de Queiroz (1910-2003)

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Jornalista, tradutora, romancista, escritora, cronista e dramaturga brasileira, Rachel de Queiroz foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras, além da primeira mulher a receber o Prêmio de Camões…sem dúvida uma personalidade em tanto!

10. Simone de Beauvior (1908 – 1986)

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Simone Lucie-Ernestine-Marie de Bertrand Beauvoir foi uma francesa escritora, intelectual, filósofa existencialista, ativista e feminista.

Sua fama veio através do movimento existencialista francês mediante às suas teorias acerca do feminismo moderno. Um dos ícones femininos lembrado tanto por suas obras, quanto por suas frases de essência revolucionária.

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Resenha

Resenha | Urucumacuã

A incrível aventura do príncipe alquímico que realizou diversas façanha no norte brasileiro.

Mylla Martins de Lima

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Heloísa Helena Entringer Pereira, junto à Lura Editorial, entregam uma ótima forma de conhecer um pouco mais sobre a magia do folclore amazônico. Urucumacuã foi originalmente publicado em 2018.

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Urucumacuã conta a história do lendário príncipe mágico que viveu há muitos anos no norte do Brasil, na região que hoje chamamos de Amazonas, e lá deixou seu imenso tesouro. Apesar do foco principal ser a realeza, ícones muito conhecidos como Saci Pererê, Mula sem cabeça e até o Boto cor-de-rosa também fazem parte da leitura.

”No dia em que o Sol e Lunes estiverem na casa de Gemini, um grande pássaro branco, desconhecido neste reinado, pousará na janela dos aposentos reais. Então, a rainha dará à luz filhos gêmeos: Príncipe Urucumacuã e Príncipe Kurokuru “

O tom misterioso dado às frases da leitura é o que de fato convida o leitor a se comprometer até o fim do livro, movido pela curiosidade de entender cada personagem secundário apresentado na grande história. O livro é composto por subcontos que relacionam cada ser existente nesse universo abarrotado de misticismo, onde todos são cruciais para o desfecho.

” — Que menino é este?

— De onde o trouxeram? — perguntaram ao mago Natu.

— Acalmai-vos. Explicarei agora. Esta é uma criatura ex-tranha: é Kurupirá, filho de Kaiporã, aquele ser gerado e reproduzido pela força mágica no dia em que o Bruxo Neno se deitou com a senhora Pan Thera, a Marquesa de Sonça, momentos antes de ela se transformar na gata Pintada! ”

Toda a narrativa é contada através de um jogo bem-humorado de palavras, o que torna tudo mais divertido e dinâmico. Contudo, a linguagem escolhida para trabalhar a história é um tanto cansativa, resultando em um livro denso e longo, com 659 páginas. Uma obra nova, mas com vocabulário antigo, expressões até engraçadas, mas que, em alguns casos, podem passar despercebidas, dependendo de quem está com o livro em mãos.

” — O dançarino de número 69 cometeu o ato seis vezes. Asseguro que com a princesa Putha foi in sexto… As outras cinco continuam virgens, mas pelos exames, foram penetradas pela ré, por isso a ré pendida. Não posso garantir, mas conforme a rainha Vidência, a única a engravidar foi a sexta, que se trata da vossa filha!”

A ressignificação de palavras também é considerado um dos pontos altos do livro. O vocabulário popular ganha um novo ponto de vista, na maior parte do tempo, acompanhado de sacadas genuínas. Sem filtro algum, a autora brinca com palavrinhas e palavrões, mostrando seu lado descontraído.

” — O que aconteceu? O que aconteceu?

Sem poder explicar, resumiu o fato numa simples frase:

— Foi o que a princesa Putha pariu… foi a Putha que pariu!”

Para os curiosos, Urucumacuã é uma ótima chance de descobrir o quão bonito, florido e encantador é o nosso folclore.

Urucumacuã é, para os interessados nas raízes do gigante norte brasileiro, uma enciclopédia mitológica

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